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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Primeira Reforma da Igreja Matriz de Duas Barras -RJ -1912 Parte I

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Duas Barras

A IRMANDADE DE N. S. DA CONCEIÇÃO
A SEUS DIGNOS IRMÃOS E SRS. CONTRIBUINTES


Srs. Contribuintes,

A Comissão abaixo assignada, nomeada pela Meza Administrativa da Irmandade de N. S. da Conceição d'esta Villa para promover os concertos de que necessitava a Igreja Matriz, empregando para esse fim os recursos de que dispunha a mesma Irmandade, e mais o que pudesse adquirir em appello ao povo, vem perante vós e a Irmandade — de que recebeu a honrosa, se bem que difficil, tarefa — dar conta dos resultados de seus trabalhos, no desempenho de sua missão.

Como se vê da receita adiante circumstanciada, obtiveram-se de donativos 9.428$700, inclusive o producto de um leilão de prendas.

As obras, entretanto, elevaram a despeza à somma de 11.821$300, o que dá um deficit de 2.392$600, que foi pago pelos cofres da Irmandade, de accordo com a autorização previamente dada a esta Commissão.

Taes obras comprehendem: demolição das restantes paredes de madeira em todo o pavimento inferior da Igreja, e construção de novas com tijolo de 0,m35 de grossura, e ainda uma parede no pavimento superior da torre do Sul; substituição de todos os baldrames de madeira por pedra; corte de todos os esteios, com calçamentos de pedra desde suas bazes; renovação das pilastras; arrancamento de todo o assoalho até o arco do Cruzeiro; substituição do mesmo assoalho por ladrilho de mosaico e marmore, incluindo o baptisterio, e na torre do Norte, por concreto de cimento e pedra; calçamento de todas as columnas interiores da Igreja, e reparação das que estavam apodrecidas; reforma do ladrilho de marmore da entrada e nos degráos de cantaria da frente; pintura a oleo e cal em todo o exterior e grande parte do interior do edificio; collocação de mezaninos nas paredes que circundam o subterraneo; construção de cinco pilares de pedra e tijolo no mesmo subterraneo, para fortalecimento das grossas madeiras que são a baze da edificação primitiva; abertura de uma porta na torre Norte, afim de estabelecer por ella a passagem dos sineiros; retalhamento geral; retoques em muitos pontos do edificio e no muro que forma o adro; reformas de ferragens e fechaduras.

É cheia de desvanecimento que a Commissão confessa haver encontrado, no bom povo d'esta freguezia, e até no das circumvisinhas, o mais franco e benevolo acolhimento, cumprindo o gratíssimo dever de deixar aqui consignado seu indelevel reconhecimento.

No período final de sua missão, teve a Commissão que enfrentar com difficuldades não previstas para obter a Benção da Igreja.

Mercê de Deus, e da justiça dos Illustres e Dignissimos Senhores Bispo Diocesano e Consultor do Bispado, Monsenhor José Silvestre Alves de Miranda, taes difficuldades foram superadas, e hoje o nosso decente Templo se vê entregue ao Santo mistér.

Nem individual, nem collectivamente, foram esta Commissão e a digna Irmandade attingidas pela fina e mansa censura — não dizendo injuria, porque seria honrar muito — do creador de taes embaraços: elle, em sã consciencia, reconhecerá que não póde pretender bitolar a pureza de sua vida com as dos alvejados.

Duas Barras, 11 de Agosto de 1912.

A Comissão
Henrique Wermelinger
José Wermelinger Sobrinho
Domingos José de Souza


RECEITA

José Antônio Wermelinger — 250$000
Henrique Wermelinger — 250$000
Estevão de Oliveira Lack — 250$000
Conrado Wermelinger — 250$000
José Wermelinger Sobrinho — 250$000
Antonio Wermelinger — 250$000
Domingos José de Souza — 250$000
Vigario José Antonio de Jesus Maria — 250$000 (*)
Manoel Wermelinger — 250$000
Lourenço Wermelinger — 250$000
Leopoldino Fernandes Barrozo — 250$000
Manoel Pinheiro Pires — 250$000
Jeronymo José da Silva Guimarães — 250$000
Antonio Monnerat — 250$000
Regino Monnerat — 250$000
José Constancio Monnerat — 250$000
Maria Lutterbach Mancada — 250$000
Dr. Constancio Monnerat — 250$000
Manoel Gonçalves Pinheiro — 250$000
Regina Monnerat — 250$000
Paulino Monnerat — 250$000
Carlos Pinheiro Pires — 250$000
José Homem — 250$000
Lutterbach, Irmão & Cunhado — 250$000
Jovino Monnerat & Irmão — 250$000
Sebastião Monnerat Lutterbach — 250$000
José Nascentes de Carvalho — 250$000
Lack & Berçot — 100$000
José Monnerat Junior — 100$000
Filhos de Francisco Wermelinger — 100$000
José Araujo de Barros — 100$000
Carolina Ribeiro de Moura — 100$000
Francisco Luiz Ribeiro — 100$000
Barão e Baroneza d'Aquino — 100$000
Manoel Ricardo Cabral — 100$000
Maria Roza d'Azevedo & Filhos — 50$000

A transportar: 7:700$000

(*) Este contribuinte pagou a contra-gosto.

