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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Wermelinger

Der Name stammt vom Hof Wermelinger (Höfe nördlich von Wolhusen). Der Ort heisst in älteren Urkunden immer Wermoldingen, mit Ausnahme eines Johannes von Wernboldingen, der im 14. Jahrhundert an das Stift Münster zinste: dies könnte (nach Brandstetter, vom Namen Marinbald) die ursprüngliche Namensform gewesen sein.

Das Jahrzeitbuch Ruswil erwähnt zirka im 14. Jahrhundert Hans von Wermoldingen, Ionne von Wermoldingen, Johannes von Wermoldingen, Adelheit sin Husfrowe und Uoli von Wernoldingen.

Das Jahrzeitbuch Willisau erwähnt die Jahrzeitstiftung des Rutschmann Sprenjissen und Nesa, seiner Tochter.

Am 15. Oktober 1576 wurde die in Buchholz durch Ammann Wermelinger neuerbaute Kapelle des hl. Erasmus (Ruswil) mit zwei Altären und einer Glocke geweiht.

Mit Urkunde vom 24. Oktober 1656 belohnen Schultheiss und Rat von Luzern mit einem silbernen Trinkgeschirr den Steinmetz Caspar Wermelinger in Ruswil, der in der Villmerger-Schlacht mit herzhaftem Mut und unerschrocken unter einen starken Haufen von Feinden gedrungen, den zwei feindlichen Fähnrichen die Fahnen entrissen und sie zu Handen der Stadt überbracht hatte.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Tagund der Wermelinger (Daterland)

Fonte primária · 28 de novembro de 1969 Originalquelle · 28. November 1969 Primary source · 28 November 1969 Willisauer Bote
Tradução não-oficial Esta reportagem foi publicada originalmente em alemão no Willisauer Bote, jornal local de Willisau, Cantão de Lucerna, Suíça, em sexta-feira, 28 de novembro de 1969. Autor: H.K. Esta tradução para o português é não-oficial e foi feita por Tiago Torres Wermelinger para fins de preservação arquivística. Em caso de divergência interpretativa, prevalece a versão original em alemão.
Originalfassung Diese Reportage erschien im Willisauer Boten, Lokalzeitung von Willisau im Kanton Luzern, Schweiz, am Freitag, 28. November 1969. Verfasser: H.K. Der Text wird hier in seiner ursprünglichen Form bewahrt; die portugiesische und englische Fassung sind nicht-offizielle Übersetzungen zu archivalischen Zwecken.
Unofficial translation This article was originally published in German in the Willisauer Bote, the local newspaper of Willisau in the Canton of Lucerne, Switzerland, on Friday, 28 November 1969. Author: H.K. This English translation is unofficial and was made by Tiago Torres Wermelinger for archival preservation. In case of interpretive divergence, the German original prevails.

Sexta-feira, 28 de novembro de 1969 Freitag, 28. November 1969 Friday, 28 November 1969

H. K. Há pouco tempo, mais de 300 membros da estirpe Wermelinger reuniram-se no salão Mohren, em Willisau, a convite de Otto Wermelinger-Ambühl, de Lucerna, cujo filho Walter havia rodado dois filmes na pátria brasileira de seus xarás. O patriarca, que em 1819 emigrou com esposa e cinco filhos1 para o então Estado português da América do Sul, chamava-se Xaver Wermelinger-Egli. Hoje seus descendentes já vivem na quinta geração ali, seja na cidade de Nova Friburgo (maior que Lucerna) ou nas vilas de Duas Barras, Sumidouro, Niterói etc. Seus filmes, exibidos pelo próprio Walter Wermelinger, funcionário da Swissair de profissão, despertaram não pouco interesse pelos costumes e tradições, métodos de trabalho e festividades preservados a 400 quilômetros a oeste do Rio. Quão fortemente a estirpe se mantém unida fica bem evidente na grande veneração ao retrato ancestral de 150 anos. Mas também não hesitaram em mostrar a consciência de seu sangue: sabia-se que os Wermelinger eram da Suíça, mas nada além disso. O desejo de informações mais detalhadas sobre a terra e o povo da pátria-tronco tornou-se cada vez mais audível, sobretudo porque em breve seria preciso celebrar os 150 anos de fixação no Brasil. Um dos brasileiros-lucerneses, o advogado Walter Wermelinger da Costa, em Niterói, foi quem fez a pedra rolar — quando os endereços Wermelinger de Lucerna solicitados ao Consulado Suíço no Rio de Janeiro lhe permitiram o desejado contato entre a nova e a antiga pátria. O segundo filme mostrava o casamento de um brasileiro com uma filha de notável beleza de sobrenome Wermelinger, cuja constituição, traços e tez denunciam ascendência mais lusitana do que alemânica.

