
Árvore genealogia da Família Wermelinger Willisau Suíça 1812.
Wermelinger Family Tree 1812. Willisau CH.

Desde que eu ingressei na rede social Facebook, estou fazendo parte do grupo chamado "Wermelinger Family Worldwide", onde conheci Roland Wermelinger, que é o administrador e criador dessa comunidade.
Nessa rede social existem vários Wermelingers espalhados por toda a Europa, América do Norte — enfim, pelo mundo. Hoje recebi um e-mail do grupo que foi repassado para os 115 membros pertencentes a esse grupo, referindo-se a este blog. Tenho postado alguns links do blog em alemão; pelo visto está sendo bem repercutido lá fora.
Segue o conteúdo do mesmo:
Roland Wermelinger enviou uma mensagem aos membros do grupo Wermelinger Family Worldwide.
Deutsch:
Hallo Wermelingers — wir haben einen sehr interessanten neuen Member aus Brasilien, welcher sehr interessante Sachen über unseren Familiennamen zu berichten weiss und Wermelinger-Treffen in Brasilien organisiert. → also schaut wieder mal rein!!!
Français :
Bonjour Wermelingers — on a un nouveau membre dans notre groupe, du Brésil, qui sait des choses très intéressantes sur notre nom de famille et qui a déjà organisé des fêtes de Wermelinger au Brésil. → svp allez regarder…
English:
Hello Wermelingers — we've got a new member in our group from Brazil who has a lot of interesting information about our family and has already organised Wermelinger Meetings in Brazil — please have a look at our site!!!
Gruss,
Roland Wermelinger
Fico feliz em saber que o sentimento de família é o mesmo em qualquer parte do mundo, não importando a língua que se fala, a cultura, a religião, a etnia. Os laços de DNA vão além das fronteiras físicas — uma desterritorialização total dos pensamentos incomuns —, e o sentimento de família prevalece nos corações das pessoas.
Français : Publicité du XIXe siècle. Scannée dans : "La mécanique pratique, guide du mécanicien", par Eugène Dejonc, J. Rothschild éditeur, 3e édition, 1894.
English: 19th-century advertisement. Scanned from: "La mécanique pratique, guide du mécanicien", by Eugène Dejonc, J. Rothschild publisher, 3rd edition, 1894.
A IRMANDADE DE N. S. DA CONCEIÇÃO
A SEUS DIGNOS IRMÃOS E SRS. CONTRIBUINTES
Srs. Contribuintes,
A Comissão abaixo assignada, nomeada pela Meza Administrativa da Irmandade de N. S. da Conceição d'esta Villa para promover os concertos de que necessitava a Igreja Matriz, empregando para esse fim os recursos de que dispunha a mesma Irmandade, e mais o que pudesse adquirir em appello ao povo, vem perante vós e a Irmandade — de que recebeu a honrosa, se bem que difficil, tarefa — dar conta dos resultados de seus trabalhos, no desempenho de sua missão.
Como se vê da receita adiante circumstanciada, obtiveram-se de donativos 9.428$700, inclusive o producto de um leilão de prendas.
As obras, entretanto, elevaram a despeza à somma de 11.821$300, o que dá um deficit de 2.392$600, que foi pago pelos cofres da Irmandade, de accordo com a autorização previamente dada a esta Commissão.
Taes obras comprehendem: demolição das restantes paredes de madeira em todo o pavimento inferior da Igreja, e construção de novas com tijolo de 0,m35 de grossura, e ainda uma parede no pavimento superior da torre do Sul; substituição de todos os baldrames de madeira por pedra; corte de todos os esteios, com calçamentos de pedra desde suas bazes; renovação das pilastras; arrancamento de todo o assoalho até o arco do Cruzeiro; substituição do mesmo assoalho por ladrilho de mosaico e marmore, incluindo o baptisterio, e na torre do Norte, por concreto de cimento e pedra; calçamento de todas as columnas interiores da Igreja, e reparação das que estavam apodrecidas; reforma do ladrilho de marmore da entrada e nos degráos de cantaria da frente; pintura a oleo e cal em todo o exterior e grande parte do interior do edificio; collocação de mezaninos nas paredes que circundam o subterraneo; construção de cinco pilares de pedra e tijolo no mesmo subterraneo, para fortalecimento das grossas madeiras que são a baze da edificação primitiva; abertura de uma porta na torre Norte, afim de estabelecer por ella a passagem dos sineiros; retalhamento geral; retoques em muitos pontos do edificio e no muro que forma o adro; reformas de ferragens e fechaduras.