Transporte: 7:700$000

Servulo José Vellozo — 50$000
João Erthal Junior — 50$000
José Augusto de Souza Passos — 50$000
Custodio Julio — 50$000
Miguel Fernandes de Carvalho — 20$000
David Martins dos Santos — 20$000
Licino Vieira de Souza — 20$000
Clarindo Monnerat — 20$000
José Ferreira de Souza — 20$000
Domingos da Silva Tavares — 20$000
Francisco Pereira Xavier — 20$000
Horacio José Erthal — 20$000
Aristides Monnerat — 20$000
Nagite Chaibau — 20$000
Julio Villa Martinez — 20$000
J. Falcão — 20$000
Paulino José Vellozo — 20$000
Giusa Ivan — 20$000
Francisco José Fontoura — 20$000
Orlando Pagunzzi — 20$000
Antonio Antunes Marinho — 20$000
Pires & Santos — 20$000
Francisco Fernandes — 20$000
Julião Fernandes de Carvalho — 20$000
Francisco Gonçalves Guimarães — 20$000
Julio José Erthal — 20$000
Ernesto Monnerat — 20$000
Joaquim Simões de Magalhães Baptista — 20$000
João Vieira de Souza — 20$000
Sophia Coelho Erthal — 20$000
Noberto Wermelinger — 20$000
Miguel José Romão — 10$000
Manoel José Teixeira — 10$000
Fernando Marinho Falcão — 10$000
Manoel Galindo — 10$000
Cezario José d'Almeida — 10$000
Alcides Wermelinger — 10$000
Alberto Carmo — 10$000
João Vieira de Mattos — 10$000

Transporte: 8:560$000

Euclydes Carmo & Irmão — 10$000
Rodrigo Soares de Pinho — 10$000
Sebastião José Romão — 10$000
Francisco de Souza Delgado — 10$000
Felismino Vieira de Mattos — 10$000
Joaquim Gonçalves Corguinha — 10$000
Alvaro Erthal — 10$000
Sebastião Wermelinger — 10$000
Lino Honorio d'Araujo Pinto — 10$000
Milezio da Rocha — 10$000
Joaquim Vieira de Mattos — 10$000
João Dias d'Almeida — 10$000
Manoel José Caetano — 10$000
Pedro Pagunzzi — 10$000
Paulo da Silva Marques — 10$000
Sebastião José de Carvalho — 10$000
Manoel da Costa — 10$000
Cezario Antonio Pires — 10$000
Antonio Moledo Veiga — 10$000
Antonio José Maria Monnerat — 10$000
Manoel Antonio de Mattos Filho — 10$000
José Pereira de Mello Junior — 10$000
Luiza Roza da Silva — 10$000
Manoel Gonçalves Corrêa Junior — 10$000
Sebastião de Macedo — 10$000
Antonio José de Moura — 10$000
Manoel Maximiano Pinto — 10$000
Juvenal Werneck — 10$000
Francisco Monnerat de Lima — 10$000
Lucio Vieira de Souza — 10$000
José Eugenio d'Aquino Pinheiro — 10$000
Antonio Lourenço Thurler — 10$000
Eugenio d'Oliveira Mello — 10$000
Arlindo de Souza Werneck — 10$000
Claudino Gonçalves Correa — 10$000
Sebastião José d'Almeida — 10$000
João Vieira de Gouvea — 10$000
Nicolau Barra — 10$000
Candido Ferreira da Silva — 10$000
João Muniz — 10$000
Arthur Cell — 10$000

Transporte: 8:960$000

José Feliciano d'Araujo — 5$000
José Bruno — 5$000
José França — 5$000
Severiano Francisco de Paula — 4$000
Bemiro Caldas Silva — 3$000
José Andrade — 3$000
Manoel Graciano — 3$000
Virgolino — 3$000
Ernesto Rodrigues — 3$000
Francisco Honorato — 3$000
Manoel Francisco — 2$000
Manoel Euzebio — 2$000
Antenor — 2$000
Ernesto Amorim Lima — 2$000
Antonio Luiz d'Oliveira — 2$000
Francisco Vicente — 2$000
Alfredo Vidal — 2$000
Flauzino Baptista — 2$000
José Gregorio — 2$000
Manoel Pires — 2$000
Simão Celestino — 2$000
Manoel Cunha — 2$000
Manoel Persa — 2$000
Cornelio — 2$000
João Pinto — 2$000
Gabriel Clarimundo — 2$000
Rodolpho Gregorio — 2$000
Antonio Vicente — 2$000
Eliziario — 2$000
Pedro Lima — 2$000
Francisco Barboza — 2$000
Antonio Costa — 2$000
Paulo — 2$000
Affonso de Moura — 2$000
João José Teixeira — 2$000
Dionysio Celestino — 2$000
Antonio Eugenio — 2$000
Manoel de Oliveira Mello — 2$000
José Francisco da Silva — 2$000
Thiburcio Rodrigues d'Assumpção — 1$000

Transporte: 9:056$000

Francisco Lopes de Medeiros — 1$000
Maria Zeferina da Silva — 1$000
Cezario Martins dos Santos — 1$000
Fausto Braga — 1$000
Antonio Zeferino — 1$000
Eugenio da Silva Motta — 1$000
Manoel Rodrigues — 1$000
João Vieira — 1$000
Baldina Maria da Costa — 1$000
Ludgero de Oliveira — 1$000
Marianna da Conceição — 1$000
Euclydes Santos — 1$000
Francisco Eugenio Bonifacio — $500

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Impressões do padre Jesus e Maria sobre Duas Barras Parte IV

Tanto me amargura e mortifica a irmandade por suas irregularidades e abusos, quanto sobremodo me compraz, alegra, rejubila e exalta o meu coração de Parocho a grande devoção dos Sagrados Corações. Aquella foge do Parocho... Esta aproxima-se d'elle, vae religiosamente ao Santo Confessionario e participa angelicalmente da Divina Meza Eucharistica. Abençoada mil vezes e mais seja uma tal devoção!