Cabe agora aos genealogistas investigar de qual família Wermelinger descendia o primeiro emigrante — se da estirpe de Ebersecken, Egolzwil, Hergiswil bei Willisau, Ruswil, Triengen, do distrito Willisau-Land, do Seetal ou do Entlebuch. A ligação entre Brasil e Lucerna está, em todo caso, estabelecida, e há de ser apenas questão de tempo até que membros dos Wermelinger do Brasil venham visitar seus parentes de nome no cantão de Lucerna.

Diante do salão de reuniões expunham-se jornais impressos em português daquela região, onde a maioria dos Wermelinger, como membros de famílias muito ilustres, contribuíram bastante para a formação das localidades de Duas Barras, Cantagalo, Sumidouro. O sobrenome seria ali muito conhecido e respeitado, e numerosos portadores deste nome teriam sido formados como engenheiros, advogados ou militares.

O êxito da Convenção Wermelinger em Willisau é bem merecido por seus dois iniciadores e seus diligentes colaboradores. Um magnífico estímulo para a fundação de uma associação familiar!

1 O número de cinco filhos consta da reportagem original de 1969 e é mantido aqui sem correção, por princípio editorial de preservação da fonte. As fontes primárias suíças (Staatsarchiv Luzern, BF 52) registram seis filhos no embarque em 1819 — Xaver, Joseph, Stefan, Johann Baptist, Kathrina e Marianna. Johann Baptist faleceu no mar a 28 de dezembro de 1819, vitimado pela varíola, antes da chegada ao Brasil. O registro corrigido aparece em /p/cronologia.html. — Nota editorial.

H. K. Vor Kurzem haben sich im Mohren-Saal zu Willisau über 300 Mitglieder des Wermelinger-Geschlechts getroffen, eingeladen von Otto Wermelinger-Ambühl, Luzern, dessen Sohn Walter in der brasilianischen Heimat seiner Namensvettern zwei Filme gedreht hatte. Der Stammvater, der 1819 mit Frau und fünf Kindern1 nach dem früher portugiesischen Staat Südamerikas ausgewandert war, hiess Xaver Wermelinger-Egli. Heute leben seine Nachfolger bereits in der fünften Generation dort, sei es in der Stadt Nova Friburgo (grösser als Luzern) oder in den Dörfern Duas Barras, Sumidouro, Niterói usw. Seine Filme, die Walter Wermelinger, Swissair-Beamter von Beruf, selber vorführte, weckten nicht geringes Interesse an den 400 Kilometer westlich Rios erhalten gebliebenen Sitten und Bräuchen, Arbeitsmethoden und Lustbarkeiten. Wie stark die Sippe zusammenhält, beweist wohl deutlich genug die grosse Verehrung des 150jährigen Ahnenbildes. Aber auch ihr Blutbewusstsein scheute sie nicht zu zeigen: wohl wusste man, dass die Wermelinger aus der Schweiz stammen, aber nicht mehr. Der Wunsch nach näherer Auskunft über Land und Leute der Stammheimat wurde immer lauter, zumal es bald einmal galt, die 150-jährige Sesshaftigkeit in Brasilien zu feiern. Einer der Brasilien-Luzerner, der Advokat Walter Wermelinger da Costa, in Niterói, brachte den Stein ins Rollen, indem die vom Schweizer Konsulat in Rio de Janeiro erbetenen Wermelinger-Adressen aus Luzern ihm den gewünschten Kontakt zwischen neuer und alter Heimat ermöglichten. Der zweite Film zeigte die Hochzeit eines Brasilianers mit einer bildhübschen Tochter namens Wermelinger, deren Körperbau, Gesichtszüge und Teint eher lusitanische als alemannische Herkunft verraten.

Es liegt nun an den Genealogen, zu ergründen, welcher Wermelinger-Familie der erste Auswanderer entstammte, ob der Sippe aus Ebersecken, Egolzwil, Hergiswil b. W., Ruswil, Triengen, in der Willisau-Land, aus dem Seetal oder Entlebuch. Die Verbindung zwischen Brasilien und Luzern ist jedenfalls hergestellt, und es dürfte nur eine Frage der Zeit sein, wann Angehörige der Brasilien-Wermelinger ihre Namensverwandtschaft im Luzernerland besuchen kommen.

