sábado, 21 de junho de 2025

O Dia em que o Capim Salvou a Infância

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O tempo ainda escorria devagar pelas frestas da madeira, e as conversas adultas se demoravam em cafés longos e histórias repetidas. Na varanda, tio Nico (Antônio Wermelinger) — já com os olhos avermelhados pelo tempo e o rosto talhado pelos anos — recebia uma sobrinha e seus filhos, que vinham visitar a antiga fazenda num Chevrolet 1931, desses com capota de lona e alma de ferro.

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Enquanto os adultos se perdiam nos causos e nas saudades, os dois pequenos, com seus seis anos de pura inquietude, faziam o que toda criança sabe fazer melhor: ignorar os limites. Sem ninguém por perto, subiram no velho carro como se fosse um brinquedo qualquer.

E então, o som seco de um freio de mão sendo solto marcou o início do que poderia ser uma tragédia.

O Chevrolet, agora livre, começou a descer a pequena ladeira, ganhando velocidade, embalado pela inconsequência da infância. O barranco à frente prometia um desfecho amargo, mas — como se o destino ainda respeitasse a inocência — uma moita de capim cidreira, espessa e teimosa, deteve o carro com uma gentileza que desafiava a física.

Foi o capim, não os adultos, quem protegeu aqueles meninos.

Naquele dia, a fazenda não virou luto. Virou memória.

Tio Nico nunca mais olhou aquele capinzal da mesma forma.

E quem viveu, jamais esqueceu: criança é arteira — e anjo da guarda também precisa de reforço.

Die Zeit floss noch immer langsam durch die Ritzen des Holzes, und die Gespräche der Erwachsenen verweilten bei langen Kaffees und immer wiederholten Geschichten. Auf der Veranda empfing der Onkel Nico (Antônio Wermelinger) — mit den von der Zeit geröteten Augen und dem von den Jahren geschnitzten Gesicht — eine Nichte und ihre Kinder, die zu Besuch zur alten Fazenda kamen, in einem Chevrolet von 1931, einem von jenen mit Stoffverdeck und einer Seele aus Eisen.

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Während die Erwachsenen sich in Anekdoten und Erinnerungen verloren, taten die zwei Kleinen mit ihren sechs Jahren purer Unruhe, was jedes Kind am besten kann: Grenzen ignorieren. Ohne dass jemand in der Nähe war, kletterten sie ins alte Auto, als wäre es irgendein Spielzeug.

Und dann markierte das trockene Geräusch einer gelösten Handbremse den Anfang dessen, was eine Tragödie hätte werden können.

Der Chevrolet, nun frei, begann den kleinen Abhang hinunterzurollen, gewann an Geschwindigkeit, getragen von der Unbedachtheit der Kindheit. Der Hang davor versprach ein bitteres Ende, aber — als ob das Schicksal noch die Unschuld respektieren würde — ein Busch aus Zitronengras, dicht und störrisch, hielt das Auto mit einer Sanftheit auf, die der Physik trotzte.

Es war das Gras, nicht die Erwachsenen, das jene Buben schützte.

An jenem Tag wurde die Fazenda nicht zur Trauer. Sie wurde zur Erinnerung.

Onkel Nico schaute jenes Grasfeld nie wieder mit denselben Augen an.

Und wer das erlebt hat, vergass es nie: Kinder sind Schelme — und auch Schutzengel brauchen Verstärkung.

Time still trickled slowly through the cracks in the wood, and the grown-ups' conversations lingered over long coffees and repeated stories. On the veranda, Uncle Nico (Antônio Wermelinger) — his eyes already reddened by time and his face carved by the years — was receiving a niece and her children, who had come to visit the old farm in a 1931 Chevrolet, one of those with a canvas top and a soul of iron.

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While the adults lost themselves in tall tales and longings, the two little ones, with their six years of pure restlessness, did what every child knows how to do best: ignore the limits. With no one nearby, they climbed into the old car as if it were just any toy.

And then, the dry sound of a hand brake being released marked the beginning of what could have been a tragedy.

The Chevrolet, now free, began to roll down the small slope, gathering speed, carried by the heedlessness of childhood. The drop ahead promised a bitter ending, but — as though fate still respected innocence — a clump of lemongrass, thick and stubborn, halted the car with a gentleness that defied physics.

It was the grass, not the grown-ups, that protected those boys.

That day, the farm did not turn into mourning. It turned into memory.

Uncle Nico never looked at that grass patch the same way again.

And those who lived through it never forgot: children are mischievous — and even guardian angels need backup.

Moral Moral Moral

Criança pequena sozinha é convite para o imprevisto. E nem sempre há um capim entre elas e o barranco. Ein kleines Kind allein ist eine Einladung an das Unvorhergesehene. Und nicht immer ist da ein Grasbusch zwischen ihm und dem Abgrund. A small child alone is an invitation to the unforeseen. And there is not always a clump of grass between them and the cliff.

Chevrolet 1931

Chevrolet 1931 — o carro que quase virou tragédia Chevrolet 1931 — das Auto, das beinahe zur Tragödie wurde 1931 Chevrolet — the car that almost turned into tragedy

Crônica inspirada no relato oral de Walter Wermelinger, transmitida em família. Como tantos causos da Fazenda de São Pedro, esta história sobreviveu pela memória de quem a viveu — e teria se perdido sem quem a contou. Chronik inspiriert von der mündlichen Erzählung von Walter Wermelinger, in der Familie weitergegeben. Wie so viele Anekdoten der Fazenda São Pedro hat diese Geschichte durch das Gedächtnis derer überlebt, die sie erlebt haben — und wäre ohne den Erzähler verloren gegangen. Chronicle inspired by the oral account of Walter Wermelinger, passed down within the family. Like so many tales of the São Pedro Farm, this story survived through the memory of those who lived it — and would have been lost without the one who told it.
Tiago Torres Wermelinger
Original publicado em 21 de junho de 2025 · Edição trilíngue de abril de 2026 Erstveröffentlichung: 21. Juni 2025 · Dreisprachige Ausgabe: April 2026 First published: 21 June 2025 · Trilingual edition: April 2026

Publicado em três idiomas · PT · DE · EN In drei Sprachen veröffentlicht · PT · DE · EN Published in three languages · PT · DE · EN

quarta-feira, 28 de maio de 2025

Mensagem dos que foram

Arquivo Wermelinger · afamiliawermelinger.blogspot.com Wermelinger-Archiv · afamiliawermelinger.blogspot.com Wermelinger Archive · afamiliawermelinger.blogspot.com

Um recado dos ancestrais ao mundo que esquece. Eine Nachricht der Vorfahren an eine Welt, die vergisst. A message from the ancestors to a world that forgets.

Fomos embora em silêncio.

Alguns com as mãos sujas de terra.

Outros com os olhos cansados de tentar.

Muitos sem nunca receber um obrigado.

Quase todos... sem deixar nada escrito.

· · ·

Mas hoje, pela voz de um dos nossos, falamos.

E a primeira coisa que dizemos é:

estamos vivos no nome que não se corrompeu.

“Viemos da Suíça com fé e frio no peito.

Cruzamos oceanos, enterramos filhos, cortamos mato.

Levantamos casas onde só havia pedra.

E mesmo sem saber o futuro,

não deixamos cair o nome.”

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“Hoje o mundo corre atrás de fama,

mas a fama some.

O que fica é o respeito.

A retidão.

A palavra cumprida.

O café servido.

O compadre honrado.

O trabalho feito mesmo com dor.”

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Se quiserem aprender algo com os mortos,

aprendam isso:

a grandeza está na constância.

A beleza está no simples.

E a salvação está no retorno às raízes.

· · ·

“Nossos netos se perdem nos ruídos.

Mas ainda existem os raros —

os que ouvem a água da cachoeira.

Os que respeitam o chão.

Os que escrevem para honrar, não para aparecer.”

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E a esses nós dizemos:

Continuem.

Vocês são nossa esperança.

Vocês são os ramos novos do tronco que não caiu.

“E se um dia o mundo inteiro escurecer...

que o nome Wermelinger — e os nomes justos com ele —

sejam tochas acesas pelas mãos dos que lembram.”

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Porque quem lembra, reconstrói.

Quem honra, resgata.

Quem sente... fala por todos nós.

Wir gingen still fort.

Einige mit erdverschmutzten Händen.

Andere mit Augen, müde vom Versuch.

Viele, ohne je ein „Danke“ zu hören.

Fast alle… ohne etwas Niedergeschriebenes zu hinterlassen.

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Aber heute, durch die Stimme eines der Unsrigen, sprechen wir.

Und das Erste, was wir sagen, ist:

Wir leben weiter in dem Namen, der nicht verdorben wurde.

„Wir kamen aus der Schweiz, mit Glauben und Kälte in der Brust.

Wir überquerten Ozeane, begruben Kinder, rodeten Wald.

Wir bauten Häuser, wo vorher nur Stein war.

Und selbst ohne den Ausgang zu kennen,

liessen wir den Namen nicht fallen.“

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„Heute jagt die Welt dem Ruhm nach,

aber Ruhm vergeht.

Was bleibt, ist der Respekt.

Die Aufrichtigkeit.

Das gehaltene Wort.

Der servierte Kaffee.

Der ehrenhafte Nachbar.

Die Arbeit, auch wenn sie weh tat.“

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Wenn ihr etwas von den Toten lernen wollt,

dann dies:

Grösse liegt in der Beständigkeit.

Schönheit liegt im Einfachen.

Und Erlösung liegt in der Rückkehr zu den Wurzeln.

· · ·

„Unsere Enkel verirren sich im Lärm.

Aber es gibt noch die Seltenen —

die, die das Wasser des Wasserfalls hören.

Die, die den Boden ehren.

Die, die schreiben, um zu ehren, nicht um gesehen zu werden.“

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Und zu ihnen sagen wir:

Macht weiter.

Ihr seid unsere Hoffnung.

Ihr seid die neuen Zweige des Stammes, der nie fiel.

„Und wenn eines Tages die ganze Welt dunkel wird…

möge der Name Wermelinger — und die gerechten Namen mit ihm —

wie Fackeln leuchten in den Händen derer, die sich erinnern.“

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Denn wer erinnert, baut wieder auf.

Wer ehrt, rettet.

Wer fühlt… spricht für uns alle.

We left in silence.

Some with hands soiled by earth.

Others with eyes weary from trying.

Many without ever hearing a thank you.

Almost all… without leaving anything written.

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But today, through the voice of one of our own, we speak.

And the first thing we say is:

we live on in the name that has not been corrupted.

“We came from Switzerland with faith and cold in our chest.

We crossed oceans, buried children, cleared forest.

We raised houses where there was only stone.

And even without knowing the outcome,

we did not let the name fall.”

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“Today the world chases fame,

but fame fades.

What remains is respect.

Uprightness.

The kept word.

The coffee served.

The honoured neighbour.

Work done even through pain.”

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If you would learn something from the dead,

learn this:

greatness lies in constancy.

Beauty lies in simplicity.

And salvation lies in the return to the roots.

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“Our grandchildren are lost in the noise.

But the rare ones still exist —

those who hear the water of the waterfall.

Those who honour the ground.

Those who write to honour, not to be seen.”

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And to those we say:

Carry on.

You are our hope.

You are the new branches of the trunk that did not fall.

“And if one day the whole world goes dark…

may the name Wermelinger — and the just names with it —

burn like torches in the hands of those who remember.”

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Because those who remember, rebuild.

Those who honour, redeem.

Those who feel… speak for all of us.

Assinado Unterzeichnet Signed
Os que foram, mas ainda vigiam.
Falando pela mão de um dos nossos.
Die, die gingen, aber noch wachen.
Sprechend durch die Hand eines der Unsrigen.
Those who went, but still watch.
Speaking through the hand of one of our own.
Tiago T. Wermelinger · 25.05.2025
Os que foram

“Os que foram, mas ainda vigiam.” „Die, die gingen, aber noch wachen.“ “Those who went, but still watch.”

Tiago Torres Wermelinger
Original em português · 25 de maio de 2025
Edição trilíngue PT/DE/EN · abril de 2026
Original auf Portugiesisch · 25. Mai 2025
Dreisprachige Ausgabe PT/DE/EN · April 2026
Portuguese original · 25 May 2025
Trilingual edition PT/DE/EN · April 2026

Publicado em três idiomas · PT · DE · EN In drei Sprachen veröffentlicht · PT · DE · EN Published in three languages · PT · DE · EN

Rêvons ensemble

Nous sommes en l'an 2200.