Estes dias parecem santificados pela affluencia do povo, vindo de longe, attrahido pelo amor, devoção e piedade pratica patenteada pelos devotos ao seu Divino Objectivo de suas culminantes aspirações: os Sagrados Corações de Jesus e Maria Santissima. Que devoção admirável, quão prodigiosa, que chega a ser milagrosa! Bendita seja ella!

Auxiliei a Boa Imprensa Catholica com a quantia de 1.180$000 réis (addicionada a 8.720$000 réis, total 9.900$000 réis). Distribui gratuitamente, em propaganda catholica, em crucifixos: vinte grosas de Rosários (terços), dezoito grosas de medalhas, quatro grosas de Escapulários e Bentilhos, etc.; oitocentos Catecismos do Episcopado Brazileiro, e mais de mil emblemas-santinhas. Em prol e defeza da integridade da Santa Fé Catholica, distribui ainda gratuitamente dez mil e cem exemplares de livros e folhetos: contra a maçonaria, o protestantismo, o espiritismo, diversos erros, heresias, superstições, abusos, etc.; sobre o Sagrado Coração de Jesus e Immaculado Coração de Maria Santissima, São José, Santo Antonio, todos os Santos Portuguezes e outros muitos; a Boa Semente, com o Evangelho de cada domingo claramente commentado em linguagem ao alcance de todas as intelligencias; sobre doutrina, dogma, moral, bom uso da logica; Novena efficaz das Tres Ave-Marias (só d'estas, tres mil cópias); Triplice Devoção, Dogma do Evangelho, Pureza de Costumes, Thesouro do Christão, Aforemus, Manual do Coração de Jesus, Mensageiro, Anjo da Guarda, Imitação de Christo, Caminho Recto, Introducção à Vida Devota, Goffiné, Horas Marianas, Confissão Sacramental, Dogma do Purgatorio e do Inferno, Instrucção sobre a virgindade por Santo Affonso, e muitos outros sobre diversos pontos de fé, doutrina, devoção, piedade e pratica da vida christã, em parte expressamente editados para circular n'esta minha Parochia.

Tudo isto sem contar mais de quinhentas cartas e circulares minhas, exhortando e chamando o meu povo à pratica do Decalogo e à recepção frequente dos divinos Sacramentos do Coração de Jesus. Sei, com profundo pezar e grande dôr na alma, que ha irmãos e até mezarios d'esta irmandade que sarcasticamente escarnecem das pessoas que commungam! Auge, Cumulo e Supina Impiedade!!!

Estimo o que empreguei no que deixo acima dito em 3.100$000 réis (que, com 9.900$000 réis, faz o total de 13.000$000 réis).

Notarei que, sempre que se fala em irregularidades e abusos da malfadada irmandade, se deve exceptuar tudo quanto diz respeito à grande e muito catholica família Wermelinger, gente simples e sincera, e sobremodo obedientissima à Egreja. Abençoada gente!

Tenho n'esta freguezia — além de muita e muitíssima gente boa, que vive conforme as leis da Egreja, mas que sobremodo se elevam por seus feitos e apparecem como archote em noite escura, e com o dedo se podem apontar como dignos de imitação — dois apostolos dos Sagrados Corações de Jesus e Maria: Estevinho e Custodio, um no Corrego das Almas e o outro no Corrego de Santa Gloria (antiga Anta). Na idade e posses muito desiguaes, porém na fé e zelo, operosidade e boas obras, devoção e amor aos Sagrados Corações, muito semelhantes e parecidos: verdadeiros adoradores de Deus Nosso Senhor, defensores e propugnadores da Egreja e seus direitos. Não cabe aqui, n'um succinto relatorio, descrever os seus innumeraveis feitos sobre diversos assumptos, tão meritorios e edificantes, que dilatam e deleitam o meu coração de Parocho, alegram e comprazem a minha alma de Sacerdote do Altissimo. Deus Nosso Senhor, Autor da Vida e da Morte, os vivifique e proteja, conserve e prolongue tão inestimaveis existencias, sempre bemfazejas e propensas para o bem, lhes dê a perseverança final, e que depois d'elles: Pretiosa in conspectu Domini, mors sanctorum eius. A Morte do Santo é agradabilissima e deleitavel ao Santissimo Coração de Deus Nosso Senhor.