Vor dem Versammlungssaal lagen portugiesisch gedruckte Zeitungen aus jener Gegend auf, wo die meisten Wermelinger als Mitglieder sehr berühmter Familien zum Aufbau der Ortschaften Duas Barras, Cantagalo, Sumidouro viel beigetragen haben. Ihr Familienname sei dort sehr bekannt und geachtet, und zahlreiche Träger dieses Namens seien als Ingenieure, Advokaten oder Militärfachleute ausgebildet worden.

Der Erfolg der Wermelinger-Tagung in Willisau ist den beiden Initianten und ihren fleissigen Mitarbeitern wohl zu gönnen. Ein prächtiger Ansporn zur Gründung eines Familienverbandes!

1 Die Angabe von fünf Kindern stammt aus der Originalreportage von 1969 und wird hier aus editorischem Prinzip der Quellenbewahrung unverändert übernommen. Schweizerische Primärquellen (Staatsarchiv Luzern, BF 52) verzeichnen sechs Kinder bei der Einschiffung 1819 — Xaver, Joseph, Stefan, Johann Baptist, Kathrina und Marianna. Johann Baptist starb auf See am 28. Dezember 1819 an den Pocken, vor der Ankunft in Brasilien. Der korrigierte Eintrag erscheint in /p/cronologia.html. — Anmerkung der Redaktion.

H. K. Not long ago, more than 300 members of the Wermelinger lineage gathered at the Mohren Hall in Willisau, invited by Otto Wermelinger-Ambühl of Lucerne, whose son Walter had filmed two pictures in the Brazilian homeland of their namesakes. The patriarch, who in 1819 emigrated with his wife and five children1 to the then Portuguese state of South America, was named Xaver Wermelinger-Egli. Today his descendants already live in the fifth generation there, whether in the city of Nova Friburgo (larger than Lucerne) or in the villages of Duas Barras, Sumidouro, Niterói and others. His films, screened by Walter Wermelinger himself — a Swissair employee by profession — awakened no small interest in the customs and traditions, working methods and festivities preserved 400 kilometres west of Rio. How strongly the family clan holds together is plainly shown by the great veneration of the 150-year-old ancestral portrait. But neither did they shy from showing their consciousness of blood: it was known that the Wermelingers came from Switzerland, but no more than that. The desire for fuller information about the land and people of the ancestral homeland grew ever louder, especially as the 150th anniversary of settlement in Brazil was soon to be celebrated. One of the Brazilian-Lucernese, the lawyer Walter Wermelinger da Costa of Niterói, set the stone rolling: the Wermelinger addresses from Lucerne which he requested through the Swiss Consulate in Rio de Janeiro made possible the desired contact between the new and old homelands. The second film showed the wedding of a Brazilian with a strikingly beautiful daughter named Wermelinger, whose build, features and complexion betray Lusitanian rather than Alemannic ancestry.

It now falls to the genealogists to determine from which Wermelinger family the first emigrant descended — whether from the lineage of Ebersecken, Egolzwil, Hergiswil bei Willisau, Ruswil, Triengen, the Willisau-Land district, the Seetal or the Entlebuch. The connection between Brazil and Lucerne has, in any case, been established, and it should only be a matter of time until members of the Brazilian Wermelingers come to visit their namesakes in the Lucerne canton.

Before the assembly hall lay Portuguese-printed newspapers from that region, where most Wermelingers — as members of very distinguished families — contributed greatly to the building up of the towns of Duas Barras, Cantagalo, Sumidouro. Their family name is said to be very well known and respected there, and numerous bearers of the name are reported to have been trained as engineers, lawyers or military officers.

The success of the Wermelinger Gathering in Willisau is well deserved by its two initiators and their diligent collaborators. A splendid spur for the founding of a family association!

1 The figure of five children appears in the 1969 original report and is preserved here unchanged, by editorial principle of source fidelity. Swiss primary sources (Staatsarchiv Luzern, BF 52) record six children at embarkation in 1819 — Xaver, Joseph, Stefan, Johann Baptist, Kathrina and Marianna. Johann Baptist died at sea on 28 December 1819 of smallpox, before the arrival in Brazil. The corrected record appears at /p/cronologia.html. — Editorial note.

Recorte do jornal Willisauer Bote de 28 de novembro de 1969

Originalfassung em alemão · Willisauer Bote, 28.11.1969 · H.K.
Tradução PT/EN: Tiago Torres Wermelinger · Duas Barras · 2026
Originalfassung · Willisauer Bote, 28.11.1969 · H.K.
Archivierung · Tiago Torres Wermelinger · Duas Barras · 2026
German original · Willisauer Bote, 28.11.1969 · H.K.
Translation PT/EN: Tiago Torres Wermelinger · Duas Barras · 2026

terça-feira, 19 de maio de 2009

Lieber Freund Walter in Uebersee.

