Crônica · 16 de maio de 2026 Chronik · 16. Mai 2026 Chronicle · 16 May 2026
208 anos depois do decreto fundador, a cidade onde a família começou e ainda mora 208 Jahre nach dem Gründungsdekret, die Stadt, in der die Familie begann und noch immer wohnt Two hundred and eight years after the founding decree, the city where the family began and still lives
Esta crônica trabalha com fontes cruzadas e declara divergências quando existem. As notas completas estão ao final. Diese Chronik arbeitet mit gekreuzten Quellen und vermerkt Abweichungen, wo sie bestehen. Die vollständigen Anmerkungen finden sich am Ende. This chronicle works with cross-referenced sources and declares discrepancies where they exist. Full notes appear at the end.
São 208 anos. Em 16 de maio de 1818, na Quinta da Boa Vista, Dom João VI assinava o decreto que mandava criar, no Morro Queimado, uma colônia de suíços católicos[1]. Cinco dias antes, em 11 de maio, o contrato de imigração já havia sido firmado em Paris entre a Coroa portuguesa e o gruerense Nicolau Sebastião Gachet, que prometera cem famílias católicas e de língua francesa[2]. O contrato seria triplicado em letras e descumprido em quase tudo.
Do outro lado do oceano, naquela primavera de 1818, em Willisau Stadt, no cantão de Lucerna, um homem de quarenta anos não sabia de nada disso. Chamava-se Xaver Wermelinger e era torneiro de ofício[3]. Aprendera a profissão caminhando, como faziam os aprendizes suíços de então, de oficina em oficina pelo norte do cantão. Era casado havia nove anos com Catharina Egli, da fazenda Lingruben no Willisau Land; tê-la-iam batizado de Anna Maria Catharina, em 8 de maio de 1780[4]. Cinco filhos já tinham vindo: Xaver, em 1809; Catharina, em 1811; Joseph, em 1812; Stephan, em 1813; Marianna, em 1816[5]. Um sexto ainda estaria por vir.
O pai de Xaver havia morrido em 5 de fevereiro de 1795, em Turim, a serviço do Regimento Zimmermann[6]. Era assim que os homens de Willisau morriam fora: a soldo dos exércitos católicos europeus, longe de casa. A diferença, para Xaver, seria que dessa vez a família iria junto.
Ele havia sonhado, conta-nos Tschudi, certa vez voltando de uma excursão de aprendiz, que enriqueceria na América[7]. O sonho virou ideia fixa. Quando a propaganda de Gachet chegou ao planalto lucernese, em 1818 e 1819, prometendo terras, animais, isenção de impostos, casa pronta e despesas de viagem pagas pelo rei de Portugal, Xaver foi um dos primeiros do amt a se inscrever.
Em 24 de junho de 1818, mais de um ano antes do embarque, nasceu o sexto filho. Foi batizado Johann Baptiste[8]. Não veria a costa brasileira.
A travessia
Em 4 de julho de 1819 saíram do cantão de Friburgo as primeiras caravanas, com Padre Jacob Joye, vigário de Villaz Saint Pierre, à frente espiritual[9]. Os lucerneses se juntaram pelo caminho. Em 23 de julho, partiram de Basileia, descendo o Reno em barcaças. Em 4 de agosto chegaram a Dordrecht, na Holanda. Esperavam dali a passagem marítima imediata, mas o que houve foi um aufenthalt de sete semanas, em barracas e galpões, às margens de canais infestados de malária[10]. Foi em Dordrecht que viram pela primeira vez, em pessoa, o organizador Niklaus Gachet.
Só em 10 de outubro de 1819 a frota fez-se ao mar, em Den Helder. Sete navios formavam o comboio. O dos lucerneses chamava-se Heureux Voyage, sob comando do capitão holandês Van der Cerer[11]. As fontes divergem sobre os números: Monnerat 1945, baseando-se em Conus 1918 e nos relatórios do Padre Joye, conta 437 passageiros e 40 mortos durante a travessia. A compilação em Freiburger Studien, publicada em 2015, conta 442 e 43, dos quais 13 luzerneses[12]. Em qualquer dos números, perto de uma em cada onze pessoas que embarcaram naquele veleiro não desembarcou viva.
O Heureux Voyage avistou a Madeira em 4 de novembro. Atravessou tempestades. Cruzou o equador. Entrou na baía da Guanabara em 17 de dezembro de 1819, cinco meses depois da partida de Basileia.
Dez dias depois, em torno de 27 de dezembro, a família subiu os Órgãos, em lombo de besta, e alcançou o Morro Queimado[13]. Estava no auge da estação chuvosa. Em algum momento da travessia, em 1819, o pequeno Johann Baptiste morreu em alto mar[14]. Tinha cerca de um ano e meio. Foi o primeiro Wermelinger que o oceano levou.
O lote 61
A colônia, então, ainda não existia como cidade. Existia como benção régia no papel, como contrato em Paris e como dezenas de casas de quatro cômodos sem cozinha, levantadas a mando da Coroa para receber os imigrantes[15]. Cozinhava-se ao ar livre ou no próprio quarto. Em 17 de abril de 1820 o Monsenhor Miranda inaugurou solenemente a Vila, com vivas a el-rei e casas iluminadas[16]. Seis dias depois, em 23 de abril, o inspetor reuniu os chefes de família na municipalidade e mandou proceder ao sorteio das terras.
Aos Wermelinger coube o lote 61[17]. Anos depois, ao anotarem a passagem da família pela colônia nos registros de Lucerna, os arquivistas suíços escreveram duas palavras secas: nur simple. Apenas simples. Sem posses. Sem letras. Sem comendas. Apenas o sobrenome, a esposa, sete ou oito crianças e o sonho do aprendiz de torneiro.
Tschudi, quatro décadas mais tarde, descreveria sem rodeios o que tinha sido aquele sorteio:
Em 6 de maio de 1822, o Padre Joye escrevia que Nova Friburgo já estava quase deserta[19]. Os colonos estavam no Rio ou indo para Cantagalo, em busca de terras férteis e de café. Em 1825, 605 colonos já haviam abandonado a colônia[20]. De 1.631 suíços instalados, menos de seiscentos permaneceram.
Os que ficaram
Há Wermelinger em Nova Friburgo desde 1819, sem interrupção. É o núcleo do que esta crônica quer dizer.
O terceiro filho do casal, Joseph Wermelinger, nascido em Willisau em 13 de junho de 1812, casou-se com Catharina Josepha Stutz e enraizou o sobrenome Wermelinger na cidade[21]. Joseph viveu oitenta e quatro anos. Morreu em 20 de outubro de 1896, em uma Nova Friburgo já outra, já brasileira, já com mais de meio século de sobreposição luso-brasileira sobre o desenho original da colônia. Dele desce, na linha masculina contínua, a presença do sobrenome Wermelinger em Nova Friburgo até hoje.
A segunda filha, Catharina Wermelinger, nascida em 1 de janeiro de 1811, casou-se com Johann Erthal e ficou também na região. A descendência Erthal-Wermelinger entrelaçou-se às outras famílias helvéticas da serra. A quinta filha, Marianna, nascida em 1 de maio de 1816, casou-se em 31 de julho de 1836 na Matriz de São João Batista, em Nova Friburgo, com François Joseph Monnerat, da família que viera na Daphne[22]. Foi um dos primeiros casamentos da segunda geração nascida na Suíça e casada no Brasil. A descendência Monnerat-Wermelinger também ficou.
As duas brasileiras vieram depois. Maria Margueritte, nascida em 7 de junho de 1821, casou-se com Antoine Heggendorn. Maria Catharina Josepha, nascida em 8 de maio de 1824, casou-se com Jean-Henri Heggendorn[23]. Os Heggendorn eram irmãos, vindos no mesmo Heureux Voyage; nas duas gerações seguintes a família se reduplicou. As linhas Heggendorn-Wermelinger se assentaram na Aldeia da Pedra, às margens do Paraíba, atual município de Itaocara.
