Correio Fluminense · c. 1970 Correio Fluminense · um 1970 Correio Fluminense · c. 1970
150 anos depois 150 Jahre danach 150 Years Later
Reportagem do jornal Correio Fluminense, originalmente em português — texto canônico. As versões alemã e inglesa são traduções do Arquivo Wermelinger, maio de 2026. O recorte não traz data; o Arquivo o situa por volta de 1970 a partir de evidências internas (ver nota 4). Reproduz-se aqui a continuação da reportagem, intitulada “150 anos depois”. Reportage der Zeitung Correio Fluminense, ursprünglich auf Portugiesisch — kanonischer Text. Die deutsche und die englische Fassung sind Übersetzungen des Wermelinger-Archivs, Mai 2026. Der Zeitungsausschnitt ist undatiert; das Archiv setzt ihn aufgrund innerer Hinweise um 1970 an (siehe Anmerkung 4). Wiedergegeben wird hier die Fortsetzung der Reportage mit dem Titel „150 anos depois“. Report from the newspaper Correio Fluminense, originally in Portuguese — canonical text. The German and English versions are translations by the Wermelinger Archive, May 2026. The clipping is undated; the Archive places it around 1970 on internal evidence (see note 4). Reproduced here is the continuation of the report, titled “150 anos depois”.
Esteve em visita no Correio Fluminense o Sr. Walter Wermelinger[1], que desde o dia 5 encontra-se no Brasil em visita a alguns parentes.
O Sr. Wermelinger é o responsável pelo setor de reprodução fotográfica da Swissair na região de Zurich-Kloten, sendo considerado um dos melhores profissionais de sua terra. Reside em Lucerna, na Suíça, de onde é natural.
A origem dos Wermelinger
A família Wermelinger é originária dos distritos de Sursee e Willisau, em Lucerna. Suas raízes remontam a um passado bem distante.
O nome, segundo antigos documentos, provém da “Quinta de Wermelinger” (ao norte de Wolhusen), e era originariamente Wermolaingen. Constam dos registros oficiais de Ruswil, datados do ano de 1300[2], os nomes de Hans Von Wermoldingen e de sua filha Noll Von Wermoldingen.
No registro anual de Willisau, há referência a Rutshmann Sprengjssen e Nessa Wermelinger e à bênção, em 15 de outubro de 1576, da Capela de Santo Erasmo, em Buchholz, reconstruída pelo Ammann Wermelinger.
Posteriormente, encontramos, num certificado datado de 24 de outubro de 1655, a doação, pelo prefeito e conselheiro de Lucerna, de uma baixela de prata feita ao escultor Gaspar Wermelinger, de Ruswil, que durante a batalha de Villmergen conseguiu arrebatar as bandeiras do exército inimigo, entregando-as à cidade.
Finalmente, no Dicionário Histórico e Biográfico da Suíça está registrada a existência de um magistrado de nome Hans Wermelinger, no ano de 1525.
Os Wermelinger no Brasil
O primeiro Wermelinger a emigrar para o Brasil foi Xavier, com sua esposa Catharina Egglin[3], juntamente com os cinco filhos, dedicando-se principalmente ao progresso e ao desenvolvimento agropastoril das regiões de Duas Barras, Sumidouro, Cantagalo, Cordeiro e Itaocara, no Estado do Rio.
Hoje o ramo brasileiro dos Wermelinger destaca-se em vários setores da vida pública, contando com professores, advogados, economistas, oficiais das Forças Armadas, médicos e engenheiros, prosseguindo com o mesmo trabalho progressista de Xavier há tantos anos passados.
Encontro Brasil–Suíça
Os Wermelinger que ficaram na Suíça, com o passar do tempo, perderam o contato com os familiares que aqui se radicaram a partir de 1819.
Há cerca de seis anos, porém, o Sr. Walter Wermelinger da Costa, advogado residente em Niterói, pesquisando na Embaixada da Suíça, conseguiu estabelecer a ligação, iniciando então correspondência com o Sr. Otto[4], cujo filho é motivo desta reportagem.
Turismo
Durante sua visita ao CF, o Sr. Walter Wermelinger abordou fatos bem elucidativos sobre o desenvolvimento industrial da Suíça e sobre o que o turismo representa para a economia, sendo este atualmente uma das maiores preocupações do governo de seu país.
Revelou que esta é a segunda vez que visita o Brasil, tendo estado aqui no ano passado, quando promoveu o encontro pessoal das famílias após 150 anos de separação.
Ficou ainda bastante entusiasmado com o CF, que considerou um grande jornal em virtude da tiragem diária de 10 mil exemplares, e afirmou que levará para a Suíça alguns exemplares de nossa edição de hoje, visando a difundir naquele país europeu o nome da imprensa do nosso Estado.