É cheia de desvanecimento que a Commissão confessa haver encontrado, no bom povo d'esta freguezia, e até no das circumvisinhas, o mais franco e benevolo acolhimento, cumprindo o gratíssimo dever de deixar aqui consignado seu indelevel reconhecimento.
No período final de sua missão, teve a Commissão que enfrentar com difficuldades não previstas para obter a Benção da Igreja.
Mercê de Deus, e da justiça dos Illustres e Dignissimos Senhores Bispo Diocesano e Consultor do Bispado, Monsenhor José Silvestre Alves de Miranda, taes difficuldades foram superadas, e hoje o nosso decente Templo se vê entregue ao Santo mistér.
Nem individual, nem collectivamente, foram esta Commissão e a digna Irmandade attingidas pela fina e mansa censura — não dizendo injuria, porque seria honrar muito — do creador de taes embaraços: elle, em sã consciencia, reconhecerá que não póde pretender bitolar a pureza de sua vida com as dos alvejados.
Duas Barras, 11 de Agosto de 1912.
A Comissão
Henrique Wermelinger
José Wermelinger Sobrinho
Domingos José de Souza
RECEITA
José Antônio Wermelinger — 250$000
Henrique Wermelinger — 250$000
Estevão de Oliveira Lack — 250$000
Conrado Wermelinger — 250$000
José Wermelinger Sobrinho — 250$000
Antonio Wermelinger — 250$000
Domingos José de Souza — 250$000
Vigario José Antonio de Jesus Maria — 250$000 (*)
Manoel Wermelinger — 250$000
Lourenço Wermelinger — 250$000
Leopoldino Fernandes Barrozo — 250$000
Manoel Pinheiro Pires — 250$000
Jeronymo José da Silva Guimarães — 250$000
Antonio Monnerat — 250$000
Regino Monnerat — 250$000
José Constancio Monnerat — 250$000
Maria Lutterbach Mancada — 250$000
Dr. Constancio Monnerat — 250$000
Manoel Gonçalves Pinheiro — 250$000
Regina Monnerat — 250$000
Paulino Monnerat — 250$000
Carlos Pinheiro Pires — 250$000
José Homem — 250$000
Lutterbach, Irmão & Cunhado — 250$000
Jovino Monnerat & Irmão — 250$000
Sebastião Monnerat Lutterbach — 250$000
José Nascentes de Carvalho — 250$000
Lack & Berçot — 100$000
José Monnerat Junior — 100$000
Filhos de Francisco Wermelinger — 100$000
José Araujo de Barros — 100$000
Carolina Ribeiro de Moura — 100$000
Francisco Luiz Ribeiro — 100$000
Barão e Baroneza d'Aquino — 100$000
Manoel Ricardo Cabral — 100$000
Maria Roza d'Azevedo & Filhos — 50$000
A transportar: 7:700$000
(*) Este contribuinte pagou a contra-gosto.
