segunda-feira, 14 de setembro de 2026

O apito do sobrenome

Retrato · Aarau · 2026 Porträt · Aarau · 2026 Portrait · Aarau · 2026

Um Wermelinger contemporâneo no centro do futebol mundial Ein zeitgenössischer Wermelinger im Zentrum des Weltfussballs A contemporary Wermelinger at the heart of world football

“É um nome que se deve levar adiante.” „Einen Namen, den man weitertragen muss.“ “A name that must be carried forward.” Dani Wermelinger, em mensagem aos Wermelinger do Brasil — 10 de julho de 2026 Dani Wermelinger, in einer Botschaft an die Wermelinger in Brasilien — 10. Juli 2026 Dani Wermelinger, in a message to the Wermelingers of Brazil — 10 July 2026

Nota de método Methodische Anmerkung Note on method

Este retrato combina dois conjuntos de fontes: a correspondência direta entre este Arquivo e Dani Wermelinger (maio–setembro de 2026), e material publicamente disponível — o site pessoal dele, uma entrevista concedida ao Jahresbericht da Swiss Football League em 2019, e reportagens recentes sobre a arbitragem suíça na Copa de 2026. Onde fontes públicas divergiam entre si (a Wikipédia em inglês registra naturalidade e data de estreia diferentes das que o próprio Dani declara em seu site e em entrevista), optou-se por seguir apenas o que ele mesmo afirma sobre si. Este texto foi submetido previamente a Dani Wermelinger. Em 14 de setembro de 2026, após indicar três supressões pontuais, ele aprovou o restante do retrato para publicação. Em 25 de setembro de 2026, o texto foi complementado com uma informação transmitida ao Arquivo por Simon Wermelinger, de Genebra: a de que Dani Wermelinger é cidadão (Bürger) de Willisau, conforme ele próprio lhe declarou. Dieses Porträt stützt sich auf zwei Quellengruppen: die direkte Korrespondenz zwischen diesem Archiv und Dani Wermelinger (Mai–September 2026) und öffentlich zugängliches Material — seine persönliche Website, ein Interview im Jahresbericht der Swiss Football League von 2019 und aktuelle Berichte über das Schweizer Schiedsrichterwesen an der WM 2026. Wo öffentliche Quellen voneinander abwichen (die englische Wikipedia nennt einen anderen Geburtsort und ein anderes Debütdatum als Dani selbst auf seiner Website und im Interview), wurde nur das übernommen, was er selbst über sich aussagt. Dieser Text wurde Dani Wermelinger vorab zur Durchsicht vorgelegt. Am 14. September 2026 gab er nach drei punktuellen Streichungen den restlichen Text zur Veröffentlichung frei. Am 25. September 2026 wurde der Text um eine Angabe ergänzt, die Simon Wermelinger (Genf) dem Archiv mitteilte: Dani Wermelinger ist, wie er ihm selbst auf Anfrage bestätigte, Bürger von Willisau. This portrait draws on two groups of sources: direct correspondence between this Archive and Dani Wermelinger (May–September 2026), and publicly available material — his personal website, an interview published in the Swiss Football League's 2018/19 annual report, and recent coverage of Swiss refereeing at the 2026 World Cup. Where public sources diverged (the English Wikipedia records a different birthplace and debut date than Dani himself states on his website and in an interview), we relied only on his own account. This text was submitted to Dani Wermelinger beforehand. On 14 September 2026, after requesting three specific deletions, he approved the remainder of the portrait for publication. On 25 September 2026, the text was supplemented with information passed to the Archive by Simon Wermelinger of Geneva: that Dani Wermelinger holds the communal citizenship (Bürgerrecht) of Willisau, as he himself told Simon.

Dani Wermelinger conta que, na escola, quem carrega um sobrenome começado com W é sempre o último a ser chamado. Foi ele mesmo quem me escreveu isso, numa resposta que levou sete semanas para chegar depois da minha primeira carta — mas chegou, generosa e completa, respondendo a cada uma das três perguntas que eu tinha feito, e trazendo ainda uma fotografia e uma frase que, palavra por palavra, resume o que este Arquivo tenta fazer há anos: registrar um nome para que ele siga adiante.

Em maio, escrevi a Dani Wermelinger perguntando se ele autorizaria uma página biográfica sobre ele neste Arquivo. Eu sabia, por reportagens suíças, que ele hoje é o chefe dos árbitros de elite da Federação Suíça de Futebol (SFV/ASF) — uma função que, num ano de Copa do Mundo, colocaria um Wermelinger, ainda que de forma indireta, no centro do futebol mundial. Ele respondeu em 10 de julho: “Sem problema — podem fazer à vontade.”

Do apito ao comando

Dani Wermelinger nasceu em 18 de março de 1971, em St. Gallen, e hoje vive em Aarau, casado com Sarah, pai de Lionel[1]. Como árbitro, estreou na mais alta liga suíça em 21 de março de 2004, na partida entre Grasshopper Club Zürich e FC Wil[2]. Apitou quase cem jogos na Super League entre 2004 e 2012, e atuou cerca de trinta vezes como árbitro reserva ou árbitro adicional de baliza em partidas de Champions League e Europa League. O ponto alto da carreira, ele mesmo diz, foi dirigir a final da Copa Suíça de 2012, entre Basel e Luzern — ano em que também foi indicado a Árbitro do Ano[3].

Depois de pendurar o apito, em novembro de 2012, Wermelinger não deixou o futebol: passou a liderar o Ressort Spitzenschiedsrichter, o departamento responsável pelos árbitros de elite da SFV. Numa entrevista de 2019, à época da introdução do árbitro de vídeo (VAR) na Super League, ele resumiu sua função com uma frase que, olhando em retrospecto, também descreve bem sua carreira inteira: “O que nos interessa, como árbitros, é no fim tomar a decisão correta. A decisão certa é, para mim, como árbitro imparcial, o mais importante, e está acima de tudo o mais.”[4]

A Suíça volta ao Mundial

Em abril de 2026, o SFV anunciou algo que não acontecia há dezesseis anos: árbitros suíços voltariam a apitar numa Copa do Mundo. Sandro Schärer, o assistente Stéphane de Almeida e o árbitro de vídeo Fedayi San foram convocados para o Mundial de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá — a primeira presença suíça desde Massimo Busacca, em 2010. O presidente da comissão de arbitragem do SFV, Sascha Kever, fez questão de agradecer nominalmente ao “chefe dos árbitros de elite Dani Wermelinger” pelo trabalho por trás dessa conquista[5].