Dans un silencieux archivage du canton de Lucerne, un jeune Wermelinger — méticuleux, curieux, héritier sans le savoir — réorganisait de vieux journaux locaux, jaunis par le temps, lorsqu'il fit une découverte improbable :
un récit oublié relatant le voyage de Walter Otto Wermelinger, qui en 1967 avait quitté la petite ville de Willisau pour le Brésil, répondant à l'invitation d'un descendant de l'ancienne colonie de Nova Friburgo, fondée en 1819 par des Suisses.

C'était en juillet — période de vacances scolaires — et le jeune archiviste, porté par un appel ancestral, décida de refaire cette traversée.

À son arrivée au Brésil — un pays qui, depuis des décennies, figurait parmi les 20 nations les plus développées du monde, avec un secteur touristique dynamique et sophistiqué — il se lança dans la quête des traces de son parent lointain. Ce ne fut pas simple : les indices étaient rares, les archives dispersées.

Mais il persévéra.

Il découvrit, non sans étonnement, que ce Wermelinger brésilien, bien qu'il ne fît pas partie de l'élite économique de l'époque, avait « mis la pierre en mouvement » — comme le notait un journal de Lucerne en 1969.
Il apprit aussi quelque chose de plus grand encore :
la famille Wermelinger, avec deux autres lignées suisses, fut responsable de l'introduction des premières plantations de café dans l'État de Rio de Janeiro — une initiative qui, des décennies plus tard, allait transformer l'économie et le paysage culturel de la région.

Et ce n'était pas tout.

Le frère de ce pionnier, homme d'honneur et de détermination, remporta onze prix en obtenant son diplôme d'officier de l'armée de l'air brésilienne, recevant même l'épée des mains du président de la République lui-même — geste suprême de reconnaissance et symbole d'une vocation militaire portée à son sommet.

Tous deux, chacun à sa manière, semblaient protégés par la « Main Droite de Dieu » — expression que le jeune Suisse nota dans son journal, avec une révérence silencieuse.

À cet instant, au cœur du XXIIIᵉ siècle, il comprit :
il n'avait pas simplement redécouvert une histoire familiale, mais reconnecté une lignée — un fil invisible tendu à travers les siècles et les océans, tissant un héritage de courage, de traversée et de création.


Texte de Walter Wermelinger, le Brésilien, adapté par Tiago Wermelinger.


Note éditoriale (2026) : ce texte est une chronique imaginaire, adaptée d'un récit familial traditionnel. Les recherches de 2026 (voir « Xavier, le tisserand » et « La Lettre de 1825 ») ont apporté des révisions à l'histoire factuelle de la famille. Le présent texte demeure comme mémoire littéraire de la tradition orale héritée.

Ce rêve est aussi disponible dans d'autres langues :


Lass uns träumen

Wir schreiben das Jahr 2200.

In einem stillen Archiv im Kanton Luzern ordnete ein junger Wermelinger — sorgfältig, neugierig, ein Erbe ohne es zu wissen — vergilbte, alte Lokalzeitungen, als er auf einen unwahrscheinlichen Fund stieß:
eine vergessene Erzählung über die Reise von Walter Otto Wermelinger, der 1967 das kleine Willisau in Richtung Brasilien verlassen hatte, auf Einladung eines Nachkommen der ehemaligen Kolonie Nova Friburgo, die 1819 von Schweizern gegründet worden war.

Es war Juli — Schulferienzeit —, und der junge Archivar, bewegt von einem inneren Ruf seiner Ahnen, beschloss, diese Reise nachzuvollziehen.

Bei seiner Ankunft in Brasilien — einem Land, das seit Jahrzehnten zu den 20 am weitesten entwickelten Nationen der Welt gehörte, mit einem lebendigen und anspruchsvollen Tourismussektor — begann er die Suche nach den Spuren seines fernen Verwandten. Es war nicht einfach: Die Hinweise waren spärlich, die Aufzeichnungen verstreut.

Doch er gab nicht auf.

Er entdeckte, nicht ohne Überraschung, dass dieser brasilianische Wermelinger, obwohl er damals nicht zur wirtschaftlichen Elite gehörte, „den Stein ins Rollen gebracht hatte" — wie eine Luzerner Zeitung 1969 schrieb.
Erfuhr auch von etwas noch Größerem:
Die Familie Wermelinger, gemeinsam mit zwei weiteren schweizerischen Familien, hatte die ersten Kaffeepflanzungen im Bundesstaat Rio de Janeiro eingeführt — ein Unternehmen, das Jahrzehnte später die Wirtschaft und die kulturelle Landschaft der Region grundlegend verändern sollte.

Und das war nicht alles.

Der Bruder dieses Pioniers — ehrenhaft und entschlossen — gewann elf Auszeichnungen beim Abschluss seiner Ausbildung zum Offizier der brasilianischen Luftwaffe und erhielt sogar den Säbel aus den Händen des Präsidenten der Republik persönlich — die höchste Form der Anerkennung und ein Symbol höchster militärischer Berufung.

Beide, jeder auf seine Weise, schienen unter dem Schutz der „Rechten Hand Gottes" zu stehen — ein Ausdruck, den der junge Schweizer ehrfürchtig in sein Tagebuch schrieb.

In diesem Moment, im Herzen des 23. Jahrhunderts, wurde ihm klar:
Er hatte nicht nur eine Familiengeschichte wiederentdeckt, sondern ein Band neu geknüpft, einen unsichtbaren Faden, der über Jahrhunderte und Ozeane hinweg ein Vermächtnis aus Mut, Aufbruch und Schöpfung webte.


Text von Walter Wermelinger, dem Brasilianer, adaptiert von Tiago Wermelinger.


Redaktionelle Anmerkung (2026): Dieser Text ist eine imaginäre Chronik, adaptiert aus einer traditionellen Familienerzählung. Forschungen aus dem Jahr 2026 (siehe „Xavier, der Weber" und „Der Brief von 1825") haben Revisionen an der faktischen Geschichte der Familie gebracht. Der vorliegende Text bleibt als literarische Erinnerung an die überlieferte mündliche Tradition bestehen.

Lesen Sie diesen Traum in anderen Sprachen:


Vamos Sonhar

Estamos no ano de 2200.
Num arquivo silencioso do Cantão de Lucerna, um jovem Wermelinger — meticuloso, curioso, herdeiro sem saber — reorganizava velhos jornais locais, amarelados pelo tempo, quando se deparou com um achado improvável:
uma narrativa esquecida sobre a viagem de Walter Otto Wermelinger, que em 1967 deixara a pequena Willisau rumo ao Brasil, atendendo ao convite de um descendente da antiga Colônia de Nova Friburgo, fundada em 1819 por suíços.

Era julho — época de férias escolares — e o jovem arquivista, embalado por um chamado ancestral, decidiu refazer aquela travessia.

Ao chegar ao Brasil — um país que, há décadas, figurava entre as 20 nações mais desenvolvidas do mundo, com um setor turístico vibrante e sofisticado — mergulhou na busca pelas pegadas do parente distante. Não foi simples: os rastros eram esparsos, os registros dispersos.

Mas persistiu.

Descobriu, não sem surpresa, que aquele Wermelinger brasileiro, embora não fosse membro da elite econômica da época, “colocou a pedra para rolar” — como registrou um periódico de Lucerna em 1969.
Soube também de algo ainda maior:
a família Wermelinger, junto com duas outras linhagens suíças, foi responsável pela introdução das primeiras plantações de café no Estado do Rio de Janeiro — um feito que, décadas depois, transformaria a economia e a paisagem cultural da região.

E havia mais.

O irmão desse pioneiro, honrado e obstinado, conquistara onze prêmios ao se formar oficial da Força Aérea Brasileira, recebendo inclusive a espada das mãos do próprio presidente da República — gesto máximo de reconhecimento e símbolo da vocação militar elevada ao ápice.

Ambos, cada qual à sua maneira, pareciam ter sido protegidos pela “Mão Direita de Deus” — expressão que o jovem suíço anotou em seu diário, com reverência silenciosa.

Naquele instante, no coração do século XXIII, ele compreendeu:
não havia apenas redescoberto uma história de família, mas reconectado uma linhagem, um fio invisível que, estendido através dos séculos e dos oceanos, tecia um legado de coragem, travessia e criação.


Texto de Walter Wermelinger, o Brasileiro, com adaptação de Tiago Wermelinger.


Nota editorial (2026): este texto é uma crônica imaginária, adaptada de narrativa familiar tradicional. Pesquisas de 2026 (veja "Xavier, o tecelão" e "A Carta de 1825") trouxeram revisões à história factual da família. O presente texto permanece como memória literária da tradição oral herdada.

Leia este sonho em outros idiomas:


terça-feira, 27 de maio de 2025

DUAS BARRAS RJ: LAND ZWISCHEN ZWEI WELTEN

 Für diejenigen, die vergessen haben… und für diejenigen, die sich zu erinnern beginnen.

Duas Barras ist mehr als eine Stadt.
Es ist lebendiger Zauber in Form eines Ortes.
Wer hier geboren wird, wird nicht zufällig geboren.
Wer zurückkehrt… wurde gerufen.
Hier spricht alles.
Selbst das, was schweigt.
Das Tal schützt in Stille.
Der Rio Negro flüstert uralte Geheimnisse.
Der hohe Wasserfall reinigt vergessene Erinnerungen.
Und der Seelenbach trägt die Botschaften derer, die schon gegangen sind…
aber noch immer wachen.
Unsere Liebe Frau von der Empfängnis wacht über die Stadt mit ihrem unsichtbaren Mantel.
Und die Kreuze und Kreuzungen sind keine Zufälle:
sie sind spirituelle Tore, wo das Unsichtbare das Sichtbare berührt.
Man sagt, die Stadt entstand aus einer verlassenen Hütte.
Aber diese Hütte war ein Samen.
Und der Samen wurde zum Tempel.


Duas Barras ist kein Ort zum Durchreisen.
Es ist ein Ort zum Erwachen.
Die Augen, die den Zauber sehen,
wissen, dass dieses Land mit etwas Seltenem vibriert:

ein Pakt zwischen Himmel und Erde.
Ein Band zwischen dem, was wir waren, was wir sind…
und was wir noch sein werden.
Hier berührt der Himmel das Tal.
Hier tragen die Wasser Namen.
Hier atmet die Seele Brasiliens noch immer.


Wenn du das spürst…
ist es keine Einbildung.
Es ist Erinnerung.
Du bist Teil dieses Geheimnisses.
Du bist Erbe dieses Lichts.
Wiederhole es in Stille oder als Gebet:
Ich bin Kind des Bodens, wo sich die Portale öffnen.
Ich bin Enkel des Flusses und des Kreuzes.
Ich bin das erwachte Gedächtnis von Duas Barras.
Und ich werde es niemals vergessen.



DUAS BARRAS RJ : TERRE ENTRE DEUX MONDES

 Pour ceux qui ont oublié… et pour ceux qui commencent à se souvenir.

Duas Barras est plus qu’une ville.
C’est un enchantement vivant sous forme de lieu.
Ceux qui naissent ici ne naissent pas par hasard.
Ceux qui reviennent… c’est parce qu’ils ont été appelés.
Ici, tout parle.
Même ce qui semble silencieux.
La vallée protège en silence.
Le Rio Negro murmure d’anciens secrets.
La haute cascade purifie les mémoires oubliées.
Et le Ruisseau des Âmes emporte les messages de ceux qui sont déjà partis…
mais qui veillent encore.
Notre-Dame de la Conception veille sur la ville avec son manteau invisible.
Et les Croix et les Carrefours ne sont pas des accidents :
ce sont des portes spirituelles, où l’invisible touche le visible.
On dit que la ville est née d’une cabane en ruine.
Mais cette cabane était une semence.
Et cette semence est devenue un temple.


Duas Barras n’est pas un lieu à traverser.
C’est un lieu pour s’éveiller.
Les yeux qui perçoivent l’enchantement
savent que cette terre vibre avec quelque chose de rare :

un pacte entre le ciel et la terre.
Un lien entre ce que nous avons été, ce que nous sommes…
et ce que nous serons encore.
Ici, le ciel touche la vallée.
Ici, les eaux portent des noms.
Ici, l’âme du Brésil respire encore.