Em 1 de agosto de 1853, ou em 12 de agosto, conforme a fonte que se consulte[24], Catharina Egli morreu em Nova Friburgo. Sem testamento. O pároco anotou tudo no livro de óbitos da Matriz, e o livro continua aberto na cidade que os recebera em 1819. O tronco da família passa o século XIX em Nova Friburgo.
Os que se espalharam
O quarto filho do casal, Stephan, nascido em 13 de julho de 1813, fez o segundo movimento. Em 9 de janeiro de 1833, com três outros, registrou em cartório a compra de uma porção de terras
nas cabeceiras do rio Macaé, contígua à gleba colonial número 62[25]. Casou com Mariana Borer; a data exata do casamento permanece em verificação documental[26]. Foi dele o galho que descer por Macaé de Cima até as cabeceiras do Macaé e os altos do Rio Grande, e que se ramificaria por décadas em Duas Barras, Bom Jardim, Cantagalo, Sumidouro, e em medida menor em São Pedro da Aldeia e no próprio Rio[27].
O primogênito Xaver, nascido em 9 de novembro de 1809, permaneceu solteiro, sem deixar linhagem[28]. Dos seis filhos que tiveram descendência, então, quatro deixaram-na em Nova Friburgo (Catharina, Joseph, Marianna e Maria Margueritte) e dois a deixaram a partir de outro ponto: Stephan, das cabeceiras do Macaé, e Maria Catharina Josepha que, casada com o irmão Heggendorn de Antoine, viveu em Macaé de Cima, no flanco do município. A proporção da família que ficou foi maior que a que partiu.
De Stephan desce, entre outras, a linha do autor desta crônica. São cinco gerações documentadas até hoje, com uma sexta começando na primeira infância. É uma entre várias ramificações, não a história principal.
O encontro com Tschudi
Cerca de oito anos depois da morte de Catharina, no decurso de uma excursão entre Nova Friburgo e Cantagalo, o naturalista, etnógrafo e diplomata suíço Johann Jakob von Tschudi cruzou com o velho Xaver numa fazenda das cercanias. Tinha quarenta e tantos anos passados desde a fundação, e a maioria dos pais de família que vieram a bordo já estava morta. Xaver não. Tschudi anota:
Quarenta e seis pessoas em uma vida. O pequeno Johann Baptiste, morto em 1819 no Atlântico, não aparece nesta conta. Os outros sete filhos sim. Os netos sim. A filha Heggendorn que cuidava do pai, em silêncio leal, sim. Quarenta e seis pessoas era, em 1861, a saída numerosa de um sonho que começara em um caminho de Willisau no fim do século XVIII.
O tronco que permanece
Hoje, 16 de maio de 2026, estou em Duas Barras, no interior do Rio de Janeiro, a uma hora de carro do alto onde se sortearam os lotes em 1820. Nova Friburgo fica a meia hora pela serra. Vou lá com frequência. Tenho o sobrenome do velho.
Por muito tempo me peguei pensando que Nova Friburgo tinha sido, para a minha família, uma porta. O lugar onde se entrava no Brasil, dali se passava a outras paragens. É falso. Nova Friburgo não foi porta. Nova Friburgo foi tronco. Os que partiram para o Macaé, para Macaé de Cima, para os altos do Rio Grande, para Duas Barras, Bom Jardim, Cantagalo, Sumidouro, são galhos que ainda pertencem à mesma árvore. Os que ficaram em Nova Friburgo, geração após geração, são o próprio tronco, que segue de pé.
E há sinal material disso, em pedra, em três lugares da cidade.
O primeiro é o Parque Santa Elisa, na sede do município, onde foi assentada em 1819 a Colônia de Morro Queimado. É o chão onde a família pousou. Uma placa comemorativa da fundação da colônia helvética marca a entrada do parque[30]. Funciona, para Nova Friburgo, como uma pedra de chegada dos suíços.
O segundo, em ordem de instalação, foi a Praça dos Poetas. Em 2010, ali foram fixados os brasões de duas famílias da cidade, Wermelinger e Montechiari, com a inscrição institucional Wermelinger sempre contribuindo com a comunidade
[31]. Pouco menos de um ano depois, em 11 e 12 de janeiro de 2011, o cataclismo da Região Serrana, a maior tragédia natural brasileira em vidas perdidas, atingiu Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, Bom Jardim, com cerca de 918 mortos confirmados e centenas de desaparecidos[32]. A Praça dos Poetas foi destruída no evento.
O terceiro, posterior ao cataclismo, é o Monumento às vítimas levantado na Praça do Suspiro, no centro tradicional de Nova Friburgo. No pé do Monumento foi incrustado o brasão Wermelinger, em pedra, ao lado dos brasões de outras famílias fundadoras da colônia[33]. Possível gesto reparatório depois da destruição da Praça dos Poetas; em qualquer leitura, é a inscrição cívica em pedra pública de um sobrenome que chegou ali em 1819.
Note-se o arco. Em 1820, ao registrarem em Lucerna a passagem da família pela colônia, os arquivistas suíços escreveram, ao lado do nome de Xaver e do lote 61, duas palavras: nur simple. Cem anos depois, em 1911, no Memorial Paroquial endereçado ao Bispo da diocese, o Padre José Antônio descreveu a família com palavra equivalente: simples e sincera
[35]. Outros cem anos depois, em 2011, a família descrita assim em duas línguas e em dois séculos consecutivos tem o seu brasão em pedra pública, no pé do Monumento aos mortos do cataclismo. A própria humildade, anotada por mãos diferentes em três tempos distintos, virou marca cívica da cidade.
Há Wermelinger em Nova Friburgo desde 1819, sem interrupção. Há Wermelinger em Macaé de Cima, em Cantagalo, em Duas Barras, em Bom Jardim, em Sumidouro também. É a mesma árvore. Os mapas separaram os municípios; o tronco e os galhos não se separaram.
Talvez o que sobrevive não seja a colônia. Talvez seja o tronco, em pedra, que ainda está de pé na praça.
Es sind 208 Jahre. Am 16. Mai 1818 unterzeichnete Dom João VI. im Schloss Quinta da Boa Vista in Rio de Janeiro das Dekret, das in der Gegend des Morro Queimado eine Kolonie schweizerischer Katholiken vorsah[1]. Fünf Tage zuvor, am 11. Mai, war in Paris zwischen der portugiesischen Krone und dem Greyerzer Niklaus Sebastian Gachet der Einwanderungsvertrag unterzeichnet worden, der hundert katholische, französischsprachige Familien versprach[2]. Der Vertrag würde an Zahlen verdreifacht und an Versprechen kaum eingehalten.
Auf der anderen Seite des Ozeans, in jenem Frühjahr 1818, in Willisau Stadt im Kanton Luzern, ahnte ein Vierzigjähriger nichts davon. Er hiess Xaver Wermelinger und war Drechsler von Beruf[3]. Sein Handwerk hatte er auf der Wanderschaft gelernt, wie es Luzerner Lehrlinge damals taten, von Werkstatt zu Werkstatt im Norden des Kantons. Seit neun Jahren war er mit Catharina Egli aus dem Hof Lingruben im Willisau Land verheiratet; getauft worden war sie als Anna Maria Catharina am 8. Mai 1780[4]. Fünf Kinder waren bereits da: Xaver, 1809; Catharina, 1811; Joseph, 1812; Stephan, 1813; Marianna, 1816[5]. Ein sechstes stand noch aus.
Xavers Vater war am 5. Februar 1795 in Turin gestorben, im Dienst des Regiments Zimmermann[6]. So starben Willisauer Männer in der Fremde, im Sold der katholischen Heere Europas, weit weg von daheim. Der Unterschied für Xaver würde sein, dass die Familie diesmal mitkam.
Er hatte einst geträumt, erzählt Tschudi, beim Rückweg von einer Lehrlingswanderung, er werde in Amerika reich werden[7]. Der Traum wurde fixe Idee. Als 1818 und 1819 Gachets Propaganda das Luzerner Hochland erreichte, mit Versprechen von Land, Vieh, Steuerfreiheit, fertigem Haus und vom portugiesischen König bezahlten Reisekosten, war Xaver einer der ersten im Amt, der sich einschrieb.