Otto Wermelinger
St. Karlistr. 68
Luzern (Schweiz)

Luzern, den 9. Juni 1963

Lieber Freund Walter in Übersee,

Endlich will ich einmal Deine wertvolle Post beantworten, die mich jedesmal mit grossem Stolz erfüllt. Also vielen Dank für das hochinteressante Paket und den in einem Abstande erfolgten Brief. Die Verpackung am Paket sah sehr mitgenommen aus, die Schnur offen, das Papier zerrissen, aber es kam doch alles an, worüber wir uns riesig freuten. Die Kalender und das Buch über Land und Volk Brasiliens hatten uns alle riesig interessiert. Wohl ist die Qualität des Druckes und der Ausrüstung nicht mit der in der Schweiz ebenbürtig, aber wenn wir in so grossen Auflagen drucken müssten, würde dieselbe bestimmt nicht besser. Im Gegenteil: die heutige gehetzte Arbeitsweise in den Fabriken und Betrieben droht der guten alten berühmten Schweizerqualität arg zuzusetzen. Das Brot muss verhältnismässig sehr sauer verdient werden, denn der Konkurrenzkampf ist in der Schweiz und in ganz Europa sehr gross. Zudem kommt dazu das Japan. Aber eben Japan, wo der Lohn so klein ist und der Arbeiter so genügsam, das kann billig verkaufen. Zum Beispiel habe ich optische und Fotoartikel gesehen, die der in Schweiz fabrizierten fast in nichts in der Qualität nachstehen.

Nebst meinen Geschwistern kenne ich in Luzern sozusagen gar niemand, der mit mir auch weitstehend verwandt wäre. Und die, die ich von meinem Vater her gekannt habe, die in Willisau, Hergiswil gelebt haben, leben fast keine mehr. Aber immerhin: die Foto von Deinem Ur-Urgrossvater ist ein kleiner Hoffnungsstrahl. Aber es braucht sehr viel Zeit, und bis zu jenen Wermelinger-Orten sind ein bis zwei Stunden zu fahren. Immerhin will ich versuchen, in den Ferien eine Kontaktaufnahme zu machen; vielleicht kann der Gemeindepräsident oder der Pfarrer mir einen Hinweis geben, auf welche Bauernliegenschaft ich mich hinwenden könnte. Aber wie gesagt: nur ein grosser Zufall, wenn ich eine Spur finden könnte. Ich stelle mir vor, es müsste doch ein Gemälde von Hand gemalt sich finden lassen. Oder ist dieses Gemälde in Eurem Besitze, und habt Ihr diese Photo von diesem Bilde machen lassen?

Über die politische Struktur unseres Landes gibt die beiliegende Broschüre sehr einfach und leichtfasslich Auskunft. Vielleicht ist Dein Freund Harald so nett und tut es in kurzen Zügen übersetzen.

Mitte Juni gehe ich mit meiner Familie nach Italien; es ist dann für mich und meine Frau das erste Mal, dass wir das Meer sehen und erleben. Wir freuen uns riesig darauf.

Im Weitern kommt mir nichts Neues in den Sinn, und ich will meine Zeilen schliessen in der Absicht, die interessante Korrespondenz weiter zu pflegen.

Es grüssen von ganzem Herzen aus weiter Ferne, aber dennoch aufrichtig — lasse auch den Übersetzer von Herzen grüssen.

OTTO WERMELINGER, MEINE FRAU M., WALTER

(Quelle: Walter Wermelinger)

Luzerna, 9 de junho de 1963

Querido amigo Walter de além-mar,

Enfim, desejo responder à tua preciosa carta, que sempre me enche de muito orgulho. Portanto, muito obrigado pelo pacote muito interessante, e também pela carta que se seguiu logo.

A embalagem do pacote tinha um aspecto nada agradável: o barbante estava aberto e o papel, rasgado. Mas o conteúdo estava completo, com o que nos alegramos imensamente. Os calendários, e também o livro sobre a terra e o povo do Brasil, interessaram-nos muito. Cabe dizer que a qualidade da impressão e do acabamento não pode ser comparada com a dos produtos da Suíça. Mas, se tivéssemos de fazer impressões em quantidade como vocês precisam fazer, certamente os nossos também não seriam melhores. Ao contrário, a maneira de trabalhar estressada de hoje nas fábricas ameaça baixar a boa qualidade dos produtos suíços. O pão de cada dia precisa ser conquistado com muito suor, pois a luta pela concorrência é muito forte aqui e em toda a Europa. Soma-se a isto o fato de que os produtos japoneses são muito mais baratos e vêm como enxurrada sobre nós. Não se pode vislumbrar a consequência disto. Mas, exatamente no Japão, onde o salário é tão baixo e o operário tão bom, pode-se vender barato. Por exemplo, vi artigos óticos e fotográficos que não ficam atrás dos produzidos aqui na Suíça.