Transporte: 7:700$000
Servulo José Vellozo — 50$000
João Erthal Junior — 50$000
José Augusto de Souza Passos — 50$000
Custodio Julio — 50$000
Miguel Fernandes de Carvalho — 20$000
David Martins dos Santos — 20$000
Licino Vieira de Souza — 20$000
Clarindo Monnerat — 20$000
José Ferreira de Souza — 20$000
Domingos da Silva Tavares — 20$000
Francisco Pereira Xavier — 20$000
Horacio José Erthal — 20$000
Aristides Monnerat — 20$000
Nagite Chaibau — 20$000
Julio Villa Martinez — 20$000
J. Falcão — 20$000
Paulino José Vellozo — 20$000
Giusa Ivan — 20$000
Francisco José Fontoura — 20$000
Orlando Pagunzzi — 20$000
Antonio Antunes Marinho — 20$000
Pires & Santos — 20$000
Francisco Fernandes — 20$000
Julião Fernandes de Carvalho — 20$000
Francisco Gonçalves Guimarães — 20$000
Julio José Erthal — 20$000
Ernesto Monnerat — 20$000
Joaquim Simões de Magalhães Baptista — 20$000
João Vieira de Souza — 20$000
Sophia Coelho Erthal — 20$000
Noberto Wermelinger — 20$000
Miguel José Romão — 10$000
Manoel José Teixeira — 10$000
Fernando Marinho Falcão — 10$000
Manoel Galindo — 10$000
Cezario José d'Almeida — 10$000
Alcides Wermelinger — 10$000
Alberto Carmo — 10$000
João Vieira de Mattos — 10$000
Transporte: 8:560$000
Euclydes Carmo & Irmão — 10$000
Rodrigo Soares de Pinho — 10$000
Sebastião José Romão — 10$000
Francisco de Souza Delgado — 10$000
Felismino Vieira de Mattos — 10$000
Joaquim Gonçalves Corguinha — 10$000
Alvaro Erthal — 10$000
Sebastião Wermelinger — 10$000
Lino Honorio d'Araujo Pinto — 10$000
Milezio da Rocha — 10$000
Joaquim Vieira de Mattos — 10$000
João Dias d'Almeida — 10$000
Manoel José Caetano — 10$000
Pedro Pagunzzi — 10$000
Paulo da Silva Marques — 10$000
Sebastião José de Carvalho — 10$000
Manoel da Costa — 10$000
Cezario Antonio Pires — 10$000
Antonio Moledo Veiga — 10$000
Antonio José Maria Monnerat — 10$000
Manoel Antonio de Mattos Filho — 10$000
José Pereira de Mello Junior — 10$000
Luiza Roza da Silva — 10$000
Manoel Gonçalves Corrêa Junior — 10$000
Sebastião de Macedo — 10$000
Antonio José de Moura — 10$000
Manoel Maximiano Pinto — 10$000
Juvenal Werneck — 10$000
Francisco Monnerat de Lima — 10$000
Lucio Vieira de Souza — 10$000
José Eugenio d'Aquino Pinheiro — 10$000
Antonio Lourenço Thurler — 10$000
Eugenio d'Oliveira Mello — 10$000
Arlindo de Souza Werneck — 10$000
Claudino Gonçalves Correa — 10$000
Sebastião José d'Almeida — 10$000
João Vieira de Gouvea — 10$000
Nicolau Barra — 10$000
Candido Ferreira da Silva — 10$000
João Muniz — 10$000
Arthur Cell — 10$000
Transporte: 8:960$000
José Feliciano d'Araujo — 5$000
José Bruno — 5$000
José França — 5$000
Severiano Francisco de Paula — 4$000
Bemiro Caldas Silva — 3$000
José Andrade — 3$000
Manoel Graciano — 3$000
Virgolino — 3$000
Ernesto Rodrigues — 3$000
Francisco Honorato — 3$000
Manoel Francisco — 2$000
Manoel Euzebio — 2$000
Antenor — 2$000
Ernesto Amorim Lima — 2$000
Antonio Luiz d'Oliveira — 2$000
Francisco Vicente — 2$000
Alfredo Vidal — 2$000
Flauzino Baptista — 2$000
José Gregorio — 2$000
Manoel Pires — 2$000
Simão Celestino — 2$000
Manoel Cunha — 2$000
Manoel Persa — 2$000
Cornelio — 2$000
João Pinto — 2$000
Gabriel Clarimundo — 2$000
Rodolpho Gregorio — 2$000
Antonio Vicente — 2$000
Eliziario — 2$000
Pedro Lima — 2$000
Francisco Barboza — 2$000
Antonio Costa — 2$000
Paulo — 2$000
Affonso de Moura — 2$000
João José Teixeira — 2$000
Dionysio Celestino — 2$000
Antonio Eugenio — 2$000
Manoel de Oliveira Mello — 2$000
José Francisco da Silva — 2$000
Thiburcio Rodrigues d'Assumpção — 1$000
Transporte: 9:056$000
Francisco Lopes de Medeiros — 1$000
Maria Zeferina da Silva — 1$000
Cezario Martins dos Santos — 1$000
Fausto Braga — 1$000
Antonio Zeferino — 1$000
Eugenio da Silva Motta — 1$000
Manoel Rodrigues — 1$000
João Vieira — 1$000
Baldina Maria da Costa — 1$000
Ludgero de Oliveira — 1$000
Marianna da Conceição — 1$000
Euclydes Santos — 1$000
Francisco Eugenio Bonifacio — $500
Tanto me amargura e mortifica a irmandade por suas irregularidades e abusos, quanto sobremodo me compraz, alegra, rejubila e exalta o meu coração de Parocho a grande devoção dos Sagrados Corações. Aquella foge do Parocho... Esta aproxima-se d'elle, vae religiosamente ao Santo Confessionario e participa angelicalmente da Divina Meza Eucharistica. Abençoada mil vezes e mais seja uma tal devoção!