A família Wermelinger é a mais saliente e sollicita em tudo o que diz respeito à pratica de nosso adoravel Catholicismo, occupando e cabendo-lhe, com justiça, a primazia entre todas as demais famílias; e d'ella póde dizer-se que é qual pedra preciosa engastada na augusta fronte fulgurante d'esta Santa Egreja! Esta família, oriunda da Suissa, é já um grande nucleo de muitas; e, para exaltar em poucas palavras o brazão de seu caracter e catholicidade, digo que são: modelares esposos, exemplares paes, obedientissimos filhos, frequentadores assiduos da Egreja, amigos e amparos dos Parochos, afastados de tudo quanto é erro dissidente da Egreja, sempre em paz, harmonia e respeito; a pratica do Catholicismo é sempre o seu alvo; em sua vida publica e particular, inclusive em suas proprias casas, em tudo se nota a firmeza inabalavel na Santa Fé Catholica; sempre de mãos abertas para a Egreja, e benignamente caridosos para os padecentes e soffredores; não praticam o escandalo; de sua bocca sae só o bom exemplo; a sua vida e a de seus domesticos é conforme os sagrados canones.

Bem parece que, gerados no casto amor da piedade christã com o leite da solida devoção, embalados no aroma e fragrancia de acrisoladas virtudes, se desenvolvem na pratica do bem, vivem na observancia dos Mandamentos, e passam à Eternidade no santo temor e amor a Deus Nosso Senhor. Bem hajam elles perpetuamente, e o Altissimo accumule de bens perennes e bençãos infindas a sua prospera descendencia; e que em seculos futuros possam os Parochos, meus successores, do mesmo modo abençoá-los.

A todas as pessoas tão dadivosas e bemfazejas, e a outras imitadoras de tão louvaveis exemplos: os meus mais intimos e cordiaes applausos no Senhor, o penhor de meus sinceros agradecimentos nos Sagrados Corações de Jesus e Maria, as minhas Bençãos parochiaes profundamente desçam, qual orvalho bemdito e celestial, sobre todos que tão bondosa e religiosamente me auxiliam de qualquer modo, suavizando assim as agruras e mais asperezas proprias e annexas ao munus parochial, d'um sacerdote já declinado para os seus 70 outonnos. Por tudo, por todos, nos seja dito: louvado seja para sempre Deus Nosso Senhor Jesus Christo, Et gratia ejus in me vacua non fuit (1.ª Cor. XV: 10). Certavi… Fidem servavi (2.ª Tim. IV: 7).

Eis, pois, o meu Anno Parochial de 1911.

Oxalá e praza aos Céos que todos os olhares se convertam e voltem para o Altar, todas as aspirações para os Sagrados Corações de Jesus e Maria, todas as boas vontades para a Egreja de Deus, imagem do Céo e porta da Bemaventurança!

Laus Deo Virginique Matri.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Impressões do padre Jesus e Maria sobre Duas Barras Parte III

Disse-me mais este bom homem, cordialmente piedoso:

— Institui, para sempre e perpetualmente, por testamento, duas Missas para serem celebradas annualmente: uma à Sagrada Paixão de Nosso Senhor Jesus Christo, e outra às Sete Dores de Nossa Senhora, sendo a primeira na Sexta-feira da Paixão, e a segunda Sabbado da Paixão, antes do Domingo de Ramos; e esta minha instituição será cumprida fielmente por mim enquanto vivo for, e por meus herdeiros depois de minha morte. Dei, offertei, e fiz devoção à Santa — entenda-se à Fabrica — da minha situação Diamantino: para sempre toda a sua renda será para a Santa; eu mesmo continuarei a administrá-la por meio de membros de minha inteira confiança, não tendo a irmandade em tempo algum direito nem domínio de qualquer espécie sobre a dita situação.

Eu também, do mesmo modo, quanto já fiz e pude fazer, nunca irá para a posse nem domínio da irmandade, mas sim tudo para a Fabrica d'esta Egreja.

Que lauto almoço tão opíparo tive eu n'esse dia, abençoado mil vezes e mais! Que acção de Graças a Nosso Senhor depois da Santa Missa! Ó dia bendito, alegre e risonho, para mim serás in perpetuum o Dia Milagroso, ou Dia de Milagre, o dia 24 de Maio de 1911, mez de Flôres de Maria Santissima, dia de Nossa Senhora Auxiliadora.

Esta situação, a que o Sr. Estevinho se referiu, consta de dez alqueires de boas terras, em cafezaes, cannaviaes e matas, com tres boas casas de moradias, distantes apenas um kilometro d'esta Matriz, ao nascente; a estrada de Bom Jardim passa atravessando a situação, que é hoje conhecida já por Terras da Santa. Eu a estimo em sete contos de réis.

Consta-me que uma pessoa da família Wermelinger tenciona dar-me toda a cal; e uma outra pessoa, também Wermelinger, quer dar todo o fôrro. Diversas pessoas me offereceram dias de serviço, semanas, e até mezes.

De sua importância e maior ponderação é o seguinte: — tudo quanto me deram e offereceram foi espontaneamente. Aqui, só exclamando com o Propheta: "Bendito sejaes, ó meu Deus e Senhor, que tendes em vossas Mãos as chaves de todos os corações, e os abris e inclinaes para onde e como vos apraz!"

Os actos religiosos são bem frequentados e assistidos, com louvável religiosidade e recolhimento piedoso. Nos dias santificados, há grande affluencia de fiéis à Egreja, com piedoso respeito, havendo sempre frequência dos divinos Sacramentos, ouvindo atenciosamente as predicas até ao fim; e, ao terminar o acto religioso, vêm piedosamente beijar o santo crucifixo, que em minhas sagradas mãos lhe offereço, trazendo e depositando na salva, espontaneamente, suas generosas dadivas, oblações e offertas.