Além dos meus irmãos, praticamente não conheço ninguém, em Lucerna, que fosse aparentado comigo, mesmo de longe. E, dentre os conhecidos por parte dos pais em Willisau e Hergiswil, quase ninguém mais está vivo. Mas, mesmo assim, a foto do teu tataravô é um pequeno sinal de esperança. Precisa-se, porém, de cerca de duas horas para chegar aos lugares onde residem os Wermelinger. Quero tentar, nas férias, fazer um contato; talvez o presidente da comunidade ou o pastor possam me ajudar a saber para onde devo ir. Mas acho que seria uma grande coincidência se eu conseguisse encontrar uma pista. Sempre imagino que deva ser possível encontrar uma pintura feita à mão. Ou vocês a possuem? E fizeram a foto a partir da pintura?

Sobre a situação política do nosso país, o livrinho em anexo pode dar informações. Talvez o teu amigo Harald seja tão gentil e o traduza.

Em meados de junho, vou para a Itália com minha família. Será a primeira vez que eu e minha esposa veremos o mar. Estamos muito alegres com isto.

De nada mais nos lembramos, e queremos encerrar na esperança de podermos continuar com esta interessante correspondência.

Muitas lembranças cordiais e sinceras, também ao tradutor.

(Fonte: Walter Wermelinger)

domingo, 26 de abril de 2009

Vorwort

Vorwort
(des Verfassers)

Diese vorliegende Mappe wurde geschaffen als
Dokumentation
für den am 16. November 1969 (14.30) im grossen
Saale des Hotel Mohren in Willisau (Kt. Luzern)
mit grossem schlagenden Erfolg abgehaltenen
Wermelinger-Tag.

Er stand unter dem Motto:

Die Brasilien-Wermelinger
grüssen
die Schweizer Wermelinger
grüssen
die Brasilien-Wermelinger

Dieser Anlass wurde bereichert mit einem Filmvortrag
von Walter Wermelinger in Luzern und Kloten.

Er zeigte die schöne Landschaft in der Bucht von Rio
und die romantischen Gegenden im Hinterlande des
Estado de Rio de Janeiro, wo Wermelinger und andere
Schweizer wirken und schaffen und ihre Fazendas bebauen.

Dieser grosse Tag kam zustande durch die tatkräftige
Unterstützung jeder Art von:

Frau Wermelinger-Wermelinger, Grundmühle
in Willisau, und ihrer Tochter Marta,
sowie von Frau Marta Lehner-Albisser
in Horw bei Luzern, geb. Wermelinger.

Es danken und grüssen in dieser Form die Organisatoren:

Otto Wermelinger M. Sohn, Walter
Luzern (Schweiz), im Dezember 1969.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Wussten sie schon...

Dass in weiter Ferne, im Süden Brasiliens, noch viele Wermelinger leben? Es sind einige hundert in den Buchten von Rio de Janeiro, in Niterói und speziell in der Landschaft in den Bergen ob Rio im Estado do Rio de Janeiro.

Der erste Xaver Wermelinger soll mit anderen Schweizerfamilien und speziell auch mit Freiburgerfamilien vor dem Jahre 1820 nach Südamerika ausgewandert sein. Der Staat Brasilien teilte diesen Einwanderern Land gratis zur Bewirtschaftung zu. Die Parzelle wurde durch das Los bestimmt. Der Anfang muss ausserordentlich schwer gewesen sein. Weitere Siedler folgten nach, aber nicht alle überlebten die lange, beschwerliche Seereise.

Die Freiburger gründeten später die Stadt Neu-Freiburg; die Wermelinger die kleinere Stadt Duas Barras im Staate Rio de Janeiro. Gewiss ist das Wissen um die Existenz von Schweizerkolonien in Übersee und sonstwo in der ganzen Welt gar nicht neu. Aber neu war die Nachricht für viele, dass es in Brasilien so viele Wermelinger-Familien gibt.