Estes dias parecem santificados pela affluencia do povo, vindo de longe, attrahido pelo amor, devoção e piedade pratica patenteada pelos devotos ao seu Divino Objectivo de suas culminantes aspirações: os Sagrados Corações de Jesus e Maria Santissima. Que devoção admirável, quão prodigiosa, que chega a ser milagrosa! Bendita seja ella!
Auxiliei a Boa Imprensa Catholica com a quantia de 1.180$000 réis (addicionada a 8.720$000 réis, total 9.900$000 réis). Distribui gratuitamente, em propaganda catholica, em crucifixos: vinte grosas de Rosários (terços), dezoito grosas de medalhas, quatro grosas de Escapulários e Bentilhos, etc.; oitocentos Catecismos do Episcopado Brazileiro, e mais de mil emblemas-santinhas. Em prol e defeza da integridade da Santa Fé Catholica, distribui ainda gratuitamente dez mil e cem exemplares de livros e folhetos: contra a maçonaria, o protestantismo, o espiritismo, diversos erros, heresias, superstições, abusos, etc.; sobre o Sagrado Coração de Jesus e Immaculado Coração de Maria Santissima, São José, Santo Antonio, todos os Santos Portuguezes e outros muitos; a Boa Semente, com o Evangelho de cada domingo claramente commentado em linguagem ao alcance de todas as intelligencias; sobre doutrina, dogma, moral, bom uso da logica; Novena efficaz das Tres Ave-Marias (só d'estas, tres mil cópias); Triplice Devoção, Dogma do Evangelho, Pureza de Costumes, Thesouro do Christão, Aforemus, Manual do Coração de Jesus, Mensageiro, Anjo da Guarda, Imitação de Christo, Caminho Recto, Introducção à Vida Devota, Goffiné, Horas Marianas, Confissão Sacramental, Dogma do Purgatorio e do Inferno, Instrucção sobre a virgindade por Santo Affonso, e muitos outros sobre diversos pontos de fé, doutrina, devoção, piedade e pratica da vida christã, em parte expressamente editados para circular n'esta minha Parochia.
Tudo isto sem contar mais de quinhentas cartas e circulares minhas, exhortando e chamando o meu povo à pratica do Decalogo e à recepção frequente dos divinos Sacramentos do Coração de Jesus. Sei, com profundo pezar e grande dôr na alma, que ha irmãos e até mezarios d'esta irmandade que sarcasticamente escarnecem das pessoas que commungam! Auge, Cumulo e Supina Impiedade!!!
Estimo o que empreguei no que deixo acima dito em 3.100$000 réis (que, com 9.900$000 réis, faz o total de 13.000$000 réis).
Notarei que, sempre que se fala em irregularidades e abusos da malfadada irmandade, se deve exceptuar tudo quanto diz respeito à grande e muito catholica família Wermelinger, gente simples e sincera, e sobremodo obedientissima à Egreja. Abençoada gente!