Am 24. Juni 1818, mehr als ein Jahr vor der Abreise, kam das sechste Kind zur Welt. Es wurde Johann Baptiste getauft[8]. Die brasilianische Küste würde es nicht sehen.
Die Überfahrt
Am 4. Juli 1819 zogen aus dem Kanton Freiburg die ersten Karawanen aus, an ihrer geistlichen Spitze Pater Jakob Joye, Pfarrer von Villaz Saint Pierre[9]. Unterwegs stiessen die Luzerner dazu. Am 23. Juli brachen sie in Basel auf und reisten den Rhein hinunter. Am 4. August erreichten sie Dordrecht in Holland. Sie hofften auf sofortige Verschiffung, doch was kam, war ein Aufenthalt von sieben Wochen, in Zelten und Schuppen, an den malariaverseuchten Ufern[10]. In Dordrecht sahen sie zum ersten Mal den Organisator Niklaus Gachet leibhaftig.
Erst am 10. Oktober 1819 stach die Flotte in Den Helder in See. Sieben Schiffe bildeten den Konvoi. Das der Luzerner hiess Heureux Voyage, unter dem Kommando des holländischen Kapitäns Van der Cerer[11]. Die Quellen divergieren in den Zahlen: Monnerat 1945, gestützt auf Conus 1918 und das Tagebuch von Pater Joye, zählt 437 Passagiere und 40 Tote während der Überfahrt. Die Zusammenstellung in den Freiburger Studien, 2015 veröffentlicht, nennt 442 und 43, darunter 13 aus dem Kanton Luzern[12]. In beiden Zählungen kam annähernd eine von elf eingeschifften Personen nicht lebend an.
Am 4. November sichtete die Heureux Voyage Madeira. Sie durchquerte Stürme. Überquerte den Äquator. Lief am 17. Dezember 1819 in die Bucht von Guanabara ein, fünf Monate nach dem Aufbruch in Basel.
Zehn Tage später, um den 27. Dezember, zog die Familie auf Saumpferden über das Gebirge der Órgãos hinauf und erreichte den Morro Queimado[13]. Es war auf dem Höhepunkt der Regenzeit. Irgendwann während der Überfahrt, 1819, starb der kleine Johann Baptiste auf hoher See[14]. Er war etwa anderthalb Jahre alt. Er war der erste Wermelinger, den der Ozean nahm.
Das Los Nr. 61
Die Kolonie bestand damals noch nicht als Stadt. Sie bestand als königlicher Segen auf Papier, als Vertrag in Paris und als Dutzende von Vierzimmerhäusern ohne Küche, von der Krone zur Aufnahme der Einwanderer errichtet[15]. Gekocht wurde im Freien oder im eigenen Zimmer. Am 17. April 1820 weihte Monsignore Miranda die Vila feierlich ein, mit Hochrufen auf den König und erleuchteten Häusern[16]. Sechs Tage später, am 23. April, versammelte der Inspektor die Familienoberhäupter in der Gemeindeverwaltung und liess die Lose ziehen.
Den Wermelinger fiel das Los Nr. 61 zu[17]. Jahre später, beim Eintrag in den Luzerner Registern, schrieben die Schweizer Archivare zwei trockene Worte: nur simple. Nur einfach. Ohne Besitz. Ohne Bildung. Ohne Ämter. Nur den Namen, die Ehefrau, sieben oder acht Kinder und den Traum des Drechslerlehrlings.
Tschudi würde vier Jahrzehnte später ohne Umschweife beschreiben, was diese Auslosung gewesen war:
Am 6. Mai 1822 schrieb Pater Joye, Nova Friburgo sei beinahe verlassen[19]. Die Siedler waren in Rio oder auf dem Weg nach Cantagalo, auf der Suche nach fruchtbarem Boden und nach Kaffee. 1825 hatten 605 Siedler die Kolonie bereits verlassen[20]. Von 1.631 angesiedelten Schweizern blieben weniger als sechshundert.
Die, die blieben
Es gibt Wermelinger in Nova Friburgo seit 1819, ohne Unterbruch. Das ist der Kern dessen, was diese Chronik sagen will.
Das dritte Kind des Paares, Joseph Wermelinger, geboren in Willisau am 13. Juni 1812, heiratete Catharina Josepha Stutz und verankerte den Namen Wermelinger in der Stadt[21]. Joseph lebte vierundachtzig Jahre. Er starb am 20. Oktober 1896 in einem Nova Friburgo, das schon ein anderes war, schon brasilianisch, schon mit mehr als einem halben Jahrhundert luso-brasilianischer Überlagerung über den ursprünglichen Grundriss der Kolonie. Von ihm stammt, in ununterbrochener männlicher Linie, die Präsenz des Namens Wermelinger in Nova Friburgo bis heute.
Die zweite Tochter, Catharina Wermelinger, geboren am 1. Januar 1811, heiratete Johann Erthal und blieb ebenfalls in der Region. Die Nachkommenschaft Erthal-Wermelinger verflocht sich mit den anderen helvetischen Familien des Gebirges. Die fünfte Tochter, Marianna, geboren am 1. Mai 1816, heiratete am 31. Juli 1836 in der Mutterkirche São João Batista in Nova Friburgo François Joseph Monnerat, aus der Familie, die mit der Daphne gekommen war[22]. Es war eine der ersten Trauungen der zweiten Generation, in der Schweiz geboren und in Brasilien verheiratet. Auch die Nachkommenschaft Monnerat-Wermelinger blieb.
Die beiden brasilianisch geborenen Töchter kamen danach. Maria Margueritte, geboren am 7. Juni 1821, heiratete Antoine Heggendorn. Maria Catharina Josepha, geboren am 8. Mai 1824, heiratete Jean-Henri Heggendorn[23]. Die Heggendorn waren Brüder, gekommen auf derselben Heureux Voyage; in den nächsten zwei Generationen verdoppelte sich die Familie. Die Linien Heggendorn-Wermelinger liessen sich in Aldeia da Pedra am Paraíba nieder, in der heutigen Gemeinde Itaocara.
Am 1. August 1853, oder am 12. August, je nach Quelle[24], starb Catharina Egli in Nova Friburgo. Ohne Testament. Der Pfarrer hielt alles im Sterbebuch der Mutterkirche fest, und das Buch bleibt in der Stadt offen, die sie 1819 empfangen hatte. Der Stamm der Familie verbringt das 19. Jahrhundert in Nova Friburgo.
Die, die sich verteilten
Das vierte Kind des Paares, Stephan, geboren am 13. Juli 1813, vollzog die zweite Bewegung. Am 9. Januar 1833 trug er mit drei weiteren den Kauf eines Stücks Land
an den Quellen des Macaé, angrenzend an das Koloniegut Nr. 62, beim Notar ein[25]. Er heiratete Mariana Borer; das genaue Datum der Eheschliessung ist noch dokumentarisch zu prüfen[26]. Von ihm stammt der Ast, der über Macaé de Cima zu den Quellen des Macaé und zu den Höhen des Rio Grande hinabzog und sich über Jahrzehnte in Duas Barras, Bom Jardim, Cantagalo, Sumidouro verzweigte, und in geringerem Mass in São Pedro da Aldeia und in Rio selbst[27].
Der Erstgeborene Xaver, geboren am 9. November 1809, blieb ledig und ohne Nachkommen[28]. Von den sechs Kindern, die Nachkommenschaft hatten, hinterliessen also vier die ihre in Nova Friburgo (Catharina, Joseph, Marianna und Maria Margueritte), und zwei hinterliessen sie von einem anderen Punkt aus: Stephan, von den Quellen des Macaé, und Maria Catharina Josepha, die mit dem Heggendorn-Bruder von Antoine verheiratet in Macaé de Cima lebte, am Rand der Gemeinde. Der Teil der Familie, der blieb, war grösser als jener, der wegzog.
Von Stephan stammt unter anderem die Linie des Autors dieser Chronik. Es sind fünf bis heute dokumentierte Generationen, eine sechste beginnt in früher Kindheit. Es ist eine unter vielen Verzweigungen, nicht die Hauptgeschichte.