Der Correio Fluminense erhielt den Besuch von Herrn Walter Wermelinger[1], der sich seit dem 5. in Brasilien aufhält, um einige Verwandte zu besuchen.
Herr Wermelinger leitet die Abteilung für fotografische Reproduktion der Swissair im Raum Zürich-Kloten und gilt als einer der besten Fachleute seines Landes. Er wohnt in Luzern, in der Schweiz, von wo er auch gebürtig ist.
Die Herkunft der Wermelinger
Die Familie Wermelinger stammt aus den Ämtern Sursee und Willisau im Kanton Luzern. Ihre Wurzeln reichen in eine weit entfernte Vergangenheit zurück.
Der Name stammt alten Urkunden zufolge vom „Wermelinger-Hof“ (nördlich von Wolhusen) und lautete ursprünglich Wermolaingen. In den amtlichen Registern von Ruswil aus dem Jahr 1300[2] erscheinen die Namen Hans von Wermoldingen und seiner Tochter Noll von Wermoldingen.
Im Jahresregister von Willisau finden sich Rutshmann Sprengjssen und Nessa Wermelinger erwähnt sowie die Weihe der Sankt-Erasmus-Kapelle in Buchholz am 15. Oktober 1576, die vom Ammann Wermelinger wiederaufgebaut worden war.
Später findet sich in einer Urkunde vom 24. Oktober 1655 die Schenkung eines silbernen Tafelgeschirrs durch den Schultheissen und Rat von Luzern an den Bildhauer Gaspar Wermelinger aus Ruswil, der in der Schlacht bei Villmergen die Fahnen des feindlichen Heeres erbeutet und der Stadt übergeben hatte.
Schliesslich verzeichnet das Historisch-Biographische Lexikon der Schweiz einen Magistraten namens Hans Wermelinger im Jahr 1525.
Die Wermelinger in Brasilien
Der erste Wermelinger, der nach Brasilien auswanderte, war Xavier, mit seiner Frau Catharina Egglin[3] und den fünf Kindern; er widmete sich vor allem dem Fortschritt und der land- und viehwirtschaftlichen Entwicklung der Gegenden von Duas Barras, Sumidouro, Cantagalo, Cordeiro und Itaocara im Staat Rio.
Heute tut sich der brasilianische Zweig der Wermelinger in zahlreichen Bereichen des öffentlichen Lebens hervor — mit Lehrern, Anwälten, Ökonomen, Offizieren der Streitkräfte, Ärzten und Ingenieuren — und setzt dasselbe fortschrittliche Werk Xaviers fort, das vor so vielen Jahren begann.
Begegnung Brasilien–Schweiz
Die Wermelinger, die in der Schweiz geblieben waren, verloren mit der Zeit den Kontakt zu den Angehörigen, die sich ab 1819 hier niedergelassen hatten.
Vor etwa sechs Jahren jedoch gelang es Herrn Walter Wermelinger da Costa, einem in Niterói ansässigen Anwalt, durch Nachforschungen bei der Schweizer Botschaft die Verbindung herzustellen; er begann daraufhin einen Briefwechsel mit Herrn Otto[4], dessen Sohn der Anlass dieser Reportage ist.
Tourismus
Während seines Besuchs beim CF schilderte Herr Walter Wermelinger aufschlussreiche Tatsachen über die industrielle Entwicklung der Schweiz und über die Bedeutung des Tourismus für die Wirtschaft, der gegenwärtig zu den grössten Anliegen der Regierung seines Landes zählt.
Er berichtete, dass dies sein zweiter Besuch in Brasilien sei; im vergangenen Jahr sei er hier gewesen und habe das persönliche Wiedersehen der Familien nach 150 Jahren der Trennung ermöglicht.
Ferner zeigte er sich vom CF sehr angetan, den er angesichts der täglichen Auflage von 10 000 Exemplaren für eine bedeutende Zeitung hielt, und erklärte, er werde einige Exemplare unserer heutigen Ausgabe in die Schweiz mitnehmen, um in jenem europäischen Land den Namen der Presse unseres Staates bekannt zu machen.
Mr Walter Wermelinger[1] paid a visit to the Correio Fluminense; he has been in Brazil since the 5th, visiting some relatives.
Mr Wermelinger heads the photographic reproduction department of Swissair in the Zurich-Kloten area and is regarded as one of the finest professionals in his country. He lives in Lucerne, Switzerland, where he was also born.
The origin of the Wermelinger family
The Wermelinger family originates from the districts of Sursee and Willisau, in the canton of Lucerne. Its roots reach back into a very distant past.