Perguntei a Dani se ele participaria oficialmente do torneio, de alguma forma. A resposta foi direta: “Não — eu não estarei lá. Quem está lá é o árbitro suíço Sandro Schärer, seu assistente Stéphane de Almeida e o VAR Fedayi San. Eu sou responsável, na Suíça, pelos árbitros de elite. Mas o torneio é organizado pela FIFA — lá as responsabilidades são outras.” É uma resposta que diz bastante sobre o papel que ele ocupa: não o holofote do estádio, mas a estrutura que forma quem entra nele.

Dani Wermelinger, chefe dos árbitros de elite da Federação Suíça de Futebol
Dani Wermelinger, em fotografia feita por ocasião da final da Copa Suíça. Dani Wermelinger, aufgenommen anlässlich des Schweizer Cupfinals. Dani Wermelinger, photographed on the occasion of the Swiss Cup final.

Uma carta a Duas Barras

Pedi a Dani, por fim, uma palavra para os Wermelinger do Brasil — algum objeto, fotografia ou lembrança que ele quisesse deixar registrada neste Arquivo. A resposta veio mais longa e mais pessoal do que eu esperava:

„Liebe Wermelingers auf der ganzen Welt – ich hoffe ihr seid genauso stolz wie ich diesen Namen zu tragen. Zwar wird man mit dem ‘W’ als Nachnamen in der Schule immer zuletzt aufgerufen, aber trotzdem ist der Name etwas ganz Spezielles, etwas Grossartiges in der Schweiz. […] Ich habe diesen Namen 10 Jahre – als Spitzenschiedsrichter – in die Welt herausgetragen und musste ihn X-Mal buchstabieren 😉. Heute gehört er in der Schweiz zu einem Namen, den man kennt. […] Einen Namen, den man weitertragen muss.“ “Queridos Wermelinger espalhados pelo mundo — espero que vocês tenham tanto orgulho quanto eu de carregar esse nome. É verdade que, com o ‘W’ de sobrenome, a gente sempre é chamado por último na escola, mas ainda assim o nome é algo bem especial, algo grandioso na Suíça. […] Levei esse nome pelo mundo durante dez anos como árbitro de elite, e precisei soletrá-lo inúmeras vezes 😉. Hoje ele é, na Suíça, um nome que as pessoas conhecem. […] Um nome que precisa ser levado adiante.”

Willisau, a mesma origem

Depois da publicação deste retrato, Simon Wermelinger, de Genebra, chamou a atenção do Arquivo para um dado que o texto original não mencionava: Dani Wermelinger é cidadão (Bürger) de Willisau, conforme ele mesmo declarou a Simon[6]. Willisau é também a terra de François Xavier Wermelinger, que partiu para Nova Friburgo em 1819. O sobrenome está estabelecido ali — nas antigas comunas de Willisau-Stadt e Willisau-Land, antes separadas — desde antes de 1800[6].

O que é o Bürgerrecht

Na Suíça, o direito de cidadania comunal (Bürgerrecht) não depende de onde a pessoa nasceu ou mora: ele é tradicionalmente transmitido, geração após geração, dentro de uma família de cidadãos, e registrado na comuna de origem (Heimatort), embora também possa ser adquirido por naturalização. Uma família pode continuar cidadã de Willisau por séculos, mesmo que seus membros vivam em St. Gallen, Aarau ou Genebra. Ser Bürger de Willisau indica, portanto, uma ligação familiar histórica com o lugar — e não que a pessoa tenha nascido ou vivido na cidade.

Para Simon Wermelinger, isso significa que Dani descende da mesma linhagem de Willisau da qual saíram os emigrantes para o Brasil[6]. O que ainda falta é documentar em qual geração os dois ramos se conectam: a pesquisa deste Arquivo ainda não localizou o ancestral comum nem os registros civis ou paroquiais que liguem o ramo de Dani ao de François Xavier.

Há algo de justo, então, na frase de Dani vinda de quem passou a carreira decidindo, em frações de segundo, o que é certo dentro de um campo de futebol. Dani Wermelinger nunca pisou no Brasil, até onde sei. Mas carrega o mesmo nome, ligado ao mesmo lugar de origem, com o mesmo orgulho — e isso, para um projeto que existe para preservar exatamente essa continuidade, torna sua história parte da mesma memória Wermelinger que atravessou o Atlântico.

Dani Wermelinger erzählt, dass man in der Schule mit einem Nachnamen, der mit W beginnt, immer zuletzt aufgerufen wird. Er selbst schrieb mir das. Die Antwort traf sieben Wochen nach meinem ersten Brief ein – ausführlich, grosszügig und vollständig: Sie beantwortete jede meiner drei Fragen und enthielt ausserdem eine Fotografie sowie einen Satz, der Wort für Wort zusammenfasst, was dieses Archiv seit Jahren zu tun versucht: einen Namen festzuhalten, damit er weitergetragen wird.

Im Mai schrieb ich Dani Wermelinger und fragte, ob er eine biografische Seite über ihn in diesem Archiv genehmigen würde. Ich wusste aus Schweizer Berichten, dass er heute der Chef der Spitzenschiedsrichter des Schweizerischen Fussballverbands (SFV/ASF) ist — eine Funktion, die in einem WM-Jahr einen Wermelinger, wenn auch auf indirekte Weise, ins Zentrum des Weltfussballs rücken würde. Er antwortete am 10. Juli: „Kein Problem – könnt ihr gerne machen.“

Von der Pfeife zur Leitung

Dani Wermelinger wurde am 18. März 1971 in St. Gallen geboren und lebt heute in Aarau, verheiratet mit Sarah, Vater von Lionel[1]. Als Schiedsrichter gab er sein Debüt in der höchsten Schweizer Liga am 21. März 2004, bei der Partie Grasshopper Club Zürich gegen den FC Wil[2]. Zwischen 2004 und 2012 leitete er knapp hundert Spiele in der Super League und stand rund dreissig Mal als Ersatzschiedsrichter oder Torrichter in Champions-League- und Europa-League-Partien im Einsatz. Den Höhepunkt seiner Karriere, sagt er selbst, bildete die Leitung des Schweizer Cupfinals 2012 zwischen Basel und Luzern — im selben Jahr wurde er zum Schiedsrichter des Jahres nominiert[3].

