Sexta-feira, 28 de novembro de 1969 Freitag, 28. November 1969 Friday, 28 November 1969
H. K. Há pouco tempo, mais de 300 membros da estirpe Wermelinger reuniram-se no salão Mohren, em Willisau, a convite de Otto Wermelinger-Ambühl, de Lucerna, cujo filho Walter havia rodado dois filmes na pátria brasileira de seus xarás. O patriarca, que em 1819 emigrou com esposa e cinco filhos1 para o então Estado português da América do Sul, chamava-se Xaver Wermelinger-Egli. Hoje seus descendentes já vivem na quinta geração ali, seja na cidade de Nova Friburgo (maior que Lucerna) ou nas vilas de Duas Barras, Sumidouro, Niterói etc. Seus filmes, exibidos pelo próprio Walter Wermelinger, funcionário da Swissair de profissão, despertaram não pouco interesse pelos costumes e tradições, métodos de trabalho e festividades preservados a 400 quilômetros a oeste do Rio. Quão fortemente a estirpe se mantém unida fica bem evidente na grande veneração ao retrato ancestral de 150 anos. Mas também não hesitaram em mostrar a consciência de seu sangue: sabia-se que os Wermelinger eram da Suíça, mas nada além disso. O desejo de informações mais detalhadas sobre a terra e o povo da pátria-tronco tornou-se cada vez mais audível, sobretudo porque em breve seria preciso celebrar os 150 anos de fixação no Brasil. Um dos brasileiros-lucerneses, o advogado Walter Wermelinger da Costa, em Niterói, foi quem fez a pedra rolar — quando os endereços Wermelinger de Lucerna solicitados ao Consulado Suíço no Rio de Janeiro lhe permitiram o desejado contato entre a nova e a antiga pátria. O segundo filme mostrava o casamento de um brasileiro com uma filha de notável beleza de sobrenome Wermelinger, cuja constituição, traços e tez denunciam ascendência mais lusitana do que alemânica.
Cabe agora aos genealogistas investigar de qual família Wermelinger descendia o primeiro emigrante — se da estirpe de Ebersecken, Egolzwil, Hergiswil bei Willisau, Ruswil, Triengen, do distrito Willisau-Land, do Seetal ou do Entlebuch. A ligação entre Brasil e Lucerna está, em todo caso, estabelecida, e há de ser apenas questão de tempo até que membros dos Wermelinger do Brasil venham visitar seus parentes de nome no cantão de Lucerna.
Diante do salão de reuniões expunham-se jornais impressos em português daquela região, onde a maioria dos Wermelinger, como membros de famílias muito ilustres, contribuíram bastante para a formação das localidades de Duas Barras, Cantagalo, Sumidouro. O sobrenome seria ali muito conhecido e respeitado, e numerosos portadores deste nome teriam sido formados como engenheiros, advogados ou militares.
O êxito da Convenção Wermelinger em Willisau é bem merecido por seus dois iniciadores e seus diligentes colaboradores. Um magnífico estímulo para a fundação de uma associação familiar!
1 O número de cinco filhos consta da reportagem original de 1969 e é mantido aqui sem correção, por princípio editorial de preservação da fonte. As fontes primárias suíças (Staatsarchiv Luzern, BF 52) registram seis filhos no embarque em 1819 — Xaver, Joseph, Stefan, Johann Baptist, Kathrina e Marianna. Johann Baptist faleceu no mar a 28 de dezembro de 1819, vitimado pela varíola, antes da chegada ao Brasil. O registro corrigido aparece em /p/cronologia.html. — Nota editorial.
H. K. Vor Kurzem haben sich im Mohren-Saal zu Willisau über 300 Mitglieder des Wermelinger-Geschlechts getroffen, eingeladen von Otto Wermelinger-Ambühl, Luzern, dessen Sohn Walter in der brasilianischen Heimat seiner Namensvettern zwei Filme gedreht hatte. Der Stammvater, der 1819 mit Frau und fünf Kindern1 nach dem früher portugiesischen Staat Südamerikas ausgewandert war, hiess Xaver Wermelinger-Egli. Heute leben seine Nachfolger bereits in der fünften Generation dort, sei es in der Stadt Nova Friburgo (grösser als Luzern) oder in den Dörfern Duas Barras, Sumidouro, Niterói usw. Seine Filme, die Walter Wermelinger, Swissair-Beamter von Beruf, selber vorführte, weckten nicht geringes Interesse an den 400 Kilometer westlich Rios erhalten gebliebenen Sitten und Bräuchen, Arbeitsmethoden und Lustbarkeiten. Wie stark die Sippe zusammenhält, beweist wohl deutlich genug die grosse Verehrung des 150jährigen Ahnenbildes. Aber auch ihr Blutbewusstsein scheute sie nicht zu zeigen: wohl wusste man, dass die Wermelinger aus der Schweiz stammen, aber nicht mehr. Der Wunsch nach näherer Auskunft über Land und Leute der Stammheimat wurde immer lauter, zumal es bald einmal galt, die 150-jährige Sesshaftigkeit in Brasilien zu feiern. Einer der Brasilien-Luzerner, der Advokat Walter Wermelinger da Costa, in Niterói, brachte den Stein ins Rollen, indem die vom Schweizer Konsulat in Rio de Janeiro erbetenen Wermelinger-Adressen aus Luzern ihm den gewünschten Kontakt zwischen neuer und alter Heimat ermöglichten. Der zweite Film zeigte die Hochzeit eines Brasilianers mit einer bildhübschen Tochter namens Wermelinger, deren Körperbau, Gesichtszüge und Teint eher lusitanische als alemannische Herkunft verraten.
