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quinta-feira, 9 de maio de 2013

NOVA FRIBURGO RJ - SUSPIRO - BRASÕES DAS FAMÍLIAS

Brasões das famílias Montechiari e Wermelinger na Praça dos Trovadores, Nova Friburgo, 2010

NOVA FRIBURGO — SUSPIRO — BRASÕES DAS FAMÍLIAS

Montechiari e Wermelinger na Praça dos Trovadores, em 2010 — "Wermelinger sempre contribuindo com a comunidade". Infelizmente, esta praça foi destruída, em 2012, pelo cataclismo.

Foto de Walter Wermelinger.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Willisauer Bote

Willisauer Bote – 20/11/1969

A FAMÍLIA WERMELINGER PRESENTE EM WILLISAU

Quando uma estirpe tão antiga, tradicional e largamente difundida como a dos Wermelinger se lembra de seus irmãos e irmãs genealógicos, esta é, sem dúvida, uma ocasião para uma reunião numerosa, na qual se encontram idosos e jovens de perto e de longe. Assim pôde o presidente da Organização da Reunião Wermelinger — Otto Wermelinger-Ambühl, de Lucerna — cumprimentar 300 pessoas no domingo próximo passado, no Salão Grande do Hotel Mohren. Ao seu lado estavam a Sra. Lehner, de Horw, e a Sra. Martha Wermelinger, do Moinho de Willisau.

O filho do presidente, Walter Wermelinger, da Swissair, conduziu a atração principal desta reunião: um filme de sua própria autoria, sobre o Rio de Janeiro e seu interior, o campo de ação dos membros da família Wermelinger que há cerca de 150 anos emigraram para lá. O objetivo desta reunião era: os Wermelinger do Brasil cumprimentam os componentes de sua estirpe na Suíça. Do grande número de quadros maravilhosamente bem coloridos, queremos destacar: a chegada do produtor do filme à casa do advogado Walter Wermelinger da Costa, no Rio; passeios nas redondezas do Rio; um carnaval em miniatura no Rio. Na segunda parte do filme, este nos levou aos vestígios da família Wermelinger, distantes 400 km, ao interior do Brasil, à cidade de Nova Friburgo, com 85.000 habitantes, e depois para Duas Barras e Sumidouro, nas quais ainda hoje reside o maior número dos Wermelinger do Brasil. Uma destas famílias mostrou com orgulho o "portrait" de seu ancestral Joseph Wermelinger, que há 150 anos chegou a esta terra e começou a colonizá-la. Um outro filme mostrou o casamento de uma jovem Wermelinger com um brasileiro, e queremos mencionar que a noiva já é portadora de traços da raça brasileira (descendente já da quinta geração que se assimilou lá). Foram mostrados ainda quadros interessantes de uma exposição rural. Por ocasião dessa exposição, Walter Wermelinger pôde se alojar na casa de parentes em Cantagalo. Uma especial impressão nos causaram as fazendas, que foram cultivadas com tenaz diligência e incansável paciência pelos Wermelinger.

O presidente passou uma lista de presença entre os participantes da reunião. Esta lista deverá ser enviada aos parentes do Brasil como saudação. Outrossim, ele dirigiu o pedido a todos os presentes que estes enviassem outros possíveis detalhes sobre a família ao Brasil.

No saguão do hotel, os atenciosos visitantes podiam ver postais do Brasil, recortes de jornais brasileiros e o escudo da família. Pôde ser constatado que os Wermelinger são cidadãos de Ebersecken, Egolzwil, Entlebuch, Gelfingen, Hergiswil b. W., Halse, Ruswil, Triengen e Willisau-Land. Desde o século XIV foram constatados ao norte de Wolhusen. Nos primórdios, o local onde residiam chamava-se Wermodingen, constatado em escrituras antigas, e comprovado por Brandstetter como derivado de "Warinbald". Um Hans Wermelinger, comendador em Ruswil, construiu em 1575 a capela em Buchholz. Em 1656, o magistrado e juiz de Lucerna presenteou o pedreiro Caspar Wermelinger com baixelas de prata, por sua participação briosa e corajosa nas guerras confederadas. Antes do final oficial da reunião, o engenheiro Anton Wermelinger, de Baden, agradeceu o trabalho idealista da organização, e externou a esperança de que os presentes pudessem se reunir outra vez em número tão elevado para uma reunião deste tipo. Finalizando, pôde ser constatado o firme propósito desta casta de continuar unida — e este desejo é, sem dúvida, uma missão grata aos organizadores desta reunião.