Nach dem Rücktritt als aktiver Schiedsrichter im November 2012 verliess Wermelinger den Fussball nicht: Er übernahm die Leitung des Ressorts Spitzenschiedsrichter beim SFV. In einem Interview von 2019, zur Zeit der Einführung des Video-Assistenten (VAR) in der Super League, fasste er seine Aufgabe mit einem Satz zusammen, der rückblickend auch seine ganze Karriere gut beschreibt: „Unser Interesse als Schiedsrichter ist es, am Ende den richtigen Entscheid zu fällen. Der richtige Entscheid ist für mich als Unparteiischen das Wichtigste und steht über allem anderen.“[4]

Die Schweiz kehrt zur WM zurück

Im April 2026 gab der SFV etwas bekannt, das seit sechzehn Jahren nicht mehr vorgekommen war: Schweizer Schiedsrichter würden wieder an einer Fussballweltmeisterschaft pfeifen. Sandro Schärer, Assistent Stéphane de Almeida und Video-Schiedsrichter Fedayi San wurden für die WM 2026 in den USA, Mexiko und Kanada nominiert — die erste Schweizer Präsenz seit Massimo Busacca im Jahr 2010. Der Präsident der Schiedsrichterkommission des SFV, Sascha Kever, dankte namentlich dem „Chef Spitzenschiedsrichter Dani Wermelinger“ für die Arbeit hinter diesem Erfolg[5].

Ich fragte Dani, ob er selbst in irgendeiner Form offiziell am Turnier teilnehmen würde. Die Antwort war klar: „Nein – ich bin nicht vor Ort. Vor Ort sind der Schweizer Schiedsrichter Sandro Schärer, sein Assistent Stéphane de Almeida und der VAR Fedayi San. Ich bin in der Schweiz zuständig für die Spitzenschiedsrichter. Das Turnier wird aber von der FIFA organisiert. Dort gibt es andere Zuständigkeiten.“ Eine Antwort, die viel über seine Rolle aussagt: nicht das Scheinwerferlicht des Stadions, sondern die Struktur, in der diejenigen ausgebildet werden, die es betreten.

Dani Wermelinger, Chef der Spitzenschiedsrichter des Schweizerischen Fussballverbands
Dani Wermelinger, aufgenommen anlässlich des Schweizer Cupfinals.

Ein Brief nach Duas Barras

Zuletzt bat ich Dani um ein Wort an die Wermelinger in Brasilien — einen Gegenstand, ein Foto oder eine Erinnerung, die er in diesem Archiv festgehalten wissen wollte. Die Antwort fiel länger und persönlicher aus, als ich erwartet hatte:

„Liebe Wermelingers auf der ganzen Welt – ich hoffe ihr seid genauso stolz wie ich diesen Namen zu tragen. Zwar wird man mit dem ‘W’ als Nachnamen in der Schule immer zuletzt aufgerufen, aber trotzdem ist der Name etwas ganz Spezielles, etwas Grossartiges in der Schweiz. […] Ich habe diesen Namen 10 Jahre – als Spitzenschiedsrichter – in die Welt herausgetragen und musste ihn X-Mal buchstabieren 😉. Heute gehört er in der Schweiz zu einem Namen, den man kennt. […] Einen Namen, den man weitertragen muss.“

Willisau – derselbe Ursprung

Nach der Veröffentlichung dieses Porträts machte Simon Wermelinger aus Genf das Archiv auf eine Angabe aufmerksam, die im ursprünglichen Text fehlte: Dani Wermelinger ist Bürger von Willisau, wie er Simon auf Anfrage selbst bestätigte[6]. Willisau ist auch die Heimat von François Xavier Wermelinger, der 1819 nach Nova Friburgo aufbrach. Der Name ist dort – in den früher in Stadt und Land aufgeteilten Gemeinden Willisau-Stadt und Willisau-Land – seit vor 1800 alteingesessen[6].

Zum Bürgerrecht

Für Leserinnen und Leser in Brasilien sei erläutert: Das Gemeindebürgerrecht hängt nicht vom Geburts- oder Wohnort ab. Es wird traditionell innerhalb einer Bürgerfamilie über Generationen weitergegeben und am Heimatort registriert, kann aber auch durch Einbürgerung erworben werden. Eine Familie kann so während Jahrhunderten Bürger von Willisau bleiben, auch wenn ihre Mitglieder in St. Gallen, Aarau oder Genf leben. Das Bürgerrecht von Willisau weist also auf eine historische familiäre Verbindung zum Ort hin – nicht darauf, dass jemand dort geboren wurde oder gelebt hat.

Für Simon Wermelinger bedeutet dies, dass Dani derselben Willisauer Linie entstammt wie die Auswanderer nach Brasilien[6]. Was noch fehlt, ist der Nachweis, in welcher Generation sich die beiden Zweige verbinden: Die Forschung dieses Archivs hat den gemeinsamen Vorfahren und die Zivilstands- oder Pfarrbücher, die Danis Zweig mit jenem von François Xavier verknüpfen, noch nicht gefunden.

In Danis Satz liegt also etwas Stimmiges, wenn er von jemandem kommt, der seine Karriere damit verbracht hat, in Sekundenbruchteilen zu entscheiden, was auf einem Fussballfeld richtig ist. Dani Wermelinger war, soweit ich weiss, nie in Brasilien. Aber er trägt denselben Namen, verbunden mit demselben Herkunftsort, mit demselben Stolz – und das macht seine Geschichte, für ein Projekt, das genau diese Kontinuität bewahren soll, zu einem Teil derselben Wermelinger-Erinnerung, die den Atlantik überquert hat.

Dani Wermelinger says that at school, anyone whose surname begins with W is always called last. He told me so himself in a reply that arrived seven weeks after my first letter. The reply, when it came, was generous and complete: it answered each of my three questions and also included a photograph and a sentence that sums up, word for word, what this Archive has been trying to do for years — to record a name so that it may be carried forward.

In May, I wrote to Dani Wermelinger asking whether he would authorise a biographical page about him in this Archive. I knew, from Swiss press coverage, that he is currently head of elite refereeing at the Swiss Football Association (SFV/ASF) — a role that, in a World Cup year, would place a Wermelinger, however indirectly, at the heart of world football. He replied on 10 July: “No problem – go right ahead.”

From the whistle to the helm

Dani Wermelinger was born on 18 March 1971 in St. Gallen and today lives in Aarau, married to Sarah, father to Lionel[1]. As a referee, he made his debut in the top Swiss league on 21 March 2004, in the match between Grasshopper Club Zürich and FC Wil[2]. He officiated nearly one hundred Super League matches between 2004 and 2012, and served roughly thirty times as reserve referee or additional assistant referee in Champions League and Europa League fixtures. The high point of his career, he says himself, was refereeing the 2012 Swiss Cup final between Basel and Luzern — the same year he was nominated Referee of the Year[3].

After hanging up his whistle in November 2012, Wermelinger did not leave football: he took over leadership of the top-referees department at the SFV. In a 2019 interview, at the time VAR was introduced in the Super League, he summed up his role with a sentence that, in hindsight, also describes his whole career well: “Our interest, as referees, is ultimately to reach the right decision. The correct decision is, for me as an official, the most important thing, and stands above everything else.”[4]

Switzerland returns to the World Cup

In April 2026, the SFV announced something that had not happened in sixteen years: Swiss referees would once again officiate at a football World Cup. Sandro Schärer, assistant Stéphane de Almeida, and video assistant referee Fedayi San were named for the 2026 World Cup in the United States, Mexico, and Canada — the first Swiss presence since Massimo Busacca in 2010. The SFV's refereeing commission president, Sascha Kever, made a point of thanking “head of elite refereeing Dani Wermelinger” by name for the work behind that achievement[5].

