Crônica · 8 de maio de 2026 Chronik · 8. Mai 2026 Chronicle · 8 May 2026
Um Wermelinger copiou Guilherme Tell em 1780, antes de Schiller Ein Wermelinger kopierte Wilhelm Tell 1780, vor Schiller A Wermelinger copied William Tell in 1780, before Schiller
Nota de método Methodische Anmerkung Note on method
Esta crônica separa três camadas: fatos documentados (a transcrição de Rolf T. Hallauer em 2015, o artigo de Werner Wandeler no Anzeiger vom Rottal em 2024, e o próprio manuscrito de 1780); hipóteses defendidas em fonte secundária (a encomenda de Bläsi Stöckhli a Leontzy Wermenlinger, sustentada por Wandeler 2024); e lacunas honestas (a identificação exata de qual Leontzy Wermenlinger de Ruswil escreveu o caderno permanece em aberto, e a possível ligação entre os Wermelinger de Ruswil e os de Willisau, segundo Wandeler em correspondência de 2026, recua provavelmente ao século XVII e ainda não foi comprovada). Onde a fonte não foi consultada diretamente, este arquivo registra a lacuna em vez de fingir certeza. Diese Chronik unterscheidet drei Ebenen: dokumentierte Tatsachen (die Transkription von Rolf T. Hallauer von 2015, der Beitrag von Werner Wandeler im Anzeiger vom Rottal von 2024 und das Manuskript von 1780 selbst); in Sekundärquellen vertretene Hypothesen (der Auftrag von Bläsi Stöckhli an Leontzy Wermenlinger, gestützt von Wandeler 2024); und ehrliche Lücken (die genaue Identität des Kopisten Leontzy Wermenlinger ist offen, und die mögliche Verbindung zwischen den Ruswiler und den Willisauer Wermelinger reicht laut Wandeler in Korrespondenz von 2026 wahrscheinlich ins 17. Jahrhundert zurück und ist noch nicht belegt). Wo die Quelle nicht direkt konsultiert wurde, hält dieses Archiv die Lücke fest, anstatt Gewissheit vorzutäuschen. This chronicle separates three layers: documented facts (Rolf T. Hallauer's 2015 transcription, Werner Wandeler's 2024 article in the Anzeiger vom Rottal, and the 1780 manuscript itself); hypotheses argued in secondary sources (the commission from Bläsi Stöckhli to Leontzy Wermenlinger, defended by Wandeler 2024); and honest gaps (the exact identity of which Leontzy Wermenlinger of Ruswil wrote the notebook remains open, and the possible connection between the Ruswil and Willisau Wermelinger, according to Wandeler in 2026 correspondence, probably reaches back to the seventeenth century and has not yet been proven). Where the source has not been consulted directly, this archive records the gap rather than feign certainty.Conta-se que Guilherme Tell, arqueiro de Uri, recusou-se a saudar o chapéu de um governador austríaco fincado na praça de Altdorf, no início do século XIV. Como castigo, foi obrigado a atirar uma flecha numa maçã pousada sobre a cabeça do próprio filho. Acertou a maçã. Depois, segundo a tradição, matou o tirano e entrou para a memória suíça como símbolo de resistência ao poder injusto.
A historiografia moderna trata Guilherme Tell como figura lendária. Mas lendas também deixam rastros. No fim do século XV, alguém em Uri transformou essa matéria em teatro: o Urner Tellenspiel, a primeira dramatização conhecida do tema. Foi essa peça — não o Tell de Schiller — que Leontzy Wermenlinger copiou em 1780, no Gugerfluck[16].
Sei que em 1780 Leontzy Wermenlinger ainda escrevia. Ele mesmo registrou, no caderno: Von mÿr geschriben Leontzi Wermenlinger, der Zeit wohnhafft Jm Gugerfluckh[1]. “Escrito por mim, Leontzi Wermenlinger, ora morador no Gugerfluck.”
Gugerfluck é um nome que sumiu dos índices oficiais. Não consta no Schweizerisches Ortsverzeichnis de 1904[2]. Era o nome de um Hof, uma fazenda, no flanco do Ruswilerberg, no cantão de Lucerna. Hoje a propriedade ainda existe, mas chama-se simplesmente “Fluck”. Um nome encurtado, como se a história tivesse perdido a paciência com a primeira sílaba.
Leontzy, ao que tudo indica, não escrevia para si.
Ele escrevia para um vizinho, Bläsi Stöckhli, do Oberholz. Bläsi (1747-1797) é o nome que aparece como proprietário do livro, na primeira folha: Dieses Buoch gehört dem Bläsi Stöckhli ob d(em) Holz, 1780[3]. “Este livro pertence a Bläsi Stöckhli, acima da floresta, 1780.” A hipótese, defendida por Werner Wandeler em artigo recente, é que Leontzy fez a cópia a pedido dele[4].
E o que Leontzy começou a copiar, naquele caderno, é uma das coisas mais estranhas que já passaram pelas minhas mãos digitais.
Em primeiro lugar, esse Tellenspiel inteiro: 770 versos[5]. Não o Tell de Schiller, que só publicaria seu drama em 1804, vinte e quatro anos depois de Leontzy. Versos rústicos, com um filho mais aflito que o Walther de Schiller[6]:
ich hab gmeint dyr allzyt lieb zu sein.