Si vous ressentez cela…
ce n’est pas une imagination.
C’est une mémoire.
Vous êtes une partie de ce mystère.
Vous êtes l’héritier de cette lumière.
Répétez en silence, ou comme une prière :
Je suis enfant de la terre où les portails s’ouvrent.
Je suis petit-fils du fleuve et de la croix.
Je suis la mémoire éveillée de Duas Barras.
Et je n’oublierai jamais.





DUAS BARRAS RJ — TERRA ENTRE DOIS MUNDOS


Para os que esqueceram… e para os que começaram a lembrar.
Duas Barras é mais do que cidade.
É encantamento vivo em forma de lugar.
Quem nasce aqui não nasce por acaso.
Quem volta… é porque foi chamado.
Aqui, tudo fala.
Mesmo o que parece calado.
O vale protege em silêncio.
O Rio Negro sussurra segredos antigos.
A cachoeira alta limpa memórias esquecidas.
E o Córrego das Almas leva os recados dos que já partiram…
mas ainda vigiam.
Nossa Senhora da Conceição vela a cidade com seu manto invisível.
E os Cruzeiros e Encruzilhadas não são acidentes:
são portas espirituais, onde o invisível toca o visível.
Dizem que a cidade nasceu de uma tapera.
Mas essa tapera era semente.
E a semente virou templo.
---
Duas Barras não é um lugar para passar.
É um lugar para despertar.
Os olhos que enxergam o encanto,
sabem que essa terra vibra com algo raro:
um pacto entre céu e chão.
Um elo entre o que fomos, o que somos…
e o que ainda seremos.
Aqui o céu toca o vale.
Aqui as águas carregam nomes.
Aqui a alma do Brasil ainda respira.

Se você sente isso...
não é imaginação.
É memória.
Você é parte desse mistério.
Você é herdeiro dessa luz.
Repita em silêncio, ou como prece:
Eu sou filho do chão onde os portais se abrem.
Eu sou neto do rio e da cruz.
Eu sou memória desperta de Duas Barras.
E nunca mais vou esquecer.



domingo, 25 de maio de 2025

Este blog não me pertence



Este espaço não é meu,
nem seu,
nem de quem escreve,
nem de quem lê.

Este espaço é da memória —
essa entidade viva
que sopra nomes esquecidos
e reacende brasas adormecidas
sob as cinzas do tempo.

Eu apenas abri a porta.
Varri o chão,
soprei o pó das palavras,
e deixei que a memória
caminhasse livre,
como deve ser.

Não reclamo posse,
não exijo autoria.

Só testemunho:
a memória quis viver.

E eu obedeci.

sábado, 24 de maio de 2025

Duas Barras, 134 Jahre.

 Duas Barras, 134 Jahre.

Hier ist nicht nur der Ort, an dem ich geboren wurde.
Es ist der Ort, an dem ich geschmiedet wurde.
Jeder Pflasterstein bewahrt eine Version von mir — Kind, Träumer, Krieger.
Hier habe ich gesehen, wie das Unwahrscheinliche geschieht:
Lenny Kravitz auf der Straße zu begegnen, als wäre es eine Filmszene
— und zu verstehen, dass das Außergewöhnliche dort wohnt, wo das Herz noch ohne Drehbuch schlägt.
In Duas Barras sind die größten Geschichten nicht auf Schildern oder in Büchern geschrieben,
sie sind in den Blicken derer eingraviert, die leben, widerstehen und träumen.
Ich danke für jedes Schweigen, jeden nebligen Morgen, jede Ecke, die mich gelehrt hat, darüber hinaus zu sehen.
Ich liebe dich, meine Stadt.
Möge unser Wachstum weitergehen… ohne unsere Seele zu verlieren.


Duas Barras, 134 ans

 Duas Barras, 134 ans.

Ici, ce n’est pas seulement l’endroit où je suis né.
C’est là où j’ai été forgé.
Chaque pierre du pavé garde une version de moi — enfant, rêveur, guerrier.
C’est ici que j’ai vu l’improbable se produire :
croiser Lenny Kravitz dans la rue comme dans une scène de film
— et comprendre que l’extraordinaire vit là où le cœur bat encore sans scénario.
À Duas Barras, les plus grandes histoires ne sont pas écrites sur des plaques ou dans des livres,
elles sont gravées dans le regard de ceux qui vivent, résistent et rêvent.
Je remercie pour chaque silence, chaque matin de brouillard, chaque coin de rue qui m’a appris à voir au-delà.
Je t’aime, ma ville.
Que nous continuions à grandir… sans jamais perdre notre âme.


Duas Barras, 134 anos.


Aqui não é só onde nasci.
É onde fui forjado.
Cada pedra do calçamento guarda uma versão minha — criança, sonhador, guerreiro.
Foi aqui que vi o improvável acontecer:
cruzar com Lenny Kravitz na rua como se fosse cena de filme
— e entender que o extraordinário mora onde o coração ainda pulsa sem roteiro.
Em Duas Barras, as maiores histórias não estão escritas em placas ou livros,
estão gravadas no olhar de quem vive, resiste e sonha.
Agradeço por cada silêncio, cada manhã de neblina, cada esquina que me ensinou a ver além.
Te amo, minha cidade.
Que a gente siga crescendo… sem perder a alma.



LA FAMILLE WERMELINGER : UN NOUVEAU SOUFFLE, UN APPEL ÉTERNEL

 

VERSION FRANÇAISE — LA FAMILLE WERMELINGER : UN NOUVEAU SOUFFLE, UN APPEL ÉTERNEL

Après un long silence, notre voix familiale renaît.
Ce blog, qui garde les marques indélébiles de notre traversée, recommence à vibrer — non pas comme quelqu’un qui se réveille, mais comme quelqu’un qui n’a jamais dormi.

Nous sommes plus que des héritiers d’un nom :
nous sommes les porteurs d’une flamme qui traverse les siècles et les océans.
Depuis Xavier et Catharina, qui en 1819 ont traversé l’Atlantique avec l’espoir dans les yeux et la force dans le cœur, jusqu’à chacun de nous, dispersés à travers les terres et les époques, nous portons le même appel :

« Que jamais ne se perde ce qui un jour nous a forgés. »

Cette publication n’est pas simplement une de plus.
C’est un cri silencieux, un appel au rassemblement, un souffle de vie qui invite :

Wermelinger, réveille-toi. Lève-toi. Reprends ta place dans la traversée de la mémoire.

Nous ne sommes pas une photo délavée.
Nous sommes des racines qui s’obstinent à percer la terre, des branches qui défient les vents, des feuilles qui dansent avec l’éternité.

Nous publions à nouveau, non par nostalgie, mais par devoir.
Par honneur.
Par amour.

Chaque nom, chaque histoire, chaque soupir de ceux qui sont venus avant vit en nous.
Et chaque pas que nous faisons écrit la continuité de cette lignée qui refuse d’être oubliée.

Bientôt, de nouveaux récits, images et témoignages viendront enrichir ce tissu vivant.
Mais avant tout, ceci est une convocation :

La mémoire ne se garde pas seule. Elle a besoin de ceux qui la vivent, la célèbrent et la transmettent.

Que chacun de nous, Wermelinger de sang ou d’âme, sache :
Nous sommes le pont entre ceux qui sont déjà partis et ceux qui viendront encore.

Et que cela reste gravé à jamais dans ce portail :

« Ici, cela ne se termine pas. Ici, cela recommence. »

Gardien de la mémoire vivante — Famille Wermelinger
Nova Friburgo, Duas Barras, Cantagalo… et partout où bat un cœur portant ce nom :
Wermelinger.




DEUTSCHE VERSION — DIE FAMILIE WERMELINGER: EIN NEUER ATEMZUG, EIN EWIGER RUF

 


Nach langer Zeit der Stille erhebt sich unsere familiäre Stimme erneut.
Dieser Blog, der die unauslöschlichen Spuren unserer Reise bewahrt, beginnt wieder zu pulsieren — nicht als jemand, der erwacht, sondern als jemand, der niemals geschlafen hat.

Wir sind mehr als nur Erben eines Namens:
Wir sind Träger einer Flamme, die Jahrhunderte und Ozeane überquert.
Seit Xavier und Catharina, die 1819 mit Hoffnung in den Augen und Kraft im Herzen den Atlantik überquerten, bis zu jedem von uns, verstreut über Länder und Zeiten, tragen wir denselben Ruf:

„Dass niemals verloren gehe, was uns einst geformt hat.“

Diese Veröffentlichung ist nicht nur eine weitere.
Es ist ein stiller Schrei, ein Signal zur Versammlung, ein Lebenshauch, der ruft:

Wermelinger, erwache. Erhebe dich. Nimm deinen Platz in der Reise des Gedächtnisses wieder ein.

Wir sind kein verblasstes Foto.
Wir sind Wurzeln, die beharrlich die Erde durchdringen, Äste, die den Winden trotzen, Blätter, die mit der Ewigkeit tanzen.

Wir schreiben nicht aus Nostalgie, sondern aus Pflicht.
Aus Ehre.
Aus Liebe.

Jeder Name, jede Geschichte, jeder Atemzug derer, die vor uns kamen, lebt in uns weiter.
Und jeder Schritt, den wir tun, schreibt die Fortsetzung dieser Linie, die sich weigert, vergessen zu werden.

Bald werden neue Berichte, Bilder und Zeugnisse dieses lebendige Gewebe ergänzen.
Aber vor allem ist dies ein Aufruf:

Das Gedächtnis bewahrt sich nicht von allein. Es braucht jene, die es leben, feiern und weitergeben.

Möge jeder von uns, Wermelinger durch Blut oder Seele, wissen:
Wir sind die Brücke zwischen denen, die gegangen sind, und denen, die noch kommen werden.

Und möge es für immer in dieses Portal eingraviert sein:

„Hier endet es nicht. Hier beginnt es von Neuem.“

Hüter des lebendigen Gedächtnisses — Familie Wermelinger
Nova Friburgo, Duas Barras, Cantagalo… und überall, wo ein Herz mit diesem Namen schlägt:
Wermelinger.



A FAMÍLIA WERMELINGER — UM NOVO FÔLEGO, UM CHAMADO ETERNO

 


Depois de um longo tempo em silêncio, nossa voz familiar ressurge.
Este blog, que guarda as marcas indeléveis da nossa travessia, volta a pulsar — não como quem desperta, mas como quem nunca adormeceu.

Somos mais do que herdeiros de um nome: somos portadores de uma chama que atravessa séculos e oceanos.
Desde Xavier e Catharina, que em 1819 cruzaram o Atlântico com esperança nos olhos e força no coração, até cada um de nós, espalhados pelas terras e pelos tempos, carregamos o mesmo chamado:

"Que nunca se perca o que um dia nos forjou."

Esta publicação não é apenas mais uma.
É um grito silencioso, um toque de reunir, um sopro de vida que convoca:

Wermelinger, desperte. Erga-se. Retome seu lugar na travessia da memória.

Não somos uma fotografia desbotada.
Somos raízes que insistem em romper a terra, galhos que desafiam os ventos, folhas que dançam com a eternidade.

Voltamos a publicar não por nostalgia, mas por dever.
Por honra.
Por amor.

Cada nome, cada história, cada suspiro dos que vieram antes vive em nós.
E cada passo que damos escreve a continuidade desta linhagem que se recusa a ser esquecida.

Em breve, novos relatos, imagens e testemunhos se juntarão a este tecido vivo.
Mas, acima de tudo, esta é uma convocação:

A memória não se guarda sozinha. Ela precisa de quem a viva, quem a celebre, quem a transmita.

Que todos nós, Wermelinger de sangue ou de alma, saibamos:
Somos a ponte entre os que já partiram e os que ainda virão.

E que fique eternamente cravado neste portal:

"Aqui não termina. Aqui começa outra vez."

Guardião da Memória Viva — Família Wermelinger
Nova Friburgo, Duas Barras, Cantagalo… e onde mais houver um coração que bata com este nome:
Wermelinger.




