Pesquisa · 29 de abril de 2026 Forschung · 29. April 2026 Research · 29 April 2026
A operação de Gachet — como se recrutou para 1819 Die Operation Gachet — wie man für 1819 rekrutierte The Gachet operation — how 1819 was recruited
Nota de método Methodische Anmerkung Note on method
Este texto separa três camadas: fatos documentados, interpretações históricas sustentadas por fontes, e pontos ainda pendentes de verificação direta. A operação de Gachet, os decretos de 1818 e a campanha de recrutamento estão documentados. A inscrição específica de François Xavier Wermelinger em Willisau permanece como pesquisa pendente no Staatsarchiv Luzern, o Arquivo Estatal de Lucerna. Onde a fonte ainda não foi consultada diretamente, este arquivo registra a lacuna em vez de fingir certeza. Dieser Text trennt drei Ebenen: dokumentierte Tatsachen, durch Quellen gestützte historische Interpretationen, und Punkte, die noch der direkten Überprüfung harren. Die Operation Gachet, die Dekrete von 1818 und die Rekrutierungskampagne sind dokumentiert. Die konkrete Eintragung von François Xavier Wermelinger in Willisau steht weiterhin als ausstehende Recherche im Staatsarchiv Luzern aus. Wo die Quelle noch nicht unmittelbar konsultiert wurde, hält dieses Archiv die Lücke fest, anstatt Gewissheit vorzutäuschen. This text separates three layers: documented facts, historical interpretations supported by sources, and points still awaiting direct verification. The Gachet operation, the decrees of 1818, and the recruitment campaign are documented. The specific registration of François Xavier Wermelinger in Willisau remains a pending inquiry at the Lucerne State Archives. Where the source has not yet been directly consulted, this archive records the gap rather than feign certainty.A migração de 1819 nasceu num decreto em maio. Mas nasceu também, dois anos depois, em junho de 1820, numa carta em que o próprio organizador da operação escreveu por seu próprio punho que o objetivo havia sido outro — o de purgar a Suíça daqueles que ele classificava como indesejáveis[11]. Essa frase de Sébastien-Nicolas Gachet, recuperada por Martin Nicoulin no acervo cantonal de Fribourg quando preparava sua tese de doutorado, tem mais de duzentos anos quando o leitor a encontra. Ela revela a lógica íntima da operação que acabaria envolvendo François Xavier Wermelinger, de Willisau no Cantão de Lucerna — provavelmente sem que ele conhecesse a engrenagem política completa da qual passava a fazer parte. Lucerna entrou na operação por uma carta de novembro de 1818, e os Wermelinger entraram por uma assinatura em alguma prefeitura, num mês frio entre o final de 1818 e o início de 1819.
Este post abre a trilha A moldura de 1819. Antes de tratar dos navios, é preciso entender como se recrutou. A operação foi simultaneamente promessa de futuro e mecanismo de descarte social. As duas coisas eram uma só.
Linha do tempo da operação
- 1815erupção do vulcão Tambora.
- 1816crise climática e fome na Europa.
- 1817Gachet apresenta o projeto de emigração ao Cantão de Fribourg.
- 6 de maio de 1818carta régia de D. João VI nomeia Miranda Malheiro Inspetor.
- 16 de maio de 1818decreto autoriza o estabelecimento da colônia suíça.
- 23 de outubro de 1818Fribourg ratifica a convenção e lança a campanha de recrutamento.
- 10 de novembro de 1818Brémond convida seis cantões adicionais; Lucerna entra na operação.
- jan–fev de 1819inscrições nas prefeituras; mais de 5.000 cadastrados.
- 14 de junho de 1819Fribourg distribui as últimas instruções escritas.
- 4 de julho de 1819partida do primeiro grupo de Estavayer-le-Lac.
- 10 de junho de 1820Gachet descreve a operação como purga social.