Tschudis Begegnung mit dem Alten
Etwa acht Jahre nach Catharinas Tod, auf einer Reise zwischen Nova Friburgo und Cantagalo, traf der Naturforscher, Ethnograph und Diplomat Johann Jakob von Tschudi den alten Xaver auf einer Fazenda in der Nähe. Mehr als vierzig Jahre lagen seit der Gründung; die meisten Familienväter, die mit ihm an Bord gewesen waren, lebten nicht mehr. Xaver schon. Tschudi notiert:
Sechsundvierzig Personen in einem Leben. Der kleine Johann Baptiste, gestorben 1819 auf dem Atlantik, ist in dieser Zählung nicht dabei. Die anderen sieben Kinder schon. Die Enkel schon. Die Heggendorn-Tochter, die den Vater in stiller Treue pflegte, schon. Sechsundvierzig Personen waren, 1861, das zahlreiche Ende eines Traums, der auf einem Weg in Willisau am Ende des 18. Jahrhunderts begonnen hatte.
Der Stamm, der bleibt
Heute, am 16. Mai 2026, bin ich in Duas Barras im Hinterland von Rio de Janeiro, eine Autostunde von der Höhe entfernt, wo 1820 die Lose verteilt wurden. Nova Friburgo liegt eine halbe Stunde über das Gebirge. Ich fahre häufig hin. Ich trage den Namen des Alten.
Lange ertappte ich mich beim Gedanken, Nova Friburgo sei für meine Familie ein Tor gewesen. Der Ort, an dem man Brasilien betrat und von dem aus man in andere Gegenden weiterzog. Das ist falsch. Nova Friburgo war kein Tor. Nova Friburgo war Stamm. Die, die zum Macaé zogen, nach Macaé de Cima, auf die Höhen des Rio Grande, nach Duas Barras, Bom Jardim, Cantagalo, Sumidouro, sind Äste, die noch zu demselben Baum gehören. Die, die in Nova Friburgo blieben, Generation um Generation, sind der Stamm selbst, der aufrecht weitersteht.
Und es gibt ein materielles Zeichen dafür, in Stein, an drei Orten der Stadt.
Der erste ist der Parque Santa Elisa, im Hauptort der Gemeinde, auf dessen Gelände 1819 die Kolonie von Morro Queimado angesiedelt wurde. Es ist der Boden, auf dem die Familie aufsetzte. Eine Gedenktafel an die Gründung der helvetischen Kolonie markiert den Eingang des Parks[30]. Sie wirkt, für Nova Friburgo, wie ein Ankunftsstein der Schweizer.
Der zweite, in der Reihenfolge seiner Errichtung, war die Praça dos Poetas. 2010 wurden dort die Wappen zweier Familien der Stadt angebracht, Wermelinger und Montechiari, mit der institutionellen Inschrift Wermelinger, immer der Gemeinschaft dienend
[31]. Knapp ein Jahr später, am 11. und 12. Januar 2011, traf der Kataklysmus der Região Serrana, die grösste brasilianische Naturkatastrophe nach Todesopfern, Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, Bom Jardim, mit rund 918 bestätigten Toten und Hunderten von Vermissten[32]. Die Praça dos Poetas wurde dabei zerstört.
Der dritte, nach dem Kataklysmus errichtet, ist das Denkmal für die Opfer auf der Praça do Suspiro, im traditionellen Zentrum von Nova Friburgo. In den Sockel des Denkmals wurde das Wermelinger-Wappen in Stein eingelassen, neben den Wappen anderer Gründungsfamilien der Kolonie[33]. Möglicherweise eine wiedergutmachende Geste nach der Zerstörung der Praça dos Poetas; in jeder Lesart ist es die bürgerliche Einschreibung in öffentlichen Stein eines Namens, der 1819 dort ankam.
Man beachte den Bogen. 1820, als sie in Luzern den Durchgang der Familie durch die Kolonie eintrugen, schrieben die Schweizer Archivare neben den Namen Xavers und das Los Nr. 61 zwei Worte: nur simple. Hundert Jahre später, 1911, im Pfarrmemorial an den Bischof der Diözese, beschrieb Pater José Antônio die Familie mit dem gleichwertigen Wort: einfach und aufrichtig
[35]. Weitere hundert Jahre später, 2011, hat die in zwei Sprachen und zwei aufeinanderfolgenden Jahrhunderten so beschriebene Familie ihr Wappen in öffentlichem Stein, im Sockel des Denkmals für die Toten des Kataklysmus. Die Demut selbst, von verschiedenen Händen in drei verschiedenen Zeiten festgehalten, wurde zum bürgerlichen Wahrzeichen der Stadt.
Es gibt Wermelinger in Nova Friburgo seit 1819, ohne Unterbruch. Es gibt Wermelinger in Macaé de Cima, in Cantagalo, in Duas Barras, in Bom Jardim, in Sumidouro auch. Es ist derselbe Baum. Die Karten haben die Gemeinden getrennt; Stamm und Äste sind nicht getrennt worden.
Vielleicht ist es nicht die Kolonie, was überlebt. Vielleicht ist es der Stamm, in Stein, der noch auf dem Platz steht.
Two hundred and eight years. On 16 May 1818, at the Quinta da Boa Vista in Rio de Janeiro, Dom João VI signed the decree ordering the establishment, at the Morro Queimado, of a colony of Swiss Catholics[1]. Five days before, on 11 May, the immigration contract had been signed in Paris between the Portuguese Crown and the Gruyère-born Niklaus Sebastian Gachet, promising a hundred Catholic, French-speaking families[2]. The contract would be tripled in numbers and dishonoured in nearly every other clause.
On the far side of the ocean, in that spring of 1818, in Willisau Stadt, canton of Lucerne, a man of forty knew none of this. His name was Xaver Wermelinger and his trade was that of a turner[3]. He had learned his craft as Lucerne apprentices then did, walking from workshop to workshop across the north of the canton. For nine years he had been married to Catharina Egli, of the Lingruben farmstead in the Willisau Land; she had been baptised Anna Maria Catharina on 8 May 1780[4]. Five children had already come: Xaver, in 1809; Catharina, in 1811; Joseph, in 1812; Stephan, in 1813; Marianna, in 1816[5]. A sixth was still to come.
Xaver's father had died on 5 February 1795 in Turin, in the service of the Zimmermann Regiment[6]. That was how the men of Willisau died abroad, in the pay of the Catholic armies of Europe, far from home. The difference for Xaver would be that, this time, the family was coming too.
He had dreamed once, Tschudi tells us, returning from one of his apprentice journeys, that he would grow rich in America[7]. The dream became a fixed idea. When Gachet's propaganda reached the Lucerne highlands in 1818 and 1819, promising land, livestock, exemption from taxes, a finished house and travel paid for by the King of Portugal, Xaver was among the first in the district to sign on.
On 24 June 1818, more than a year before departure, the sixth child was born. He was baptised Johann Baptiste[8]. He would never see the Brazilian coast.
The crossing
On 4 July 1819 the first caravans left the canton of Fribourg, with Father Jacob Joye, parish priest of Villaz Saint Pierre, at their spiritual head[9]. The Lucernese joined along the road. On 23 July they set out from Basel, descending the Rhine on river barges. On 4 August they reached Dordrecht, in Holland. They expected immediate transatlantic passage, but what came was a seven-week aufenthalt, in tents and sheds along the malarial canals[10]. It was in Dordrecht that they first saw the organiser, Niklaus Gachet, in person.
Only on 10 October 1819 did the fleet stand out to sea from Den Helder. Seven ships made up the convoy. The Lucernese one was the Heureux Voyage, under the Dutch captain Van der Cerer[11]. The sources do not agree on numbers. Monnerat (1945), drawing on Conus (1918) and on Father Joye's journal, counts 437 passengers and 40 dead during the crossing. The compilation in the Freiburger Studien, published in 2015, counts 442 and 43, of whom 13 were from the canton of Lucerne[12]. On either count, close to one person in eleven who boarded that ship did not disembark alive.
The Heureux Voyage sighted Madeira on 4 November. She rode out storms. Crossed the equator. Entered the bay of Guanabara on 17 December 1819, five months after the departure from Basel.