A devoção dos Sagrados Corações de Jesus e Maria — pupilla de meus olhos, aspiração de todos meus mais intimos almejos e cordeaes anhelos — deixa muito a desejar, é verdade, relativamente à sua canonica e regular organização, no fiel desempenho das suas obrigações de zeladas e zeladores; porém, ao meu ver, é clarividente um grande milagre dos Sagrados Corações: a pratica de tanta virtude, robusta fé, esperança firme e caridade ardente, tendo por consequencia a solida piedade, a devoção pratica, a dedicação, o sacrificio e abnegação, e sobremodo a frequente recepção dos divinos Sacramentos. Mil vezes e mais abençoada seja!

Ás primeiras Sextas-feiras bem póde chamar-se Flos Florum e Rosa Rosarum: a flôr mais aromatica e fragrante, e a rosa mais esbelta e mimosa, deliciosa e cheia de encantos, do Jardim d'esta Santa Egreja de Deus!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Fotos Encontro VII da Família Wermelinger 2009 1ª Parte

VII WERMELINGER-FEST

Encontro da Família Wermelinger
Pesqueiro Portal do Vale — Duas Barras, RJ
26 de julho de 2009


VII Wermelinger-Fest, Duas Barras 2009 — foto 1 VII Wermelinger-Fest, Duas Barras 2009 — foto 2 VII Wermelinger-Fest, Duas Barras 2009 — foto 3 VII Wermelinger-Fest, Duas Barras 2009 — foto 4 VII Wermelinger-Fest, Duas Barras 2009 — foto 5 (retrato) VII Wermelinger-Fest, Duas Barras 2009 — foto 6

terça-feira, 19 de maio de 2009

Willisauer Bote

Willisauer Bote – 20/11/1969

A FAMÍLIA WERMELINGER PRESENTE EM WILLISAU

Quando uma estirpe tão antiga, tradicional e largamente difundida como a dos Wermelinger se lembra de seus irmãos e irmãs genealógicos, esta é, sem dúvida, uma ocasião para uma reunião numerosa, na qual se encontram idosos e jovens de perto e de longe. Assim pôde o presidente da Organização da Reunião Wermelinger — Otto Wermelinger-Ambühl, de Lucerna — cumprimentar 300 pessoas no domingo próximo passado, no Salão Grande do Hotel Mohren. Ao seu lado estavam a Sra. Lehner, de Horw, e a Sra. Martha Wermelinger, do Moinho de Willisau.

O filho do presidente, Walter Wermelinger, da Swissair, conduziu a atração principal desta reunião: um filme de sua própria autoria, sobre o Rio de Janeiro e seu interior, o campo de ação dos membros da família Wermelinger que há cerca de 150 anos emigraram para lá. O objetivo desta reunião era: os Wermelinger do Brasil cumprimentam os componentes de sua estirpe na Suíça. Do grande número de quadros maravilhosamente bem coloridos, queremos destacar: a chegada do produtor do filme à casa do advogado Walter Wermelinger da Costa, no Rio; passeios nas redondezas do Rio; um carnaval em miniatura no Rio. Na segunda parte do filme, este nos levou aos vestígios da família Wermelinger, distantes 400 km, ao interior do Brasil, à cidade de Nova Friburgo, com 85.000 habitantes, e depois para Duas Barras e Sumidouro, nas quais ainda hoje reside o maior número dos Wermelinger do Brasil. Uma destas famílias mostrou com orgulho o "portrait" de seu ancestral Joseph Wermelinger, que há 150 anos chegou a esta terra e começou a colonizá-la. Um outro filme mostrou o casamento de uma jovem Wermelinger com um brasileiro, e queremos mencionar que a noiva já é portadora de traços da raça brasileira (descendente já da quinta geração que se assimilou lá). Foram mostrados ainda quadros interessantes de uma exposição rural. Por ocasião dessa exposição, Walter Wermelinger pôde se alojar na casa de parentes em Cantagalo. Uma especial impressão nos causaram as fazendas, que foram cultivadas com tenaz diligência e incansável paciência pelos Wermelinger.

O presidente passou uma lista de presença entre os participantes da reunião. Esta lista deverá ser enviada aos parentes do Brasil como saudação. Outrossim, ele dirigiu o pedido a todos os presentes que estes enviassem outros possíveis detalhes sobre a família ao Brasil.

No saguão do hotel, os atenciosos visitantes podiam ver postais do Brasil, recortes de jornais brasileiros e o escudo da família. Pôde ser constatado que os Wermelinger são cidadãos de Ebersecken, Egolzwil, Entlebuch, Gelfingen, Hergiswil b. W., Halse, Ruswil, Triengen e Willisau-Land. Desde o século XIV foram constatados ao norte de Wolhusen. Nos primórdios, o local onde residiam chamava-se Wermodingen, constatado em escrituras antigas, e comprovado por Brandstetter como derivado de "Warinbald". Um Hans Wermelinger, comendador em Ruswil, construiu em 1575 a capela em Buchholz. Em 1656, o magistrado e juiz de Lucerna presenteou o pedreiro Caspar Wermelinger com baixelas de prata, por sua participação briosa e corajosa nas guerras confederadas. Antes do final oficial da reunião, o engenheiro Anton Wermelinger, de Baden, agradeceu o trabalho idealista da organização, e externou a esperança de que os presentes pudessem se reunir outra vez em número tão elevado para uma reunião deste tipo. Finalizando, pôde ser constatado o firme propósito desta casta de continuar unida — e este desejo é, sem dúvida, uma missão grata aos organizadores desta reunião.