Der Zufall wollte es, dass mein Sohn in Duas Barras ein grosses Erinnerungsfest mitfeiern durfte. Eine Niteroier Zeitung brachte einen Artikel mit grossen Schlagzeilen: "150 Jahre Familien Wermelinger". Unter anderem wurde darauf hingewiesen, dass mein Sohn Walter der erste sei, der diese Familien besuche, und sie liessen es an Huldigungen nicht fehlen.

Als Mann vom Fach brachte mein Sohn Walter von zwei Brasilienreisen reichliches und interessantes Filmmaterial nach Hause, das er dann mit Kommentar und passender Musik vertonte.

Der Film ist zu sehen:
Sonntag, den 16. November
nachmittags 14.30 Uhr
im grossen Saale des Hotel Mohren in Willisau,
der Metropole des Luzerner Hinterlandes.

Es wird kein Eintrittsgeld erhoben, aber der Gastwirt erwartet eine Konsumation.

Und das kam so. Im Jahre 1961 erhielt ich einen Brief aus Niterói von einem jungen Manne, der auch den Namen Wermelinger trug. Er interessierte sich über Herkunft und Abstammung seiner Vorfahren in der Schweiz. Meine Adresse erhielt dieser Mann vom Konsul in Rio de Janeiro, der vermutete, dass ich mit ihm verwandt sein könnte. Nun, dieser Beweis liess sich schwer erbringen, jedoch spätere Vergleiche von alten Fotos und Porträts liessen diese Vermutung bekräftigen. Die ersten Wermelinger mussten also aus dem Luzerner Hinterland stammen. Es bahnte sich dann ein gegenseitiger interessanter Briefwechsel an, der in Rio vom Portugiesischen ins Deutsche oder umgekehrt übersetzt werden musste. Im Jahre 1967 entschloss sich mein Sohn Walter, dem Briefschreiber und seiner Familie in Niterói einen Besuch abzustatten. Sein Empfang im Flughafen von Galeão bei Rio war spontan und herzlich.

Neu gewonnene Freunde und vielleicht auch Verwandte zeigten ihm die nähere und weitere Umgebung. Es muss dazu bemerkt werden, dass Gastfreundschaft in diesen Landen gross geschrieben wird.

Der Film wird von meinem Sohne vorgeführt aus Dankbarkeit an die Brasilien-Wermelinger und Freunde, für die ihm so grosszügig erwiesene Gastfreundschaft: mit dem Auftrag, die aufrichtigen Grüsse zu überbringen von den Brasilien-Wermelinger an alle Luzerner Wermelinger.

Er heisst alle willkommen in Willisau;

Familie Otto Wermelinger-Ambühl
6000 Luzern, St. Karlistr. 68

Und speziell der Filmproduzent Walter Wermelinger.

N.B. Wir bitten Sie höflich, die beiliegende Postkarte für Ihre Anmeldung zu benützen. Tragen Sie die Anzahl der teilnehmenden Personen ein und senden Sie sie bis anfangs November an obige Adresse. Bringen Sie Freunde und Bekannte mit.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Lucerna, Julho de 1962

Fonte primária · Julho de 1962 Carta de Otto Wermelinger-Ambühl St. Karlistrasse, 68 · Lucerna · Suiça
Documento bilíngue PT · FR Esta carta foi escrita em francês por Otto Wermelinger-Ambühl, residente em Lucerna, ao advogado Walter Wermelinger da Costa, em Niterói. O francês foi a língua-ponte da correspondência: como Otto explica na própria carta, o português não se fala na Suíça, e Walter não dominava o alemão. Apresentamos aqui o original em francês acompanhado de tradução portuguesa para o arquivo brasileiro.

Ao meu prezado amigo de além-mar,

Os meus sinceros agradecimentos pela sua prezada carta, vinda de tão longe. Fiquei agradavelmente surpreendido ao receber notícias suas. Infelizmente, só agora pude responder, pois estive doente por muitas semanas e precisei ir a um balneário para uma cura de repouso.

Também não é possível mandar traduzir esta carta para o português, pois essa língua não se fala na Suíça, apesar de ser um Estado europeu. Mais facilmente se encontraria um tradutor para o espanhol — mas traduções são também muito caras. Hoje, quando em seu país a indústria se encontra em franca prosperidade, importamos muitos trabalhadores espanhóis, que aqui ganham muito bem. Empregamos, porém, muito mais italianos, já que provêm de um país vizinho. Contam-se hoje na Suíça mais de meio milhão de trabalhadores estrangeiros, que aqui ganham o seu pão e enviam parcela considerável do rendimento para casa. Afluxo tão grande de trabalhadores jamais se registrou nos quase setecentos anos de existência da Suíça, e há poucos indícios de uma redução próxima. Há, naturalmente, o reverso da medalha: o aumento dos preços.