Warumb wilt mich dan schiessen zdodt? “Pai, paizinho meu, eu pensei que sempre te fui caro. Por que então queres me matar?”
Em segundo lugar, dentro do mesmo caderno, vem o Tagebuch zur Pilgerreise in Heilige Land: o diário de uma peregrinação a Jerusalém feita em 1603 por Ulrich Meier, mestre-escola de Ruswil[7]. Saíram em 14 de abril, vinte peregrinos e três mulheres. Cruzaram o Splügen, passaram por Como, Verona, Veneza, Chipre. Visitaram Jerusalém e Belém, e em 21 de agosto zarparam de volta de Jaffa. Chegaram em Lucerna em 3 de janeiro de 1604. Dois deles morreram no caminho de volta e foram entregues ao mar. Da warff man in ins Meer, registra o diário sobre Heinrich Walder, cônego de Lucerna, falecido em 28 de outubro de 1603[8].
Em terceiro lugar, o relato de um cirurgião naval, Johan Jacob Bossert, que entre 1695 e 1701 atravessou o Cabo da Boa Esperança, foi feito prisioneiro durante uma operação naval dos holandeses contra os chineses, levou no pescoço uma cangue de 60 a 80 libras durante quase três anos, e foi libertado pelo imperador Kangxi depois de arrancar-lhe um dente dolorido à primeira tentativa[9].
Há ainda, no caderno, versos avulsos, receitas de alma, sabedorias, e, em outra letra, uma canção sobre a Primeira Batalha de Villmergen, em 1656.
Uma só encadernação. Mais de quatro séculos.
Quem era Leontzy, eu não sei
Werner Wandeler é o arquivista atual da comuna e da paróquia de Ruswil. Cuida dos Tauf-, Ehe-, Sterbe-, Jahrzeitbücher: livros de batismo, casamento, óbito, aniversários de morte. Cuida dos Zwingprotokolle desde 1600. Cuida de metros lineares de protocolos. Estudou o Tellenspiel para um artigo no Anzeiger vom Rottal em 2024, e também ele, com toda a documentação à mão, não conseguiu identificar com certeza qual dos vários Wermelinger de Ruswil foi Leontzy. In der Region leben zu dieser Zeit mehrere Träger dieses Namens. Vários portadores do nome viviam na região naquele tempo[10].
A linha que ligaria Leontzy a mim, a linha que ligaria os Wermelinger de Ruswil aos Wermelinger de Willisau, de onde meu antepassado direto François Xavier embarcou em 1819 para o Brasil, é, segundo Werner, durchaus möglich: certamente possível. E provavelmente recua ao século XVII. Mas comprová-la, segundo ele, exigiria meses de trabalho em arquivos manuscritos[11]. Está enterrada em algum Teilungsprotokoll de Ruswil, em alguma escritura de compra, em alguma menção paroquial que ninguém ainda foi catar.
Por enquanto, Leontzy é meu xará distante e incerto. Pode ser parente, pode não ser. O que é certo é que carregava o sobrenome.
A jornada do caderno
Bläsi, o proprietário, morreu em 1797. Depois disso, o caderno se perde de vista. Em 1864 e 1865, partes do conteúdo aparecem em série no Unterhaltungsblatt da Luzerner Zeitung: o diário do peregrino e a aventura do cirurgião[12]. O jornal só dizia que o original “se encontra numa casa de campo em Ruswil”. Segundo Wandeler, o proprietário da época deve ter cedido o material à redação. Décadas se passam. Em algum momento, o caderno deixa Ruswil.
Reaparece num antiquário de Lenzburg. Em 2014, um pesquisador genealógico de Basileia o compra. No ano seguinte, os Geschichtsfreunde Ruswil, os Amigos da História de Ruswil, descobrem por acaso a existência do livro e conseguem adquiri-lo[13]. O caderno volta para casa depois de não se sabe quanto tempo fora.
Naquele mesmo dezembro de 2015, Rolf T. Hallauer, em Büsserach, transcreve as mais de cem páginas do manuscrito em letra moderna: cerca de 52 páginas de Tellenspiel, 57 de peregrinação, 20 do cirurgião viajante, mais o resto. Põe nome, endereço, telefone na capa, e nota de direito autoral pedindo só citação correta e uso não comercial[14].
E em 19 de abril de 2026, Werner Wandeler me envia a transcrição em anexo de e-mail, com fotografias das duas páginas em que Leontzy se identifica como copista. Eu abro o PDF aqui em Duas Barras, no interior do Rio de Janeiro.
O que sobrevive
É a parte que mais me ocupa.
Os Wermelinger de Ruswil ainda não me transmitiram nada por sangue, até onde a documentação atual permite afirmar. Minha linha vem de Willisau, ali ao lado, e atravessa o Atlântico em 1819 num navio chamado Heureux Voyage. Se há um nó comum entre nós e Leontzy, segundo o que Werner indica, ele recua ao século XVII e ainda não foi encontrado.
E mesmo assim Leontzy chegou.