Lista de presença dos participantes:

Lista de presença, página 1 Lista de presença, página 2 Lista de presença, página 3

(Fonte: Walter Wermelinger)

Lieber Freund Walter in Uebersee.

Otto Wermelinger
St. Karlistr. 68
Luzern (Schweiz)

Luzern, den 9. Juni 1963

Lieber Freund Walter in Übersee,

Endlich will ich einmal Deine wertvolle Post beantworten, die mich jedesmal mit grossem Stolz erfüllt. Also vielen Dank für das hochinteressante Paket und den in einem Abstande erfolgten Brief. Die Verpackung am Paket sah sehr mitgenommen aus, die Schnur offen, das Papier zerrissen, aber es kam doch alles an, worüber wir uns riesig freuten. Die Kalender und das Buch über Land und Volk Brasiliens hatten uns alle riesig interessiert. Wohl ist die Qualität des Druckes und der Ausrüstung nicht mit der in der Schweiz ebenbürtig, aber wenn wir in so grossen Auflagen drucken müssten, würde dieselbe bestimmt nicht besser. Im Gegenteil: die heutige gehetzte Arbeitsweise in den Fabriken und Betrieben droht der guten alten berühmten Schweizerqualität arg zuzusetzen. Das Brot muss verhältnismässig sehr sauer verdient werden, denn der Konkurrenzkampf ist in der Schweiz und in ganz Europa sehr gross. Zudem kommt dazu das Japan. Aber eben Japan, wo der Lohn so klein ist und der Arbeiter so genügsam, das kann billig verkaufen. Zum Beispiel habe ich optische und Fotoartikel gesehen, die der in Schweiz fabrizierten fast in nichts in der Qualität nachstehen.

Nebst meinen Geschwistern kenne ich in Luzern sozusagen gar niemand, der mit mir auch weitstehend verwandt wäre. Und die, die ich von meinem Vater her gekannt habe, die in Willisau, Hergiswil gelebt haben, leben fast keine mehr. Aber immerhin: die Foto von Deinem Ur-Urgrossvater ist ein kleiner Hoffnungsstrahl. Aber es braucht sehr viel Zeit, und bis zu jenen Wermelinger-Orten sind ein bis zwei Stunden zu fahren. Immerhin will ich versuchen, in den Ferien eine Kontaktaufnahme zu machen; vielleicht kann der Gemeindepräsident oder der Pfarrer mir einen Hinweis geben, auf welche Bauernliegenschaft ich mich hinwenden könnte. Aber wie gesagt: nur ein grosser Zufall, wenn ich eine Spur finden könnte. Ich stelle mir vor, es müsste doch ein Gemälde von Hand gemalt sich finden lassen. Oder ist dieses Gemälde in Eurem Besitze, und habt Ihr diese Photo von diesem Bilde machen lassen?

Über die politische Struktur unseres Landes gibt die beiliegende Broschüre sehr einfach und leichtfasslich Auskunft. Vielleicht ist Dein Freund Harald so nett und tut es in kurzen Zügen übersetzen.

Mitte Juni gehe ich mit meiner Familie nach Italien; es ist dann für mich und meine Frau das erste Mal, dass wir das Meer sehen und erleben. Wir freuen uns riesig darauf.

Im Weitern kommt mir nichts Neues in den Sinn, und ich will meine Zeilen schliessen in der Absicht, die interessante Korrespondenz weiter zu pflegen.

Es grüssen von ganzem Herzen aus weiter Ferne, aber dennoch aufrichtig — lasse auch den Übersetzer von Herzen grüssen.

OTTO WERMELINGER, MEINE FRAU M., WALTER

(Quelle: Walter Wermelinger)

Luzerna, 9 de junho de 1963

Querido amigo Walter de além-mar,

Enfim, desejo responder à tua preciosa carta, que sempre me enche de muito orgulho. Portanto, muito obrigado pelo pacote muito interessante, e também pela carta que se seguiu logo.

A embalagem do pacote tinha um aspecto nada agradável: o barbante estava aberto e o papel, rasgado. Mas o conteúdo estava completo, com o que nos alegramos imensamente. Os calendários, e também o livro sobre a terra e o povo do Brasil, interessaram-nos muito. Cabe dizer que a qualidade da impressão e do acabamento não pode ser comparada com a dos produtos da Suíça. Mas, se tivéssemos de fazer impressões em quantidade como vocês precisam fazer, certamente os nossos também não seriam melhores. Ao contrário, a maneira de trabalhar estressada de hoje nas fábricas ameaça baixar a boa qualidade dos produtos suíços. O pão de cada dia precisa ser conquistado com muito suor, pois a luta pela concorrência é muito forte aqui e em toda a Europa. Soma-se a isto o fato de que os produtos japoneses são muito mais baratos e vêm como enxurrada sobre nós. Não se pode vislumbrar a consequência disto. Mas, exatamente no Japão, onde o salário é tão baixo e o operário tão bom, pode-se vender barato. Por exemplo, vi artigos óticos e fotográficos que não ficam atrás dos produzidos aqui na Suíça.