O ano sem verão
Em 1815, do outro lado do mundo, o vulcão Tambora explodiu na Indonésia. As cinzas atravessaram a estratosfera e, no ano seguinte, baixaram a temperatura europeia o suficiente para que houvesse geadas em julho. Ficou conhecido como o ano sem verão. As colheitas perderam-se, o gado morreu de fome, o pão subiu a preços que famílias rurais nunca tinham visto. No Cantão de Fribourg, católico e majoritariamente agrícola, a situação tornou-se grave. Nos cantões germânicos vizinhos — Berna, Lucerna, Argóvia — a história foi semelhante. Era nesse fundo de fome e desespero que um diplomata aventureiro chamado Sébastien-Nicolas Gachet teria a sua ideia.
Quem era Gachet
Sébastien-Nicolas Gachet nasceu em Paris, filho de suíços originários de Gruyères[1]. Comerciante por ofício, aventureiro por temperamento, diplomata por habilidade, articulou em 1817 um projeto que apresentaria simultaneamente aos cantões católicos suíços e à corte portuguesa instalada no Rio de Janeiro: emigração organizada para o Brasil, com aval real português, em troca da exportação dos excedentes humanos da Suíça. Em maio de 1817 apresentou o projeto ao governo do Cantão de Fribourg. Fribourg homologou e enviou Gachet ao Brasil para negociar com D. João VI.
Os dois decretos de maio de 1818
Em maio de 1818, D. João VI assinou não um, mas dois decretos consecutivos. O primeiro, datado de 6 de maio, é uma carta régia ao monsenhor Pedro Machado de Miranda Malheiro, desembargador do Paço, nomeando-o Inspetor da Colonização Estrangeira. O texto, transcrito por Pedro Cúrio em Como Surgiu Friburgo[2], começa assim:
A carta autorizava Miranda Malheiro a comprar, em nome da Real Fazenda, a propriedade onde a colônia se estabeleceria. O escolhido foi a Fazenda do Morro Queimado, no distrito de Cantagalo. O vendedor, monsenhor Antônio José da Cunha Almeida, recebeu 11.854$000 mil-réis pelo terreno — quantia substancialmente acima do que havia pago poucos anos antes. O jornalista Hypolito da Costa, do Correio Brasiliense editado em Londres, registrou na época a estranheza da transação[3].
Dez dias depois, em 16 de maio de 1818, foi assinado o decreto que oficialmente autorizou o estabelecimento de uma colônia de cem famílias suíças naquele lugar[4]. É essa data que Nova Friburgo comemora hoje como sua fundação. O Dia Nacional da Imigração Suíça, instituído pela Câmara dos Deputados, também observa 16 de maio. Algumas fontes citam 11 de maio como data do tratado — provavelmente confusão com a carta-régia anterior[5].
A campanha de recrutamento
Quando Gachet voltou para a Suíça com o tratado assinado, o Cantão de Fribourg precisou ratificá-lo formalmente. Isso aconteceu em 23 de outubro de 1818, quando o Governo cantonal aprovou a convenção e simultaneamente lançou a campanha de recrutamento[6]. Cartazes nas prefeituras, anúncios nos jornais cantonais, sermões nas paróquias católicas — a propaganda foi sistemática.
Em 10 de novembro de 1818, dezenove dias após a ratificação, o cônsul Jean-Baptiste Brémond — sócio de Gachet na operação — enviou cartas formais aos governos de seis cantões adicionais convidando-os a participar: Berna, Valais, Argóvia, Lucerna, Solothurn e Schwyz[7]. Lucerna está nessa lista. Lucerna é o cantão dos Wermelinger. A operação que vai transportar François Xavier para o Brasil entra em sua jurisdição por uma carta-convite datada — uma data que merece ser lembrada por qualquer descendente: 10 de novembro de 1818.
A propaganda funcionou. Segundo a documentação compilada pelas autoridades suíças, “artigos sobre a posse de grandes extensões de terra, com isenção de impostos e promessa de subsídios, dissipam o medo e levam os suíços à adesão. Promessas de Dom João VI transformam o Brasil longínquo em terra da felicidade”[8]. Em janeiro e fevereiro de 1819, “pais de família e pessoas solteiras enfrentam até a neve para se inscreverem nas prefeituras”. Em poucas semanas, mais de cinco mil pessoas haviam se cadastrado[9]. A demanda superou amplamente a oferta. O contrato original previa 100 famílias — aproximadamente 800 pessoas. O Governo de Fribourg, pressionado pelo volume, decidiu duas coisas: financiar a viagem dos menos abastados, e “não hesitar em se livrar dos Heimatlosen, os estrangeiros” sem direito formal de cidadania[10].