The name, according to old documents, derives from the “Wermelinger farmstead” (north of Wolhusen) and was originally Wermolaingen. The official records of Ruswil, dated 1300[2], list the names of Hans von Wermoldingen and his daughter Noll von Wermoldingen.
The annual register of Willisau mentions Rutshmann Sprengjssen and Nessa Wermelinger, and the blessing, on 15 October 1576, of the Chapel of St Erasmus in Buchholz, rebuilt by Ammann Wermelinger.
Later, in a certificate dated 24 October 1655, we find the donation, by the mayor and council of Lucerne, of a silver service to the sculptor Gaspar Wermelinger of Ruswil, who during the battle of Villmergen had captured the enemy army’s flags and handed them to the city.
Finally, the Historical and Biographical Dictionary of Switzerland records a magistrate named Hans Wermelinger in the year 1525.
The Wermelinger in Brazil
The first Wermelinger to emigrate to Brazil was Xavier, with his wife Catharina Egglin[3] and their five children, devoting himself above all to the progress and the agricultural and pastoral development of the regions of Duas Barras, Sumidouro, Cantagalo, Cordeiro and Itaocara, in the State of Rio.
Today the Brazilian branch of the Wermelinger family stands out in many areas of public life, counting teachers, lawyers, economists, officers of the Armed Forces, physicians and engineers among its members, continuing the same progressive work that Xavier began so many years ago.
Brazil–Switzerland encounter
The Wermelinger who remained in Switzerland, over time, lost contact with the relatives who had settled here from 1819 onwards.
About six years ago, however, Mr Walter Wermelinger da Costa, a lawyer residing in Niterói, through research at the Swiss Embassy, managed to establish the link, then beginning a correspondence with Mr Otto[4], whose son is the subject of this report.
Tourism
During his visit to the CF, Mr Walter Wermelinger set out illuminating facts about Switzerland’s industrial development and about what tourism means for the economy — currently one of the chief concerns of his country’s government.
He revealed that this is the second time he has visited Brazil, having been here last year, when he brought about the personal reunion of the families after 150 years of separation.
He was also greatly impressed by the CF, which he considered a major newspaper on account of its daily print run of 10,000 copies, and stated that he would take some copies of today’s edition back to Switzerland, in order to make the name of our State’s press known in that European country.
Notas e fontes Anmerkungen und Quellen Notes and sources
- O Walter Wermelinger desta reportagem é filho de Otto Wermelinger, de Lucerna, e responsável pela reprodução fotográfica da Swissair. Foi ele quem co-assinou, em 1962, a carta de Otto conservada pelo Arquivo (ver, no Arquivo, “Carta de Lucerna, 18 de dezembro de 1962”). Não se confunde com Walter Wermelinger da Costa, advogado em Niterói, citado adiante nesta mesma reportagem — foi este último o destinatário daquela carta e quem iniciou a reconexão entre os dois ramos da família. Der Walter Wermelinger dieser Reportage ist der Sohn von Otto Wermelinger aus Luzern und für die fotografische Reproduktion der Swissair zuständig. Er war es, der 1962 den im Archiv erhaltenen Brief Ottos mitunterzeichnete (siehe im Archiv „Brief aus Luzern, 18. Dezember 1962“). Er ist nicht zu verwechseln mit Walter Wermelinger da Costa, Anwalt in Niterói, der weiter unten in derselben Reportage genannt wird — dieser war der Empfänger jenes Briefes und derjenige, der die Wiederverbindung zwischen den beiden Familienzweigen einleitete. The Walter Wermelinger of this report is the son of Otto Wermelinger of Lucerne and head of photographic reproduction at Swissair. It was he who co-signed, in 1962, Otto’s letter held by the Archive (see, in the Archive, “Letter from Lucerne, 18 December 1962”). He is not to be confused with Walter Wermelinger da Costa, the lawyer in Niterói named later in this same report — the latter was the recipient of that letter and the one who initiated the reconnection between the two branches of the family.