Tenho n'esta freguezia — além de muita e muitíssima gente boa, que vive conforme as leis da Egreja, mas que sobremodo se elevam por seus feitos e apparecem como archote em noite escura, e com o dedo se podem apontar como dignos de imitação — dois apostolos dos Sagrados Corações de Jesus e Maria: Estevinho e Custodio, um no Corrego das Almas e o outro no Corrego de Santa Gloria (antiga Anta). Na idade e posses muito desiguaes, porém na fé e zelo, operosidade e boas obras, devoção e amor aos Sagrados Corações, muito semelhantes e parecidos: verdadeiros adoradores de Deus Nosso Senhor, defensores e propugnadores da Egreja e seus direitos. Não cabe aqui, n'um succinto relatorio, descrever os seus innumeraveis feitos sobre diversos assumptos, tão meritorios e edificantes, que dilatam e deleitam o meu coração de Parocho, alegram e comprazem a minha alma de Sacerdote do Altissimo. Deus Nosso Senhor, Autor da Vida e da Morte, os vivifique e proteja, conserve e prolongue tão inestimaveis existencias, sempre bemfazejas e propensas para o bem, lhes dê a perseverança final, e que depois d'elles: Pretiosa in conspectu Domini, mors sanctorum eius. A Morte do Santo é agradabilissima e deleitavel ao Santissimo Coração de Deus Nosso Senhor.
A família Wermelinger é a mais saliente e sollicita em tudo o que diz respeito à pratica de nosso adoravel Catholicismo, occupando e cabendo-lhe, com justiça, a primazia entre todas as demais famílias; e d'ella póde dizer-se que é qual pedra preciosa engastada na augusta fronte fulgurante d'esta Santa Egreja! Esta família, oriunda da Suissa, é já um grande nucleo de muitas; e, para exaltar em poucas palavras o brazão de seu caracter e catholicidade, digo que são: modelares esposos, exemplares paes, obedientissimos filhos, frequentadores assiduos da Egreja, amigos e amparos dos Parochos, afastados de tudo quanto é erro dissidente da Egreja, sempre em paz, harmonia e respeito; a pratica do Catholicismo é sempre o seu alvo; em sua vida publica e particular, inclusive em suas proprias casas, em tudo se nota a firmeza inabalavel na Santa Fé Catholica; sempre de mãos abertas para a Egreja, e benignamente caridosos para os padecentes e soffredores; não praticam o escandalo; de sua bocca sae só o bom exemplo; a sua vida e a de seus domesticos é conforme os sagrados canones.
Bem parece que, gerados no casto amor da piedade christã com o leite da solida devoção, embalados no aroma e fragrancia de acrisoladas virtudes, se desenvolvem na pratica do bem, vivem na observancia dos Mandamentos, e passam à Eternidade no santo temor e amor a Deus Nosso Senhor. Bem hajam elles perpetuamente, e o Altissimo accumule de bens perennes e bençãos infindas a sua prospera descendencia; e que em seculos futuros possam os Parochos, meus successores, do mesmo modo abençoá-los.
A todas as pessoas tão dadivosas e bemfazejas, e a outras imitadoras de tão louvaveis exemplos: os meus mais intimos e cordiaes applausos no Senhor, o penhor de meus sinceros agradecimentos nos Sagrados Corações de Jesus e Maria, as minhas Bençãos parochiaes profundamente desçam, qual orvalho bemdito e celestial, sobre todos que tão bondosa e religiosamente me auxiliam de qualquer modo, suavizando assim as agruras e mais asperezas proprias e annexas ao munus parochial, d'um sacerdote já declinado para os seus 70 outonnos. Por tudo, por todos, nos seja dito: louvado seja para sempre Deus Nosso Senhor Jesus Christo, Et gratia ejus in me vacua non fuit (1.ª Cor. XV: 10). Certavi… Fidem servavi (2.ª Tim. IV: 7).
Eis, pois, o meu Anno Parochial de 1911.
Oxalá e praza aos Céos que todos os olhares se convertam e voltem para o Altar, todas as aspirações para os Sagrados Corações de Jesus e Maria, todas as boas vontades para a Egreja de Deus, imagem do Céo e porta da Bemaventurança!
Laus Deo Virginique Matri.