Lista de presença dos participantes:

Lista de presença, página 1 Lista de presença, página 2 Lista de presença, página 3

(Fonte: Walter Wermelinger)

Lieber Freund Walter in Uebersee.

Otto Wermelinger
St. Karlistr. 68
Luzern (Schweiz)

Luzern, den 9. Juni 1963

Lieber Freund Walter in Übersee,

Endlich will ich einmal Deine wertvolle Post beantworten, die mich jedesmal mit grossem Stolz erfüllt. Also vielen Dank für das hochinteressante Paket und den in einem Abstande erfolgten Brief. Die Verpackung am Paket sah sehr mitgenommen aus, die Schnur offen, das Papier zerrissen, aber es kam doch alles an, worüber wir uns riesig freuten. Die Kalender und das Buch über Land und Volk Brasiliens hatten uns alle riesig interessiert. Wohl ist die Qualität des Druckes und der Ausrüstung nicht mit der in der Schweiz ebenbürtig, aber wenn wir in so grossen Auflagen drucken müssten, würde dieselbe bestimmt nicht besser. Im Gegenteil: die heutige gehetzte Arbeitsweise in den Fabriken und Betrieben droht der guten alten berühmten Schweizerqualität arg zuzusetzen. Das Brot muss verhältnismässig sehr sauer verdient werden, denn der Konkurrenzkampf ist in der Schweiz und in ganz Europa sehr gross. Zudem kommt dazu das Japan. Aber eben Japan, wo der Lohn so klein ist und der Arbeiter so genügsam, das kann billig verkaufen. Zum Beispiel habe ich optische und Fotoartikel gesehen, die der in Schweiz fabrizierten fast in nichts in der Qualität nachstehen.

Nebst meinen Geschwistern kenne ich in Luzern sozusagen gar niemand, der mit mir auch weitstehend verwandt wäre. Und die, die ich von meinem Vater her gekannt habe, die in Willisau, Hergiswil gelebt haben, leben fast keine mehr. Aber immerhin: die Foto von Deinem Ur-Urgrossvater ist ein kleiner Hoffnungsstrahl. Aber es braucht sehr viel Zeit, und bis zu jenen Wermelinger-Orten sind ein bis zwei Stunden zu fahren. Immerhin will ich versuchen, in den Ferien eine Kontaktaufnahme zu machen; vielleicht kann der Gemeindepräsident oder der Pfarrer mir einen Hinweis geben, auf welche Bauernliegenschaft ich mich hinwenden könnte. Aber wie gesagt: nur ein grosser Zufall, wenn ich eine Spur finden könnte. Ich stelle mir vor, es müsste doch ein Gemälde von Hand gemalt sich finden lassen. Oder ist dieses Gemälde in Eurem Besitze, und habt Ihr diese Photo von diesem Bilde machen lassen?

Über die politische Struktur unseres Landes gibt die beiliegende Broschüre sehr einfach und leichtfasslich Auskunft. Vielleicht ist Dein Freund Harald so nett und tut es in kurzen Zügen übersetzen.

Mitte Juni gehe ich mit meiner Familie nach Italien; es ist dann für mich und meine Frau das erste Mal, dass wir das Meer sehen und erleben. Wir freuen uns riesig darauf.

Im Weitern kommt mir nichts Neues in den Sinn, und ich will meine Zeilen schliessen in der Absicht, die interessante Korrespondenz weiter zu pflegen.

Es grüssen von ganzem Herzen aus weiter Ferne, aber dennoch aufrichtig — lasse auch den Übersetzer von Herzen grüssen.