A purga
Em 10 de junho de 1820, com a colônia já instalada em Nova Friburgo e os primeiros resultados visíveis, Sébastien-Nicolas Gachet escreveu uma carta. Ela está reproduzida em La genèse de Nova Friburgo, de Martin Nicoulin, tese defendida em Fribourg em 1973 e publicada em português pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro em 1995. A página é a 291. O trecho diz:
Não é hipérbole literária. É descrição administrativa, em correspondência oficial, do que a operação havia produzido. Lucerna é cantão germânico. A frase de Gachet alcança Lucerna por categoria: Lucerna fazia parte da Suíça germânica envolvida na operação, embora Gachet não a nomeie isoladamente nesse trecho.
Esta é uma observação delicada para um arquivo familiar, e por isso vale tratar com cuidado: Gachet diz isso sobre o sistema, não sobre indivíduos. A frase descreve o vetor da operação, não os perfis reais de quem embarcou. François Xavier Wermelinger tinha ofício e família registrados em Willisau. Não era o “mendigo” nem o “inútil” da carta de Gachet. Mas o sistema que o transportou também transportou os perfis de que Gachet falava — e o transportou por engrenagem, não por escolha individual. Esse é um fato que o descendente honesto deve registrar.
Os profissionais
A operação não levou só camponeses. O Governo de Fribourg fornecia também os quadros para a futura colônia[12]. O cura era Jacques Joye, pároco de Villaz-St-Pierre — o mesmo homem que registraria os primeiros casamentos, batismos e óbitos em Nova Friburgo. O vigário, Jean Aeby, foi ordenado padre na capela particular do bispo poucos dias antes da viagem. Dois médicos suíços: Pierre-Louis de Porcelet, de Estavayer-le-Lac, e Jacques Moosbrugger, de Fribourg, que terminava os estudos em Estrasburgo e juntou-se ao grupo em Kehl, na Alemanha. Dois professores: Bonaventure Bardy, também de Estavayer-le-Lac, e Simon Mettraux, de Fribourg. Bardy era discípulo do método de Père Girard, um dos maiores pedagogos suíços da época, e foi com a missão explícita de levá-lo ao Novo Mundo. Onde a Suíça não conseguiu fornecer profissionais, recrutaram-se em outros países: Hyppolite Thomas, veterinário francês; Jean Bazet, médico francês; Leopold Böhle, farmacêutico alemão. A colônia de Nova Friburgo, em outras palavras, foi planejada com o cuidado que o Estado moderno aplica a qualquer projeto colonial — não foi improviso.
O ritual de partida
Na Suíça, durante a primeira metade de 1819, os emigrantes receberam um apelido: “os brasileiros”. Era assim que os identificavam — pelo destino que tinham escolhido. Os preparativos seguiam um padrão recomendado pelos governos cantonais. Vendiam o gado, vendiam a casa, vendiam as terras. Apenas alguns alugavam as propriedades, mantendo abertura para um eventual retorno. Procuravam atestados de batismo nas paróquias. Faziam as malas. Carregavam o que os governos haviam recomendado para o Novo Mundo: “sapatos resistentes, machados, picaretas e pás”[13]. Em 14 de junho de 1819, Fribourg distribuiu as últimas instruções escritas aos colonos[14]. Em 4 de julho de 1819, o primeiro grupo — cerca de 1.100 francófonos de Fribourg e cantões vizinhos — partiu de Estavayer-le-Lac, no Lago de Neuchâtel, descendo pelo Aar até Basileia, onde se juntariam aos cantões germânicos. Aproximadamente 900 pessoas vinham por essa segunda rota — a rota de Lucerna, dos Wermelinger.