I asked Dani whether he himself would officially take part in the tournament in some capacity. His answer was direct: “No – I won't be there. On the ground are Swiss referee Sandro Schärer, his assistant Stéphane de Almeida, and VAR Fedayi San. I'm responsible, in Switzerland, for the top referees. But the tournament is organised by FIFA — different responsibilities apply there.” It is an answer that says a great deal about the role he occupies: not the spotlight of the stadium, but the structure that trains those who step onto the pitch.

Dani Wermelinger, head of elite refereeing at the Swiss Football Association
Dani Wermelinger, photographed on the occasion of the Swiss Cup final.

A letter to Duas Barras

Finally, I asked Dani for a message to the Wermelingers of Brazil — some object, photograph, or memory he might want recorded in this Archive. His reply was longer and more personal than I had expected:

„Liebe Wermelingers auf der ganzen Welt – ich hoffe ihr seid genauso stolz wie ich diesen Namen zu tragen. Zwar wird man mit dem ‘W’ als Nachnamen in der Schule immer zuletzt aufgerufen, aber trotzdem ist der Name etwas ganz Spezielles, etwas Grossartiges in der Schweiz. […] Ich habe diesen Namen 10 Jahre – als Spitzenschiedsrichter – in die Welt herausgetragen und musste ihn X-Mal buchstabieren 😉. Heute gehört er in der Schweiz zu einem Namen, den man kennt. […] Einen Namen, den man weitertragen muss.“ “Dear Wermelingers around the world – I hope you're as proud as I am to carry this name. It's true that with a ‘W’ surname you're always called last at school, but the name is still something quite special, something remarkable in Switzerland. […] I carried this name out into the world for ten years as a top referee, and had to spell it out countless times 😉. Today it's a name people in Switzerland know. […] A name that must be carried forward.”

Willisau, the same origin

After this portrait was published, Simon Wermelinger of Geneva drew the Archive's attention to a detail the original text did not mention: Dani Wermelinger is a citizen (Bürger) of Willisau, as he himself told Simon[6]. Willisau is also the home of François Xavier Wermelinger, who left for Nova Friburgo in 1819. The surname has been established there — in what were formerly the separate communes of Willisau-Stadt and Willisau-Land — since before 1800[6].

What Bürgerrecht means

In Switzerland, communal citizenship (Bürgerrecht) does not depend on where a person was born or lives: it is traditionally passed down, generation after generation, within a citizen family and recorded in the commune of origin (Heimatort), although it can also be acquired through naturalisation. A family can remain citizens of Willisau for centuries, even if its members live in St. Gallen, Aarau or Geneva. Being a Bürger of Willisau therefore indicates a historical family connection with the place — not that a person was born or lived in the town.

For Simon Wermelinger, this means that Dani descends from the same Willisau line as the emigrants to Brazil[6]. What remains is to document in which generation the two branches connect: this Archive's research has not yet located the common ancestor or the civil and parish records linking Dani's branch to that of François Xavier.

There is something fitting, then, in Dani's sentence coming from someone who spent his career deciding, in split seconds, what is right on a football pitch. Dani Wermelinger has, as far as I know, never set foot in Brazil. But he carries the same name, tied to the same place of origin, with the same pride — and that, for a project that exists precisely to preserve that continuity, makes his story part of the same Wermelinger memory that crossed the Atlantic.

Linha do tempo Zeitachse Timeline

  • antes de 1800 vor 1800 before 1800 o sobrenome Wermelinger já está estabelecido em Willisau (Stadt e Land). der Name Wermelinger ist in Willisau (Stadt und Land) bereits alteingesessen. the Wermelinger surname is already established in Willisau (Stadt and Land).
  • 1819 François Xavier Wermelinger, de Willisau, parte para Nova Friburgo. François Xavier Wermelinger aus Willisau bricht nach Nova Friburgo auf. François Xavier Wermelinger of Willisau leaves for Nova Friburgo.
  • 18.03.1971 nascimento de Dani Wermelinger, em St. Gallen. Geburt von Dani Wermelinger in St. Gallen. birth of Dani Wermelinger in St. Gallen.
  • 21.03.2004 estreia na Super League: Grasshopper x Wil. Super-League-Debüt: Grasshopper – Wil. Super League debut: Grasshopper v Wil.
  • 2012 final da Copa Suíça (Basel x Luzern); indicado Árbitro do Ano; último jogo apitado, 18.11.2012. Schweizer Cupfinal (Basel – Luzern); Nominierung zum Schiedsrichter des Jahres; letztes geleitetes Spiel, 18.11.2012. Swiss Cup final (Basel v Luzern); nominated Referee of the Year; last match officiated, 18.11.2012.
  • 2019 já à frente do Ressort Spitzenschiedsrichter (SFV); entrevista sobre a chegada do VAR. bereits Leiter des Ressorts Spitzenschiedsrichter (SFV); Interview zur Einführung des VAR. already heading the top-referees department (SFV); interview on the arrival of VAR.
  • 04.2026 SFV anuncia Schärer, De Almeida e San para a Copa do Mundo — primeira presença suíça desde 2010. SFV nominiert Schärer, De Almeida und San für die WM – erste Schweizer Präsenz seit 2010. SFV announces Schärer, De Almeida and San for the World Cup — first Swiss presence since 2010.
  • 21.05.2026 Tiago Torres Wermelinger escreve a Dani Wermelinger. Tiago Torres Wermelinger schreibt an Dani Wermelinger. Tiago Torres Wermelinger writes to Dani Wermelinger.
  • 10.07.2026 Dani responde: autoriza a página, responde às três perguntas, envia foto e mensagem aos Wermelinger do Brasil. Dani antwortet: genehmigt die Seite, beantwortet die drei Fragen, sendet Foto und Botschaft an die Wermelinger in Brasilien. Dani replies: authorises the page, answers the three questions, sends a photo and a message to the Wermelingers of Brazil.
  • 14.09.2026 Dani Wermelinger revisa o retrato, solicita três supressões pontuais e autoriza a publicação do restante. Dani Wermelinger prüft das Porträt, bittet um drei punktuelle Streichungen und gibt den übrigen Text zur Veröffentlichung frei. Dani Wermelinger reviews the portrait, requests three specific deletions and approves the remainder for publication.
  • 25.09.2026 Simon Wermelinger (Genebra) informa que Dani é Bürger de Willisau; retrato atualizado. Simon Wermelinger (Genf) teilt mit, dass Dani Bürger von Willisau ist; Porträt aktualisiert. Simon Wermelinger (Geneva) reports that Dani is a Bürger of Willisau; portrait updated.