OTTO WERMELINGER, MEINE FRAU M., WALTER

(Quelle: Walter Wermelinger)

sexta-feira, 6 de março de 2009

Willisauer Volksblatt — 14 de novembro de 1969: Grüezi wohl, Frau Wermelinger

Fonte primária · 14 de novembro de 1969 Originalquelle · 14. November 1969 Primary source · 14 November 1969 Willisauer Volksblatt Por M. L. · Coluna cronística do encontro Von M. L. · Chronik der Tagung By M. L. · Chronicle of the gathering
Tradução não-oficial Esta reportagem foi publicada originalmente em alemão no Willisauer Volksblatt, jornal local de Willisau, Cantão de Lucerna, Suíça, em sexta-feira, 14 de novembro de 1969 — duas semanas antes da cobertura paralela do Willisauer Bote sobre o mesmo evento. Autor: M. L. A tradução portuguesa apresentada aqui é arquivística, atribuída a Walter Wermelinger da Costa, e foi preservada exatamente como recebida, inclusive nos trechos que registram o tom racial-colonial da época. Em caso de divergência interpretativa, prevalece a versão original alemã.
Originalfassung Diese Reportage erschien im Willisauer Volksblatt, Lokalzeitung von Willisau im Kanton Luzern, Schweiz, am Freitag, 14. November 1969 — zwei Wochen vor der parallelen Berichterstattung des Willisauer Boten über dasselbe Ereignis. Verfasser: M. L. Der Originaltext wurde aus dem Zeitungsausschnitt 2026 transkribiert und hier in seiner ursprünglichen Form bewahrt, einschließlich der Passagen, die den rassenkolonialen Ton der Zeit dokumentieren.
Unofficial translation This article was originally published in German in the Willisauer Volksblatt, the local newspaper of Willisau in the Canton of Lucerne, Switzerland, on Friday, 14 November 1969 — two weeks before the parallel coverage of the Willisauer Bote on the same event. Author: M. L. This English translation is unofficial and was made by Tiago Torres Wermelinger from the German original (transcribed from the press clipping in 2026). Passages reflecting the racial-colonial tone of the period are preserved unchanged. In case of interpretive divergence, the German original prevails.

Sexta-feira, 14 de novembro de 1969 · Willisau Freitag, 14. November 1969 · Willisau Friday, 14 November 1969 · Willisau

Nossos cumprimentos cordiais, Senhora Wermelinger… Grüezi wohl, Frau Wermelinger… Cordial Greetings, Frau Wermelinger…

Assim soou no domingo à tarde próximo passado, repetidas vezes, no Salão Grande do Hotel Mohren em Willisau. Foi uma comemoração muito especial a que teve lugar neste local. As bandeiras de Willisau, do Brasil e da Suíça anunciavam a união do interior de Lucerna com o Brasil. O morno sol de novembro nos enviava seus raios inclementes, com benevolência, ao quente sol do Brasil, que nos resplandeceria no filme.

Otto Wermelinger-Ambühl, de Lucerna, e seu filho Walter foram os organizadores da tarde interessante. Pelo ano de 1820, Xaver Wermelinger, com outras famílias, teria emigrado para o Brasil. Ninguém sabia mais de seu paradeiro. Tanto maior foi a surpresa quando soubemos que lá ainda existiam tantas famílias que têm este nome. Somos gratos ao destino e à Embaixada da Suíça no Rio de Janeiro, que, sob o encargo do jovem advogado de nome Wermelinger, selecionou entre inúmeros endereços o de Otto Wermelinger. Com infindável idealismo, ele e seu filho teceram o fio, sacrificando muitas horas, obrando e criando. Quão grande alegria deve ter sido para os dois poder reunir tantos Wermelinger, amigos e conhecidos — foram mais de 300. Eles vieram de toda a Suíça, até de Graubünden.

Walter Wermelinger filmou, em várias viagens, a terra e as pessoas. Ele não tentou somente nos mostrar retratos interessantes, mas quis também nos familiarizar com a mentalidade deste país desconhecido, quis nos mostrar quão diferente é a vida da cidade e a do interior.

Aí dançam as moças cor de café ao ritmo do samba1; aí a estátua de Cristo no morro do Corcovado distribui sua bênção; aí o carro de bois passa aos solavancos sobre a terra vermelha, como nos velhos tempos; aí surge o caldo de cana esmagada, é consumido, e é preparado o melado.

Qual seria o gosto de um café de Lucerna adoçado com este açúcar marrom-amarelado, não refinado? E aquecido com aguardente de cana-de-açúcar feita em casa, chamada cachaça. Esta aguardente é vendida principalmente a negros1.

No Brasil há pessoas de todas as cores, desde o branco claro até o marrom escuro. A estirpe Wermelinger se esforça muito para conservar a cor clara, o que é quase um predicado de nobreza1. Com quanto gosto nos aprofundaríamos nos retratos dos mais idosos da tribo, para pesquisar os seus traços marcantes, formados por privações, trabalhos pesados, orgulho e calma estoica.