Disse-me mais este bom homem, cordialmente piedoso:
— Institui, para sempre e perpetualmente, por testamento, duas Missas para serem celebradas annualmente: uma à Sagrada Paixão de Nosso Senhor Jesus Christo, e outra às Sete Dores de Nossa Senhora, sendo a primeira na Sexta-feira da Paixão, e a segunda Sabbado da Paixão, antes do Domingo de Ramos; e esta minha instituição será cumprida fielmente por mim enquanto vivo for, e por meus herdeiros depois de minha morte. Dei, offertei, e fiz devoção à Santa — entenda-se à Fabrica — da minha situação Diamantino: para sempre toda a sua renda será para a Santa; eu mesmo continuarei a administrá-la por meio de membros de minha inteira confiança, não tendo a irmandade em tempo algum direito nem domínio de qualquer espécie sobre a dita situação.
Eu também, do mesmo modo, quanto já fiz e pude fazer, nunca irá para a posse nem domínio da irmandade, mas sim tudo para a Fabrica d'esta Egreja.
Que lauto almoço tão opíparo tive eu n'esse dia, abençoado mil vezes e mais! Que acção de Graças a Nosso Senhor depois da Santa Missa! Ó dia bendito, alegre e risonho, para mim serás in perpetuum o Dia Milagroso, ou Dia de Milagre, o dia 24 de Maio de 1911, mez de Flôres de Maria Santissima, dia de Nossa Senhora Auxiliadora.
Esta situação, a que o Sr. Estevinho se referiu, consta de dez alqueires de boas terras, em cafezaes, cannaviaes e matas, com tres boas casas de moradias, distantes apenas um kilometro d'esta Matriz, ao nascente; a estrada de Bom Jardim passa atravessando a situação, que é hoje conhecida já por Terras da Santa. Eu a estimo em sete contos de réis.
Consta-me que uma pessoa da família Wermelinger tenciona dar-me toda a cal; e uma outra pessoa, também Wermelinger, quer dar todo o fôrro. Diversas pessoas me offereceram dias de serviço, semanas, e até mezes.
De sua importância e maior ponderação é o seguinte: — tudo quanto me deram e offereceram foi espontaneamente. Aqui, só exclamando com o Propheta: "Bendito sejaes, ó meu Deus e Senhor, que tendes em vossas Mãos as chaves de todos os corações, e os abris e inclinaes para onde e como vos apraz!"
Os actos religiosos são bem frequentados e assistidos, com louvável religiosidade e recolhimento piedoso. Nos dias santificados, há grande affluencia de fiéis à Egreja, com piedoso respeito, havendo sempre frequência dos divinos Sacramentos, ouvindo atenciosamente as predicas até ao fim; e, ao terminar o acto religioso, vêm piedosamente beijar o santo crucifixo, que em minhas sagradas mãos lhe offereço, trazendo e depositando na salva, espontaneamente, suas generosas dadivas, oblações e offertas.
A devoção dos Sagrados Corações de Jesus e Maria — pupilla de meus olhos, aspiração de todos meus mais intimos almejos e cordeaes anhelos — deixa muito a desejar, é verdade, relativamente à sua canonica e regular organização, no fiel desempenho das suas obrigações de zeladas e zeladores; porém, ao meu ver, é clarividente um grande milagre dos Sagrados Corações: a pratica de tanta virtude, robusta fé, esperança firme e caridade ardente, tendo por consequencia a solida piedade, a devoção pratica, a dedicação, o sacrificio e abnegação, e sobremodo a frequente recepção dos divinos Sacramentos. Mil vezes e mais abençoada seja!
Ás primeiras Sextas-feiras bem póde chamar-se Flos Florum e Rosa Rosarum: a flôr mais aromatica e fragrante, e a rosa mais esbelta e mimosa, deliciosa e cheia de encantos, do Jardim d'esta Santa Egreja de Deus!
É dignissimo de feliz memoria e dos mais cordiaes encomios a fundação e doação, a este Bispado, da Egreja de Nossa Senhora da Guia, na Estação de Monnerat, filial d'esta Matriz, pela Exma. Sra. D. Anna Maria Monnerat, viúva do Coronel José Constancio Monnerat, cuja firma Viuva Monnerat & Filhos, por escriptura publica passada n'esta Villa pelo tabelião Domingos José de Souza, a 21 de Janeiro de 1892, no valor de vinte contos de réis. Para esta obra toda meritoria, muito e efficazmente concorreu, e sobremodo com sua grande influencia e intima amizade, o Sr. Coronel Paulino Luiz de Freitas, grande negociante, abastado capitalista, altamente conceituado, e por todos bemquisto e respeitado na Estação de Monnerat.