Além dos meus irmãos, praticamente não conheço ninguém, em Lucerna, que fosse aparentado comigo, mesmo de longe. E, dentre os conhecidos por parte dos pais em Willisau e Hergiswil, quase ninguém mais está vivo. Mas, mesmo assim, a foto do teu tataravô é um pequeno sinal de esperança. Precisa-se, porém, de cerca de duas horas para chegar aos lugares onde residem os Wermelinger. Quero tentar, nas férias, fazer um contato; talvez o presidente da comunidade ou o pastor possam me ajudar a saber para onde devo ir. Mas acho que seria uma grande coincidência se eu conseguisse encontrar uma pista. Sempre imagino que deva ser possível encontrar uma pintura feita à mão. Ou vocês a possuem? E fizeram a foto a partir da pintura?

Sobre a situação política do nosso país, o livrinho em anexo pode dar informações. Talvez o teu amigo Harald seja tão gentil e o traduza.

Em meados de junho, vou para a Itália com minha família. Será a primeira vez que eu e minha esposa veremos o mar. Estamos muito alegres com isto.

De nada mais nos lembramos, e queremos encerrar na esperança de podermos continuar com esta interessante correspondência.

Muitas lembranças cordiais e sinceras, também ao tradutor.

(Fonte: Walter Wermelinger)

domingo, 26 de abril de 2009

Prefácio (tradução da postagem anterior “Vorwort”)

Prefácio
(do autor)

Esta presente pasta foi criada como documentação para o programa de 16.11.1969 (14h30), no salão grande do Hotel Mohren, em Willisau (cantão de Lucerna), por ocasião do Dia da Família Wermelinger, que foi realizado com estrondoso sucesso.

Este se realizou sob o lema:

Os Wermelinger do Brasil
saúdam
os Wermelinger da Suíça,
e os Wermelinger da Suíça
saúdam
os Wermelinger do Brasil.

Este ato foi enriquecido com a apresentação de um filme
por Walter Wermelinger, em Lucerna e Kloten.

Ele mostrou a linda paisagem na baía do Rio e as regiões
românticas no interior do Estado, onde os Wermelinger
e outros suíços trabalham e cultivam as suas fazendas.

Este grande dia aconteceu com o apoio especial, de toda ordem, de:

Sra. Wermelinger-Wermelinger, Grundmühle,
em Willisau, e sua filha Marta;
bem como da Sra. Marta Lehner-Albisser,
em Horw, junto a Lucerna, nascida Wermelinger.

Agradecem e saúdam, desta forma, os organizadores:

Otto Wermelinger e filho Walter
Lucerna (Suíça), em dezembro de 1969.


Wermelinger

O nome provém da fazenda de Wermelinger (fazendas localizadas ao norte de Wolhusen). O local, em documentos antigos, é sempre denominado Wermoldingen, com exceção de um tal Johannes de Wernboldingen, que, no século XIV, recolhia impostos para a fundação caritativa de Münster: esta poderia ser, segundo a origem do nome (cf. Brauchstetter, derivaria de Marinbald), a forma original do sobrenome.

O anuário de Ruswil cita, por volta do século XIV, Hans de Wermoldingen, Ionne de Wermoldingen, Johannes de Wermoldingen, Adelheid (esposa deste) e Noli de Wermoldingen.

O anuário de Willisau cita a doação anual de Rutschmann Sprengissen e Noli de Wermoldingen.

Em 15 de outubro de 1576, a capela de Santo Erasmo, em Ruswil, reconstruída pelo Ammann Wermelinger, foi consagrada com 2 altares e 1 sino.

Conforme documento de 24 de outubro de 1656, o superintendente e conselheiro de Lucerna agraciou, com um conjunto para bebida em prata, o escultor de pedra Caspar Wermelinger, de Ruswil, que, na Batalha de Villmergen, avançou, com coragem e destemor, contra um forte bando de inimigos, arrancou a bandeira dos porta-bandeiras inimigos e a entregou pessoalmente à cidade.

(Traduzido pelo Rev. Armindo L. Müller)

sexta-feira, 6 de março de 2009

Wussten sie schon...

Dass in weiter Ferne, im Süden Brasiliens, noch viele Wermelinger leben? Es sind einige hundert in den Buchten von Rio de Janeiro, in Niterói und speziell in der Landschaft in den Bergen ob Rio im Estado do Rio de Janeiro.

Der erste Xaver Wermelinger soll mit anderen Schweizerfamilien und speziell auch mit Freiburgerfamilien vor dem Jahre 1820 nach Südamerika ausgewandert sein. Der Staat Brasilien teilte diesen Einwanderern Land gratis zur Bewirtschaftung zu. Die Parzelle wurde durch das Los bestimmt. Der Anfang muss ausserordentlich schwer gewesen sein. Weitere Siedler folgten nach, aber nicht alle überlebten die lange, beschwerliche Seereise.

Die Freiburger gründeten später die Stadt Neu-Freiburg; die Wermelinger die kleinere Stadt Duas Barras im Staate Rio de Janeiro. Gewiss ist das Wissen um die Existenz von Schweizerkolonien in Übersee und sonstwo in der ganzen Welt gar nicht neu. Aber neu war die Nachricht für viele, dass es in Brasilien so viele Wermelinger-Familien gibt.