Não pela linha óbvia. Chegou porque alguém, em algum momento, não jogou o caderno fora. Chegou porque, em 2014, um antiquário em Lenzburg vendeu o livro a um pesquisador da Basileia, e em 2015 uma associação de história local o trouxe de volta a Ruswil. Chegou porque um homem chamado Hallauer transcreveu as mais de cem páginas e um homem chamado Wandeler responde a e-mails de brasileiros desconhecidos.
Há um trecho que aparece quase no fim do diário do peregrino, antes do começo do relato do cirurgião, citando o Salmo 107:
Talvez o que sobrevive não seja a linhagem. Talvez seja o caderno.
Pesquisa pendente
A identificação exata de qual Leontzy Wermenlinger escreveu o caderno em 1780 permanece em aberto. Werner Wandeler oferece, em correspondência, sua compilação das menções Wermelinger nos Kirchenbücher de Ruswil. O cruzamento dessa lista com os homônimos vivos no Cantão de Lucerna em 1780 é o próximo passo desta investigação. A possível ligação entre os Wermelinger de Ruswil e os de Willisau, segundo Wandeler, recua ao século XVII e exigiria pesquisa direta nos protocolos de partilha, escrituras de compra e menções paroquiais cantonais.Es heisst, Wilhelm Tell, der Bogenschütze aus Uri, habe sich Anfang des 14. Jahrhunderts geweigert, den Hut eines österreichischen Vogts zu grüssen, den dieser auf dem Marktplatz von Altdorf aufgepflanzt hatte. Zur Strafe musste er einen Pfeil auf einen Apfel schiessen, der auf dem Kopf seines eigenen Sohnes lag. Er traf den Apfel. Danach, so will es die Überlieferung, tötete er den Tyrannen und ging als Sinnbild des Widerstands gegen ungerechte Macht ins schweizerische Gedächtnis ein.
Die moderne Geschichtsschreibung behandelt Wilhelm Tell als legendäre Gestalt. Doch auch Legenden hinterlassen Spuren. Ende des 15. Jahrhunderts verarbeitete jemand in Uri diesen Stoff zu einem Theaterstück: das Urner Tellenspiel, die erste bekannte Dramatisierung des Themas. Es war dieses Stück — nicht Schillers Tell —, das Leontzy Wermenlinger 1780 im Gugerfluck abschrieb[16].
Ich weiss, dass Leontzy Wermenlinger 1780 noch schrieb. Er selbst hielt es im Heft fest: Von mÿr geschriben Leontzi Wermenlinger, der Zeit wohnhafft Jm Gugerfluckh[1].
Gugerfluck ist ein Name, der aus den amtlichen Verzeichnissen verschwunden ist. Im Schweizerischen Ortsverzeichnis von 1904 erscheint er nicht[2]. Es war der Name eines Hofes an der Flanke des Ruswilerbergs im Kanton Luzern. Das Anwesen besteht heute noch, heisst aber nur noch „Fluck“. Ein verkürzter Name, als hätte die Geschichte die Geduld mit der ersten Silbe verloren.
Leontzy schrieb, allem Anschein nach, nicht für sich selbst.
Er schrieb für einen Nachbarn, Bläsi Stöckhli vom Oberholz. Bläsi (1747-1797) ist der Name, der auf dem ersten Blatt als Eigentümer des Buches erscheint: Dieses Buoch gehört dem Bläsi Stöckhli ob d(em) Holz, 1780[3]. Die These, die Werner Wandeler in einem jüngst erschienenen Artikel vertritt, lautet: Leontzy fertigte die Abschrift in dessen Auftrag[4].
Und was Leontzy in jenem Heft zu kopieren begann, gehört zu den sonderbarsten Dingen, die je durch meine digitalen Hände gegangen sind.
Erstens dieses ganze Tellenspiel: 770 Verse[5]. Nicht Schillers Tell: Schiller sollte sein Drama erst 1804 veröffentlichen, vierundzwanzig Jahre nach Leontzy. Raue, volkstümliche Verse, mit einem Sohn, der ängstlicher wirkt als Schillers Walther[6]:
ich hab gmeint dyr allzyt lieb zu sein.
Warumb wilt mich dan schiessen zdodt? Sinngemäss: „Ach Vater, liebster Vater mein, ich meinte, dir immer lieb gewesen zu sein. Warum willst du mich denn totschiessen?“
Zweitens findet sich im selben Heft das Tagebuch zur Pilgerreise in Heilige Land: das Tagebuch einer Wallfahrt nach Jerusalem, die 1603 von Ulrich Meier, dem Schulmeister von Ruswil, unternommen wurde[7]. Sie brachen am 14. April auf, zwanzig Pilger und drei Frauen. Sie überquerten den Splügen, kamen über Como, Verona, Venedig, Zypern. Sie besuchten Jerusalem und Bethlehem und stachen am 21. August von Jaffa aus wieder in See. Am 3. Januar 1604 erreichten sie Luzern. Zwei von ihnen starben auf dem Rückweg und wurden dem Meer übergeben. Da warff man in ins Meer, vermerkt das Tagebuch über Heinrich Walder, den Chorherrn von Luzern, gestorben am 28. Oktober 1603[8].