O Sr. José de Oliveira Lach, por si e seus amigos, concorreu com toda a cêra para a celebração de todo o mez de Flôres a Maria Santíssima, e bem assim, por sua dedicação, coordenou a Capellania das primeiras Sextas-feiras ao Sagrado Coração de Jesus. A irmandade nada me deu, nem para guizamentos, nem siquer duas velas para as Endoenças e a Santa Paschoa da Ressurreição de Nosso Senhor!
O Sr. José Antônio Wermelinger deu-me a madeira e as ferragens para uma meza na Sala dos Milagres e Promessas, n'esta sacristia, e eu gastei com a meza 36$000 réis.
O Sr. João de Almeida, relativamente pobre, mas cordialmente piedoso, com todos os seus, engordou três capados de meias, e me deu 70$000 réis para as Santas Imagens.
Com minhas economias comprei e paguei duas casas com dois alqueires de boas terras, perto d'esta Egreja Matriz, para Fabrica: uma para residencia parochial, outra para renda perpetua das Santas Imagens, conforme o meu livro de Lembrança e de Consciencia. Estas duas propriedades, com alguns melhoramentos que n'ellas fiz, estão em sete contos e seiscentos mil réis (7.600$000, e mais 1.120$000, total 8.720$000 réis), para que os meus Successores não soffram as amarguras e mais difficuldades de todo gênero por que passei, máxime tendo de rosto uma irmandade totalmente irregular, e por isso abusiva, e sobremodo insupportavel a um Parocho zeloso de seus deveres e também de seus direitos.
É preciso que se saiba que esta irmandade, em todo este 4.º anno do meu Parochiato, não assistiu nem ao menos a uma Missa Dominical, não mandou celebrar nem ao menos uma só Missa à Padroeira, não me deu nem ao menos uma vela para o Altar, nem um ceitil em auxílio de guizamentos! Singular irmandade, que de irmandade só tem o nome...
Diversas pessoas deram-me cem velas de cêra pura, de vários tamanhos, parte de milagres operados pelos Santos, cujas imagens se veneram n'esta Egreja. De muito longe aqui vêm pessoas devotamente e em penitência, pagar suas piedosas promessas e satisfazer seus religiosos votos.
O Sr. Custódio Júlio deu-me um vinhário, grande madeirão, para a Egreja nova (que pretendo construir para as Sagradas Imagens do Sagrado Coração de Jesus e do Immaculado Coração de Maria), e mais a quantia de 220$000 réis, sendo 120$000 réis já incluídos acima, para a Fabrica, e 100$000 réis para as Santas Imagens.
O Sr. Estevão de Oliveira Lach, conhecido por Estevinho, casado na muito catholica família Wermelinger, entre todos é sempre saliente qual estrella scintilante, e sobremodo ainda se mostra sempre sobre todos e mais que todos, qual sol fulgurante, por sua piedade solida e zelo pratico, o mais dedicado à Igreja e às suas leis obedientissimo até o exemplo, e sempre em intima união, franqueza e lealdade com todos os Parochos; pagou todas as despezas com o aperfeiçoamento da Sala dos Milagres, que me serve de gabinete n'esta sacristia da Matriz; deu-me um paramento roxo e um pavilhão branco para o Tabernaculo do Santissimo Sacramento do Altar-mór; tres latas grandes de azeite de oliveira para alumiar Nosso Senhor — o que estimo em 350$000 réis.