O que este post não trata ainda
A instalação da colônia no Brasil tocaria uma camada mais profunda: a ocupação territorial sobre áreas já habitadas por populações indígenas, especialmente os Puri. Um aviso régio de 3 de dezembro de 1819 determinou a remoção dos Puri da Fazenda do Córrego d’Anta para liberar terras aos colonos suíços[15]. Este post não trata ainda dessa frente. Ela exige texto próprio, fonte própria e cuidado próprio.Por que isso importa para os Wermelinger
Para os Wermelinger do Brasil, essa moldura não é detalhe lateral. Ela explica o ambiente político, social e econômico que tornou possível a saída de François Xavier Wermelinger de Willisau. A história familiar começa com um nome, mas esse nome estava dentro de uma máquina maior: crise climática, propaganda estatal, diplomacia colonial, promessa de terra e a política administrativa que o próprio Gachet descreveria como purga social. Cada um dos descendentes que hoje vivem em Duas Barras, Cantagalo, Friburgo, e por toda a serra fluminense, está aqui porque essas cinco forças convergiram numa única operação entre 1817 e 1819 — e porque o homem de Willisau, em algum ponto desse fluxo, pôs o nome numa lista.
François Xavier em Willisau
Não temos a inscrição original de François Xavier nas prefeituras. É possível que o Staatsarchiv Luzern — Arquivo Estatal de Lucerna — guarde esse registro, ou ao menos documentação administrativa relacionada aos lucernos inscritos na operação Brasil entre novembro de 1818 e junho de 1819. A pesquisa nesses arquivos é débito futuro deste arquivo familiar[16]. O que sabemos pelos registros genealógicos consolidados — particularmente o Geschlechter-Buch von Willisau de Franz Sidler (1953) — é que em algum momento daquele inverno ou daquela primavera, o pai de família nascido em 1777, casado com Catharina Egglin, vendeu o que tinha, despediu-se de quem ficaria, e desceu até o ponto de embarque com os filhos pequenos. Ali se juntou aos demais — incluindo o franco-suíço Frederic Bédat, que viajaria no mesmo navio (Heureux Voyage), e o alemão-suíço Dominique Bellinger, que morreria pouco depois de chegar a Nova Friburgo[17].
Mais de quarenta anos depois daquela travessia, numa fazenda do interior fluminense, o naturalista e diplomata suíço Johann Jakob von Tschudi — então ministro plenipotenciário da Conféderação Suíça no Brasil — encontrou um dos raros sobreviventes da operação de 1819. Era um ancião de 84 anos. Era Xaver Wermelinger, de Willisau. Tschudi recolheu o testemunho oral, que entraria depois nas suas Reisen durch Südamerika[18]:
Tradução portuguesa a conferir com o original alemão.
Não se preserva, nas fontes, versão mais longa dessa história. O que chegou até nós — pelo registro de Tschudi — é a forma exata do desejo: um sonho de aprendiz, talvez nas estradas da Suíça central, voltando a Willisau depois de algum dia de aprendizado, e a partir dali a fixação que viraria, mais de vinte anos depois, viagem real. Quando a operação de Gachet chegou a Willisau em 1818, o sonho do aprendiz tinha um nome novo: Brasil.
A operação que Gachet articulou em 1817, que dois decretos selaram em maio de 1818, que Brémond espalhou pela Suíça em outubro e novembro de 1818, que cinco mil pessoas atenderam, que a propaganda transformou em terra da felicidade e que o próprio Gachet, dois anos depois, descreveria como purga social — essa operação tinha agora um homem de Willisau, sua mulher e seus filhos. Eles ainda não sabiam que o navio se chamaria Heureux Voyage. Não sabiam que dois meses no acampamento de Mijl, na Holanda, separariam o continente conhecido do continente prometido. Não sabiam que cerca de 311 dos pouco mais de 2.000 que partiram morreriam antes de pôr os pés em terra brasileira.
Sabiam, isso sim, que estavam numa lista. E em algum dia da primavera de 1819, num inverno tardio, alguém na prefeitura de Willisau anotou o nome — um nome que duzentos e sete anos depois um descendente seu ainda repete: Wermelinger.
Notas e fontes Anmerkungen und Quellen Notes and sources
- Sobre a origem parisiense de Gachet, filho de suíços de Gruyères: Suíços do Brasil, perfil de Sébastien-Nicolas Gachet, suicosdobrasil.org.br.