Drittens der Bericht eines Schiffschirurgen, Johan Jacob Bossert, der zwischen 1695 und 1701 das Kap der Guten Hoffnung umrundete, bei einem Seegefecht der Holländer gegen die Chinesen gefangen genommen wurde, fast drei Jahre lang eine Cangue von sechzig bis achtzig Pfund am Hals trug und vom Kaiser Kangxi freigelassen wurde, nachdem er ihm beim ersten Versuch einen schmerzenden Zahn gezogen hatte[9].
Im Heft finden sich überdies einzelne Verse, Seelenrezepte, Weisheiten, und, in anderer Hand, ein Lied über den Ersten Villmergerkrieg von 1656.
Ein einziger Einband. Mehr als vier Jahrhunderte.
Wer Leontzy war, weiss ich nicht
Werner Wandeler ist der heutige Archivar der Gemeinde und der Pfarrei Ruswil. Er hütet die Tauf-, Ehe-, Sterbe- und Jahrzeitbücher. Er hütet die Zwingprotokolle ab 1600. Er betreut meterweise Protokollbände. Für einen Artikel im Anzeiger vom Rottal von 2024 hat er sich mit dem Tellenspiel befasst, und auch er konnte, mit der ganzen Überlieferung in Reichweite, nicht mit Sicherheit bestimmen, welcher der mehreren Ruswiler Wermelinger Leontzy war. In der Region leben zu dieser Zeit mehrere Träger dieses Namens.[10]
Die Linie, die Leontzy mit mir verbinden würde, die Linie, die die Wermelinger von Ruswil mit denen von Willisau verbinden würde — von wo mein direkter Vorfahre François Xavier 1819 nach Brasilien aufbrach —, ist nach Werner durchaus möglich. Und sie reicht wahrscheinlich ins 17. Jahrhundert zurück. Sie zu beweisen, sagt er, würde Monate Arbeit in handschriftlichen Archiven erfordern[11]. Sie liegt vergraben in irgendeinem Teilungsprotokoll von Ruswil, in irgendeiner Kaufurkunde, in irgendeinem Pfarreintrag, den noch niemand aufgesucht hat.
Vorerst ist Leontzy ein ferner, ungewisser Träger meines Familiennamens. Er mag verwandt sein, er mag es nicht sein. Sicher ist, dass er den Familiennamen trug.
Die Reise des Heftes
Bläsi, der Eigentümer, starb 1797. Danach verliert sich die Spur des Heftes. 1864 und 1865 erscheinen Teile des Inhalts in Folge im Unterhaltungsblatt der Luzerner Zeitung: das Pilgertagebuch und das Abenteuer des Chirurgen[12]. Die Zeitung schrieb nur, das Original „befindet sich in einem Landhaus zu Ruswil“. Nach Wandeler dürfte der damalige Besitzer der Redaktion das Material zur Verfügung gestellt haben. Jahrzehnte vergehen. Irgendwann verlässt das Heft Ruswil.
Es taucht in einem Antiquariat in Lenzburg wieder auf. 2014 kauft es ein Familienforscher aus Basel. Im Jahr darauf erfahren die Geschichtsfreunde Ruswil zufällig von der Existenz des Buches und können es erwerben[13]. Das Heft kehrt heim, nach einer unbekannt langen Abwesenheit.
Im selben Dezember 2015 überträgt Rolf T. Hallauer in Büsserach die mehr als hundert Seiten des Manuskripts in moderne Schrift: rund 52 Seiten Tellenspiel, 57 Seiten Pilgerreise, 20 Seiten des reisenden Chirurgen, dazu der Rest. Er setzt Name, Adresse und Telefonnummer auf den Umschlag und einen urheberrechtlichen Hinweis, der nur korrekte Zitierung und nichtkommerziellen Gebrauch verlangt[14].
Und am 19. April 2026 sendet mir Werner Wandeler die Transkription als E-Mail-Anhang, mit Fotografien der zwei Seiten, auf denen Leontzy sich als Kopist zu erkennen gibt. Ich öffne das PDF hier in Duas Barras, im Landesinneren des Bundesstaates Rio de Janeiro.
Was überlebt
Das ist der Teil, der mich am meisten beschäftigt.
Die Wermelinger von Ruswil haben mir, soweit die heutige Quellenlage es zu sagen erlaubt, noch nichts durchs Blut weitergegeben. Meine Linie kommt aus dem benachbarten Willisau und überquert 1819 auf einem Schiff namens Heureux Voyage den Atlantik. Wenn es einen gemeinsamen Knoten zwischen uns und Leontzy gibt, so reicht er nach Werners Hinweis ins 17. Jahrhundert zurück und ist noch nicht aufgefunden.
Und dennoch ist Leontzy angekommen.
Nicht auf der offensichtlichen Linie. Er ist angekommen, weil irgendjemand das Heft irgendwann nicht weggeworfen hat. Er ist angekommen, weil 2014 ein Antiquariat in Lenzburg das Buch an einen Basler Forscher verkaufte, und weil 2015 ein Geschichtsverein das Buch nach Ruswil zurückbrachte. Er ist angekommen, weil ein Mann namens Hallauer die mehr als hundert Seiten transkribierte und ein Mann namens Wandeler E-Mails von unbekannten Brasilianern beantwortet.