O fato de que as famílias Wermelinger continuam a prosperar pode ser constatado pela alegre, risonha e bem nutrida juventude. Se a viagem não fosse tão longa e cara, certamente um Wermelinger solteiro iria procurar, entre as lindas jovens, sua futura mulherzinha! Isto seria uma sugestão para unir-se mais com esta turma do além-mar.

Se porventura um Wermelinger brasileiro vier visitar a Suíça, gostaríamos de ser convidados novamente. Quem, até lá, saberá falar português? No fim deste mês, Walter Wermelinger voará novamente para o Rio, para passar lá suas férias. Ao mesmo tempo, como embaixador, ele entregará todas as assinaturas feitas no Salão do Hotel Mohren, como prova de nosso interesse e gratidão.

Com palavras simpáticas, o senhor Wermelinger agradeceu o oferecimento da BBC de Baden2, entendendo que um leigo não pode dispor de toda a aparelhagem técnica. Infelizmente, o orador não foi ouvido com muita nitidez, mas isto foi suprido pelo extraordinário fundo musical.

1 Nota editorial sobre o tom da época. Os trechos referentes à cor da pele — “moças cor de café”, “vendida principalmente a negros”, “conservar a cor clara… predicado de nobreza” — constam no original alemão de M. L. (1969) e foram preservados nesta tradução pelo princípio de fidelidade documental. Eles registram a mentalidade racial-colonial dominante na Suíça e no Brasil daquele momento histórico, e não devem ser lidos como endosso editorial deste arquivo. A preservação documental do tom de uma fonte histórica é distinta de sua aprovação. — Tiago Torres Wermelinger, 2026.

2 BBC Baden. Refere-se a Brown, Boveri & Cie., empresa suíça de eletromecânica fundada em Baden (Argóvia) em 1891, na época grande fornecedora de equipamento técnico de gravação e projeção. Não confundir com a BBC britânica.

So tönte es am letzten Sonntagnachmittag immer wieder im großen Mohrensaal in Willisau. Es war eine Festgemeinde ganz besonderer Art, die sich da eingefunden hatte. Die Fahnen von Willisau, von Brasilien und der Schweiz kündeten von weltweiter Verbundenheit, das Luzerner Hinterland mit Brasilien. Die warme Novembersonne strahlte mit barmherzig-warmem Anteil zugunsten der heißen Sonne von Brasilien, die uns im Film entgegenleuchten sollte.

Otto Wermelinger-Ambühl, Luzern, und sein Sohn Walter waren die Initianten des interessanten Nachmittags. Um das Jahr 1820 soll Xaver Wermelinger mit andern Familien nach Brasilien ausgewandert sein. Niemand wußte mehr davon. Um so größer war die Überraschung, daß es dort drüben noch so viele Familien gibt, die diesen Namen tragen. Wir sind dem Schicksal dankbar, daß die Schweizer Botschaft in Rio de Janeiro im Auftrag eines jungen Advokaten mit Namen Wermelinger unter zahlreichen Adressen diejenige von Otto Wermelinger ausgesucht hat. Mit unsäglichem Idealismus haben er und sein Sohn den Faden weitergesponnen, gewirkt und geschaffen, viele Stunden geopfert. Wie muß es für die beiden eine große Freude gewesen sein, so viele Wermelinger und deren Freunde und Bekannte versammeln zu können. Es waren ca. 300.

Aus der ganzen Schweiz sind sie gekommen, sogar aus Graubünden!

Walter Wermelinger hat auf mehreren Reisen Land und Leute gefilmt. Er hatte nicht nur uns interessante Bilder zu zeigen, sondern wollte uns auch mit der Mentalität dieses fremden Landes vertraut machen, wollte uns zeigen, wie unterschiedlich das Leben in der Stadt oder auf dem Land ist.

Da tanzen kaffeebraune Girls1 zu heißen Sambarhythmen, da segnet die Christusstatue auf dem Zuckerhut ihren Segen, da holpert der von Ochsengespann gezogene Karren über die rote Erde wie zu Urzeiten, da quillt der Saft aus dem zerquetschten Zuckerrohr, wird eingekocht, eingedickt zur Melasse. Wie schmeckt wohl ein Luzerner Kaffi mit diesem beigebraunen unraffinierten Zucker gesüßt? Und aufgekocht mit selbstgebranntem Zuckerrohrschnaps, genannt Cachaça. Dieser Schnaps wird in erster Linie an Neger1 verkauft.

