terça-feira, 19 de maio de 2009

Willisauer Bote

Willisauer Bote – 20/11/1969

A FAMÍLIA WERMELINGER PRESENTE EM WILLISAU

Quando uma estirpe tão antiga, tradicional e largamente difundida como a dos Wermelinger se lembra de seus irmãos e irmãs genealógicos, esta é, sem dúvida, uma ocasião para uma reunião numerosa, na qual se encontram idosos e jovens de perto e de longe. Assim pôde o presidente da Organização da Reunião Wermelinger — Otto Wermelinger-Ambühl, de Lucerna — cumprimentar 300 pessoas no domingo próximo passado, no Salão Grande do Hotel Mohren. Ao seu lado estavam a Sra. Lehner, de Horw, e a Sra. Martha Wermelinger, do Moinho de Willisau.

O filho do presidente, Walter Wermelinger, da Swissair, conduziu a atração principal desta reunião: um filme de sua própria autoria, sobre o Rio de Janeiro e seu interior, o campo de ação dos membros da família Wermelinger que há cerca de 150 anos emigraram para lá. O objetivo desta reunião era: os Wermelinger do Brasil cumprimentam os componentes de sua estirpe na Suíça. Do grande número de quadros maravilhosamente bem coloridos, queremos destacar: a chegada do produtor do filme à casa do advogado Walter Wermelinger da Costa, no Rio; passeios nas redondezas do Rio; um carnaval em miniatura no Rio. Na segunda parte do filme, este nos levou aos vestígios da família Wermelinger, distantes 400 km, ao interior do Brasil, à cidade de Nova Friburgo, com 85.000 habitantes, e depois para Duas Barras e Sumidouro, nas quais ainda hoje reside o maior número dos Wermelinger do Brasil. Uma destas famílias mostrou com orgulho o "portrait" de seu ancestral Joseph Wermelinger, que há 150 anos chegou a esta terra e começou a colonizá-la. Um outro filme mostrou o casamento de uma jovem Wermelinger com um brasileiro, e queremos mencionar que a noiva já é portadora de traços da raça brasileira (descendente já da quinta geração que se assimilou lá). Foram mostrados ainda quadros interessantes de uma exposição rural. Por ocasião dessa exposição, Walter Wermelinger pôde se alojar na casa de parentes em Cantagalo. Uma especial impressão nos causaram as fazendas, que foram cultivadas com tenaz diligência e incansável paciência pelos Wermelinger.

O presidente passou uma lista de presença entre os participantes da reunião. Esta lista deverá ser enviada aos parentes do Brasil como saudação. Outrossim, ele dirigiu o pedido a todos os presentes que estes enviassem outros possíveis detalhes sobre a família ao Brasil.

No saguão do hotel, os atenciosos visitantes podiam ver postais do Brasil, recortes de jornais brasileiros e o escudo da família. Pôde ser constatado que os Wermelinger são cidadãos de Ebersecken, Egolzwil, Entlebuch, Gelfingen, Hergiswil b. W., Halse, Ruswil, Triengen e Willisau-Land. Desde o século XIV foram constatados ao norte de Wolhusen. Nos primórdios, o local onde residiam chamava-se Wermodingen, constatado em escrituras antigas, e comprovado por Brandstetter como derivado de "Warinbald". Um Hans Wermelinger, comendador em Ruswil, construiu em 1575 a capela em Buchholz. Em 1656, o magistrado e juiz de Lucerna presenteou o pedreiro Caspar Wermelinger com baixelas de prata, por sua participação briosa e corajosa nas guerras confederadas. Antes do final oficial da reunião, o engenheiro Anton Wermelinger, de Baden, agradeceu o trabalho idealista da organização, e externou a esperança de que os presentes pudessem se reunir outra vez em número tão elevado para uma reunião deste tipo. Finalizando, pôde ser constatado o firme propósito desta casta de continuar unida — e este desejo é, sem dúvida, uma missão grata aos organizadores desta reunião.

Lista de presença dos participantes:

Lista de presença, página 1 Lista de presença, página 2 Lista de presença, página 3

(Fonte: Walter Wermelinger)

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