Ten days later, around 27 December, the family climbed the Órgãos range on the backs of pack animals and reached the Morro Queimado[13]. It was at the height of the rainy season. At some point during the crossing, in 1819, little Johann Baptiste died at sea[14]. He was about a year and a half old. He was the first Wermelinger the ocean took.
Plot number sixty-one
The colony did not yet exist as a town. It existed as royal blessing on paper, as a Paris contract, and as dozens of four-room houses without a kitchen, raised at the Crown's order to receive the immigrants[15]. Cooking was done in the open or in one's own room. On 17 April 1820 Monsignor Miranda solemnly inaugurated the Vila, with cheers for the king and lighted houses[16]. Six days later, on 23 April, the inspector gathered the heads of families at the municipal hall and ordered that the plots be drawn by lot.
To the Wermelinger fell plot number sixty-one[17]. Years afterwards, recording the family's passage through the colony in the Lucerne registers, the Swiss archivists wrote two dry words: nur simple. Merely simple. With nothing. No letters. No commendations. Only the surname, the wife, seven or eight children and the dream of the turner's apprentice.
Tschudi, four decades later, would describe without circumlocution what that drawing had been:
On 6 May 1822 Father Joye wrote that Nova Friburgo was already nearly deserted[19]. The settlers were in Rio, or on the way to Cantagalo, in search of fertile land and of coffee. By 1825, 605 settlers had already abandoned the colony[20]. Of 1,631 Swiss installed there, fewer than six hundred remained.
Those who stayed
There have been Wermelingers in Nova Friburgo since 1819, without interruption. That is the heart of what this chronicle means to say.
The couple's third child, Joseph Wermelinger, born in Willisau on 13 June 1812, married Catharina Josepha Stutz and rooted the surname Wermelinger in the city[21]. Joseph lived eighty-four years. He died on 20 October 1896, in a Nova Friburgo already changed, already Brazilian, already overlaid by more than half a century of Luso-Brazilian settlement upon the original outline of the colony. From him descends, in unbroken male line, the presence of the surname Wermelinger in Nova Friburgo down to the present day.
The second child, Catharina Wermelinger, born on 1 January 1811, married Johann Erthal and likewise stayed in the region. The Erthal-Wermelinger line intertwined with the other helvetic families of the highlands. The fifth child, Marianna, born on 1 May 1816, married on 31 July 1836 in the mother church of São João Batista, in Nova Friburgo, François Joseph Monnerat, of the family that had come on the Daphne[22]. It was among the first marriages of the second generation, Swiss-born and Brazilian-married. The Monnerat-Wermelinger line stayed as well.
The two Brazilian-born daughters came afterwards. Maria Margueritte, born 7 June 1821, married Antoine Heggendorn. Maria Catharina Josepha, born 8 May 1824, married Jean-Henri Heggendorn[23]. The Heggendorns were brothers, come on the same Heureux Voyage; over the next two generations the family doubled itself. The Heggendorn-Wermelinger lines settled in Aldeia da Pedra on the banks of the Paraíba, in the present municipality of Itaocara.
On 1 August 1853, or on 12 August, depending on the source consulted[24], Catharina Egli died in Nova Friburgo. With no will. The parish priest recorded everything in the death book of the mother church, and that book remains open in the city that had received them in 1819. The trunk of the family spent the nineteenth century in Nova Friburgo.
Those who scattered
The couple's fourth child, Stephan, born on 13 July 1813, made the second movement. On 9 January 1833, with three others, he registered with the notary the purchase of a portion of land
at the headwaters of the Macaé river, contiguous with colonial plot 62[25]. He married Mariana Borer; the exact date of the marriage remains under documentary verification[26]. From him descends the branch that went on from Macaé de Cima to the headwaters of the Macaé and the high lands of the Rio Grande, and that would, over decades, ramify into Duas Barras, Bom Jardim, Cantagalo, Sumidouro, and in lesser measure into São Pedro da Aldeia and into Rio itself[27].
The eldest son, Xaver, born on 9 November 1809, remained unmarried and left no line[28]. Of the six children who left descendants, then, four left them in Nova Friburgo (Catharina, Joseph, Marianna and Maria Margueritte), and two left them from another point: Stephan, from the headwaters of the Macaé, and Maria Catharina Josepha, who, married to Antoine's Heggendorn brother, lived in Macaé de Cima, on the municipal edge. The portion of the family that stayed was greater than the portion that left.
From Stephan descends, among others, the line of the author of this chronicle. They are five documented generations to date, with a sixth beginning in early infancy. It is one branch among several, not the principal story.
Tschudi's meeting with the old man
Some eight years after Catharina's death, in the course of an excursion between Nova Friburgo and Cantagalo, the Swiss naturalist, ethnographer and diplomat Johann Jakob von Tschudi met old Xaver on a nearby farm. More than forty years had passed since the founding; most of the heads of families who had come aboard were already dead. Xaver was not. Tschudi writes:
Forty-six people in one life. Little Johann Baptiste, dead in 1819 on the Atlantic, does not appear in that count. The other seven children do. The grandchildren do. The Heggendorn daughter who tended her father in silent loyalty does. Forty-six people were, in 1861, the populous ending of a dream that had begun on a road near Willisau at the close of the eighteenth century.
The trunk that remains
Today, 16 May 2026, I am in Duas Barras, in the interior of Rio de Janeiro state, an hour by car from the height where the plots were drawn in 1820. Nova Friburgo is half an hour by the mountain road. I go there often. I bear the old man's surname.
For a long time I caught myself thinking Nova Friburgo had been, for my family, a gate. The place where one entered Brazil, and from which one passed onward elsewhere. That is false. Nova Friburgo was not a gate. Nova Friburgo was a trunk. Those who left for the Macaé, for Macaé de Cima, for the high lands of the Rio Grande, for Duas Barras, Bom Jardim, Cantagalo, Sumidouro, are branches that still belong to the same tree. Those who stayed in Nova Friburgo, generation after generation, are the trunk itself, which goes on standing.
And there is a material sign of this, in stone, in three places in the city.
The first is the Parque Santa Elisa, in the centre of the municipality, on whose ground in 1819 the Colony of Morro Queimado was settled. It is the soil where the family alighted. A plaque commemorating the founding of the helvetic colony marks the entrance to the park[30]. It functions, for Nova Friburgo, as a kind of landing stone of the Swiss.
The second, in order of installation, was the Praça dos Poetas. In 2010, the coats of arms of two of the city's families were affixed there, Wermelinger and Montechiari, bearing the institutional inscription Wermelinger, always contributing to the community
[31]. Less than a year later, on 11 and 12 January 2011, the cataclysm of the Região Serrana, the greatest Brazilian natural disaster in lives lost, struck Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, Bom Jardim, with some 918 confirmed dead and hundreds missing[32]. The Praça dos Poetas was destroyed in the event.
The third, raised after the cataclysm, is the Monument to the victims on the Praça do Suspiro, in the traditional centre of Nova Friburgo. The Wermelinger coat of arms was inset, in stone, into the foot of the Monument, beside the coats of arms of other founding families of the colony[33]. A possible reparative gesture after the destruction of the Praça dos Poetas; on any reading, it is the civic inscription, in public stone, of a surname that arrived there in 1819.
Note the arc. In 1820, when they recorded in Lucerne the family's passage through the colony, the Swiss archivists wrote, beside Xaver's name and the number 61 of the plot, two words: nur simple. A hundred years later, in 1911, in the Parish Memorial addressed to the Bishop of the diocese, Father José Antônio described the family with an equivalent word: simple and sincere
[35]. Another hundred years later, in 2011, the family thus described in two languages and two consecutive centuries had its coat of arms in public stone, at the foot of the Monument to the dead of the cataclysm. The very humility, set down by different hands in three different times, became a civic mark of the city.
There have been Wermelingers in Nova Friburgo since 1819, without interruption. There have been Wermelingers in Macaé de Cima, in Cantagalo, in Duas Barras, in Bom Jardim, in Sumidouro as well. It is the same tree. The maps divided the municipalities; the trunk and the branches have not been divided.