In Brasilien gibt es Menschen jeder Hautschattierung, von hellem Weiß bis zum dunklen Braun. Die Wermelinger-Sippe ist sehr bemüht, ihre helle Hautfarbe zu bewahren, was fast ein bißchen einem Adelsprädikat gleichkommt1. Wie gerne hätte man sich länger in den Porträts des ältesten Stammes vertieft, um in seinen markanten Gesichtszügen Entbehrung, harter Arbeit, Stolz und stoischer Ruhe zu forschen.

Daß die Wermelinger Familien weiter gedeihen, das hat das muntere, wohlgenährte Jungvolk bewiesen. Wäre die Reise nicht so weit und teuer, sicher würde ein lediger Wermelinger unter diesen bildhübschen Maitschli sein zukünftiges Frauli suchen! Dies wäre ein konkreter Vorschlag, die Bande mit drüben enger zu knüpfen.

Sollte je ein Brasilien-Wermelinger die Schweiz besuchen, so möchten wir wieder eingeladen werden. Wer kann bis dann Portugiesisch? Am Ende dieses Monats wird Walter Wermelinger wieder nach Rio fliegen, um dort seinen Urlaub zu verbringen. Gleichsam als Botschafter wird er alle im Mohrensaal gegebenen Unterschriften überbringen zum Beweis unseres Interesses und unserer Dankbarkeit.

Mit sympathischen Worten verdankt Herr Wermelinger von der BBC Baden2 die Darbietung, denn ein Laie kann nicht über die vollkommene technische Ausrüstung verfügen. Leider war der Sprecher nicht gut zu verstehen, dafür entschädigt aber die ausgezeichnete Untermalung mit Musik.

1 Anmerkung der Redaktion zum Zeitton. Die Passagen zur Hautfarbe — „kaffeebraune Girls“, „an Neger verkauft“, „helle Hautfarbe… Adelsprädikat“ — stehen so im Originaltext von M. L. (1969) und werden hier nach dem Grundsatz der Quellentreue unverändert bewahrt. Sie dokumentieren die rassenkoloniale Mentalität jener Zeit in der Schweiz und in Brasilien und sollen nicht als redaktionelle Billigung dieses Archivs gelesen werden. Die dokumentarische Bewahrung des Tons einer historischen Quelle ist von ihrer Zustimmung zu unterscheiden. — Tiago Torres Wermelinger, 2026.

2 BBC Baden. Bezeichnet die Brown, Boveri & Cie., schweizerisches Elektrotechnikunternehmen, 1891 in Baden (Aargau) gegründet, damals führender Hersteller von Aufnahme- und Projektionstechnik. Nicht zu verwechseln mit der britischen BBC.

Thus it sounded again and again last Sunday afternoon in the great Mohren Hall of Willisau. It was a festive gathering of a most particular kind that had assembled there. The flags of Willisau, of Brazil, and of Switzerland proclaimed a worldwide kinship: the Lucerne hinterland with Brazil. The warm November sun shone with a mercifully warm share, in honour of the hot Brazilian sun that would beam upon us from the film.

Otto Wermelinger-Ambühl, of Lucerne, and his son Walter were the initiators of this remarkable afternoon. Around the year 1820, Xaver Wermelinger is said to have emigrated to Brazil with other families. Nothing more was known of them. The greater therefore was the surprise that over there so many families still bear this name. We are grateful to fate that the Swiss Embassy in Rio de Janeiro, on behalf of a young lawyer by the name of Wermelinger, selected from numerous addresses that of Otto Wermelinger. With unspeakable idealism, he and his son spun the thread further, working and creating, sacrificing many hours. What a great joy it must have been for the two of them to gather so many Wermelingers and their friends and acquaintances together — about 300 of them.

From the whole of Switzerland they had come — even from Graubünden!

Walter Wermelinger filmed land and people on several journeys. He had not only interesting images to show us, but also wished to acquaint us with the mentality of this foreign land, to show us how different life is in the city as opposed to the countryside.