Digo isto apenas de passagem, mas é, naturalmente, de grande interesse. Constrói-se muito, o que oferece muitas oportunidades de trabalho. A indústria de máquinas e também a relojoaria exportam os seus produtos de qualidade para o mundo inteiro. E, então, o turismo: a Suíça é o país de férias do mundo inteiro.

Diante dessas realidades, pergunto-me se o senhor não cogita voltar à pátria ancestral. Há trabalho suficiente, tanto na indústria como na agricultura. Mas a autorização de entrada no país, para quem vem de além-mar, demora muito, e a mudança custa muito dinheiro. A isso se junta que as mulheres brasileiras não gostam de emigrar. Também seria preciso aprender outra língua: aqui na Suíça, sobretudo alemão e francês, e, em parte, também italiano. No ramo hoteleiro, o inglês é indispensável.

Não consegui adiantar a crônica da família. Quase não posso compreender como o senhor ignora de qual lugar procede o seu antepassado que emigrou primeiro. Isto seria a base para as pesquisas seguintes; sem isso, todo o esforço será inútil. Comprei-lhe especialmente um livro caro, onde estão fotografias dos lugares de onde procedem os Wermelinger ou onde alguns ainda residem. Falta nele, infelizmente, uma aldeia: Hergiswil, vilarejo de lavradores atrás de Willisau — sendo esta última, em contrapartida, fotografada diversas vezes no livro. Apostaria muito que o seu antepassado procede da região de Willisau ou Hergiswil, pois aí se encontrou, ou ainda se encontra, o maior número de Wermelinger. Naturalmente, Lucerna conta a maioria, pois todos emigraram do interior para esta cidade, em busca de melhores condições de trabalho.

Remeto-lhe, ademais, fotografias da Suíça, na esperança de que despertem grande interesse e alegria no círculo dos seus Wermelinger e amigos.

Quero também enviar-lhe fotografias da nossa família, pois os seus retratos muito nos alegraram, a mim e aos meus. Quando o senhor receber esta carta, meu filho Walter estará na escola de recrutas de Beijern, nas imediações de Freiburg — região de onde o senhor já mencionou alguma descendência.

Quanto aos outros nomes de família citados pelo senhor, nada mais sei sobre a sua descendência, pois não foi possível examinar além disso. Acredito, porém, que as suas pesquisas e suposições sejam quase certas, e o senhor poderá ler o texto no livro de Lucerna, onde descobrirá muitas indicações interessantes.

Achei muito interessante a sua referência às condições geográficas e demográficas do Brasil, tão vasto e tão pouco povoado. Nos jornais, lê-se muito sobre agitações nas cercanias do Rio. Espero que, nas suas montanhas, conheçam apenas sossego e paz.

Como este volume é pesado, não pude remetê-lo pelo correio aéreo. Demorará, assim, mais algumas semanas, mas teríamos interesse em saber se tudo chegou bem.

Eu e minha família receberemos novas notícias suas com muito prazer. Concluo aqui estas linhas, esperando que o encontrem com saúde. Minha família e eu o saudamos de todo o coração, desejando-lhe todo o bem.

Otto Wermelinger St. Karlistrasse, 68
Lucerna — Schweiz — Europa
Texte original en français

À mon cher ami d'outre-mer,

Je vous adresse mes sincères remerciements pour votre précieuse lettre, venue de si loin. J'ai été agréablement surpris de recevoir de vos nouvelles. Malheureusement, je n'ai pu répondre que maintenant, car j'ai été malade plusieurs semaines durant et j'ai dû me rendre dans une station thermale pour une cure de repos.

Il n'est pas non plus possible de faire traduire cette lettre en portugais, car cette langue n'est pas parlée en Suisse, bien qu'elle soit un État européen. Il serait plus facile de trouver un traducteur pour l'espagnol — mais les traductions sont, elles aussi, très coûteuses. Aujourd'hui, alors que l'industrie de votre pays est en pleine prospérité, nous importons de nombreux travailleurs espagnols, qui gagnent ici très bien leur vie. Nous employons cependant bien plus d'Italiens, puisqu'ils viennent d'un pays voisin. On compte aujourd'hui en Suisse plus d'un demi-million de travailleurs étrangers, qui gagnent leur pain ici et envoient une part importante de leur revenu dans leur pays d'origine. Un tel afflux de main-d'œuvre n'a jamais eu lieu au cours des presque sept cents ans d'existence de la Suisse, et rien ne laisse présager une réduction prochaine. Il y a, naturellement, le revers de la médaille : la hausse des prix.