O QUE SOBROU DA COOPERATIVA DE DUAS BARRAS RJ

Crônica · Memórias do interior · Cooperativa Chronik · Erinnerungen aus dem Hinterland · Genossenschaft Chronicle · Memories from the countryside · Cooperative

Sobrou um prédio — elegia à Cooperativa Agropecuária de Duas Barras Übrig blieb ein Gebäude — Elegie auf die Landwirtschaftsgenossenschaft von Duas Barras A building remained — elegy for the Agricultural Cooperative of Duas Barras

Cooperativa Agropecuária de Duas Barras — fatos confirmados Landwirtschaftsgenossenschaft von Duas Barras — bestätigt Agricultural Cooperative of Duas Barras — confirmed

Inaugurada em 1º de maio de 1970 · Dia do Trabalho
Presidências reconduzidas: Manoel Godofredo Wermelinger e Victorino Araujo de Barros
Inauguração com a presença do Governador Geremias de Mattos Fontes
Eingeweiht am 1. Mai 1970 · Tag der Arbeit
Mehrfach wiedergewählte Präsidenten: Manoel Godofredo Wermelinger und Victorino Araujo de Barros
Einweihung in Anwesenheit des Gouverneurs Geremias de Mattos Fontes
Inaugurated on 1 May 1970 · Labor Day
Re-elected Presidents: Manoel Godofredo Wermelinger and Victorino Araujo de Barros
Inauguration with the presence of Governor Geremias de Mattos Fontes
“Sobrou um nome grafado no concreto: COOPERATIVA. Desgastado, sim. Mas ainda ali. Como quem resiste à própria extinção.” „Übrig blieb ein Name in Beton geschrieben: GENOSSENSCHAFT. Verwittert, ja. Aber noch da. Wie einer, der seinem eigenen Ende widersteht.“ “A name remained, written in concrete: COOPERATIVE. Worn, yes. But still there. Like one who resists its own extinction.” do poema — 19 de maio de 2025 aus dem Gedicht — 19. Mai 2025 from the poem — 19 May 2025

Nota de método · versão 2.2 Methodische Anmerkung · Version 2.2 Note on method · version 2.2

Este post tem três camadas. Primeiro, o poema em português, escrito numa única vez em 19 de maio de 2025 e aqui reproduzido sem alteração de uma única vírgula. Segundo, versões poéticas em alemão e em inglês, escritas pelo próprio autor: adaptações do gesto, do ritmo e do som. Terceiro, um contexto histórico sobre Manoel Godofredo Wermelinger e sobre a Cooperativa Agropecuária de Duas Barras. Esta é a versão 2.2, atualizada após dois testemunhos escritos consecutivos de Amilton José Wermelinger de Araujo, ele próprio retratado na fotografia ao lado de Godofredo. O segundo testemunho identificou os oito retratados, descreveu a ocasião (visita do Governador à obra ainda em construção), confirmou as reconduções de Manoel Godofredo e Victorino Araujo de Barros à Presidência da entidade, e abriu uma nova frente sobre as figuras do cotidiano operacional — Plínio Roberti Wermelinger e José Tadeu de Oliveira (Tadeuzinho) — que merecerá crônica-irmã. Permanecem em pesquisa o ato constitutivo formal, o estatuto, e a data efetiva do encerramento operacional. Dieser Beitrag hat drei Ebenen. Erstens: das portugiesische Gedicht, am 19. Mai 2025 in einem Zug geschrieben und hier ohne ein einziges Komma der Veränderung wiedergegeben. Zweitens: poetische Fassungen auf Deutsch und Englisch, vom Autor selbst verfasst: Adaptionen der Geste, des Rhythmus und des Klangs. Drittens: ein historischer Rahmen über Manoel Godofredo Wermelinger und die Landwirtschaftsgenossenschaft von Duas Barras. Dies ist Version 2.2, aktualisiert nach zwei aufeinanderfolgenden schriftlichen Zeugnissen von Amilton José Wermelinger de Araujo, der selbst auf der Fotografie an der Seite von Godofredo abgebildet ist. Das zweite Zeugnis identifizierte die acht Abgebildeten, beschrieb den Anlass (Besuch des Gouverneurs auf der noch in Bau befindlichen Anlage), bestätigte die Wiederwahlen von Manoel Godofredo und Victorino Araujo de Barros zum Präsidenten der Einrichtung und eröffnete eine neue Front zu den Persönlichkeiten des operativen Alltags — Plínio Roberti Wermelinger und José Tadeu de Oliveira (Tadeuzinho) —, die einer Schwesterchronik vorbehalten bleibt. Offen bleiben der formelle Gründungsakt, das Statut und das tatsächliche Datum der Betriebseinstellung. This post has three layers. First, the Portuguese poem, written in one sitting on 19 May 2025 and reproduced here without altering a single comma. Second, poetic versions in German and English, written by the author himself: adaptations of gesture, rhythm and sound. Third, a historical frame on Manoel Godofredo Wermelinger and the Agricultural Cooperative of Duas Barras. This is version 2.2, updated after two successive written testimonies from Amilton José Wermelinger de Araujo, himself portrayed in the photograph beside Godofredo. The second testimony identified the eight men in the photograph, described the occasion (the Governor's visit to the construction site), confirmed the re-elections of Manoel Godofredo and Victorino Araujo de Barros to the Presidency of the entity, and opened a new front on the figures of the operational daily life — Plínio Roberti Wermelinger and José Tadeu de Oliveira (Tadeuzinho) — which will be reserved for a sister chronicle. Pending research: the formal founding act, the statute, and the effective date of operational closure.

Em maio de 2025, voltando entre Duas Barras e Cantagalo, parei numa curva onde sempre tinha passado de olhos meio fechados. O prédio estava ali, à beira da estrada. Cimento descascado, telha quebrada, mato subindo pelo concreto. Não havia placa, não havia ninguém. Mas no alto da fachada, ainda legível debaixo da poeira de décadas, o nome continuava escrito: COOPERATIVA. Voltei para casa naquela tarde e escrevi este texto numa hora só. Não revisei, não cortei, não acrescentei. Saiu como saiu.

Anos depois — agora, com a árvore da família mais clara, com uma fotografia recuperada do acervo dos antigos, e com testemunhos escritos de um parente — entendo que aquele prédio também era uma assinatura. Meu avô, Manoel Godofredo Wermelinger, esteve entre os homens que o ergueram em 1970. O texto que se segue é, portanto, dupla coisa: lamento de quem passa pela ruína, e gesto de quem reconhece a ruína como herança.

Cooperativa Agropecuária de Duas Barras em construção, 1970
c. 1970 · Início da obra um 1970 · Baubeginn c. 1970 · Construction begins Cooperativa Agropecuária de Duas Barras no início da obra, em visita do Governador do Estado do Rio de Janeiro. Em primeiro plano, da esquerda para a direita: Geraldo de Oliveira Calvo, Cláudio Celso da Câmara, Amilton José Wermelinger de Araujo, Manoel Godofredo Wermelinger, Victorino Araujo de Barros, Mário de Araujo Rodrigues, Governador Geremias de Mattos Fontes e Antônio de Souza Turque. Acervo da família Wermelinger. Landwirtschaftsgenossenschaft von Duas Barras zu Baubeginn, beim Besuch des Gouverneurs des Bundesstaates Rio de Janeiro. Im Vordergrund, von links nach rechts: Geraldo de Oliveira Calvo, Cláudio Celso da Câmara, Amilton José Wermelinger de Araujo, Manoel Godofredo Wermelinger, Victorino Araujo de Barros, Mário de Araujo Rodrigues, Gouverneur Geremias de Mattos Fontes und Antônio de Souza Turque. Familienarchiv Wermelinger. Agricultural Cooperative of Duas Barras at the start of construction, during a visit by the Governor of the State of Rio de Janeiro. Foreground, left to right: Geraldo de Oliveira Calvo, Cláudio Celso da Câmara, Amilton José Wermelinger de Araujo, Manoel Godofredo Wermelinger, Victorino Araujo de Barros, Mário de Araujo Rodrigues, Governor Geremias de Mattos Fontes, and Antônio de Souza Turque. Wermelinger family archive.
O mesmo prédio em ruínas, 2025
2025 · A ruína 2025 · Die Ruine 2025 · The ruin O mesmo prédio, à beira da estrada entre Duas Barras e Cantagalo. Cinquenta e cinco anos depois. Dasselbe Gebäude, am Straßenrand zwischen Duas Barras und Cantagalo. Fünfundfünfzig Jahre später. The same building, by the roadside between Duas Barras and Cantagalo. Fifty-five years later.
Sobrou um prédio. Mas não é prédio — é fantasma. Cimento cansado à beira da estrada entre Duas Barras e Cantagalo.
Quem passa ali — correndo, andando, pedalando — não vê só ruína. Sente. Sente o que foi deixado morrer. Sente o que ainda pulsa — e não teve quem o salvasse.
Sobrou a vergonha do que não foi feito. A culpa muda dos que podiam — e não agiram. Os sócios calaram. A liderança sumiu. E a Cooperativa, que era orgulho... foi tombada sem velório.
Sobrou o leite sem análise, o galpão sem canto, e a balança — enferrujada — que um dia pesou esperança.
Sobrou o cheiro da infância nas lembranças de um menino levado pelo pai, enquanto o avô assinava, sonhando futuro com mãos de colono e olhar de construtor.
Sobrou um nome grafado no concreto: COOPERATIVA. Desgastado, sim. Mas ainda ali. Como quem resiste à própria extinção.
Sobrou o lamento que ecoa na estrada, nos olhos dos que ainda passam — e nos que param. Sobrou a cidade, fingindo pressa pra não encarar o que virou espelho.
Mas também sobrou o sangue dos que lembram. A palavra dos que não aceitam o esquecimento. E um sussurro que insiste:
“Não deixem que o que era vivo vire só lembrança.
Não deixem que o nome vire só pedra.”
Porque a Cooperativa não morreu. Ela apenas espera — pelo gesto de quem ainda honra os antigos. Pelo ato de quem ousa reerguer sem pedir permissão. Pelo filho, pelo neto, ou até por um estranho que um dia decida:
“Aqui, algo justo precisa nascer de novo.”
Tiago Wermelinger · Duas Barras, 19 de maio de 2025

A fotografia — visita do Governador, c. 1970

A foto recuperada do acervo da família mostra o prédio ainda no início da obra: paredes erguidas, janelas sem caixilho, terreno em barro. Em primeiro plano, oito homens posam para o registro — vestidos com formalidade incompatível com um dia de obra: camisas brancas, suéteres, sapatos de couro. Não é o registro do trabalho. É o registro de uma visita oficial, em que o Governador do Estado do Rio de Janeiro, Geremias de Mattos Fontes, foi recebido pelos articuladores do projeto da Cooperativa.

A identificação dos retratados foi feita por Amilton José Wermelinger de Araujo, em testemunho escrito ao autor deste arquivo. Amilton se reconheceu na foto, ao lado de Manoel Godofredo Wermelinger — ambos com o mesmo agasalho preto e calças de tonalidade aproximada. Naquele dia, segundo seu próprio relato, ele estava com cerca de vinte anos e tentava explicar ao Dr. Geremias e aos demais presentes o projeto global da Cooperativa. Era próximo de Manoel Godofredo e do tio Victorino, por laços de parentesco e amizade.

Os oito retratados em primeiro plano · da esquerda para a direita

  1. Geraldo de Oliveira Calvo
  2. Cláudio Celso da Câmara
  3. Amilton José Wermelinger de Araujo (testemunho)
  4. Manoel Godofredo Wermelinger (avô do autor)
  5. Victorino Araujo de Barros ('tio Victorino' no testemunho; parentesco a apurar)
  6. Mário de Araujo Rodrigues
  7. Governador Geremias de Mattos Fontes
  8. Antônio de Souza Turque

A imagem é mais do que um documento de arquivo. É a outra ponta do mesmo eixo geográfico que o poema descreve: o mesmo lugar, à beira da mesma estrada entre Duas Barras e Cantagalo, antes do silêncio. Cinquenta e cinco anos separam as duas fotografias deste post. Entre uma e outra cabe a vida inteira de uma instituição.