There, coffee-coloured girls1 dance to hot samba rhythms; there, the statue of Christ on Sugarloaf Mountain bestows its blessing; there, the ox-drawn cart jolts over the red earth as in olden times; there, the juice flows from the crushed sugarcane, is boiled down, thickened into molasses. How would a Lucerne coffee taste, sweetened with this beige-brown unrefined sugar? And brewed with home-distilled cane spirit, called cachaça. This spirit is sold chiefly to negroes1.

In Brazil there are people of every shade of skin, from light white to dark brown. The Wermelinger lineage strives hard to preserve its light skin colour, which almost approaches a kind of mark of nobility1. How gladly one would have lingered longer over the portraits of the eldest of the line, to study in their striking features the marks of privation, hard labour, pride, and stoic calm.

That the Wermelinger families continue to thrive was proven by the cheerful, well-fed young folk. Were the journey not so long and costly, surely a single Wermelinger would seek out among these picture-pretty Maitschli his future Frauli! This would be a concrete proposal, to draw the bond with those abroad more tightly.

Should ever a Brazilian Wermelinger visit Switzerland, we wish to be invited again. Who by then will speak Portuguese? At the end of this month, Walter Wermelinger will fly again to Rio to spend his holiday there. As if an ambassador, he will deliver all the signatures given in the Mohren Hall, in proof of our interest and gratitude.

With sympathetic words, Mr. Wermelinger thanked the BBC of Baden2 for the presentation, since a layman cannot command such complete technical equipment. Unfortunately, the speaker was not easily understood, but this was made up for by the excellent musical accompaniment.

1 Editorial note on the tone of the period. The passages referring to skin colour — “coffee-coloured girls”, “sold chiefly to negroes”, “preserve its light skin colour… mark of nobility” — appear in the German original by M. L. (1969) and are preserved here under the principle of source fidelity. They document the racial-colonial mentality dominant in Switzerland and Brazil at that historical moment, and should not be read as editorial endorsement by this archive. Documentary preservation of a historical source's tone is distinct from its approval. — Tiago Torres Wermelinger, 2026.

2 BBC Baden. Refers to Brown, Boveri & Cie., Swiss electrical-engineering firm founded in Baden (Aargau) in 1891, then a leading supplier of recording and projection equipment. Not to be confused with the British BBC.

Recorte do Willisauer Volksblatt de 14 de novembro de 1969

Recorte do Willisauer Volksblatt, 14 de novembro de 1969 Ausschnitt aus dem Willisauer Volksblatt, 14. November 1969 Clipping from the Willisauer Volksblatt, 14 November 1969

Cobertura paralela · reportagem irmã Duas semanas após esta crônica de M. L. no Willisauer Volksblatt, o concorrente Willisauer Bote publicou em 28 de novembro de 1969 sua própria cobertura do Wermelinger-Tag, em tom mais histórico-genealógico, assinada por H. K. Os dois textos são complementares: o Volksblatt registra a vivência da tarde — danças, filmes, atmosfera, “mais de 300 reunidos” —, enquanto o Bote aprofunda a investigação genealógica — “1819, partida com cinco filhos”, hipóteses sobre origem (Ebersecken, Ruswil, Hergiswil), perspectiva da continuidade futura. Ler ambos é ler o evento por dois olhares jornalísticos da mesma semana.
Parallelberichterstattung · Schwesterartikel Zwei Wochen nach dieser Chronik von M. L. im Willisauer Volksblatt veröffentlichte der konkurrierende Willisauer Bote am 28. November 1969 seine eigene Berichterstattung über die Wermelinger-Tagung, in stärker historisch-genealogischem Ton, signiert von H. K. Beide Texte ergänzen sich: das Volksblatt hält das Erleben des Nachmittags fest — Tänze, Filme, Atmosphäre, „über 300 Versammelte“ —, während der Bote die genealogische Untersuchung vertieft — „Auswanderung 1819 mit fünf Kindern“, Herkunftshypothesen (Ebersecken, Ruswil, Hergiswil), Ausblick auf die Zukunft. Beide zu lesen heißt, das Ereignis durch zwei journalistische Blicke derselben Woche zu sehen.
Parallel coverage · sister article Two weeks after this chronicle by M. L. in the Willisauer Volksblatt, the competing Willisauer Bote published on 28 November 1969 its own coverage of the Wermelinger Gathering, in a more historical-genealogical tone, signed by H. K. The two texts complement each other: the Volksblatt records the experience of the afternoon — dances, films, atmosphere, “over 300 gathered” —, while the Bote deepens the genealogical inquiry — “departure in 1819 with five children”, hypotheses of origin (Ebersecken, Ruswil, Hergiswil), outlook on continuity. To read both is to see the event through two journalistic gazes of the same week.