Notas e fontes Anmerkungen und Quellen Notes and sources

  1. Dados pessoais autodeclarados no site oficial de Dani Wermelinger:Selbstdeklarierte persönliche Angaben auf der offiziellen Website von Dani Wermelinger:Self-reported personal details on Dani Wermelinger's official website: “Dani Wermelinger wurde am 18. März 1971 in St. Gallen geboren und lebt heute in Aarau. Er ist verheiratet mit Sarah, gemeinsam haben sie einen Sohn Lionel.” daniwermelinger.ch/html/portrait.html.
  2. Idem, e confirmado na entrevista ao Jahresbericht 2018/19 da Swiss Football League:Ebenda; bestätigt in einem Interview im Jahresbericht 2018/19 der Swiss Football League:Ibid.; confirmed in the interview in the Swiss Football League's 2018/19 annual report: “Als Schiedsrichter leitete er am 21. März 2004 mit der Partie Grasshopper Club Zürich gegen den FC Wil sein erstes Spiel in der höchsten Liga der Schweiz.” report.sfl.ch, 2019.
  3. Site pessoal, op. cit.:Persönliche Website, a. a. O.:Personal website, op. cit.: “Als Höhepunkt seiner Karriere bezeichnet er die Leitung des Cupfinal 2012 zwischen dem FC Basel und dem FC Luzern sowie die Nomination zum Schiedsrichter des Jahres 2012.”
  4. Entrevista “Wir haben ein hohes Niveau”, conduzida em 18 de setembro de 2019, publicada no Jahresbericht 2018/19 da Swiss Football League (report.sfl.ch). Tradução do autor.Interview „Wir haben ein hohes Niveau“, geführt am 18. September 2019, erschienen im Jahresbericht 2018/19 der Swiss Football League (report.sfl.ch). Zitat im Originalwortlaut.Interview “Wir haben ein hohes Niveau”, conducted on 18 September 2019, published in the Swiss Football League's 2018/19 annual report (report.sfl.ch). Translation by the author.
  5. VINZENS, Nino. “Schweizer Schiedsrichter an der WM 2026 – erstmals seit 16 Jahren.” 20 Minuten, 9 de abril de 20269. April 20269 April 2026. 20min.ch.
  6. WERMELINGER, Simon. Correspondência eletrônica com Tiago Torres Wermelinger, Genebra, setembro de 2026. Informa que Dani Wermelinger lhe declarou, a pedido, ser cidadão (Bürger) de Willisau, e que o sobrenome Wermelinger está estabelecido em Willisau — outrora dividida nas comunas de Willisau-Stadt e Willisau-Land — desde antes de 1800. Considera que Dani, por isso, descende da mesma linhagem dos emigrantes para o Brasil.WERMELINGER, Simon. Elektronische Korrespondenz mit Tiago Torres Wermelinger, Genf, September 2026. Teilt mit, dass Dani Wermelinger ihm auf Anfrage bestätigte, Bürger von Willisau zu sein, und dass der Name Wermelinger in Willisau – früher in die Gemeinden Willisau-Stadt und Willisau-Land aufgeteilt – seit vor 1800 alteingesessen ist. Er folgert daraus, dass Dani derselben Linie entstammt wie die Auswanderer nach Brasilien.WERMELINGER, Simon. E-mail correspondence with Tiago Torres Wermelinger, Geneva, September 2026. Reports that Dani Wermelinger confirmed to him, on request, that he is a citizen (Bürger) of Willisau, and that the Wermelinger surname has been established in Willisau — formerly divided into the communes of Willisau-Stadt and Willisau-Land — since before 1800. He concludes that Dani therefore descends from the same line as the emigrants to Brazil.

Fontes primárias Primärquellen Primary sources

  • WERMELINGER, Dani. Correspondência eletrônica com Tiago Torres Wermelinger, 21 de maio, 10 de julho e 14 de setembro de 2026. Autoriza a página biográfica, responde às questões apresentadas, envia fotografia e mensagem aos Wermelinger do Brasil e, após revisão do texto final, solicita três supressões pontuais e autoriza a publicação do restante.WERMELINGER, Dani. Elektronische Korrespondenz mit Tiago Torres Wermelinger, 21. Mai, 10. Juli und 14. September 2026. Genehmigt die biografische Seite, beantwortet die gestellten Fragen, sendet eine Fotografie und eine Botschaft an die Wermelinger in Brasilien und gibt nach Durchsicht des endgültigen Textes — unter Angabe dreier punktueller Streichungen — den restlichen Text zur Veröffentlichung frei.WERMELINGER, Dani. E-mail correspondence with Tiago Torres Wermelinger, 21 May, 10 July and 14 September 2026. Authorises the biographical page, answers the questions raised, sends a photograph and a message to the Wermelingers of Brazil and, after reviewing the final text, requests three specific deletions and approves the remainder for publication.
  • WERMELINGER, Simon. Correspondência eletrônica com Tiago Torres Wermelinger, Genebra, setembro de 2026. Informa o Bürgerrecht de Dani Wermelinger em Willisau e a presença antiga do sobrenome na localidade; inclui uma descrição do direito de cidadania comunal suíço.WERMELINGER, Simon. Elektronische Korrespondenz mit Tiago Torres Wermelinger, Genf, September 2026. Nennt das Willisauer Bürgerrecht von Dani Wermelinger und die alteingesessene Präsenz des Namens am Ort; enthält eine Beschreibung des Schweizer Gemeindebürgerrechts.WERMELINGER, Simon. E-mail correspondence with Tiago Torres Wermelinger, Geneva, September 2026. Reports Dani Wermelinger's Willisau Bürgerrecht and the long-standing presence of the surname there; includes a description of Swiss communal citizenship.

Fontes secundárias Sekundärquellen Secondary sources

  • Portrait — Dani Wermelinger. daniwermelinger.ch, [s.d.][o. J.][n.d.].
  • “Interview Dani Wermelinger: ‘Wir haben ein hohes Niveau’.” Jahresbericht 2018/19, Swiss Football League, 2019.
  • VINZENS, Nino. “Schweizer Schiedsrichter an der WM 2026 – erstmals seit 16 Jahren.” 20 Minuten, 9 de abril de 20269. April 20269 April 2026.