Es gibt eine Stelle gegen Ende des Pilgertagebuchs, kurz vor dem Beginn des Chirurgenberichts, die den Psalm 107 anführt:
Vielleicht ist es nicht die genealogische Linie, die überlebt. Vielleicht ist es das Heft.
Offene Forschungsfragen
Welcher Leontzy Wermenlinger 1780 das Heft schrieb, lässt sich noch nicht bestimmen. Werner Wandeler stellt in seiner Korrespondenz seine Zusammenstellung der Wermelinger-Einträge in den Kirchenbüchern von Ruswil zur Verfügung. Der Abgleich dieser Liste mit den 1780 im Kanton Luzern lebenden Namensträgern ist der nächste Schritt dieser Untersuchung. Die mögliche Verbindung zwischen den Ruswiler und den Willisauer Wermelinger reicht nach Wandeler ins 17. Jahrhundert zurück und würde Recherchen direkt in den Teilungsprotokollen, Kaufurkunden und kantonalen Pfarreintragungen verlangen.According to legend, Wilhelm Tell, the archer from Uri, refused early in the fourteenth century to salute the hat of an Austrian bailiff that had been set up in the square at Altdorf. As punishment he was made to shoot an arrow at an apple resting on his own son's head. He hit the apple. Then, so the tradition runs, he killed the tyrant and entered Swiss memory as a symbol of resistance to unjust power.
Modern historiography treats Wilhelm Tell as a legendary figure. But legends, too, leave their traces. At the close of the fifteenth century, someone in Uri turned this story into a play: the Urner Tellenspiel, the earliest known dramatisation of the subject. It was this play — not Schiller's Tell — that Leontzy Wermenlinger copied in 1780, at Gugerfluck[16].
I know that in 1780 Leontzy Wermenlinger was still writing. He himself recorded it in the notebook: Von mÿr geschriben Leontzi Wermenlinger, der Zeit wohnhafft Jm Gugerfluckh[1]. “Written by me, Leontzi Wermenlinger, currently dwelling at Gugerfluck.”
Gugerfluck is a name that has vanished from the official indexes. It does not appear in the Schweizerisches Ortsverzeichnis of 1904[2]. It was the name of a Hof, a farm, on the flank of the Ruswilerberg, in the canton of Lucerne. The property still stands today, but it is now simply called “Fluck”. A shortened name, as though history had lost its patience with the first syllable.
Leontzy, by every indication, was not writing for himself.
He was writing for a neighbour, Bläsi Stöckhli of the Oberholz. Bläsi (1747-1797) is the name that appears as the book's owner on the first leaf: Dieses Buoch gehört dem Bläsi Stöckhli ob d(em) Holz, 1780[3]. “This book belongs to Bläsi Stöckhli ob dem Holz, 1780.” The hypothesis, defended by Werner Wandeler in a recent article, is that Leontzy made the copy at Bläsi's request[4].
And what Leontzy began to copy into that notebook is among the strangest things that have ever passed through my digital hands.
First, this whole Tellenspiel: 770 verses[5]. Not Schiller's Tell: Schiller did not publish his drama until 1804, twenty-four years after Leontzy. Rough, popular verses, with a son who seems more frightened than Schiller's Walther[6]:
ich hab gmeint dyr allzyt lieb zu sein.
Warumb wilt mich dan schiessen zdodt? “Oh father, dearest father mine, I had thought I was ever dear to thee. Why then wouldst thou shoot me dead?”
Second, within the same notebook, comes the Tagebuch zur Pilgerreise in Heilige Land: the diary of a pilgrimage to Jerusalem made in 1603 by Ulrich Meier, schoolmaster of Ruswil[7]. They set out on 14 April, twenty pilgrims and three women. They crossed the Splügen, passed through Como, Verona, Venice, Cyprus. They visited Jerusalem and Bethlehem, and on 21 August set sail from Jaffa for the return. They reached Lucerne on 3 January 1604. Two of them died on the way back and were committed to the sea. Da warff man in ins Meer, the diary notes of Heinrich Walder, canon of Lucerne, who died on 28 October 1603[8].
Third, the account of a naval surgeon, Johan Jacob Bossert, who between 1695 and 1701 rounded the Cape of Good Hope, was taken prisoner during a naval engagement of the Dutch against the Chinese, wore around his neck a cangue of sixty to eighty pounds for nearly three years, and was set free by Emperor Kangxi after pulling out a painful tooth on the first attempt[9].
In the notebook there are also scattered verses, recipes for the soul, sayings, and, in another hand, a song about the First Battle of Villmergen, in 1656.
A single binding. More than four centuries.
Who Leontzy was, I do not know
Werner Wandeler is the present-day archivist of the municipality and parish of Ruswil. He keeps the Tauf-, Ehe-, Sterbe-, Jahrzeitbücher: books of baptism, marriage, death, anniversaries of death. He keeps the Zwingprotokolle from 1600 onwards. He is responsible for metres of archival protocol books. He studied the Tellenspiel for an article in the Anzeiger vom Rottal in 2024, and even he, with all the documentation at his fingertips, could not identify with certainty which of the several Ruswil Wermelingers was Leontzy. In der Region leben zu dieser Zeit mehrere Träger dieses Namens. Several bearers of the name lived in the region at that time[10].