Perhaps what survives is not the colony. Perhaps it is the trunk, in stone, that still stands in the square.
Linha do tempo Zeitleiste Timeline
simples e sincera. Pater José Antônio verfasst das Pfarrmemorial der Mutterkirche und beschreibt die Familie als
einfach und aufrichtig. Father José Antônio writes the Parish Memorial of the mother church and describes the family as
simple and sincere.
Nota de método Methodische Anmerkung Note on method
Esta crônica separa três camadas. Fatos documentados: a família Wermelinger embarcou no Heureux Voyage em outubro de 1819 (cap. Van der Cerer); a cidade foi inaugurada em 17 de abril de 1820, os lotes sorteados em 23 de abril; coube aos Wermelinger o lote 61; Catharina Egli morreu em Nova Friburgo em agosto de 1853; Tschudi encontrou o velho Xaver, com 84 anos, em torno de 1861; Joseph Wermelinger viveu em Nova Friburgo até 20 de outubro de 1896. Divergências entre fontes: Monnerat 1945 (via Conus 1918 e o diário do Padre Joye) registra 437 passageiros e 40 mortos no Heureux Voyage, e a compilação em Freiburger Studien 2015 registra 442 e 43; a data exata da morte de Catharina divide-se entre 1 de agosto (Monnerat e Kirchenbücher) e 12 de agosto (Lima Abib 2000); a origem da família aparece como Delémont em Monnerat 1945, mas os registros paroquiais de Willisau, confirmados em 2026 via FamilySearch, situam Xaver em Willisau Stadt. Lacunas declaradas: a data exata do óbito de Franz Xaver permanece pendente; o original alemão de Tschudi (Brockhaus 1869) ainda não foi consultado diretamente; o original da escritura de 9 de janeiro de 1833 em cartório de Macaé idem; o local de sepultamento de Catharina Egli não está documentado em fonte direta deste arquivo; a data exata do casamento de Stephan com Mariana Borer permanece em verificação documental (a data 9 de junho de 1845 que circulou em uma versão anterior não tinha sustentação na fonte declarada e foi retirada). Histórico editorial: a v1 desta crônica formulava Nova Friburgo comoporta, metáfora que feria os ramos que ficaram; a v2 corrigiu o ângulo para
tronco; a v3 corrigiu quatro extrapolações sem fonte (Macabú trocado por Macaé, cemitério Heggendorn amenizado, local de sepultamento de Catharina retirado, data e local da morte de Johann Baptiste retirados) e incorporou os três marcos cívicos contemporâneos como sinal material da tese. Restrições nominais: cita pelo nome no corpo apenas Wermelinger do século XIX documentados em fonte pública (o casal patriarca, seus oito filhos, os cônjuges destes oito), figuras históricas e autores de fonte pública. A descendência atual em Nova Friburgo aparece somente em termos coletivos. Diese Chronik unterscheidet drei Ebenen. Dokumentierte Tatsachen: Die Familie Wermelinger schiffte sich im Oktober 1819 auf der Heureux Voyage ein (Kapt. Van der Cerer); die Stadt wurde am 17. April 1820 eingeweiht, die Lose am 23. April verlost; den Wermelinger fiel das Los Nr. 61 zu; Catharina Egli starb im August 1853 in Nova Friburgo; Tschudi traf den alten Xaver, 84 Jahre alt, um 1861; Joseph Wermelinger lebte in Nova Friburgo bis zum 20. Oktober 1896. Quellendifferenzen: Monnerat 1945 (nach Conus 1918 und dem Tagebuch von Pater Joye) verzeichnet 437 Passagiere und 40 Tote auf der Heureux Voyage, während die Zusammenstellung in den Freiburger Studien 2015 442 und 43 angibt; das genaue Sterbedatum Catharinas teilt sich zwischen dem 1. August (Monnerat und Kirchenbücher) und dem 12. August (Lima Abib 2000); die Herkunft der Familie erscheint bei Monnerat 1945 als Delémont, doch die Pfarrbücher von Willisau, 2026 über FamilySearch bestätigt, weisen Xaver in Willisau Stadt aus. Erklärte Lücken: das genaue Sterbedatum Franz Xavers bleibt offen; das deutsche Original Tschudis (Brockhaus 1869) ist noch nicht direkt konsultiert; ebenso das Original der Urkunde vom 9. Januar 1833 in einem Notariat von Macaé; der Bestattungsort Catharina Eglis ist in keiner direkten Quelle dieses Archivs dokumentiert; das genaue Datum der Heirat von Stephan mit Mariana Borer steht noch zur dokumentarischen Prüfung an (das in einer früheren Fassung umlaufende Datum 9. Juni 1845 war in der angegebenen Quelle nicht belegt und wurde zurückgenommen). Editorialer Werdegang: Die v1 dieser Chronik formulierte Nova Friburgo als
Tor, eine Metapher, die die gebliebenen Zweige verletzte; die v2 korrigierte das auf
Stamm; die v3 korrigierte vier Ausweitungen ohne Beleg (Macabú durch Macaé ersetzt, Heggendorn-Friedhof entschärft, der Bestattungsort Catharinas zurückgenommen, Sterbedatum und -ort Johann Baptistes zurückgenommen) und nahm die drei zeitgenössischen bürgerlichen Wahrzeichen als materielles Zeichen der These auf. Namensbeschränkungen: Im Text werden nur jene Wermelinger des 19. Jahrhunderts namentlich genannt, die in öffentlich zugänglichen Quellen dokumentiert sind (das Stammelternpaar, seine acht Kinder, die Ehepartner dieser acht), historische Figuren und Autoren öffentlicher Quellen. Die heutige Nachkommenschaft in Nova Friburgo erscheint nur in kollektiver Form. This chronicle separates three layers. Documented facts: the Wermelinger family embarked on the Heureux Voyage in October 1819 (Capt. Van der Cerer); the colony was inaugurated on 17 April 1820, the plots drawn by lot on 23 April; the Wermelinger received plot 61; Catharina Egli died in Nova Friburgo in August 1853; Tschudi met old Xaver, then eighty-four, around 1861; Joseph Wermelinger lived in Nova Friburgo until 20 October 1896. Source divergences: Monnerat 1945 (via Conus 1918 and Father Joye's journal) records 437 passengers and 40 dead on the Heureux Voyage, while the compilation in Freiburger Studien 2015 records 442 and 43; the exact date of Catharina's death is split between 1 August (Monnerat and the parish books) and 12 August (Lima Abib 2000); the family's origin appears in Monnerat 1945 as Delémont, yet the Willisau parish records, confirmed in 2026 via FamilySearch, place Xaver in Willisau Stadt. Declared gaps: the exact date of Franz Xaver's death remains pending; the German original of Tschudi (Brockhaus 1869) has not yet been consulted directly; nor has the original of the deed of 9 January 1833 in a Macaé registry; the place of burial of Catharina Egli is not documented in any direct source held in this archive; the exact date of Stephan's marriage to Mariana Borer remains under documentary verification (the date 9 June 1845 that circulated in a previous version had no support in the source declared and has been retracted). Editorial history: v1 of this chronicle framed Nova Friburgo as a
gate, a metaphor that wronged the branches that stayed; v2 corrected the angle to
trunk; v3 corrected four extrapolations that lacked sources (Macabú replaced by Macaé, the Heggendorn cemetery wording softened, the place of Catharina's burial retracted, Johann Baptiste's date and place of death retracted) and incorporated the three contemporary civic markers as a material sign of the thesis. Naming restrictions: the text names only those nineteenth-century Wermelinger documented in public sources (the patriarchal couple, their eight children, the spouses of those eight), historical figures, and authors of public sources. Living descendants in Nova Friburgo are referred to only collectively.
Notas e fontes Anmerkungen und Quellen Notes and sources
- SANGLARD, G. De Nova Friburgo a Friburgo pelas cartas de viajantes: 1820-1843. História, Ciências, Saúde, Manguinhos, 2003. Sobre o decreto de 16 de maio de 1818 e o caráter da empresa migratória.