- CÚRIO, Pedro. Como Surgiu Friburgo. Rio de Janeiro, 1974. Trecho da carta régia de 6 de maio de 1818, transcrito por Cúrio.
- A crítica de Hypolito da Costa à transação do Morro Queimado foi publicada no Correio Brasiliense, Londres (1808-1822). Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Leitura direta pendente.
- Decreto de 16 de maio de 1818. Imagem catalogada como Decreto e Condições do estabelecimento de huma colonia de Suissos no Reino do Brazil, 1820, Acervo Pró-Memória da Fundação D. João VI. Confirmação cronológica: Arquivo Nacional, “Período Joanino (1808 a 1822)”.
- A divergência 11/16 de maio aparece em algumas fontes. Optamos por 16, que é a data oficialmente celebrada como fundação de Nova Friburgo e como Dia Nacional da Imigração Suíça. A data 11 provavelmente refere-se à carta régia anterior, de 6 de maio.
- Cronologia da operação suíça: SwissInfo, “Cantões suíços recrutam colonos”, swissinfo.ch.
- Carta-convite de Jean-Baptiste Brémond aos cantões de Berna, Valais, Argóvia, Lucerna, Solothurn e Schwyz, em 10 de novembro de 1818. Fonte: SwissInfo, idem nota 6.
- Detalhes da campanha publicitária suíça: SwissInfo, idem nota 6.
- Suíços do Brasil, perfil de Gachet: “Cadastrou mais de 5.000 interessados, que embarcaram, em 1819, em diferentes navios.”
- Sobre a financiação estatal dos menos abastados e o despacho dos Heimatlosen: SwissInfo, idem nota 6.
- Carta de Sébastien-Nicolas Gachet, 10 de junho de 1820. Reproduzida por NICOULIN, Martin. La genèse de Nova Friburgo: Emigration et colonisation suisse au Brésil 1817–1827. Fribourg, 1973; edição brasileira: A Gênese de Nova Friburgo. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 1995, p. 291. Exemplar integrado ao acervo de trabalho do Arquivo Wermelinger.
- Lista de profissionais recrutados (médicos, padres, professores, veterinário, farmacêutico): SwissInfo, idem nota 6.
- Equipamento e ritual de partida; instruções oficiais cantonais: SwissInfo, idem nota 6.
- Última distribuição de instruções por Fribourg, 14 de junho de 1819: SwissInfo, idem nota 6.
- Aviso régio de 3 de dezembro de 1819 — sobre a remoção dos indígenas Puri da Fazenda do Córrego d’Anta. Fundação D. João VI. Leitura direta e transcrição integral pendentes.
- Pesquisa pendente no Staatsarchiv Luzern — Arquivo Estatal de Lucerna — sobre registros cantonais de inscrição na operação Brasil entre novembro de 1818 e junho de 1819. Esta pesquisa permitirá localizar a inscrição original de François Xavier Wermelinger.
- Companheiros de viagem no Heureux Voyage (entre eles Frederic Bédat e Dominique Bellinger): a identificação nominal por navio está na bibliografia tradicional sobre a migração de 1819 — particularmente em Sinimbu (1852), Ducotterd & Loup (1939) e Nicoulin (1995). Verificação direta nas listas pendente.
- TSCHUDI, Johann Jakob von. Reisen durch Südamerika. Leipzig: F. A. Brockhaus, 1866-1869, 5 vols. Tschudi (1818-1889) foi naturalista, etnógrafo e diplomata suíço, ministro plenipotenciário da Conféderação Suíça no Brasil entre 1860 e 1868. O encontro com Xaver Wermelinger ocorreu provavelmente em 1860 ou 1861, quando o ancião tinha 84 anos — dois anos antes de sua morte. O testemunho está nas páginas finais do volume sobre as províncias brasileiras. Referência de trabalho: cópia digital em tratamento no Arquivo Wermelinger, p. 38.