The line that would link Leontzy to me, the line that would link the Wermelingers of Ruswil to those of Willisau — from where my direct ancestor François Xavier sailed for Brazil in 1819 — is, according to Werner, durchaus möglich: entirely possible. And it likely reaches back to the seventeenth century. But proving it, he says, would require months of work in manuscript archives[11]. It lies buried in some Teilungsprotokoll of Ruswil, in some deed of purchase, in some parish mention that no one has yet gone looking for.
For now, Leontzy is a distant and uncertain bearer of my surname. He may be a relative, he may not. What is certain is that he carried the surname.
The notebook's journey
Bläsi, the owner, died in 1797. After that, the notebook drops out of sight. In 1864 and 1865, parts of its contents appear serialised in the Unterhaltungsblatt of the Luzerner Zeitung: the pilgrim's diary and the surgeon's adventure[12]. The newspaper said only that the original “is to be found in a country house in Ruswil”. According to Wandeler, the owner at the time must have made the material available to the editorial office. Decades go by. At some point the notebook leaves Ruswil.
It resurfaces with an antiquarian dealer in Lenzburg. In 2014 a genealogical researcher from Basel buys it. The following year the Geschichtsfreunde Ruswil — the Friends of the History of Ruswil — chance upon the existence of the book and manage to acquire it[13]. The notebook comes home after no one knows how long away.
That same December of 2015, Rolf T. Hallauer, in Büsserach, transcribes the more than one hundred pages of the manuscript in modern script: roughly 52 pages of Tellenspiel, 57 of pilgrimage, 20 of the travelling surgeon, plus the rest. He puts his name, address, telephone number on the cover, along with a copyright notice asking only for correct citation and non-commercial use[14].
And on 19 April 2026, Werner Wandeler sends me the transcription as an e-mail attachment, with photographs of the two pages on which Leontzy identifies himself as the copyist. I open the PDF here in Duas Barras, in the interior of Rio de Janeiro state.
What survives
This is the part that occupies me most.
No blood connection between the Ruswil Wermelingers and my line has yet been documented. My line comes from Willisau, just next door, and crosses the Atlantic in 1819 on a ship called Heureux Voyage. If there is a common genealogical link between us and Leontzy, as Werner indicates, it reaches back to the seventeenth century and has not yet been found.
And yet Leontzy arrived all the same.
Not by the obvious line. He arrived because someone, at some point, did not throw the notebook away. He arrived because in 2014 an antiquarian dealer in Lenzburg sold the book to a researcher from Basel, and in 2015 a local history society brought it back to Ruswil. He arrived because a man named Hallauer transcribed the more than one hundred pages and a man named Wandeler answers e-mails from unknown Brazilians.
There is a passage that appears near the end of the pilgrim's diary, just before the surgeon's account begins, citing Psalm 107:
Perhaps what survives is not the lineage. Perhaps it is the notebook.
Pending research
Exactly which Leontzy Wermenlinger wrote the notebook in 1780 remains an open question. Werner Wandeler offers, in correspondence, his compilation of Wermelinger mentions in the Kirchenbücher of Ruswil. Cross-referencing that list with the Wermelingers living in the canton of Lucerne in 1780 is the next step of this inquiry. The possible link between the Ruswil and the Willisau Wermelingers, according to Wandeler, reaches back to the seventeenth century and would require direct research in inheritance partition records, deeds of purchase, and cantonal parish entries.Linha do tempo do caderno Zeitachse des Heftes Timeline of the notebook
- fim do séc. XV Ende des 15. Jh. late 15th c. Urner Tellenspiel escrito em Uri. Urner Tellenspiel in Uri verfasst. Urner Tellenspiel written in Uri.
- 1603-1604 peregrinação de Ulrich Meier de Ruswil a Jerusalém. Pilgerreise von Ulrich Meier aus Ruswil nach Jerusalem. pilgrimage of Ulrich Meier of Ruswil to Jerusalem.
- 1656 Primeira Batalha de Villmergen. Erster Villmergerkrieg. First Battle of Villmergen.
- 1657 edição impressa do Tellenspiel, com a gravura da Apfelschuss. Druckausgabe des Tellenspiels mit dem Stich der Apfelschussszene. printed edition of the Tellenspiel, with the Apfelschuss engraving.
- 1695-1701 Johan Jacob Bossert na Companhia das Índias Holandesas e cativeiro em Pequim. Johan Jacob Bossert in der Niederländischen Ostindien-Kompanie und Gefangenschaft in Peking. Johan Jacob Bossert in the Dutch East India Company and captivity in Beijing.
- 1747-1797 vida de Bläsi Stöckhli, do Oberholz. Lebenszeit von Bläsi Stöckhli vom Oberholz. lifetime of Bläsi Stöckhli, of the Oberholz.