- MONNERAT, A. Livro da Família Monnerat, 1945, p. 19 e seguintes. Sobre o contrato firmado em Paris em 11 de maio de 1818, sobre o papel de Gachet (cidadão de Gruyères, antigo secretário de Murat) e sobre o cavaleiro Batalha como elo com a embaixada portuguesa.
- WEIBEL-KNUPP, A. Schweizer Auswanderung nach Brasilien 1819, em Freiburger Studien, vol. 42 (2015), p. 256:
Wermelinger Xaver, von Willisau, "Trexler" mit Frau und 7 oder 8 Kindern "nur simple" hätten das Kolonie-Land Nr. 61 bewohnt und zogen nach Macahe "Kaffeeplantage"
. Drechsler e Trexler são variantes do mesmo ofício: torneiro. - Compilação dos antepassados de Franz Xaver Wermelinger, recebida pelo Arquivo via Geneal-Forum em 15 de maio de 2026, com referências FamilySearch. Batismo de Anna Maria Catharina Egli em 8.5.1780, Lingruben (Willisau Land), ark:/61903/1:1:66VS-NVQZ. Casamento com Franz Xaver Wermelinger em 5.2.1809, Willisau Land, ark:/61903/1:1:66V7-1GR1.
- LIMA ABIB 2000, itens 1.1.1 a 1.1.5: Xaver (*9.11.1809), Catharina (*1.1.1811), Joseph (*13.6.1812), Stephan (*13.7.1813), Marianna (*1.5.1816). Cruzado com o catálogo interno do Arquivo da sessão de 24 de abril de 2026.
- Compilação de antepassados, op. cit. (nota 4). Óbito de Josephus Philippus Jacobus Wermelinger em 5.2.1795, Turim, no serviço do Regimento Zimmermann, ark:/61903/1:1:66V7-D3JN.
- TSCHUDI, J. J. von. Reisen durch Südamerika, vol. V (1860/1862). Capítulo sobre Nova Friburgo e Cantagalo. Citação adiante.
- LIMA ABIB 2000, item 1.1.6, sobre o nascimento de Johann Baptiste Wermelinger. Cruzar com o catálogo interno do Arquivo, que ao auditar a página 167 da mesma obra registra a data com leitura levemente divergente. Sobre a data e o local do falecimento, ver nota 14.
- MONNERAT 1945, op. cit., e Padre Joye, diário de viagem citado por CONUS, J. Les colons fribourgeois et leurs descendants au Brésil, 1918.
- WEIBEL-KNUPP 2015, op. cit., p. 254-255, sobre os sete navios, a parada em Dordrecht e a malária.
Die lange Wartezeit an malariaverseuchten Flussufern wurde ihnen zum Verhängnis.
- WEIBEL-KNUPP 2015, op. cit., tabela: Heureux-Voyage, 10 Okt. 1819, 17 Dez. 1819, Luzern Wallis Schwyz Solothurn, 442, 43, Van der Cerer.
- Divergência entre MONNERAT 1945 (437 passageiros, 40 mortos, baseado em Conus 1918 e Padre Joye) e WEIBEL-KNUPP 2015 (442 passageiros, 43 mortos, 13 deles luzerneses). Esta crônica registra ambas as fontes sem escolher entre elas.
- MONNERAT 1945, op. cit.:
Cinco navios do comboio aportaram ao Rio de Janeiro, de 4 de novembro a 17 de dezembro de 1819. E todos os seus passageiros dentro de dez dias subiram os Órgãos, chegando a Nova Friburgo.
- LIMA ABIB 2000, p. 167 (Ahnenreihe): Johann Baptiste Wermelinger, *24.06.1818, +1819 (alto mar). O catalogo-arvore-2.6-sessao-20260424.md registra a mesma data e local, com a glosa
morreu no Atlântico em 1819 durante a travessia do Heureux Voyage
. Nenhuma fonte do corpus consultado documenta data exata. Uma versão anterior desta crônica trazia a data28 de dezembro de 1819
e a afirmação de sepultamento em terra brasileira; ambas eram extrapolações sem fonte, retiradas nesta revisão. - MONNERAT 1945, op. cit.:
Havia Sua Majestade mandado construir para nós não simples barracas segundo o trato, mas verdadeiras casas de quatro cômodos sem cozinha, porque nas colônias cozinhava-se ao ar livre ou nos próprios quartos.
- COSTA, R. Paraíso Capitalista, 1997, citando Pédro Cúrio sobre 17 de abril de 1820. Cruzar com MONNERAT 1945, p. 25.
- WEIBEL-KNUPP 2015, op. cit., p. 256.
- TSCHUDI, op. cit., na tradução brasileira Viagem às Províncias do Rio de Janeiro e São Paulo, vol. V, p. 38 (sobre os sorteios e as terras estéreis).
- MONNERAT 1945, op. cit.:
Em 6 de maio de 1822, o Padre Joye escrevia que Nova Friburgo estava quase deserta. Os colonos trabalhavam em terras ruins.
- MONNERAT 1945, op. cit.:
já em 1825, constatar-se que nada menos de 605 colonos a haviam abandonado.
- LIMA ABIB 2000, op. cit., item 1.1.3: Joseph Wermelinger, *13.6.1812, †20.10.1896, casado com Catharina Josepha Stutz. Cruzado com o catálogo interno do Arquivo. A presença contínua do sobrenome Wermelinger em Nova Friburgo descende em primeiro lugar deste ramo, com sucessivos enraizamentos nos séculos XIX e XX. Por opção editorial, esta crônica não nomeia descendentes vivos.
- MONNERAT 1945, op. cit., p. 122:
Marianna Wermelinger casou-se, em 31-7-1836, em Friburgo, com Francisco Monnerat, filho de Francisco Xavier Monnerat e Elizabeth Koller.
A paróquia da Matriz de Nova Friburgo é a de São João Batista. A família Monnerat veio na Daphne, e não na Heureux Voyage. - LIMA ABIB 2000, op. cit., itens 1.1.7 (Maria Margueritte, *7.6.1821, ∞ Antoine Heggendorn) e 1.1.8 (Maria Catharina Josepha, *8.5.1824, ∞ Jean-Henri Heggendorn). Os irmãos Heggendorn vieram a bordo do Heureux Voyage com os pais Joseph Heggendorn e Anna Maria Goetschi. O cemitério Heggendorn em Macaé de Cima é fato geográfico contemporâneo registrado pelo Arquivo; a atribuição da sua criação aos Heggendorn-Wermelinger não tem fonte direta e foi retirada da v2 para a v3.
- Divergência entre MONNERAT 1945, p. 122 (
Catharina faleceu em Friburgo, sem testamento, a 1-8-1853, deixando 7 filhos
) e LIMA ABIB 2000, p. 167 (+12.08.1853). A compilação de 2026 a partir dos Kirchenbücher de Willisau confirma 1.8.1853. O local exato de sepultamento de Catharina Egli não consta em fonte direta deste arquivo e por isso não é afirmado no corpo da crônica; a v2 trazia uma menção sem sustentação que foi retirada na v3. - Escritura de 9 de janeiro de 1833, cartório de Macaé, conforme transcrita em fonte secundária da família (Lima Abib 2000):
uma
. A v2 grafou erroneamenteporção de terras
nas cabeceiras do [Macaé] […] Stephan Wermelinger […] da gleba colonial 62, contígua ao lote …Macabú
; a v3 corrige para Macaé, conforme as fontes consultadas (Freiburger Studien 2015, Imigrantes Wermelinger Willisau-Brasilien, Sanglard 2003) que situam o deslocamento dos Wermelinger no vale do rio Macaé. - A data exata do casamento de Stephan Wermelinger com Mariana Borer permanece em verificação documental. A data 9 de junho de 1845, citada em uma versão anterior desta crônica como referenciada no catálogo interno do Arquivo (catalogo-arvore-2.6-sessao-20260424.md), não se encontra de fato nesse arquivo, que registra a célula correspondente como
(s/data)
. A v3 retira a data e declara a pendência. - MONNERAT 1945, op. cit., p. 122:
maior parte dos descendentes dos Wermelinger dedica-se à vida rural na região de Duas Barras, Bom Jardim, Cantagalo, e Sumidouro.