- As referências históricas desta seção — os registros de Ruswil de 1300, o magistrado de 1525, a Capela de Santo Erasmo de 1576 e o certificado de 1655 — reproduzem o relato da reportagem, apoiado em literatura genealógica e heráldica mais antiga. O Arquivo Wermelinger as apresenta como testemunho da fonte, não como dados verificados de forma independente. Quanto ao ramo do emigrante de 1819, a pesquisa consolidada do Arquivo o situa especificamente em Willisau Stadt (ver, no Arquivo, “150 Jahre Wermelinger in Brasilien”, Willisauer Bote, 1969). Die historischen Angaben dieses Abschnitts — die Ruswiler Register von 1300, der Magistrat von 1525, die Sankt-Erasmus-Kapelle von 1576 und die Urkunde von 1655 — geben die Darstellung der Reportage wieder, die sich auf ältere genealogische und heraldische Literatur stützt. Das Wermelinger-Archiv führt sie als Zeugnis der Quelle an, nicht als unabhängig überprüfte Angaben. Was den Zweig des Auswanderers von 1819 betrifft, verortet ihn die konsolidierte Forschung des Archivs ausdrücklich in Willisau Stadt (siehe im Archiv „150 Jahre Wermelinger in Brasilien“, Willisauer Bote, 1969). The historical references in this section — the Ruswil records of 1300, the magistrate of 1525, the Chapel of St Erasmus of 1576, and the certificate of 1655 — reproduce the report’s account, which rests on older genealogical and heraldic literature. The Wermelinger Archive presents them as the testimony of the source, not as independently verified data. As for the branch of the 1819 emigrant, the Archive’s consolidated research situates it specifically in Willisau Stadt (see, in the Archive, “150 Jahre Wermelinger in Brasilien”, Willisauer Bote, 1969).
- Xavier é François Xavier Wermelinger, o emigrante de 1819. O sobrenome da esposa aparece em variantes nas fontes — “Egglin” aqui, “Egli” em outras; o artigo do Willisauer Bote de 1969 registrou o casal como “Wermelinger-Egli”. Pesquisa do Arquivo associa o casamento a Willisau, em 5 de fevereiro de 1809 (ver as notas do post de 1969). Xavier ist François Xavier Wermelinger, der Auswanderer von 1819. Der Familienname der Ehefrau erscheint in den Quellen in Varianten — hier „Egglin“, andernorts „Egli“; der Artikel des Willisauer Boten von 1969 führte das Paar als „Wermelinger-Egli“. Forschungen des Archivs verbinden die Eheschliessung mit Willisau, am 5. Februar 1809 (siehe die Anmerkungen des Beitrags von 1969). Xavier is François Xavier Wermelinger, the 1819 emigrant. The wife’s surname appears in variant forms across the sources — “Egglin” here, “Egli” elsewhere; the 1969 Willisauer Bote article recorded the couple as “Wermelinger-Egli”. Archive research links the marriage to Willisau, on 5 February 1809 (see the notes to the 1969 post).
- Esta correspondência com Otto Wermelinger está documentada: o Arquivo conserva a carta de Otto datada de 18 de dezembro de 1962, resposta a uma carta de outubro de 1962 de Walter Wermelinger da Costa (ver, no Arquivo, “Carta de Lucerna, 18 de dezembro de 1962”). O “há cerca de seis anos” da reportagem ajuda a datá-la: situa a sua publicação por volta de 1968–1970, coerente com o reencontro “após 150 anos” (1819 + 150 = 1969) descrito como tendo ocorrido “no ano passado”. Dieser Briefwechsel mit Otto Wermelinger ist dokumentiert: Das Archiv bewahrt Ottos Brief vom 18. Dezember 1962 auf, eine Antwort auf einen Brief Walter Wermelinger da Costas vom Oktober 1962 (siehe im Archiv „Brief aus Luzern, 18. Dezember 1962“). Das „vor etwa sechs Jahren“ der Reportage hilft bei ihrer Datierung: Es legt ihre Veröffentlichung um 1968–1970 nahe, im Einklang mit dem Wiedersehen „nach 150 Jahren“ (1819 + 150 = 1969), das als „im vergangenen Jahr“ geschehen beschrieben wird. This correspondence with Otto Wermelinger is documented: the Archive holds Otto’s letter dated 18 December 1962, a reply to a letter of October 1962 from Walter Wermelinger da Costa (see, in the Archive, “Letter from Lucerne, 18 December 1962”). The report’s “about six years ago” helps to date it: it places its publication around 1968–1970, consistent with the reunion “after 150 years” (1819 + 150 = 1969) described as having taken place “last year”.
Fonte primária · Imprensa brasileira
Arquivo Wermelinger, onde a história é verificada, não repetida Duas Barras, Rio de Janeiro · Mai 2026
Primärquelle · Brasilianische Presse
Wermelinger-Archiv, wo Geschichte geprüft wird, nicht wiederholt Duas Barras, Rio de Janeiro · May 2026
Primary source · Brazilian press
Wermelinger Archive, where history is verified, not repeated
PT canônico (original) · DE e EN traduções do Arquivo (2026) · Data estimada PT kanonisch (Original) · DE und EN Übersetzungen des Archivs (2026) · Datum geschätzt PT canonical (original) · DE and EN translations by the Archive (2026) · Date estimated
Nenhum comentário:
Postar um comentário