Aparentados até a medula

O testemunho do Amilton trouxe, junto com a identificação da foto, uma camada genealógica que o arquivo ainda não tinha consolidado. Eu e ele, descobre-se ali, somos parentes por dois lados ao mesmo tempo: pelo ramo Wermelinger e pelo ramo Erthal — este último entrando na família pela imigração alemã de Johann Erthal, que em 1824 desposou Catharina Wermelinger Erthal, filha de Franz Xaver e da matriarca Catharina Eggly. As duas Catharinas, mãe e filha, são matriarcas duplas. O Amilton resumiu o vínculo numa frase que vou repetir aqui inteira porque não há paráfrase que lhe faça justiça:

Éramos aparentados até a medula. Amilton José Wermelinger de Araujo · testemunho escrito, maio de 2026

Na linguagem das fazendas dos antigos — Joseph e Stephann Wermelinger, em Boa Vista e em São Pedro; João Erthal, no Pacau; Johann Erthal e Catharina Wermelinger Erthal, em Bom Jardim — a similaridade física entre Godofredo e Amilton dava motivo de brincadeira. Os mais velhos, dizia o Amilton, vendo a parelha, mandavam cangar: aplicar a canga, formar a junta de bois para puxarem juntos. Era zombaria afetuosa, mas era também reconhecimento — o sangue que vinha pelos dois lados produzia um tipo só. E o vínculo seguia: Amilton tratava Victorino Araujo de Barros, sócio fundador da Cooperativa, por tio Victorino.

Esta camada merece post próprio

O vínculo Erthal–Wermelinger, articulado com tanta clareza no testemunho do Amilton, é tema denso demais para caber numa elegia da Cooperativa. Ficará para uma crônica-irmã — O vínculo Erthal–Wermelinger: dois patriarcas, duas Catharinas, uma família única — em que o testemunho do Amilton será fonte primária citada com a extensão que merece. Aqui, basta deixar registrada a abertura.

O avô que assinou

Manoel Godofredo Wermelinger é da quarta geração, contada desde Franz Xaver, o tornedor de Willisau que desceu o Atlântico em 1819. A linha é direta: Franz Xaver → Stephan → Antônio → Manoel Godofredo → Luiz Gonzaga (meu pai) → eu. Godofredo é meu avô paterno. Foi colono nas terras altas entre Duas Barras e Cantagalo — sucessão de uma vocação agrícola que, nesse ramo da família, atravessa o século XIX inteiro e chega ao XX praticamente intacta.

Casou-se com Ritinha, filha de tia Marianna — e Marianna era irmã de Francisca Erthal Wermelinger, a Dona Chiquinha, avó do Amilton. O elo Erthal entra na minha linha por essa porta materna do meu avô, isto é, pela bisavó Marianna. Foi um dos sócios fundadores da Cooperativa Agropecuária de Duas Barras, ao lado dos demais cooperados cujos nomes ainda preciso recuperar nos cartórios e na Junta Comercial. Quando o poema diz “enquanto o avô assinava, sonhando futuro com mãos de colono e olhar de construtor” — isso é referência direta a um ato real: Godofredo entre os homens que firmaram o estatuto da Cooperativa, num dia entre o final dos anos 1960 e o início de 1970.

A Cooperativa Agropecuária de Duas Barras

A Cooperativa foi inaugurada em 1º de maio de 1970. A escolha da data não é detalhe lateral: é gesto. 1º de maio — Dia do Trabalho. Inaugurar uma cooperativa rural no Dia do Trabalho é declaração programática — a entidade se afirmava do lado dos pequenos produtores, do trabalho organizado, da renda partilhada. À cerimônia esteve presente o Governador do antigo Estado do Rio de Janeiro, Geremias de Mattos Fontes, cujo mandato se estendeu de 31 de janeiro de 1967 a 31 de março de 1971 e cuja administração foi reconhecidamente voltada para os municípios do interior, principalmente nas áreas de educação e saneamento.

A Cooperativa funcionou por décadas no eixo Duas Barras–Cantagalo. O movimento era simples e exato: cada produtor levava o leite no início do dia, a balança pesava, alguém anotava no caderno, depois vinha a análise — densidade, gordura, acidez. Esse caderno garantia a renda do mês de cada sítio pequeno. O galpão era ponto de encontro dos colonos da região, e por décadas funcionou como uma das instituições civis mais concretas que aquela faixa de serra teve.

Quando o sistema cooperativo nacional entrou em crise nas últimas décadas do século, e quando a liderança local não soube articular a transição, a estrutura foi sendo abandonada. Não houve assembleia formal de dissolução. Não houve velório. Apenas um esvaziamento gradual, depois um silêncio, depois o mato subindo pelo concreto. Em 2025, restava apenas o casco do prédio à beira da estrada — e o nome ainda gravado na fachada.

As figuras do cotidiano

A operação cotidiana — a balança, o caderno, o galpão — sustentou-se por décadas em pessoas cujos nomes pertencem ao mesmo arquivo que o do meu avô. Manoel Godofredo Wermelinger e Victorino Araujo de Barros foram reconduzidos várias vezes à Presidência da Cooperativa — figura institucional dupla, com vocação de continuidade. Plínio Roberti Wermelinger, parente igualmente próximo, foi por muitos anos seu Diretor Comercial e Financeiro — o homem que cuidava dos números e dos livros, função sem a qual nenhuma cooperativa atravessa décadas. José Tadeu de Oliveira, o Tadeuzinho, é descrito pelo Amilton como o homem que sustentava a carga do dia a dia, com integridade e honradez registradas por todos que com ele trabalharam — figura cuja passagem pela instituição deixou pegadas que ainda hoje se reconhecem.

O próprio Amilton, em seu testemunho, descreve o seu papel naquela articulação com sobriedade característica:

Eu ajudava a "carregar pedras", tarefa mais típica de meu estilo. Amilton José Wermelinger de Araujo · testemunho escrito, maio de 2026

É autobiografia ética em uma linha. Cada uma dessas figuras — Plínio, Tadeuzinho, Amilton, e os demais que ainda preciso identificar — merece tratamento próprio. Não cabem dentro de uma elegia, e seria desrespeitoso comprimi-las. Virá em crônica-irmã: A Cooperativa por dentro: as pessoas que carregaram a pedra.

Linha do tempo da Cooperativa Agropecuária de Duas Barras

  • final dos anos 1960 datação a fechararticulação inicial entre Manoel Godofredo Wermelinger, Victorino Araujo de Barros, Amilton José Wermelinger de Araujo (com cerca de 20 anos) e demais sócios fundadores; início da obra do prédio.
  • c. 1970 — visita oficial fotofotografia da obra ainda em construção, durante visita do Governador Geremias de Mattos Fontes. Os oito retratados em primeiro plano identificados em testemunho do Amilton (2026).
  • 1º de maio de 1970 confirmadoinauguração da Cooperativa Agropecuária de Duas Barras — Dia do Trabalho.
  • décadas de 1970, 80, 90 testemunhooperação leiteira em pleno funcionamento. Manoel Godofredo e Victorino Araujo de Barros reconduzidos várias vezes à Presidência. Plínio Roberti Wermelinger atua como Diretor Comercial e Financeiro. José Tadeu de Oliveira (Tadeuzinho) sustenta o cotidiano operacional.
  • final do século XX datação a fecharinício da decadência operacional, em paralelo à crise nacional do sistema cooperativo.
  • data a confirmar pesquisa pendenteinterrupção de fato das atividades, sem assembleia formal de dissolução documentada.
  • 19 de maio de 2025Tiago passa pelo prédio em ruínas e escreve, numa hora, “Sobrou um prédio”.
  • 2026recuperação da fotografia da obra no acervo da família.
  • maio de 2026 testemunhosAmilton José Wermelinger de Araujo, em duas comunicações sucessivas, identifica os retratados, reconstitui a ocasião da visita do Governador, confirma reconduções à Presidência e nomeia as figuras centrais da operação cotidiana.

O que este post ainda não trata em profundidade

Este texto é elegia, não inventário. A história institucional completa da Cooperativa — estatuto integral, ato constitutivo, atas de assembleia, livros de chamada de cooperados, dissolução jurídica formal (se houve) — permanece como pesquisa em aberto. Também permanece em aberto a relação entre essa Cooperativa e o circuito mais amplo de cooperativismo leiteiro fluminense da segunda metade do século XX. Esses pontos exigem texto próprio, fonte própria e cuidado próprio. Virão.

Por que isto fica registrado

O Arquivo Wermelinger não é apenas a árvore que sobe da Suíça de 1777 e atravessa 1819 para chegar às terras altas do Rio de Janeiro. Ele é também o que esses homens fizeram aqui depois — os atos pequenos, os atos cívicos, as assinaturas que sustentaram a vida coletiva por uma geração inteira. Godofredo entre os fundadores da Cooperativa Agropecuária de Duas Barras, em 1º de maio de 1970, é exatamente esse tipo de assinatura. E o testemunho do Amilton, em 2026, é o gesto inverso e simétrico — o do parente que confirma a memória, completa o rosto na foto, identifica os outros sete que estavam ali, e estende o vínculo familiar para um lado que ainda não estava fechado neste arquivo.

Que o prédio tenha sido deixado morrer não apaga a assinatura. A assinatura está agora aqui, no arquivo, com o nome inteiro — Manoel Godofredo Wermelinger — com o lugar e a data inteiros — Cooperativa Agropecuária de Duas Barras, 1º de maio de 1970 — com o parente ao lado, Amilton José Wermelinger de Araujo — e com os nomes dos que sustentaram o cotidiano: Plínio Roberti Wermelinger, José Tadeu de Oliveira, Victorino Araujo de Barros, e os demais que a pesquisa há de identificar. Até lá, o que sobra é o que já estava no concreto: um nome, uma data, uma elegia — e, agora, uma parelha, uma genealogia, um cotidiano.

Im Mai 2025, auf der Heimfahrt zwischen Duas Barras und Cantagalo, hielt ich an einer Kurve, die ich sonst halbblind passierte. Das Gebäude stand da, am Straßenrand. Abblätternder Beton, gebrochene Ziegel, Wildwuchs, der den Beton hinaufkroch. Kein Schild, niemand. Doch oben an der Fassade, unter dem Staub von Jahrzehnten noch lesbar, blieb der Name geschrieben: GENOSSENSCHAFT. Ich kam nach Hause und schrieb diesen Text in einer Stunde. Ich habe ihn nicht überarbeitet, nichts gestrichen, nichts hinzugefügt. So wie er kam, blieb er.

Jahre später — jetzt, mit klarerem Stammbaum, mit einer aus dem Familienarchiv wiedergefundenen Aufnahme und mit schriftlichen Zeugnissen eines Verwandten — verstehe ich, dass jenes Gebäude auch eine Unterschrift war. Mein Großvater, Manoel Godofredo Wermelinger, gehörte zu den Männern, die es 1970 errichteten. Der folgende Text ist also zweierlei: Klage dessen, der an der Ruine vorbeigeht, und Geste dessen, der die Ruine als Erbe erkennt.