Fontes descartadas por divergência Wegen Abweichung verworfene Quellen Sources discarded due to discrepancy

  • Daniel Wermelinger. Wikipédia em inglês. Registra naturalidade (Aarau) e data de estreia (22.07.2006) diferentes das autodeclaradas pelo próprio Dani Wermelinger em seu site e em entrevista à SFL. Não utilizada neste texto.Englischsprachige Wikipedia. Nennt einen Geburtsort (Aarau) und ein Debütdatum (22.07.2006), die von den Selbstangaben Dani Wermelingers auf seiner Website und im SFL-Interview abweichen. In diesem Text nicht verwendet.English-language Wikipedia. Records a birthplace (Aarau) and a debut date (22.07.2006) that differ from Dani Wermelinger's own statements on his website and in the SFL interview. Not used in this text. divergência não resolvidaungeklärte Abweichungunresolved discrepancy
Tiago Torres Wermelinger
Duas Barras, Rio de Janeiro · 14 de setembro de 2026 · atualizado em 25 de setembro de 2026
Retrato avulso · Contemporâneos Wermelinger
Arquivo Wermelinger — onde a história é verificada, não repetida
Duas Barras, Rio de Janeiro · 14. September 2026 · aktualisiert am 25. September 2026
Einzelporträt · Zeitgenössische Wermelinger
Wermelinger-Archiv — wo Geschichte geprüft wird, nicht wiederholt
Duas Barras, Rio de Janeiro · 14 September 2026 · updated 25 September 2026
Standalone portrait · Contemporary Wermelingers
Wermelinger Archive — where history is verified, not repeated

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terça-feira, 11 de agosto de 2026

In memoriam: Clélio Erthal

In memoriam · Cantagalo · Itaocara In memoriam · Cantagalo · Itaocara In memoriam · Cantagalo · Itaocara

Republicação, agora como homenagem, do perfil escrito em 20 de agosto de 2022 Wiederveröffentlichung des Porträts vom 20. August 2022, nun als Ehrung Republication, now as a tribute, of the profile written on 20 August 2022

“… Itaocara, no vale do rio Paraíba, antiga Aldeia da Pedra, onde o patriarca Xaver Wermelinger faleceu octogenário.” „… Itaocara, im Tal des Rio Paraíba, der alten Aldeia da Pedra, wo der Patriarch Xaver Wermelinger als Achtzigjähriger starb.“ “… Itaocara, in the valley of the Rio Paraíba, the former Aldeia da Pedra, where the patriarch Xaver Wermelinger died in his eighties.” Do perfil de 20 de agosto de 2022, sobre a cidade onde Clélio Erthal começou a vida pública Aus dem Porträt vom 20. August 2022, über die Stadt, in der Clélio Erthal sein öffentliches Wirken begann From the profile of 20 August 2022, on the town where Clélio Erthal began his public life

Nota sobre este texto Anmerkung zu diesem Text Note on this text

O que se lê a seguir não é uma crônica de pesquisa, e sim um registro de memória familiar, escrito em 20 de agosto de 2022 e publicado no Conexão Duas Barras e em páginas das Famílias Coirmãs. O próprio autor o republica agora, com pequenos ajustes editoriais de apresentação, como homenagem. O Arquivo não acrescentou datas, anos entre parênteses nem apuração documental que o texto original não trouxesse: onde a fonte cala, esta página também cala. O quadro de vínculos familiares ao final apenas reorganiza, para o leitor estrangeiro, o parentesco que o próprio texto já declara. Was folgt, ist keine Forschungschronik, sondern eine familiäre Erinnerungsnotiz, geschrieben am 20. August 2022 und veröffentlicht in Conexão Duas Barras sowie auf den Seiten der Schwesterfamilien (Famílias Coirmãs). Der Autor selbst gibt sie nun, mit kleinen redaktionellen Anpassungen der Darstellung, als Ehrung erneut wieder. Das Archiv hat weder Daten noch Lebensjahre noch dokumentarische Belege hinzugefügt, die der ursprüngliche Text nicht enthielt: wo die Quelle schweigt, schweigt auch diese Seite. Die Übersicht der familiären Verbindungen am Schluss ordnet lediglich, für ausländische Leser, die Verwandtschaft, die der Text selbst bereits nennt. What follows is not a research chronicle but a note of family memory, written on 20 August 2022 and published in Conexão Duas Barras and on the pages of the sister families (Famílias Coirmãs). The author himself republishes it here, with small editorial adjustments of presentation, as a tribute. The Archive has added no dates, no life spans and no documentary findings that the original text did not carry: where the source is silent, this page is silent too. The summary of family ties at the end merely rearranges, for the foreign reader, the kinship the text itself already states.

Com pesar, recebemos a notícia do falecimento de Clélio Erthal, magistrado, jurista, historiador e destacado membro de uma família profundamente ligada à história da antiga Cantagallo e de toda a nossa região.

Retrato de Clélio Erthal
Clélio Erthal — magistrado, jurista e historiador de Cantagalo.

Em sua homenagem, rememoro e reproduzo, com pequenos ajustes editoriais, o texto que publiquei em 20 de agosto de 2022 no Conexão Duas Barras e em páginas das Famílias Coirmãs.

Escrito quando Clélio ainda estava entre nós, o registro procurava situá-lo não apenas por sua brilhante trajetória pública e intelectual, mas também pelos vínculos familiares que o uniam a Cantagalo, Nova Friburgo, Bom Jardim, Duas Barras, Sumidouro e Itaocara.

Hoje, sua republicação adquire naturalmente outro significado: o de homenagem e memória.

Clélio Erthal

Nascido em Cantagallo. Filho de Maria Wermelinger Erthal e Eugênio Erthal Sobrinho.

Nos ambientes das famílias Wermelinger Erthal, lembro-me bem de minha avó Francisca (Erthal) Wermelinger referir-se aos pais de Clélio como Lilica e Geninho. Dona Lilica era irmã de Dona Cassita.

Residiam também em Duas Barras os irmãos Manoel Godofredo e Edith, a irmã mais nova.

Em Sumidouro estabeleceram-se os irmãos Ernesto, Oscar, Antônio e as irmãs Ercília e Margarida.

Maria (Erthal) Wermelinger Erthal era filha de Antônio Wermelinger e Georgina Erthal Wermelinger.

Minha avó, minha mãe e suas irmãs os chamavam tio Nico e tia Zina.

Realizo estes registros familiares apenas para estabelecer os vínculos com a nossa região e o seu povo, especialmente Nova Friburgo, Bom Jardim, Duas Barras, Sumidouro, os quais se estendem até Itaocara, terras da antiga Cantagallo.

A trajetória pública

Clélio Erthal iniciou a sua carreira pública como vereador e também exerceu o cargo de vice-prefeito do Município de Itaocara, no vale do rio Paraíba, antiga Aldeia da Pedra, onde o patriarca Xaver Wermelinger faleceu octogenário.

O Dr. Clélio ingressou na magistratura como Juiz Federal e terminou a sua brilhante carreira como Desembargador.