Je dis cela en passant, mais c'est, bien entendu, d'un grand intérêt. On construit beaucoup, ce qui offre de nombreuses possibilités d'emploi. L'industrie des machines, ainsi que l'horlogerie, exportent leurs produits de qualité dans le monde entier. Et puis, le tourisme : la Suisse est le pays de vacances du monde entier.

Face à ces réalités, je me demande si vous ne songez pas à revenir à la patrie ancestrale. Le travail ne manque pas, tant dans l'industrie que dans l'agriculture. Mais l'autorisation d'entrer dans le pays, pour qui vient d'outre-mer, prend beaucoup de temps, et le déménagement coûte cher. À cela s'ajoute que les femmes brésiliennes n'aiment pas émigrer. Il faudrait aussi apprendre une autre langue : ici en Suisse, surtout l'allemand et le français, et, en partie, l'italien. Dans l'hôtellerie, l'anglais est indispensable.

Je n'ai pas pu faire avancer la chronique de la famille. Je peine à comprendre comment vous pouvez ignorer le lieu d'où vient votre ancêtre qui a émigré le premier. Ce serait là la base des recherches ultérieures ; sans cela, tout effort sera vain. Je vous ai spécialement acheté un livre coûteux, contenant des photographies des localités d'où viennent les Wermelinger, ou dans lesquelles certains résident encore. Il y manque malheureusement un village : Hergiswil, village d'agriculteurs situé derrière Willisau — cette dernière étant, en revanche, photographiée à plusieurs reprises dans l'ouvrage. Je parierais fort que votre ancêtre vient de la région de Willisau ou de Hergiswil, car c'est là que se trouvait, ou que se trouve encore, le plus grand nombre de Wermelinger. Naturellement, Lucerne en compte la majorité, puisque tous ont émigré de l'intérieur vers cette ville à la recherche de meilleures conditions de travail.

Je vous envoie, en outre, des photographies de la Suisse, dans l'espoir qu'elles susciteront un grand intérêt et beaucoup de joie au sein du cercle de vos Wermelinger et de vos amis.

Je souhaite également vous faire parvenir des photographies de notre famille, car vos portraits nous ont, eux aussi, beaucoup réjouis, ma famille et moi. Lorsque vous recevrez cette lettre, mon fils Walter sera à l'école de recrues de Beijern, dans les environs de Fribourg — région dont vous avez déjà mentionné quelque descendance.

Quant aux autres noms de famille que vous avez cités, je n'en sais pas davantage sur leur filiation, car cela n'a pu faire l'objet d'un examen plus approfondi. Je crois toutefois que vos recherches et hypothèses sont presque certaines, et vous pourrez lire le texte dans le livre de Lucerne, où vous découvrirez de nombreuses indications intéressantes.

J'ai trouvé très intéressante votre remarque sur les conditions géographiques et démographiques du Brésil, si vaste et si peu peuplé. On lit beaucoup dans les journaux au sujet des troubles autour de Rio. J'espère que, dans vos montagnes, vous ne connaissez que tranquillité et paix.

Comme ce volume est lourd, je n'ai pu l'expédier par la poste aérienne. Il mettra donc quelques semaines de plus à vous parvenir, mais nous aimerions savoir si tout vous est bien arrivé.

Ma famille et moi recevrons de vos nouvelles avec grand plaisir. Je termine ici ces quelques lignes, en espérant qu'elles vous trouvent en bonne santé. Ma famille et moi vous saluons de tout cœur, en vous souhaitant tout le bien.

Otto Wermelinger St. Karlistrasse, 68
Lucerne — Schweiz — Europa

Nota arquivística. Esta carta é uma das primeiras peças da correspondência que reataria, após 143 anos de silêncio, o contato entre os Wermelinger do Brasil e os Wermelinger da Suíça. Otto Wermelinger-Ambühl, de Lucerna, e Walter Wermelinger da Costa, advogado em Niterói, mantiveram troca regular a partir de 1962. Sete anos depois, no encontro do Wermelinger-Tag em Willisau, em 16 de novembro de 1969, mais de 300 descendentes se reuniriam no salão Mohren para celebrar o restabelecimento desse vínculo — vendo, pela primeira vez, filmes do Brasil rodados pelo filho de Otto, Walter Wermelinger, então funcionário da Swissair. — Tiago Torres Wermelinger, 2026.

Original em francês · Otto Wermelinger-Ambühl · Lucerna, julho de 1962
Tradução portuguesa: Walter Wermelinger da Costa
Arquivo · Tiago Torres Wermelinger · Duas Barras · 2026