- 1780 Leontzy Wermenlinger copia o caderno no Gugerfluck. Leontzy Wermenlinger kopiert das Heft im Gugerfluck. Leontzy Wermenlinger copies the notebook at Gugerfluck.
- 1864-1865 trechos publicados em série na Luzerner Zeitung. Auszüge in Folge in der Luzerner Zeitung gedruckt. excerpts serialised in the Luzerner Zeitung.
- 2014 caderno comprado num antiquário de Lenzburg. Heft in einem Antiquariat in Lenzburg gekauft. notebook bought from an antiques dealer in Lenzburg.
- 2015 Geschichtsfreunde Ruswil readquirem; Hallauer transcreve em Büsserach. Geschichtsfreunde Ruswil erwerben es zurück; Hallauer transkribiert in Büsserach. Geschichtsfreunde Ruswil reacquire it; Hallauer transcribes in Büsserach.
- 25 de julho de 2024 25. Juli 2024 25 July 2024 Wandeler escreve sobre o caderno no Anzeiger vom Rottal. Wandeler schreibt über das Heft im Anzeiger vom Rottal. Wandeler writes about the notebook in the Anzeiger vom Rottal.
- 19 de abril de 2026 19. April 2026 19 April 2026 Wandeler envia a transcrição e as fotos a Duas Barras. Wandeler sendet die Transkription und die Fotos nach Duas Barras. Wandeler sends the transcription and the photographs to Duas Barras.
- 8 de maio de 2026 8. Mai 2026 8 May 2026 primeira publicação desta crônica, em Duas Barras. Erstveröffentlichung dieser Chronik, in Duas Barras. first publication of this chronicle, in Duas Barras.
Notas e fontes Anmerkungen und Quellen Notes and sources
- Assinatura ao final do Wilhelm Tell, manuscrito de 1780. Transcrita em HALLAUER, Rolf T. Inhalt und ehemaliger Besitzer des Buches von 1780. Büsserach, dezembro de 2015 (versão revisada em 2018), p. 8.
- Hallauer 2015, p. 3: “Der Name Gugerflück ist im Schweizerischen Ortsverzeichnis von 1904 nicht enthalten.” A propriedade hoje aparece nos mapas de Ruswil/LU como “Fluck”.
- Inscrição do ex libris na primeira folha do livro: Dieses Buoch gehört dem Bläsi Stöckhli ob d(em) Holz, 1780. Transcrita em Hallauer 2015, p. 6, com fotografia da capa original.
- WANDELER, Werner. “Auch Ruswil hat seinen Nationalhelden: Der »Willhelm Thell« vom Fluck”. Anzeiger vom Rottal, n. 30, 25 de julho de 2024. Wandeler atribui a cópia ao agricultor Bläsi Stöckhli (1747-1797), do Oberholz: “Wermelinger wird die Abschrift im Auftrag des Landwirts Blasius Stöckli vom Oberholz erstellt haben”.
- “Jn diesem Spill sind Vers 770”. Hallauer 2015, p. 8 (transcrição do explicit do Tellenspiel).
- Wandeler 2024 (op. cit.): “Dem »Ruswiler« Tell diente das alte Urner Tellenspiel, das vor über 500 Jahren verfasst wurde, als Vorlage und damit die älteste Dramatisierung der Tellensage.”
- Hallauer 2015, p. 5: “Der ursprüngliche Verfasser dieses Reiseberichtes war der Pilger Ulrich Meier (†1619), Schulmeister in Ruswil im Kanton Luzern.”
- Sobre a morte de Heinrich Walder, cônego de Lucerna no Hof, em 28 de outubro de 1603 e seu sepultamento no mar (Seebestattung), Hallauer 2015, p. 32. A frase Da warff man in ins Meer está transcrita literalmente. O segundo peregrino falecido na viagem de retorno foi Jost Heini im Will, na véspera de Todos os Santos.
- Relato de Johan Jacob Bossert, cirurgião em serviço da Companhia das Índias Holandesas. Hallauer 2015, p. 37-45. A cangue (Conqua, 60 a 80 libras) e a quase três anos de prisão em Pêquim estão em p. 41-42; a extração do dente do imperador Kangxi (Chammhi), em p. 42-43; o decreto imperial de libertação, datado do 39º ano do reinado de Kangxi (1700), em p. 44-45.
- Wandeler 2024 (op. cit.): “In der Region leben zu dieser Zeit mehrere Träger dieses Namens.”
- WANDELER, Werner. Correspondência eletrônica com Tiago Torres Wermelinger, 19 de abril de 2026: “Eine Verbindung zwischen den Ruswiler und den Willisauer Wermelinger ist durchaus möglich und geht wahrscheinlich ins 17. Jahrhundert zurück. Recherchen, die aufwändig sein dürften.” Wandeler enumera ainda as fontes provavelmente relevantes: Tauf-, Ehe-, Sterbe-, Jahrzeitbücher (Arquivo Paroquial), Rats-, Teilungs- und Kaufprotokolle (Arquivo Municipal), Zwingprotokolle a partir de 1600 (Arquivo da Corporação).