Publicou inúmeros trabalhos jurídicos que aqui não serão mencionados.

O historiador

Como historiador, que é o foco da nossa abordagem, publicou vários livros sobre a história e a evolução dos municípios da região, a saber:

Obras de história regional

  • Cantagalo – Da miragem do ouro ao esplendor do café
  • Cantagalo – Do surto da pecuária à industrialização do calcáreo
  • Bom Jardim – Breves Notas sobre a Evolução do Município, à luz da História Regional
  • A saga de uma família rural fluminense – Subsídios para a História da Família Erthal
  • Retalhos da História Cantagalense

Clélio Erthal, por toda a sua brilhante carreira, aqui sintetizada, é reconhecido e festejado como um ilustre cidadão cantagalense e marcante presença em toda a nossa região.

Fonte: Legado Suíço / Alberto Lima Abib Wermelinger Monnerat

Mit Trauer haben wir die Nachricht vom Tod Clélio Erthals erhalten — Richter, Jurist, Historiker und herausragendes Mitglied einer Familie, die tief mit der Geschichte des alten Cantagallo und unserer ganzen Region verbunden ist.

Porträt von Clélio Erthal
Clélio Erthal — Richter, Jurist und Historiker aus Cantagalo.

Ihm zu Ehren erinnere ich an jenen Text und gebe ihn hier, mit kleinen redaktionellen Anpassungen, erneut wieder: veröffentlicht am 20. August 2022 in Conexão Duas Barras und auf den Seiten der Schwesterfamilien.

Geschrieben, als Clélio noch unter uns war, sollte die Aufzeichnung nicht nur seine glänzende öffentliche und geistige Laufbahn festhalten, sondern auch die familiären Bande, die ihn mit Cantagalo, Nova Friburgo, Bom Jardim, Duas Barras, Sumidouro und Itaocara verbanden.

Heute erhält die Wiederveröffentlichung naturgemäss einen anderen Sinn: den der Ehrung und des Gedenkens.

Clélio Erthal

Geboren in Cantagallo. Sohn von Maria Wermelinger Erthal und Eugênio Erthal Sobrinho.

Im Umfeld der Familien Wermelinger Erthal erinnere ich mich gut daran, wie meine Grossmutter Francisca (Erthal) Wermelinger Clélios Eltern Lilica und Geninho nannte. Dona Lilica war eine Schwester von Dona Cassita.

In Duas Barras lebten ebenfalls die Geschwister Manoel Godofredo und Edith, die jüngste Schwester.

In Sumidouro liessen sich die Brüder Ernesto, Oscar und Antônio sowie die Schwestern Ercília und Margarida nieder.

Maria (Erthal) Wermelinger Erthal war eine Tochter von Antônio Wermelinger und Georgina Erthal Wermelinger.

Meine Grossmutter, meine Mutter und deren Schwestern nannten sie Onkel Nico und Tante Zina.

Ich halte diese familiären Angaben allein deshalb fest, um die Verbindungen zu unserer Region und ihren Menschen sichtbar zu machen — besonders zu Nova Friburgo, Bom Jardim, Duas Barras und Sumidouro —, Verbindungen, die sich bis nach Itaocara erstrecken, in die Ländereien des alten Cantagallo.

Der öffentliche Werdegang

Clélio Erthal begann seine öffentliche Laufbahn als Mitglied des Gemeindeparlaments (vereador) und war auch Vizegemeindepräsident (vice-prefeito) der Gemeinde Itaocara, im Tal des Rio Paraíba, der alten Aldeia da Pedra, wo der Patriarch Xaver Wermelinger als Achtzigjähriger starb.

Dr. Clélio trat als Juiz Federal in die Richterschaft ein und beendete seine glänzende Laufbahn als Desembargador.

Er veröffentlichte zahlreiche juristische Arbeiten, die hier nicht aufgeführt werden.

Zwei brasilianische Amtsbezeichnungen

Juiz Federal bezeichnet einen Richter der brasilianischen Bundesjustiz in erster Instanz. Desembargador bezeichnet einen Richter der zweiten Instanz, an einem Berufungsgericht. Der Text von 2022 nennt das Gericht nicht namentlich; diese Seite trägt es deshalb auch nicht nach.

Der Historiker

Als Historiker — und darauf richtet sich unser Blick — veröffentlichte er mehrere Bücher über die Geschichte und die Entwicklung der Gemeinden der Region, nämlich:

Regionalgeschichtliche Werke

  • Cantagalo – Da miragem do ouro ao esplendor do café „Cantagalo – Vom Trugbild des Goldes zum Glanz des Kaffees“
  • Cantagalo – Do surto da pecuária à industrialização do calcáreo „Cantagalo – Vom Aufschwung der Viehzucht zur Industrialisierung des Kalksteins“
  • Bom Jardim – Breves Notas sobre a Evolução do Município, à luz da História Regional „Bom Jardim – Kurze Anmerkungen zur Entwicklung der Gemeinde im Licht der Regionalgeschichte“
  • A saga de uma família rural fluminense – Subsídios para a História da Família Erthal „Die Saga einer ländlichen Familie aus dem Staat Rio de Janeiro – Beiträge zur Geschichte der Familie Erthal“
  • Retalhos da História Cantagalense „Streiflichter aus der Geschichte Cantagalos“

Für seine ganze glänzende, hier nur knapp zusammengefasste Laufbahn wird Clélio Erthal als angesehener Bürger von Cantagalo und als markante Gestalt unserer ganzen Region anerkannt und gefeiert.

Quelle: Legado Suíço / Alberto Lima Abib Wermelinger Monnerat

With sorrow, we received the news of the death of Clélio Erthal — magistrate, jurist, historian, and a distinguished member of a family deeply bound to the history of the old Cantagallo and of our whole region.

Portrait of Clélio Erthal
Clélio Erthal — magistrate, jurist and historian of Cantagalo.

In his honour I return to that text and reproduce it here, with small editorial adjustments: it was published on 20 August 2022 in Conexão Duas Barras and on the pages of the sister families.

Written while Clélio was still among us, the piece sought to situate him not only by his brilliant public and intellectual career, but also by the family ties that bound him to Cantagalo, Nova Friburgo, Bom Jardim, Duas Barras, Sumidouro and Itaocara.

Today its republication naturally takes on another meaning: that of tribute and remembrance.

Clélio Erthal

Born in Cantagallo. Son of Maria Wermelinger Erthal and Eugênio Erthal Sobrinho.

In the circles of the Wermelinger Erthal families, I remember well how my grandmother Francisca (Erthal) Wermelinger referred to Clélio's parents as Lilica and Geninho. Dona Lilica was a sister of Dona Cassita.

Also living in Duas Barras were the siblings Manoel Godofredo and Edith, the youngest sister.