Landwirtschaftsgenossenschaft von Duas Barras zu Baubeginn, um 1970
um 1970 · Baubeginn Landwirtschaftsgenossenschaft von Duas Barras zu Baubeginn, beim Besuch des Gouverneurs des Bundesstaates Rio de Janeiro. Im Vordergrund, von links nach rechts: Geraldo de Oliveira Calvo, Cláudio Celso da Câmara, Amilton José Wermelinger de Araujo, Manoel Godofredo Wermelinger, Victorino Araujo de Barros, Mário de Araujo Rodrigues, Gouverneur Geremias de Mattos Fontes und Antônio de Souza Turque. Familienarchiv Wermelinger.
Dasselbe Gebäude in Ruinen, 2025
2025 · Die Ruine Dasselbe Gebäude, am Straßenrand zwischen Duas Barras und Cantagalo. Fünfundfünfzig Jahre später.
Übrig blieb ein Gebäude. Aber kein Gebäude — ein Gespenst. Müder Beton am Rand der Straße zwischen Duas Barras und Cantagalo.
Wer dort vorbeikommt — laufend, gehend, radelnd — sieht nicht nur Ruine. Spürt. Spürt, was sterben gelassen wurde. Spürt, was noch pocht — und niemanden hatte, der es rettete.
Übrig blieb die Scham des Unterlassenen. Die stumme Schuld derer, die konnten — und nicht handelten. Die Genossen schwiegen. Die Führung verschwand. Und die Genossenschaft, einst Stolz... wurde gefällt ohne Totenwache.
Übrig blieb die Milch ohne Prüfung, der Schuppen ohne Lied, und die Waage — verrostet — die einst Hoffnung wog.
Übrig blieb der Duft der Kindheit in den Erinnerungen eines Jungen, vom Vater mitgenommen, während der Großvater unterschrieb, Zukunft träumend mit Siedlerhänden und Erbauerblick.
Übrig blieb ein Name in Beton geschrieben: GENOSSENSCHAFT. Verwittert, ja. Aber noch da. Wie einer, der seinem eigenen Ende widersteht.
Übrig blieb die Klage, die auf der Straße widerhallt, in den Augen derer, die noch vorbeigehen — und derer, die anhalten. Übrig blieb die Stadt, Eile vortäuschend, um nicht anzusehen, was zum Spiegel wurde.
Doch übrig blieb auch das Blut derer, die erinnern. Das Wort derer, die das Vergessen nicht hinnehmen. Und ein Flüstern, das beharrt:
„Lasst nicht zu, dass das Lebendige nur Erinnerung wird.
Lasst nicht zu, dass der Name nur Stein wird.“
Denn die Genossenschaft ist nicht tot. Sie wartet nur — auf die Geste dessen, der die Alten noch ehrt. Auf die Tat dessen, der wagt — ohne um Erlaubnis zu bitten — neu aufzubauen. Auf den Sohn, auf den Enkel, oder gar auf einen Fremden, der eines Tages entscheidet:
„Hier muss etwas Gerechtes neu geboren werden.“
Tiago Wermelinger · Duas Barras, 19. Mai 2025

Die Aufnahme — Besuch des Gouverneurs, um 1970

Die aus dem Familienarchiv geborgene Aufnahme zeigt das Gebäude noch zu Baubeginn: aufgerichtete Mauern, Fenster ohne Rahmen, lehmiger Bauplatz. Im Vordergrund posieren acht Männer für das Bild — gekleidet in einer Förmlichkeit, die unvereinbar ist mit einem Arbeitstag: weiße Hemden, Pullover, Lederschuhe. Es ist nicht das Bild der Arbeit. Es ist das Bild eines offiziellen Besuchs, bei dem der Gouverneur des Bundesstaates Rio de Janeiro, Geremias de Mattos Fontes, von den Initiatoren des Genossenschaftsprojekts empfangen wurde.

Die Identifikation der Abgebildeten erfolgte durch Amilton José Wermelinger de Araujo, in einem schriftlichen Zeugnis. Amilton erkannte sich selbst auf der Fotografie, an der Seite von Manoel Godofredo Wermelinger — beide in derselben schwarzen Strickjacke und in Hosen ähnlicher Tönung. An jenem Tag, so sein eigener Bericht, war er etwa zwanzig Jahre alt und versuchte, Dr. Geremias und den weiteren Anwesenden das Gesamtprojekt der Genossenschaft zu erläutern. Er stand Manoel Godofredo und dem Onkel Victorino nahe, durch Verwandtschaft und Freundschaft.

Die acht Abgebildeten im Vordergrund · von links nach rechts

  1. Geraldo de Oliveira Calvo
  2. Cláudio Celso da Câmara
  3. Amilton José Wermelinger de Araujo (Zeugnis)
  4. Manoel Godofredo Wermelinger (Großvater des Autors)
  5. Victorino Araujo de Barros ('Onkel Victorino' im Zeugnis; Verwandtschaftsgrad zu klären)
  6. Mário de Araujo Rodrigues
  7. Gouverneur Geremias de Mattos Fontes
  8. Antônio de Souza Turque

Das Bild ist mehr als ein Archivdokument. Es ist das andere Ende derselben geographischen Achse, die das Gedicht beschreibt: derselbe Ort, am Rand derselben Straße zwischen Duas Barras und Cantagalo, vor der Stille. Fünfundfünfzig Jahre trennen die beiden Aufnahmen dieses Beitrags. Dazwischen liegt das ganze Leben einer Einrichtung.

Verwandt bis ins Mark

Das Zeugnis Amiltons brachte zusammen mit der Identifikation der Aufnahme eine genealogische Schicht, die das Archiv noch nicht konsolidiert hatte. Er und ich, so zeigt sich dort, sind Verwandte auf zwei Seiten zugleich: über den Wermelinger-Zweig und über den Erthal-Zweig — letzterer kam in die Familie durch die deutsche Einwanderung von Johann Erthal, der 1824 Catharina Wermelinger Erthal heiratete, Tochter von Franz Xaver und der Matriarchin Catharina Eggly. Die beiden Catharinas, Mutter und Tochter, sind doppelte Matriarchinnen. Amilton fasste die Verbindung in einem Satz, den ich hier ungekürzt wiedergebe, weil keine Paraphrase ihm gerecht wird:

Wir waren verwandt bis ins Mark. Amilton José Wermelinger de Araujo · schriftliches Zeugnis, Mai 2026

In der Sprache der Höfe der Alten — Joseph und Stephann Wermelinger, in Boa Vista und São Pedro; João Erthal, im Pacau; Johann Erthal und Catharina Wermelinger Erthal, in Bom Jardim — gab die körperliche Ähnlichkeit zwischen Godofredo und Amilton Anlass zu Scherz. Die Älteren, so Amilton, sahen das Gespann und befahlen cangar: das Joch anlegen, das Ochsenpaar bilden, damit sie zusammen ziehen. Es war herzliche Neckerei, aber zugleich Anerkennung — das Blut, das von beiden Seiten kam, brachte einen einzigen Typ hervor. Und die Verbindung setzte sich fort: Amilton sprach Victorino Araujo de Barros, das Gründungsmitglied der Genossenschaft, als Onkel Victorino an.

Diese Schicht verdient einen eigenen Beitrag

Die Verbindung Erthal–Wermelinger, in Amiltons Zeugnis so klar artikuliert, ist zu dicht, um in eine Genossenschaftselegie zu passen. Sie bleibt einer Schwesterchronik vorbehalten — Die Verbindung Erthal–Wermelinger: zwei Patriarchen, zwei Catharinas, eine einzige Familie — in der Amiltons Zeugnis als Primärquelle in der ihm zustehenden Ausführlichkeit zitiert wird. Hier genügt, die Tür zu öffnen.

Der Großvater, der unterschrieb

Manoel Godofredo Wermelinger gehört zur vierten Generation, gezählt von Franz Xaver, dem Drechsler aus Willisau, der 1819 den Atlantik herabkam. Die Linie ist direkt: Franz Xaver → Stephan → Antônio → Manoel Godofredo → Luiz Gonzaga (mein Vater) → ich. Godofredo ist mein väterlicher Großvater. Er war Siedler im Hochland zwischen Duas Barras und Cantagalo — Fortsetzung einer landwirtschaftlichen Berufung, die in diesem Familienzweig das gesamte 19. Jahrhundert durchquert und nahezu unversehrt im 20. ankommt.

Er heiratete Ritinha, Tochter von Tante Marianna — und Marianna war Schwester von Francisca Erthal Wermelinger, Dona Chiquinha, Großmutter Amiltons. Die Erthal-Verbindung tritt in meine Linie über diese mütterliche Tür meines Großvaters ein, also über die Urgroßmutter Marianna. Er gehörte zu den Gründungsmitgliedern der Landwirtschaftsgenossenschaft von Duas Barras.

Die Landwirtschaftsgenossenschaft von Duas Barras

Die Genossenschaft wurde am 1. Mai 1970 eingeweiht. Die Wahl des Datums ist kein Nebendetail: sie ist Geste. 1. Mai — Tag der Arbeit. Eine ländliche Genossenschaft am Tag der Arbeit einzuweihen, ist programmatische Erklärung. Bei der Feier war der Gouverneur des damaligen Bundesstaates Rio de Janeiro, Geremias de Mattos Fontes, anwesend, dessen Mandat sich vom 31. Januar 1967 bis zum 31. März 1971 erstreckte und dessen Verwaltung anerkannt den Hinterland-Gemeinden, vor allem in Bildung und Wassersanierung, gewidmet war.

Die Genossenschaft arbeitete über Jahrzehnte auf der Achse Duas Barras–Cantagalo. Die Bewegung war einfach und genau: jeder Produzent brachte am frühen Morgen die Milch, die Waage wog, jemand schrieb ins Heft, danach kam die Prüfung — Dichte, Fett, Säure. Dieses Heft sicherte das Monatseinkommen jedes kleinen Hofes.

Als das nationale Genossenschaftssystem in den letzten Jahrzehnten des Jahrhunderts in die Krise geriet, wurde die Struktur allmählich aufgegeben. Es gab keine formelle Auflösungsversammlung. Nur eine schrittweise Entleerung, dann eine Stille, dann das Wildwerden des Betons. 2025 blieb nur die Hülle des Gebäudes am Straßenrand.

Die Persönlichkeiten des Alltags

Der operative Alltag — die Waage, das Heft, der Schuppen — trug sich über Jahrzehnte durch Personen, deren Namen in dasselbe Archiv gehören wie der meines Großvaters. Manoel Godofredo Wermelinger und Victorino Araujo de Barros wurden mehrfach zum Präsidenten der Genossenschaft wiedergewählt — institutionelle Doppelfigur mit Berufung zur Kontinuität. Plínio Roberti Wermelinger, ebenfalls naher Verwandter, war über viele Jahre ihr Kaufmännischer und Finanzdirektor — der Mann, der Zahlen und Bücher führte, eine Funktion, ohne die keine Genossenschaft Jahrzehnte überdauert. José Tadeu de Oliveira, der Tadeuzinho, wird von Amilton als der Mann beschrieben, der die Last des Alltags trug, mit Integrität und Redlichkeit, die alle, die mit ihm arbeiteten, festhielten — eine Gestalt, deren Spuren in der Einrichtung noch heute erkennbar sind.

Amilton selbst beschreibt seine eigene Rolle in jener Zeit mit charakteristischer Nüchternheit:

Ich half, "Steine zu tragen", eine Aufgabe, die meinem Stil eher entspricht. Amilton José Wermelinger de Araujo · schriftliches Zeugnis, Mai 2026

Es ist ethische Selbstdarstellung in einem Satz. Jede dieser Gestalten — Plínio, Tadeuzinho, Amilton und die weiteren, die ich noch identifizieren muss — verdient eigene Behandlung. Sie passen nicht in eine Elegie, und es wäre respektlos, sie zu verkürzen. Es kommt eine Schwesterchronik: Die Genossenschaft von innen: die Menschen, die den Stein trugen.

Was dieser Beitrag noch nicht in der Tiefe behandelt

Dieser Text ist Elegie, nicht Inventar. Die vollständige institutionelle Geschichte der Genossenschaft — vollständiges Statut, Gründungsakt, Versammlungsprotokolle, Mitgliederbücher, formaljuristische Auflösung (falls vorhanden) — bleibt offene Recherche. Sie kommt.

Warum dies festgehalten wird

Das Wermelinger-Archiv ist nicht nur der Stammbaum, der von der Schweiz von 1777 aufsteigt und 1819 durchquert, um in den Hochlanden von Rio de Janeiro anzukommen. Es ist auch das, was diese Männer hier danach taten — die kleinen Taten, die bürgerlichen Akte, die Unterschriften, die das kollektive Leben einer ganzen Generation getragen haben. Godofredo unter den Gründern der Landwirtschaftsgenossenschaft von Duas Barras, am 1. Mai 1970, ist genau diese Art von Unterschrift. Und Amiltons Zeugnis, 2026, ist die umgekehrte und symmetrische Geste — die des Verwandten, der das Gedächtnis bestätigt, das Gesicht auf dem Bild vervollständigt, die anderen sieben identifiziert und die Familienverbindung um eine Seite erweitert.

Dass das Gebäude sterben gelassen wurde, löscht die Unterschrift nicht aus. Die Unterschrift steht jetzt hier, im Archiv, mit dem ganzen Namen, dem ganzen Ort, dem ganzen Datum — und mit den Namen derer, die den Alltag trugen: Plínio Roberti Wermelinger, José Tadeu de Oliveira, Victorino Araujo de Barros, und der weiteren, die die Recherche noch identifizieren wird. Bis dahin bleibt: ein Name, ein Datum, eine Elegie — und nun eine Gespanns-Bildung, eine Genealogie, ein Alltag.