- Wandeler 2024 (op. cit.): “dass im Jahre 1864 (Nr. 146 und Nr. 153) und 1865 (Nr. 195) sowohl die Jerusalemreise wie auch die abenteuerlichen Erlebnisse des Schiffarztes im Unterhaltungsblatt der Luzerner Zeitung abgedruckt wurden.” A indicação vaga de proveniência (“einem Landhause in Ruswil”) também está em Wandeler 2024.
- Wandeler 2024 (op. cit.): aquisição em 2014 por um pesquisador genealógico (Familienforscher) da Basileia em um antiquário de Lenzburg; descoberta casual e compra pelos Geschichtsfreunde Ruswil em 2015.
- Hallauer 2015, p. 1: dados de contato e nota de direito autoral. A versão de trabalho atual é a revisada em 19 de agosto de 2018.
- Hallauer 2015, p. 36. O trecho aparece como colôfon entre o final do diário de Ulrich Meier e o início do relato de Bossert, sob a epígrafe explicitamente identificada como Salmo 107 (versos 23 e seguintes). Tradução portuguesa diretamente do alemão do manuscrito.
- A grafia “Gugerfluck” segue indicação de Werner Wandeler em correspondência de 9 de maio de 2026: o sinal diacrítico sobre o “u” no manuscrito de 1780 não é trema (Umlaut), e sim um U-Haken, marca paleográfica usada na escrita gótica e Kurrent para distinguir o “u” do “n”. Por isso, na transcrição de Hallauer 2015, o topônimo aparece como “Gugerflück”, com trema; a leitura paleograficamente fiel do nome local, segundo Wandeler, é “Gugerfluck”.
Fontes primárias Primärquellen Primary sources
- WERMENLINGER, Leontzi (copista). Manuscrito de 1780: cópia do Wilhelm Tell (Urner Tellenspiel, 770 versos), do Tagebuch zur Pilgerreise in Heilige Land de Ulrich Meier (1603-1604), do relato de Johan Jacob Bossert (1695-1701), versos avulsos, e (em outra letra) canção sobre a Primeira Batalha de Villmergen (1656). Encadernado em couro, ex libris de Bläsi Stöckhli ob dem Holz. Acervo dos Geschichtsfreunde Ruswil desde 2015.
- WANDELER, Werner. Correspondência eletrônica com o autor: 16 e 19 de abril de 2026. Inclui fotografias do ex libris e da página final do Tellenspiel; compilação das menções Wermelinger nos Kirchenbücher de Ruswil; passagem inédita sobre os Wermelinger no teatro barroco rural de Ruswil.
- WANDELER, Werner. Correspondência eletrônica com o autor: 9 de maio de 2026. Autoriza explicitamente o uso das fotografias do manuscrito no Arquivo Wermelinger (“Selbstverständlich können Sie die Fotos verwenden”) e esclarece, em pós-escrito paleográfico, que a grafia correta do topônimo é Gugerfluck, não Gugerflück: o sinal sobre o “u” não é trema, mas U-Haken, gancho diacrítico que distinguia o u do n na escrita gótica.
Fontes secundárias densas Dichte Sekundärquellen Dense secondary sources
- HALLAUER, Rolf T. Inhalt und ehemaliger Besitzer des Buches von 1780. Büsserach, dezembro de 2015 (versão revisada em 19 de agosto de 2018). Transcrição integral do manuscrito em letra moderna, com cerca de 130 páginas (52 do Tellenspiel, 57 da peregrinação, 20 do cirurgião, mais versos e a canção de Villmergen). Uso não comercial autorizado mediante citação correta.
- WANDELER, Werner. “Auch Ruswil hat seinen Nationalhelden: Der »Willhelm Thell« vom Fluck”. Anzeiger vom Rottal, n. 30, 25 de julho de 2024. Reportagem histórica que situa o Tellenspiel de 1780 no contexto do teatro suíço pré-Schiller e identifica Leontzy Wermenlinger como copista a serviço de Bläsi Stöckhli.
- SIDLER, Franz. Geschlechter-Buch von Willisau. Heimatkunde des Wiggertals, 1953. DOI: 10.5169/seals-718397. Referência genealógica para a linhagem Willisau dos Wermelinger.
Fontes pendentes de consulta direta Quellen, die noch direkt zu konsultieren sind Sources pending direct consultation
- Pfarrarchiv Ruswil: Tauf-, Ehe-, Sterbe-, Jahrzeitbücher; Zinsrodel. Curador: Werner Wandeler, Sonnebergli 32, 6017 Ruswil. consulta pendente
- Gemeindearchiv Ruswil: Rats-, Teilungs- und Kaufprotokolle. consulta pendente
- Korporationsarchiv Ruswil: Zwingprotokolle desde 1600. consulta pendente
- Luzerner Zeitung, edições de 1864 (n. 146 e n. 153) e 1865 (n. 195): publicação em série do diário do peregrino e do relato do cirurgião. leitura pendente
Crônica avulsa · Trilha Ruswil
Arquivo Wermelinger — onde a história é verificada, não repetida Duas Barras, Rio de Janeiro · 8. Mai 2026
Einzelchronik · Reihe Ruswil
Wermelinger-Archiv — wo Geschichte geprüft wird, nicht wiederholt Duas Barras, Rio de Janeiro · 8 May 2026
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