Fontes primárias localizadas Lokalisierte Primärquellen Primary sources located
- SINIMBU, J. L. V. Cansanção de, Visconde de. Notícia das colônias agrícolas suissa e alemã, fundadas na freguezia de S. João Baptista de Nova Friburgo. Niterói, 1852. Digitalizada na Biblioteca Nacional Digital. leitura pendente
- TSCHUDI, Johann Jakob von. Reisen durch Südamerika. Leipzig: F. A. Brockhaus, 1866-1869, 5 vols. Contém o testemunho oral de Xaver Wermelinger recolhido por Tschudi por volta de 1860-1861, quando o ancião tinha 84 anos. Registro primário mediado do testemunho oral de François Xavier Wermelinger.
- D. JOÃO VI. Decreto e Condições do estabelecimento de huma colonia de Suissos no Reino do Brazil, 1820. Acervo Pró-Memória da Fundação D. João VI.
- SHOUMAN, Isaak. Acampamento dos emigrantes suíços em Mijl antes do embarque para o Brasil. Aquarela, 1819. Coleção Dordracum Illustratum, Arquivo Regional de Dordrecht.
- GACHET, Sébastien-Nicolas. Carta de 10 de junho de 1820. Reproduzida em Nicoulin (1995), p. 291.
- Aviso régio de 3 de dezembro de 1819 — sobre a remoção dos indígenas Puri da Fazenda do Córrego d’Anta. Fundação D. João VI.
- MALHEIRO, Pedro Machado de Miranda. Providências para a chegada dos colonos suíços, 1819. Biblioteca da USP.
- Journal du Jura, Berna, 25 de março de 1820. Primeira notícia oficial das chegadas. Citado em Reis & Reis (2003).
Fontes secundárias densas Dichte Sekundärquellen Dense secondary sources
- NICOULIN, Martin. La genèse de Nova Friburgo. Emigration et colonisation suisse au Brésil 1817–1827. Fribourg, 1973. (Edição brasileira: A Gênese de Nova Friburgo. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 1995.) Acervo do Arquivo Wermelinger.
- NICOULIN, Martin & ZIEGLER, Béatrice. Emigration suisse en Amérique latine (1815-1939): essai bibliographique. Chevenez / Zürich / Berne, 1975.
- CÚRIO, Pedro. Como Surgiu Nova Friburgo: esboço histórico e episódico 1818-1840. Rio de Janeiro, 1974.
- DUCOTTERD, Georges & LOUP, Robert. Terre! Terre! Editions de La Renaissance Rurale, Fribourg, 1939. Tradução portuguesa: Wesley Emmerich Werner. Curitiba: Editora Guiapar, 1997 (1.500 exemplares).
- SIDLER, Franz. Geschlechter-Buch von Willisau. Heimatkunde des Wiggertals, 1953. DOI: 10.5169/seals-718397.
- REIS, Cibele & REIS, Heliene. De Nova Friburgo a Fribourg através das letras. História, Ciências, Saúde — Manguinhos, vol. 10, n. 1, 2003. Disponível na SciELO.
Fontes complementares e arquivos institucionais Ergänzende Quellen und Institutionsarchive Complementary sources and institutional archives
- Staatsarchiv Luzern (Arquivo Estatal de Lucerna). Registros cantonais de inscrição na operação Brasil (1818-1819). consulta pendente
- Kirchenbuch da paróquia de Ruswil. Arquivista oficial: Werner Wandeler, Sonnebergli 32, 6017 Ruswil. compilação pendente
- Correio Brasiliense (Hypolito da Costa). Londres, 1808-1822. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. leitura pendente
- Tese de mestrado FGV CPDOC: Imagem e ação: a mobilização de imaginários e repertórios no recrutamento de imigrantes suíços para Nova Friburgo, 1818-1819. Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais. acesso pendente
- Suíços do Brasil, portal da comunidade suíça no Brasil. suicosdobrasil.org.br.
- SwissInfo (SRG SSR), “Cantões suíços recrutam colonos”, 2018. swissinfo.ch.
Trilha A moldura de 1819 · Post 1 de 10
Arquivo Wermelinger — onde a história é verificada, não repetida Duas Barras, Rio de Janeiro · 29. April 2026
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Wermelinger-Archiv — wo Geschichte geprüft wird, nicht wiederholt Duas Barras, Rio de Janeiro · 29 April 2026
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