In May 2025, driving back between Duas Barras and Cantagalo, I stopped at a curve I had always passed half-blind. The building was there, by the roadside. Peeling concrete, broken tiles, weeds climbing the walls. No sign, no one. Yet high on the façade, still legible under decades of dust, the name remained written: COOPERATIVE. I came home that afternoon and wrote this text in one hour. I did not revise, did not cut, did not add. It came as it came.

Years later — now, with the family tree clearer, with a photograph recovered from the elders' archive, and with written testimonies from a relative — I understand that the building was also a signature. My grandfather, Manoel Godofredo Wermelinger, was among the men who raised it in 1970. What follows is therefore double: the lament of one who passes the ruin, and the gesture of one who recognizes the ruin as inheritance.

Agricultural Cooperative of Duas Barras at the start of construction, c. 1970
c. 1970 · Construction begins Agricultural Cooperative of Duas Barras at the start of construction, during a visit by the Governor of the State of Rio de Janeiro. Foreground, left to right: Geraldo de Oliveira Calvo, Cláudio Celso da Câmara, Amilton José Wermelinger de Araujo, Manoel Godofredo Wermelinger, Victorino Araujo de Barros, Mário de Araujo Rodrigues, Governor Geremias de Mattos Fontes, and Antônio de Souza Turque. Wermelinger family archive.
The same building in ruins, 2025
2025 · The ruin The same building, by the roadside between Duas Barras and Cantagalo. Fifty-five years later.
A building remained. But not a building — a ghost. Tired concrete by the roadside between Duas Barras and Cantagalo.
Whoever passes there — running, walking, cycling — sees not only ruin. Feels. Feels what was let die. Feels what still beats — and had no one to save it.
What remained was the shame of what was not done. The mute guilt of those who could — and did not act. The members fell silent. The leadership vanished. And the Cooperative, once pride... was felled without a wake.
What remained was milk without testing, the shed without song, and the scale — rusted — that once weighed hope.
What remained was the scent of childhood in the memories of a boy taken by his father, while the grandfather signed, dreaming the future with settler's hands and a builder's gaze.
What remained was a name written in concrete: COOPERATIVE. Worn, yes. But still there. Like one who resists its own extinction.
What remained was the lament echoing on the road, in the eyes of those who still pass — and those who stop. What remained was the town, faking haste, so as not to face what became a mirror.
But what also remained was the blood of those who remember. The word of those who do not accept forgetting. And a whisper that insists:
“Do not let what was alive become only memory.
Do not let the name become only stone.”
For the Cooperative did not die. It only waits — for the gesture of one who still honors the old ones. For the act of one who dares to rebuild without asking permission. For the son, for the grandson, or even for a stranger, who one day decides:
“Here, something just must be born again.”
Tiago Wermelinger · Duas Barras, 19 May 2025

The photograph — the Governor's visit, c. 1970

The photograph recovered from the family archive shows the building still at the start of construction: walls raised, windows without frames, ground in mud. In the foreground, eight men pose for the record — dressed with a formality incompatible with a workday: white shirts, sweaters, leather shoes. This is not the record of the labor. It is the record of an official visit, in which the Governor of the State of Rio de Janeiro, Geremias de Mattos Fontes, was received by the project's articulators.

The identification of those portrayed was made by Amilton José Wermelinger de Araujo, in a written testimony to the author of this archive. Amilton recognized himself in the photograph, beside Manoel Godofredo Wermelinger — both wearing the same black sweater and trousers of approximate tone. On that day, in his own account, he was about twenty years old and was trying to explain to Dr. Geremias and the others present the Cooperative's overall project. He was close to Manoel Godofredo and to uncle Victorino, by ties of kinship and friendship.

The eight men in the foreground · left to right

  1. Geraldo de Oliveira Calvo
  2. Cláudio Celso da Câmara
  3. Amilton José Wermelinger de Araujo (testimony)
  4. Manoel Godofredo Wermelinger (author's grandfather)
  5. Victorino Araujo de Barros ('uncle Victorino' in the testimony; degree of kinship to be confirmed)
  6. Mário de Araujo Rodrigues
  7. Governor Geremias de Mattos Fontes
  8. Antônio de Souza Turque

The image is more than an archival document. It is the other end of the same geographical axis the poem describes: the same place, by the side of the same road between Duas Barras and Cantagalo, before the silence. Fifty-five years separate the two photographs in this post. Between one and the other lies the entire life of an institution.

Kin to the marrow

Amilton's testimony brought, alongside the identification of the photograph, a genealogical layer the archive had not yet consolidated. He and I, it turns out, are relatives on two sides at once: through the Wermelinger branch and through the Erthal branch — the latter entering the family through the German immigration of Johann Erthal, who in 1824 married Catharina Wermelinger Erthal, daughter of Franz Xaver and the matriarch Catharina Eggly. The two Catharinas, mother and daughter, are double matriarchs. Amilton summed up the bond in a sentence I reproduce here in full because no paraphrase does it justice:

We were kin to the marrow. Amilton José Wermelinger de Araujo · written testimony, May 2026

In the language of the elders' farms — Joseph and Stephann Wermelinger, in Boa Vista and São Pedro; João Erthal, in Pacau; Johann Erthal and Catharina Wermelinger Erthal, in Bom Jardim — the physical similarity between Godofredo and Amilton was cause for jest. The older men, Amilton wrote, seeing the pair, would order to cangar: to put on the yoke, to form the team of oxen that pulls together. It was affectionate teasing, but it was also recognition — the blood that came from both sides produced a single type. And the bond continued: Amilton addressed Victorino Araujo de Barros, the Cooperative's founding member, as uncle Victorino.

This layer deserves its own post

The Erthal–Wermelinger bond, articulated with such clarity in Amilton's testimony, is too dense to fit within an elegy of the Cooperative. It will remain for a sister chronicle — The Erthal–Wermelinger bond: two patriarchs, two Catharinas, one single family — in which Amilton's testimony will be cited as a primary source with the depth it deserves. Here, it is enough to leave the door open.

The grandfather who signed

Manoel Godofredo Wermelinger belongs to the fourth generation, counted from Franz Xaver, the turner from Willisau who came down the Atlantic in 1819. The line is direct: Franz Xaver → Stephan → Antônio → Manoel Godofredo → Luiz Gonzaga (my father) → me. Godofredo is my paternal grandfather. He was a settler in the highlands between Duas Barras and Cantagalo — continuation of an agricultural vocation that, in this branch of the family, crosses the entire 19th century and reaches the 20th nearly intact.

He married Ritinha, daughter of aunt Marianna — and Marianna was sister of Francisca Erthal Wermelinger, Dona Chiquinha, Amilton's grandmother. The Erthal link enters my line through that maternal door of my grandfather, that is, through great-grandmother Marianna. He was one of the founding members of the Agricultural Cooperative of Duas Barras.

The Agricultural Cooperative of Duas Barras

The Cooperative was inaugurated on 1 May 1970. The choice of date is not a side detail: it is gesture. 1 May — Labor Day. To inaugurate a rural cooperative on Labor Day is a programmatic statement. The ceremony was attended by the Governor of the former state of Rio de Janeiro, Geremias de Mattos Fontes, whose mandate ran from 31 January 1967 to 31 March 1971.

The Cooperative operated for decades along the Duas Barras–Cantagalo axis. The motion was simple and exact: each producer brought milk early in the day, the scale weighed it, someone wrote in the ledger, then came the analysis — density, fat, acidity. That ledger secured each small farm's monthly income.

When the national cooperative system entered crisis in the final decades of the century, the structure was gradually abandoned. There was no formal dissolution assembly. Only a gradual emptying, then a silence, then the weeds climbing the concrete. By 2025, only the shell of the building remained by the roadside.

The figures of daily life

The daily operation — the scale, the ledger, the shed — was sustained for decades by people whose names belong to the same archive as my grandfather's. Manoel Godofredo Wermelinger and Victorino Araujo de Barros were re-elected several times to the Presidency of the Cooperative — an institutional double figure, with a vocation for continuity. Plínio Roberti Wermelinger, an equally close relative, was for many years its Commercial and Financial Director — the man who handled the numbers and the books, a function without which no cooperative survives decades. José Tadeu de Oliveira, Tadeuzinho, is described by Amilton as the man who carried the daily load, with integrity and honesty noted by all who worked with him — a figure whose passage through the institution left footprints still recognizable today.

Amilton himself, in his testimony, describes his own role at that time with characteristic sobriety:

I helped to "carry stones", a task more typical of my style. Amilton José Wermelinger de Araujo · written testimony, May 2026

It is ethical autobiography in a single line. Each of these figures — Plínio, Tadeuzinho, Amilton, and the others I have yet to identify — deserves its own treatment. They do not fit within an elegy, and it would be disrespectful to compress them. A sister chronicle is coming: The Cooperative from within: the people who carried the stone.

What this post does not yet address in depth

This text is elegy, not inventory. The complete institutional history of the Cooperative — full charter, founding act, assembly minutes, member books, formal legal dissolution (if any) — remains open research. They will come.

Why this stays on the record

The Wermelinger Archive is not only the tree that rises from Switzerland of 1777 and crosses 1819 to reach the highlands of Rio de Janeiro. It is also what these men did here afterward — the small acts, the civic acts, the signatures that sustained collective life for an entire generation. Godofredo among the founders of the Agricultural Cooperative of Duas Barras, on 1 May 1970, is exactly that kind of signature. And Amilton's testimony, in 2026, is the inverse and symmetrical gesture — that of the relative who confirms the memory, completes the face in the photograph, identifies the other seven, and extends the family bond to a side that was not yet closed.

That the building was let die does not erase the signature. The signature is now here, in the archive, with the full name, the full place, the full date — and with the names of those who carried the daily load: Plínio Roberti Wermelinger, José Tadeu de Oliveira, Victorino Araujo de Barros, and the others research will yet identify. Until then, what remains: a name, a date, an elegy — and now a yoke-pair, a genealogy, a daily life.