Originalfassung em alemão · Willisauer Volksblatt, 14.11.1969 · M. L.
Tradução portuguesa: Walter Wermelinger da Costa, Niterói
Tradução inglesa · Transcrição do alemão: Tiago Torres Wermelinger, 2026
Arquivo · Duas Barras · 2026
Originalfassung · Willisauer Volksblatt, 14.11.1969 · M. L.
Portugiesische Übersetzung: Walter Wermelinger da Costa, Niterói
Englische Übersetzung · Transkription aus dem Deutschen: Tiago Torres Wermelinger, 2026
Archiv · Duas Barras · 2026
German original · Willisauer Volksblatt, 14.11.1969 · M. L.
Portuguese translation: Walter Wermelinger da Costa, Niterói
English translation · transcription from German: Tiago Torres Wermelinger, 2026
Archive · Duas Barras · 2026

quarta-feira, 4 de março de 2009

150 Anos Depois

Correio Fluminense 18/07/1968


Esteve em visita ao CF o Sr. Walter Wermelinger que desde o último dia 5 está no Brasil visitando alguns parentes aqui radicados.O Sr Wermelinger é fotógrafo profissional e responsável pelo setor de produção da Swissair, residindo em Lucerna na Suíça.De onde é natural.Membro de uma das mais antigas e distintas famílias de sua pátria, tornou-se o elo entre o ramo brasileiro e suíço da mesma, que há 150 anos estava parada.Durante sua visita ao CF foi colhido flagrante vendo-se o Sr Walter Wermelinger ( à esquerda), em compania do seu primo Walter Wermelinger da Costa. (foto a baixo)


Reencontro da Família Wermelinger

Vista da cidade de Duas Barras

Notícia Fluminense – 12/09/1967

Família das mais tradicionais, dedicada ao progresso e desenvolvimento do parque agro-pastoril das regiões de Duas Barras, Cantagalo, Sumidouro e adjacências, o nome Wermelinger tornou-se conhecido e respeitado, com vários dos seus membros formados em engenharia, advocacia, economia e na carreira militar.

É originária da Suíça, dos distritos de Sursee, Willisau e Lucerna, sendo conhecida desde o século XV. Assim, temos Hans, que foi o primeiro magistrado em 1525. Hans também foi chefe de cantão em Ruswil, construindo, em 1575, a capela de Buholz. Gaspar foi canteiro de Ruswil, conquistando três brasões em 1656. Esses dados encontram-se no "Dictionnaire Historique et Biographique de la Suisse".

O primeiro Wermelinger a chegar aqui foi Xavier Wermelinger, casado com Catharina Egglin, com mais cinco filhos, em 1819, sendo uma das famílias fundadoras de Nova Friburgo, antiga Morro Queimado, sendo destinado, por sorteio, a morar na quadra nº 61. Naquela época, diversas outras famílias também vieram, como Erthal — cujo primeiro membro casou-se com Catharina, filha de Xavier —, além de Monnerat, Lutterbach, Eggendorn, Stutz, etc.

Desde 1819, os Wermelinger não mantinham contato com os da Suíça. Entretanto, um membro da família, Walter Wermelinger da Costa, residente na Rua Dr. Celestino, 172, apto. 404 – Niterói, que é advogado, pesquisando na Embaixada da Suíça, conseguiu estabelecer o liame, mantendo desde 1962 correspondência com um Wermelinger residente em Lucerna.

Finalmente, a 31 de julho último, foi realizado o contato pessoal, uma vez que chegou ao Aeroporto do Galeão o Sr. Walter Wermelinger, residente em Lucerna, com atividades profissionais na cidade de Zurique, Suíça.

Comemorando o auspicioso acontecimento, após quase 150 anos de separação, os Wermelinger residentes em Duas Barras deram uma pequena festa em homenagem à data, que desde então ficou gravada em letras de forma no coração de toda a família.

Como intérprete da língua alemã, atuou o acadêmico de medicina Christian Gaudere, residente em Niterói.