- LIMA ABIB 2000, op. cit., item 1.1.1:
Xaver Wermelinger b. 09/11/1809. Permaneceu solteiro.
- TSCHUDI, op. cit., na tradução brasileira citada. Cruzar com o original alemão do Reisen durch Südamerika, vol. V, ainda pendente de consulta direta. O nome
Willsau
que aparece na tradução brasileira é muito provavelmente OCR deWillisau
. - Parque Santa Elisa, sede do município de Nova Friburgo, com placa comemorativa da fundação da colônia helvética de 1819. Documentação interna do Arquivo Wermelinger, 02-Areas/marcos-civicos-nova-friburgo.md, abril de 2026, e posts de Walter Wermelinger no blog afamiliawermelinger (2012-2013). O texto exato da placa e a data de sua instalação permanecem pendentes de visita de campo.
- Praça dos Poetas, Nova Friburgo. Instalação em 2010 dos brasões Wermelinger e Montechiari, com a inscrição institucional citada. Documentação interna do Arquivo Wermelinger, op. cit., e posts de Walter Wermelinger.
- Cataclismo da Região Serrana do Rio de Janeiro, em 11 e 12 de janeiro de 2011: maior tragédia natural brasileira em vidas perdidas até a presente data, com cerca de 918 mortos confirmados e centenas de desaparecidos nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e Bom Jardim. Documentação interna do Arquivo Wermelinger, op. cit.
- Monumento às vítimas do cataclismo na Praça do Suspiro, Nova Friburgo, com o brasão Wermelinger incrustado no pé, junto a brasões de outras famílias fundadoras da colônia. Documentação interna do Arquivo Wermelinger, op. cit., e posts de Walter Wermelinger no blog afamiliawermelinger, 2012-2013. A data exata da inauguração do Monumento e a lista das famílias representadas permanecem pendentes de verificação em campo.
- WERMELINGER, Walter. Post no blog afamiliawermelinger, 2012 ou 2013, sobre o brasão Wermelinger incrustado no pé do Monumento da Praça do Suspiro. Citado por meio da documentação interna do Arquivo Wermelinger, 02-Areas/marcos-civicos-nova-friburgo.md. A menção ao
Padre José Maria
na citação de Walter parece refletir a forma como o autor recordou o nome do pároco; a documentação paroquial registra o vigário de Duas Barras em 1908-1911 como Padre José Antônio de Jesus e Maria. - Memorial Paroquial da Matriz de Duas Barras, 1911, escrito pelo Pe. José Antônio de Jesus e Maria ao Bispo D. Agostinho Benassi: descreve a família Wermelinger como
simples e sincera
. Documentação interna do Arquivo Wermelinger, MOC/cronologia-institucional-wermelinger.md, com citação exata aguardando consulta direta ao texto original do Memorial.
Fontes primárias e quase-primárias Primärquellen und quasi-primäre Quellen Primary and quasi-primary sources
- Kirchenbücher von Willisau Stadt e Willisau Land. Referências FamilySearch ark:/61903/1:1:6FZR-Z7NF (casamento dos avós), 6FZB-PFQD (batismo do pai), 66V7-D3JN (óbito do pai em Turim), 66V7-1GR1 (casamento de Xaver e Catharina), 66VS-NVQZ (batismo de Catharina em Lingruben). Compilação recebida pelo Arquivo em 15 de maio de 2026.
- P. Jacob JOYE. Diário de viagem do contingente de Friburgo a Nova Friburgo, 1819-1820, citado por Conus 1918 e por Monnerat 1945.
- Registro de óbitos da Matriz de São João Batista, Nova Friburgo, 1853, anotação da morte de Catharina Egli, citado em Monnerat 1945, p. 122.
- Cartorial de Macaé, registro de 9 de janeiro de 1833, compra de
porção de terras
por Stephan Wermelinger e outros, citado por Lima Abib 2000.
Fontes secundárias densas Dichte Sekundärquellen Dense secondary sources
- TSCHUDI, J. J. von. Reisen durch Südamerika, Band V. Leipzig: F. A. Brockhaus, 1869. Tradução brasileira Viagem às Províncias do Rio de Janeiro e São Paulo, com o capítulo sobre o velho Xaver Wermelinger, c. 1861.
- MONNERAT, A. Livro da Família Monnerat, 1945. Apresenta o contexto da migração de 1819, a composição da família Wermelinger a bordo e as primeiras gerações brasileiras.
- CONUS, J. Les colons fribourgeois et leurs descendants au Brésil. Friburgo, 1918. Estudo fundamental sobre o contingente friburguês da colônia.
- LIMA ABIB 2000. Genealogia detalhada do ramo brasileiro a partir de Franz Xaver, com nomes, datas e cruzamentos cartoriais.
- WEIBEL-KNUPP, A.
Schweizer Auswanderung nach Brasilien 1819
. Freiburger Studien, vol. 42 (2015), p. 254-263. Compila estatísticas, nomes e itinerários dos sete navios da frota, com atenção ao Heureux Voyage e às famílias luzernesas. - COSTA, R. Paraíso Capitalista, 1997. Estuda a transição entre a colônia suíça primitiva e a vila luso-brasileira que se forma em Nova Friburgo.
- RAIMUNDO, J. Nova Friburgo, 1992. Geografia histórica do município e dos seus distritos, em especial Lumiar (junto ao rio Macaé).
- SANGLARD, G. De Nova Friburgo a Friburgo pelas cartas de viajantes: 1820-1843. História, Ciências, Saúde, Manguinhos, 2003.
- WERMELINGER, Walter. Posts no blog afamiliawermelinger, 2012-2013, sobre os marcos cívicos da família em Nova Friburgo (Parque Santa Elisa, Praça dos Poetas, Monumento da Praça do Suspiro).
Marcos cívicos Wermelinger em Nova Friburgo
. Documentação interna do Arquivo Wermelinger, abril de 2026, ~/Obsidian/ArquivoWermelinger/02-Areas/marcos-civicos-nova-friburgo.md.
Fontes pendentes de consulta direta Quellen, die noch direkt zu konsultieren sind Sources pending direct consultation
- Original alemão de Tschudi, Reisen durch Südamerika, Bd. V, 1869, para citar o relato do velho Xaver na língua original do autor. leitura pendente
- Livro de óbitos da Matriz de São João Batista, 1853, registro de Catharina Egli, para dirimir 1 de agosto vs 12 de agosto. consulta pendente
- Cartório de Macaé, escritura de 9 de janeiro de 1833, com as glebas, limítrofes e nomes dos compradores. consulta pendente
- Fonte primária do óbito de Franz Xaver Wermelinger, em paróquia brasileira. consulta pendente
- Staatsarchiv Luzern, ref. BF 52 (lista oficial dos emigrantes de Lucerna, 1819), para conferir as 7 ou 8 crianças registradas a bordo do Heureux Voyage. consulta pendente
- Memorial Paroquial da Matriz de Duas Barras, 1911, escrito pelo Pe. José Antônio de Jesus e Maria ao Bispo D. Agostinho Benassi, para conferir o texto exato da descrição da família Wermelinger. consulta pendente
- Texto exato das placas e inscrições nos três marcos cívicos (Parque Santa Elisa, Praça dos Poetas, Monumento da Praça do Suspiro), com fotografia em campo. visita de campo pendente
- Registro do casamento de Stephan Wermelinger com Mariana Borer, para dirimir a data. consulta pendente
Crônica avulsa · Trilha Nova Friburgo
Arquivo Wermelinger, onde a história é verificada, não repetida Duas Barras, Rio de Janeiro · 16. Mai 2026
Einzelchronik · Reihe Nova Friburgo
Wermelinger-Archiv, wo Geschichte geprüft wird, nicht wiederholt Duas Barras, Rio de Janeiro · 16 May 2026
Standalone chronicle · Nova Friburgo track
Wermelinger Archive, where history is verified, not repeated
PT canônico · DE e EN paralelos PT kanonisch · DE und EN parallel PT canonical · DE and EN parallel
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