In Sumidouro settled the brothers Ernesto, Oscar and Antônio, and the sisters Ercília and Margarida.

Maria (Erthal) Wermelinger Erthal was a daughter of Antônio Wermelinger and Georgina Erthal Wermelinger.

My grandmother, my mother and her sisters called them uncle Nico and aunt Zina.

I set down these family records only to establish the links with our region and its people — especially Nova Friburgo, Bom Jardim, Duas Barras and Sumidouro — links that reach as far as Itaocara, lands of the old Cantagallo.

The public career

Clélio Erthal began his public career as a town councillor (vereador) and also served as deputy mayor (vice-prefeito) of the municipality of Itaocara, in the valley of the Rio Paraíba, the former Aldeia da Pedra, where the patriarch Xaver Wermelinger died in his eighties.

Dr Clélio entered the judiciary as a Juiz Federal and ended his brilliant career as Desembargador.

He published numerous legal works, which will not be listed here.

Two Brazilian judicial titles

Juiz Federal is a judge of the Brazilian federal judiciary at first instance. Desembargador is a judge of the second instance, sitting on an appellate court. The 2022 text does not name the court, and this page does not supply one.

The historian

As a historian — and this is the focus of our account — he published several books on the history and the development of the municipalities of the region, namely:

Works on regional history

  • Cantagalo – Da miragem do ouro ao esplendor do café “Cantagalo – From the mirage of gold to the splendour of coffee”
  • Cantagalo – Do surto da pecuária à industrialização do calcáreo “Cantagalo – From the cattle boom to the industrialisation of limestone”
  • Bom Jardim – Breves Notas sobre a Evolução do Município, à luz da História Regional “Bom Jardim – Brief notes on the development of the municipality, in the light of regional history”
  • A saga de uma família rural fluminense – Subsídios para a História da Família Erthal “The saga of a rural family of Rio de Janeiro state – Contributions to the history of the Erthal family”
  • Retalhos da História Cantagalense “Fragments of Cantagalo's history”

For the whole of his brilliant career, summarised here, Clélio Erthal is recognised and celebrated as an illustrious citizen of Cantagalo and a prominent figure throughout our region.

Source: Legado Suíço / Alberto Lima Abib Wermelinger Monnerat

Vínculos familiares Familiäre Verbindungen Family ties

Resumo do parentesco declarado no próprio texto; nenhuma informação nova foi acrescentada. Os irmãos listados abaixo são irmãos de Dona Lilica — portanto tios maternos de Clélio —, e não irmãos dele. Zusammenfassung der im Text selbst genannten Verwandtschaft; es wurden keine neuen Angaben hinzugefügt. Die unten aufgeführten Geschwister sind Geschwister von Dona Lilica — also Onkel und Tanten mütterlicherseits von Clélio — und nicht seine eigenen. A summary of the kinship stated in the text itself; no new information has been added. The siblings listed below are Dona Lilica's — that is, Clélio's maternal uncles and aunts — not his own.

  • Clélio Erthal Clélio Erthal Clélio Erthal nascido em Cantagallo. geboren in Cantagallo. born in Cantagallo.
  • Pais Eltern Parents Maria Wermelinger Erthal (“Dona Lilica”) & Eugênio Erthal Sobrinho (“Geninho”).
  • Avós maternos Grosseltern mütterlicherseits Maternal grandparents Antônio Wermelinger (“tio Nico”) & Georgina Erthal Wermelinger (“tia Zina”).
  • Irmãos de Dona Lilica · Duas Barras Geschwister von Dona Lilica · Duas Barras Dona Lilica's siblings · Duas Barras Manoel Godofredo e Edith, a irmã mais nova. Manoel Godofredo und Edith, die jüngste Schwester. Manoel Godofredo and Edith, the youngest sister.
  • Irmãos de Dona Lilica · Sumidouro Geschwister von Dona Lilica · Sumidouro Dona Lilica's siblings · Sumidouro Ernesto, Oscar, Antônio, Ercília, Margarida.
  • Irmã de Dona Lilica Schwester von Dona Lilica Sister of Dona Lilica “Dona Cassita”.
  • Patriarca Patriarch Patriarch Xaver Wermelinger, falecido octogenário na antiga Aldeia da Pedra, hoje Itaocara. Xaver Wermelinger, als Achtzigjähriger gestorben in der alten Aldeia da Pedra, heute Itaocara. Xaver Wermelinger, who died in his eighties at the old Aldeia da Pedra, today Itaocara.
A versão em português é o texto do autor, reproduzida pelo Arquivo sem nenhuma alteração de conteúdo; os pequenos ajustes editoriais mencionados na abertura são do próprio autor. As versões em alemão e inglês são traduções do Arquivo Wermelinger, oferecidas aos leitores das famílias coirmãs na Suíça e no exterior; eventuais imprecisões de tradução são de responsabilidade do tradutor, não do autor. O Arquivo receberá com gratidão correções de datas e nomes vindas da família Erthal, e as consignará em nota explícita. Die portugiesische Fassung ist der Text des Autors und wird vom Archiv inhaltlich unverändert wiedergegeben; die eingangs erwähnten kleinen redaktionellen Anpassungen stammen vom Autor selbst. Die deutsche und die englische Fassung sind Übersetzungen des Wermelinger-Archivs für die Leser der Schwesterfamilien in der Schweiz und im Ausland; etwaige Übersetzungsungenauigkeiten gehen zu Lasten des Übersetzers, nicht des Autors. Das Archiv nimmt Berichtigungen von Daten und Namen aus der Familie Erthal dankbar entgegen und wird sie ausdrücklich vermerken. The Portuguese version is the author's text, reproduced by the Archive without any alteration of content; the small editorial adjustments mentioned at the opening are the author's own. The German and English versions are translations by the Wermelinger Archive, offered to readers of the sister families in Switzerland and abroad; any inaccuracies of translation are the translator's responsibility, not the author's. The Archive will gratefully receive corrections of dates and names from the Erthal family, and will record them in an explicit note.
Amilton Wermelinger Araujo
AWA/awa · Nova Friburgo – Duas Barras
Texto original: 20 de agosto de 2022
Republicado no Arquivo Wermelinger em 11 de agosto de 2026
Arquivo Wermelinger — onde a história é verificada, não repetida
AWA/awa · Nova Friburgo – Duas Barras
Ursprünglicher Text: 20. August 2022
Wiederveröffentlicht im Wermelinger-Archiv am 11. August 2026
Wermelinger-Archiv — wo Geschichte geprüft wird, nicht wiederholt
AWA/awa · Nova Friburgo – Duas Barras
Original text: 20 August 2022
Republished in the Wermelinger Archive on 11 August 2026
Wermelinger Archive — where history is verified, not repeated

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