Der Zufall wollte es, dass mein Sohn in Duas Barras ein grosses Erinnerungsfest mitfeiern durfte. Eine Niteroier Zeitung brachte einen Artikel mit grossen Schlagzeilen: "150 Jahre Familien Wermelinger". Unter anderem wurde darauf hingewiesen, dass mein Sohn Walter der erste sei, der diese Familien besuche, und sie liessen es an Huldigungen nicht fehlen.

Als Mann vom Fach brachte mein Sohn Walter von zwei Brasilienreisen reichliches und interessantes Filmmaterial nach Hause, das er dann mit Kommentar und passender Musik vertonte.

Der Film ist zu sehen:
Sonntag, den 16. November
nachmittags 14.30 Uhr
im grossen Saale des Hotel Mohren in Willisau,
der Metropole des Luzerner Hinterlandes.

Es wird kein Eintrittsgeld erhoben, aber der Gastwirt erwartet eine Konsumation.

Und das kam so. Im Jahre 1961 erhielt ich einen Brief aus Niterói von einem jungen Manne, der auch den Namen Wermelinger trug. Er interessierte sich über Herkunft und Abstammung seiner Vorfahren in der Schweiz. Meine Adresse erhielt dieser Mann vom Konsul in Rio de Janeiro, der vermutete, dass ich mit ihm verwandt sein könnte. Nun, dieser Beweis liess sich schwer erbringen, jedoch spätere Vergleiche von alten Fotos und Porträts liessen diese Vermutung bekräftigen. Die ersten Wermelinger mussten also aus dem Luzerner Hinterland stammen. Es bahnte sich dann ein gegenseitiger interessanter Briefwechsel an, der in Rio vom Portugiesischen ins Deutsche oder umgekehrt übersetzt werden musste. Im Jahre 1967 entschloss sich mein Sohn Walter, dem Briefschreiber und seiner Familie in Niterói einen Besuch abzustatten. Sein Empfang im Flughafen von Galeão bei Rio war spontan und herzlich.

Neu gewonnene Freunde und vielleicht auch Verwandte zeigten ihm die nähere und weitere Umgebung. Es muss dazu bemerkt werden, dass Gastfreundschaft in diesen Landen gross geschrieben wird.

Der Film wird von meinem Sohne vorgeführt aus Dankbarkeit an die Brasilien-Wermelinger und Freunde, für die ihm so grosszügig erwiesene Gastfreundschaft: mit dem Auftrag, die aufrichtigen Grüsse zu überbringen von den Brasilien-Wermelinger an alle Luzerner Wermelinger.

Er heisst alle willkommen in Willisau;

Familie Otto Wermelinger-Ambühl
6000 Luzern, St. Karlistr. 68

Und speziell der Filmproduzent Walter Wermelinger.

N.B. Wir bitten Sie höflich, die beiliegende Postkarte für Ihre Anmeldung zu benützen. Tragen Sie die Anzahl der teilnehmenden Personen ein und senden Sie sie bis anfangs November an obige Adresse. Bringen Sie Freunde und Bekannte mit.

Wermelinger

O nome provém da Quinta de Wermelingen (quinta ao norte de Wolhusen).

O local denomina-se em antigos documentos sempre Wermoldingen, com exceção de Johannes Von Wernboldingen, o qual, no século XIV (1300), pagava impostos ao Mosteiro Munster: essa foi provavelmente a causa da formação primitiva do nome (segundo Branchstetter, do nome Marinbald).

O registro anual de Ruswil indica (cerca do século XIV — 1300) Hans Von Wermoldinger, Janni Von Wermoldingen, Johannes Von Wermoldingen, Adelheit — sua patroa — e Noli Von Wermoldingen.

O registro anual de Willisau indica a doação anual de Rutschmann Sprengjssen e Nesa Wermelinger, sua filha.

No dia 15 de outubro de 1576 foi abençoada a capela de Stº Erasmo (Ruswil), em Buchholz, reconstruída pelo Ammann Wermelinger, com 2 altares e 1 sino.

Por certificado de 24 de outubro de 1656, o prefeito e conselheiro de Lucerna gratificou com um jogo de bebida em prata o escultor Gaspar Wermelinger, em Ruswil, o qual — com muita coragem e sem temor — penetrou na batalha de Villmergen num numeroso grupo de inimigos, dos quais conseguiu arrebatar as bandeiras, entregando-as à cidade.

quarta-feira, 4 de março de 2009

150 Anos Depois

Correio Fluminense 18/07/1968


Esteve em visita ao CF o Sr. Walter Wermelinger que desde o último dia 5 está no Brasil visitando alguns parentes aqui radicados.O Sr Wermelinger é fotógrafo profissional e responsável pelo setor de produção da Swissair, residindo em Lucerna na Suíça.De onde é natural.Membro de uma das mais antigas e distintas famílias de sua pátria, tornou-se o elo entre o ramo brasileiro e suíço da mesma, que há 150 anos estava parada.Durante sua visita ao CF foi colhido flagrante vendo-se o Sr Walter Wermelinger ( à esquerda), em compania do seu primo Walter Wermelinger da Costa. (foto a baixo)