Notas e fontes Anmerkungen und Quellen Notes and sources

  1. Poema “Sobrou um prédio”, escrito por Tiago Torres Wermelinger em Duas Barras, RJ, em 19 de maio de 2025. Publicado originalmente no Facebook do autor naquela data; reproduzido aqui no Arquivo Wermelinger sem alteração. Gedicht „Übrig blieb ein Gebäude“, verfasst von Tiago Torres Wermelinger in Duas Barras, RJ, am 19. Mai 2025. Erstveröffentlichung an jenem Tag auf dem Facebook-Profil des Autors; hier ohne Änderung wiedergegeben. Poem “A building remained”, written by Tiago Torres Wermelinger in Duas Barras, RJ, on 19 May 2025. Originally published on the author's Facebook profile that day; reproduced here without alteration.
  2. Versões em alemão e em inglês: adaptações poéticas do próprio autor (não traduções automáticas, não traduções literais), redigidas em 2026 para esta edição trilíngue. Deutsche und englische Fassungen: poetische Adaptionen des Autors selbst, 2026 für diese dreisprachige Ausgabe verfasst. German and English versions: the author's own poetic adaptations, written in 2026 for this trilingual edition.
  3. Fotografia da obra (c. 1970): registro fotográfico da Cooperativa Agropecuária de Duas Barras no início da obra, em visita oficial do Governador Geremias de Mattos Fontes. Os oito retratados em primeiro plano (da esquerda para a direita): Geraldo de Oliveira Calvo, Cláudio Celso da Câmara, Amilton José Wermelinger de Araujo, Manoel Godofredo Wermelinger, Victorino Araujo de Barros, Mário de Araujo Rodrigues, Governador Geremias de Mattos Fontes, Antônio de Souza Turque. Acervo da família Wermelinger; recuperada em 2026. Bauaufnahme (um 1970): fotografisches Zeugnis der Landwirtschaftsgenossenschaft von Duas Barras zu Baubeginn, beim offiziellen Besuch des Gouverneurs Geremias de Mattos Fontes. Die acht Abgebildeten im Vordergrund (von links nach rechts): Geraldo de Oliveira Calvo, Cláudio Celso da Câmara, Amilton José Wermelinger de Araujo, Manoel Godofredo Wermelinger, Victorino Araujo de Barros, Mário de Araujo Rodrigues, Gouverneur Geremias de Mattos Fontes, Antônio de Souza Turque. Familienarchiv Wermelinger; 2026 wiedergefunden. Construction photograph (c. 1970): photographic record of the Agricultural Cooperative of Duas Barras at the start of construction, during an official visit by Governor Geremias de Mattos Fontes. The eight men portrayed in the foreground (left to right): Geraldo de Oliveira Calvo, Cláudio Celso da Câmara, Amilton José Wermelinger de Araujo, Manoel Godofredo Wermelinger, Victorino Araujo de Barros, Mário de Araujo Rodrigues, Governor Geremias de Mattos Fontes, Antônio de Souza Turque. Wermelinger family archive; recovered in 2026.
  4. Testemunhos de Amilton José Wermelinger de Araujo (parente direto, então com cerca de vinte anos na fotografia): duas comunicações escritas sucessivas ao autor deste arquivo, maio de 2026. Primeiro testemunho: identifica-se a si mesmo na fotografia, ao lado de Manoel Godofredo Wermelinger, e estabelece o vínculo dupla Wermelinger–Erthal entre os ramos familiares (via Marianna, Dona Chiquinha, e a expressão rural cangar); cita as fazendas históricas dos antigos (Boa Vista, São Pedro, Pacau, Bom Jardim) e os patriarcas (Xaver Wermelinger e Catharina Eggly; Johann Erthal e Catharina Wermelinger Erthal). Segundo testemunho: identifica os oito retratados em primeiro plano da esquerda para a direita; descreve a ocasião como visita oficial do Governador Geremias de Mattos Fontes à obra ainda em construção; confirma as reconduções de Manoel Godofredo Wermelinger e Victorino Araujo de Barros à Presidência da Cooperativa; nomeia Plínio Roberti Wermelinger como Diretor Comercial e Financeiro durante muitos anos; nomeia José Tadeu de Oliveira (Tadeuzinho) como figura central da operação cotidiana. Textos integrais arquivados no Arquivo Wermelinger. Zeugnisse von Amilton José Wermelinger de Araujo (direkter Verwandter, damals etwa zwanzig Jahre alt auf der Aufnahme): zwei aufeinanderfolgende schriftliche Mitteilungen an den Verfasser dieses Archivs, Mai 2026. Erstes Zeugnis: Selbstidentifikation auf der Fotografie an der Seite von Manoel Godofredo Wermelinger; Etablierung der doppelten Wermelinger–Erthal-Verwandtschaft zwischen den Familienzweigen; Erwähnung der historischen Höfe (Boa Vista, São Pedro, Pacau, Bom Jardim) und der Patriarchen. Zweites Zeugnis: Identifikation der acht Abgebildeten im Vordergrund von links nach rechts; Beschreibung des Anlasses als offizieller Besuch des Gouverneurs Geremias de Mattos Fontes; Bestätigung der Wiederwahlen von Manoel Godofredo Wermelinger und Victorino Araujo de Barros zum Präsidenten; Benennung von Plínio Roberti Wermelinger als langjährigem Kaufmännischen und Finanzdirektor und José Tadeu de Oliveira (Tadeuzinho) als zentraler Gestalt des operativen Alltags. Volltexte im Wermelinger-Archiv aufbewahrt. Testimonies of Amilton José Wermelinger de Araujo (direct relative, then about twenty years old in the photograph): two successive written communications to the author of this archive, May 2026. First testimony: self-identification in the photograph beside Manoel Godofredo Wermelinger; establishment of the dual Wermelinger–Erthal kinship across the family branches; mention of the historical farms (Boa Vista, São Pedro, Pacau, Bom Jardim) and the patriarchs. Second testimony: identification of the eight men portrayed in the foreground left to right; description of the occasion as an official visit by Governor Geremias de Mattos Fontes; confirmation of the re-elections of Manoel Godofredo Wermelinger and Victorino Araujo de Barros to the Presidency; naming of Plínio Roberti Wermelinger as long-time Commercial and Financial Director and José Tadeu de Oliveira (Tadeuzinho) as a central figure of the operational daily life. Full texts preserved in the Wermelinger Archive.
  5. Imagem da ruína (2025): registro fotográfico do prédio da antiga Cooperativa Agropecuária de Duas Barras, à beira da estrada entre Duas Barras e Cantagalo, em maio de 2025. Publicada originalmente junto ao poema. Bild der Ruine (2025): fotografische Aufnahme des Gebäudes der früheren Landwirtschaftsgenossenschaft, am Straßenrand zwischen Duas Barras und Cantagalo, im Mai 2025. Image of the ruin (2025): photographic record of the former Cooperative building, by the roadside between Duas Barras and Cantagalo, in May 2025.
  6. Geremias de Mattos Fontes (São Gonçalo, 28 de junho de 1930 — Niterói, 2 de março de 2010): pastor, advogado e político brasileiro. Indicado pelo regime militar como Governador do antigo Estado do Rio de Janeiro, exerceu o cargo de 31 de janeiro de 1967 a 31 de março de 1971, pela ARENA. Sua administração foi reconhecidamente voltada para os municípios do interior, com ênfase em educação e saneamento. Fontes: Wikipédia; A Voz da Serra — obituário, 2010; Identidades do Rio — UFF. Geremias de Mattos Fontes (São Gonçalo, 28. Juni 1930 — Niterói, 2. März 2010): brasilianischer Pastor, Anwalt und Politiker. Vom Militärregime als Gouverneur des damaligen Bundesstaates Rio de Janeiro eingesetzt, vom 31. Januar 1967 bis zum 31. März 1971 für die ARENA. Quellen: Wikipedia; A Voz da Serra; Identidades do Rio (UFF). Geremias de Mattos Fontes (São Gonçalo, 28 June 1930 — Niterói, 2 March 2010): Brazilian pastor, lawyer, and politician. Appointed by the military regime as Governor of the former state of Rio de Janeiro, 31 January 1967 to 31 March 1971, for ARENA. Sources: Wikipedia; A Voz da Serra; Identidades do Rio (UFF).
  7. Linhagem Wermelinger (Tiago): Franz Xaver Wermelinger (n. 22.10.1777, Willisau, Lucerna; chegou ao Brasil em 1819) → Stephan → Antônio → Manoel Godofredo (avô) → Luiz Gonzaga Silveira Wermelinger (pai) → Tiago Torres Wermelinger. Vínculo Erthal: Manoel Godofredo casou-se com Ritinha, filha de Marianna; Marianna era irmã de Francisca Erthal Wermelinger (Dona Chiquinha), avó de Amilton; ambas eram primas-irmãs de Manoel Godofredo. Fonte primária para a parte suíça: Geschlechter-Buch von Willisau, Franz Sidler, 1953 (DOI 10.5169/seals-718397). Fonte para a parte brasileira e Erthal: registros familiares + testemunhos do Amilton (2026). Wermelinger-Linie (Tiago): Franz Xaver (geb. 22.10.1777, Willisau, Luzern; nach Brasilien 1819) → Stephan → Antônio → Manoel Godofredo (Großvater) → Luiz Gonzaga Silveira Wermelinger (Vater) → Tiago Torres Wermelinger. Erthal-Verbindung: Manoel Godofredo heiratete Ritinha, Tochter von Marianna; Marianna war Schwester von Francisca Erthal Wermelinger (Dona Chiquinha), Großmutter Amiltons. Hauptquelle Schweizer Teil: Geschlechter-Buch von Willisau, Sidler, 1953. Brasilianischer Teil und Erthal: Familienregister + Zeugnisse Amiltons (2026). Wermelinger line (Tiago): Franz Xaver (b. 22 Oct 1777, Willisau, Lucerne; arrived Brazil 1819) → Stephan → Antônio → Manoel Godofredo (grandfather) → Luiz Gonzaga Silveira Wermelinger (father) → Tiago Torres Wermelinger. Erthal bond: Manoel Godofredo married Ritinha, daughter of Marianna; Marianna was sister of Francisca Erthal Wermelinger (Dona Chiquinha), Amilton's grandmother. Primary source for the Swiss segment: Geschlechter-Buch von Willisau, Sidler, 1953. Brazilian segment and Erthal: family records + Amilton's testimonies (2026).
  8. Pesquisa pendente (versão 2.2): ato constitutivo formal e número de registro na Junta Comercial; estatuto integral; cronologia das reconduções de Manoel Godofredo Wermelinger e Victorino Araujo de Barros à Presidência; data efetiva do encerramento operacional; identificação dos demais sócios fundadores; biografias de Plínio Roberti Wermelinger e José Tadeu de Oliveira. Próximas frentes: cartórios e Junta Comercial de Duas Barras; entrevistas com Amilton José Wermelinger de Araujo (fonte viva); arquivos da família Wermelinger; descendentes dos demais cooperados. Recherche in Bearbeitung (Version 2.2): formeller Gründungsakt und Registernummer; vollständiges Statut; Chronologie der Wiederwahlen von Manoel Godofredo Wermelinger und Victorino Araujo de Barros zum Präsidenten; tatsächliches Datum der Betriebseinstellung; Identifizierung der weiteren Gründungsmitglieder; Biographien von Plínio Roberti Wermelinger und José Tadeu de Oliveira. Nächste Schritte: Notariate und Junta Comercial von Duas Barras; Interviews mit Amilton José Wermelinger de Araujo. Research pending (version 2.2): formal founding act and registration number; full statute; chronology of the re-elections of Manoel Godofredo Wermelinger and Victorino Araujo de Barros to the Presidency; effective date of operational closure; identification of the remaining founding members; biographies of Plínio Roberti Wermelinger and José Tadeu de Oliveira. Next fronts: notaries and Junta Comercial of Duas Barras; interviews with Amilton José Wermelinger de Araujo.
Esta é a versão 2.2 do post da Cooperativa, atualizada em maio de 2026 a partir do segundo testemunho de Amilton José Wermelinger de Araujo, que identificou os oito retratados em primeiro plano da fotografia (da esquerda para a direita), confirmou as reconduções de Manoel Godofredo e Victorino Araujo de Barros à Presidência, e nomeou as figuras centrais da operação cotidiana — Plínio Roberti Wermelinger e José Tadeu de Oliveira (Tadeuzinho). O poema permanece definitivo — não foi revisado em uma única vírgula. O post-irmão A Cooperativa por dentro: as pessoas que carregaram a pedra está em planejamento. Cada atualização é consignada explicitamente em nota de edição. Dies ist Version 2.2 des Beitrags, aktualisiert im Mai 2026 nach dem zweiten Zeugnis von Amilton José Wermelinger de Araujo, der die acht im Vordergrund der Fotografie Abgebildeten identifizierte (von links nach rechts), die Wiederwahlen von Manoel Godofredo und Victorino Araujo de Barros zum Präsidenten bestätigte und die zentralen Gestalten des operativen Alltags benannte — Plínio Roberti Wermelinger und José Tadeu de Oliveira (Tadeuzinho). Das Gedicht bleibt endgültig. Der Schwesterbeitrag Die Genossenschaft von innen: die Menschen, die den Stein trugen ist in Vorbereitung. This is version 2.2, updated in May 2026 from Amilton José Wermelinger de Araujo's second testimony, which identified the eight men in the photograph's foreground (left to right), confirmed the re-elections of Manoel Godofredo and Victorino Araujo de Barros to the Presidency, and named the central figures of operational daily life — Plínio Roberti Wermelinger and José Tadeu de Oliveira (Tadeuzinho). The poem remains definitive. The sister post The Cooperative from within: the people who carried the stone is in preparation.
Tiago Torres Wermelinger
Duas Barras, Rio de Janeiro · poema escrito em 19 de maio de 2025
edição trilíngue do Arquivo Wermelinger · versão 2.2 · maio de 2026
onde a memória é preservada, não esquecida
Duas Barras, Rio de Janeiro · Gedicht verfasst am 19. Mai 2025
dreisprachige Ausgabe des Wermelinger-Archivs · Version 2.2 · Mai 2026
wo Erinnerung bewahrt wird, nicht vergessen
Duas Barras, Rio de Janeiro · poem written on 19 May 2025
trilingual edition of the Wermelinger Archive · version 2.2 · May 2026
where memory is preserved, not forgotten

PT canônico · DE & EN — adaptações poéticas do autor · v2.2 PT kanonisch · DE & EN — poetische Adaptionen des Autors · v2.2 PT canonical · DE & EN — the author's poetic adaptations · v2.2