Es liegt nun an den Genealogen, zu ergründen, welcher Wermelinger-Familie der erste Auswanderer entstammte, ob der Sippe aus Ebersecken, Egolzwil, Hergiswil b. W., Ruswil, Triengen, in der Willisau-Land, aus dem Seetal oder Entlebuch. Die Verbindung zwischen Brasilien und Luzern ist jedenfalls hergestellt, und es dürfte nur eine Frage der Zeit sein, wann Angehörige der Brasilien-Wermelinger ihre Namensverwandtschaft im Luzernerland besuchen kommen.
Vor dem Versammlungssaal lagen portugiesisch gedruckte Zeitungen aus jener Gegend auf, wo die meisten Wermelinger als Mitglieder sehr berühmter Familien zum Aufbau der Ortschaften Duas Barras, Cantagalo, Sumidouro viel beigetragen haben. Ihr Familienname sei dort sehr bekannt und geachtet, und zahlreiche Träger dieses Namens seien als Ingenieure, Advokaten oder Militärfachleute ausgebildet worden.
Der Erfolg der Wermelinger-Tagung in Willisau ist den beiden Initianten und ihren fleissigen Mitarbeitern wohl zu gönnen. Ein prächtiger Ansporn zur Gründung eines Familienverbandes!
1 Die Angabe von fünf Kindern stammt aus der Originalreportage von 1969 und wird hier aus editorischem Prinzip der Quellenbewahrung unverändert übernommen. Schweizerische Primärquellen (Staatsarchiv Luzern, BF 52) verzeichnen sechs Kinder bei der Einschiffung 1819 — Xaver, Joseph, Stefan, Johann Baptist, Kathrina und Marianna. Johann Baptist starb auf See am 28. Dezember 1819 an den Pocken, vor der Ankunft in Brasilien. Der korrigierte Eintrag erscheint in /p/cronologia.html. — Anmerkung der Redaktion.
H. K. Not long ago, more than 300 members of the Wermelinger lineage gathered at the Mohren Hall in Willisau, invited by Otto Wermelinger-Ambühl of Lucerne, whose son Walter had filmed two pictures in the Brazilian homeland of their namesakes. The patriarch, who in 1819 emigrated with his wife and five children1 to the then Portuguese state of South America, was named Xaver Wermelinger-Egli. Today his descendants already live in the fifth generation there, whether in the city of Nova Friburgo (larger than Lucerne) or in the villages of Duas Barras, Sumidouro, Niterói and others. His films, screened by Walter Wermelinger himself — a Swissair employee by profession — awakened no small interest in the customs and traditions, working methods and festivities preserved 400 kilometres west of Rio. How strongly the family clan holds together is plainly shown by the great veneration of the 150-year-old ancestral portrait. But neither did they shy from showing their consciousness of blood: it was known that the Wermelingers came from Switzerland, but no more than that. The desire for fuller information about the land and people of the ancestral homeland grew ever louder, especially as the 150th anniversary of settlement in Brazil was soon to be celebrated. One of the Brazilian-Lucernese, the lawyer Walter Wermelinger da Costa of Niterói, set the stone rolling: the Wermelinger addresses from Lucerne which he requested through the Swiss Consulate in Rio de Janeiro made possible the desired contact between the new and old homelands. The second film showed the wedding of a Brazilian with a strikingly beautiful daughter named Wermelinger, whose build, features and complexion betray Lusitanian rather than Alemannic ancestry.
It now falls to the genealogists to determine from which Wermelinger family the first emigrant descended — whether from the lineage of Ebersecken, Egolzwil, Hergiswil bei Willisau, Ruswil, Triengen, the Willisau-Land district, the Seetal or the Entlebuch. The connection between Brazil and Lucerne has, in any case, been established, and it should only be a matter of time until members of the Brazilian Wermelingers come to visit their namesakes in the Lucerne canton.
Before the assembly hall lay Portuguese-printed newspapers from that region, where most Wermelingers — as members of very distinguished families — contributed greatly to the building up of the towns of Duas Barras, Cantagalo, Sumidouro. Their family name is said to be very well known and respected there, and numerous bearers of the name are reported to have been trained as engineers, lawyers or military officers.
The success of the Wermelinger Gathering in Willisau is well deserved by its two initiators and their diligent collaborators. A splendid spur for the founding of a family association!
1 The figure of five children appears in the 1969 original report and is preserved here unchanged, by editorial principle of source fidelity. Swiss primary sources (Staatsarchiv Luzern, BF 52) record six children at embarkation in 1819 — Xaver, Joseph, Stefan, Johann Baptist, Kathrina and Marianna. Johann Baptist died at sea on 28 December 1819 of smallpox, before the arrival in Brazil. The corrected record appears at /p/cronologia.html. — Editorial note.
Originalfassung em alemão · Willisauer Bote, 28.11.1969 · H.K.
Tradução PT/EN: Tiago Torres Wermelinger · Duas Barras · 2026
Originalfassung · Willisauer Bote, 28.11.1969 · H.K.
Archivierung · Tiago Torres Wermelinger · Duas Barras · 2026
German original · Willisauer Bote, 28.11.1969 · H.K.
Translation PT/EN: Tiago Torres Wermelinger · Duas Barras · 2026