N'esta mesma Sala dos Milagres, às 10 h. da manhã de 24 de Maio, festa de Nossa Senhora Auxiliadora dos Christãos, disse-me:
— Sr. Vigario, eu sei que o senhor deseja e pretende construir uma Cappella para as Santas Imagens do divino Coração de Jesus e do Immaculado Coração de Maria Santíssima; se bem entender, edifique-a em minhas terras, escolha o lugar onde quiser, na certeza que ponho à sua disposição todas as minhas mattas, e porei no lugar da construção todos os tijolos e telhas, tudo à minha custa; bem gostaria eu de a construir toda à minha custa, mas não posso; porém, eu hei de dar mais, lá para diante…
Eu tinha celebrado havia poucos minutos; fiquei tão comovido e admirado, até às lágrimas, quão surpreendido e jubiloso em contentamento e alegria, e tudo decerto por milagre dos Sagrados Corações; pois na verdade almejo e anhelo este alvo, mas a ninguém o tenho dito ainda: edificar uma Cappella ou Egreja aos Santissimos Corações. Acceitei, cheio de reconhecimento, tão grande offerta, abençoando esta grande alma e generoso coração, e a todos os seus.
MEMORIAL DA PAROCHIA DE DUAS BARRAS
(DIOCESE DE NITHEROY)
NO 4.º ANNO DE PAROCHIATO DO PE. JOSÉ ANTONIO DE JESUS E MARIA
1911
Campos Propagandista Catholico — São Paulo
Exmo. e Revmo.
Sr. D. Agostinho Benassi DD.
Bispo de Nitheroy
In osculo Domini
Em cumprimento à ordem do Sr. Padre Pio X, gloriosamente reinando, e em obediência ao nosso Venerando Episcopado Brazileiro, tendo à sua frente o Exmo. Sr. Dom Joaquim, proeminente Cardeal da Santa Egreja Romana e nunca assaz exaltado Arcebispo de S. Sebastião do Rio de Janeiro, desobrigo-me de meu honroso dever, offerecendo à religiosa consideração de V. Excia. Revma. o succinto Memorial e Relatorio do movimento parochial d'este anno, o 4.º do meu Parochiato.
MEU ANNO PAROCHIAL
MUI FELIZ E MIL VEZES ABENÇOADO
Nos dois distritos que constituem este Município existem quase 13.000 almas, todas catholicas, à excepção de cento e poucos protestantes.
Celebrei: as Endoenças e a Santa Paschoa, solemnemente. As primeiras sextas-feiras de cada mez, ao Santíssimo Coração de Jesus. Todo o mez de Flôres, a Maria Santissima. A Procissão do Senhor dos Passos, em todos os domingos quaresmaes. A pregação do púlpito dos Sermões quaresmaes, às 6 horas da tarde. As festas de S. Sebastião, S. Benedicto e do Santissimo Coração de Jesus.
Confissões e Communhões: mais de duas mil, sendo 25 primeiras. Confissões e Communhões de desobriga, umas seiscentas. Trezentos baptisados, quarenta casamentos, trinta e cinco encommendações, quinze extrema-uncções e dez certidões.
Trezentas e sessenta e nove Missas (sendo mais de duzentas pedidas) ao Santissimo Coração de Jesus, ao Immaculado Coração de Maria Santissima, a outros Santos e Mysterios, benditas Almas, Promessas, Acções de graças, cumprimento de piedosos Votos, e pelos mortos.
Deus N. Senhor é admirável em todas as suas obras, e sobremodo nas obras de piedade christãs.
Visitei solemnemente, no Domingo de Paschoa, todas as casas (umas quarenta) d'esta Villa, benzendo-as e abençoando seus Moradores, felicitando-os com a Alleluia, offerecendo-lhes Nosso Senhor ressuscitado a beijar e recebendo o folar. Foi um dia cheio. Glorificada seja eternamente a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Christo.
A irmandade, de posse de todo o patrimônio d'esta Egreja, arbitrariamente e sem me consultar, omittiu a festa tradicional de Nossa Senhora Padroeira.
Por falta de uso, não temos ainda recebedores de Collectas para a Fabrica, imperadas pelo SS. Padre Pio X e ordenadas com toda a insistência pelo nosso Venerando e Admiravel Episcopado. Recebi, entretanto, de diversas procedências, espontaneamente, 720$000 réis, sendo 355$000 para o Sagrado Coração de Jesus, que empreguei: em madeiras, bancos, tamboretes, uma meza e cópia de documentos, 120$000; ao fogueteiro, 87$000; miudezas, 19$000; paguei 48$000 réis à irmandade para permittir-me celebrar o terço — festa pequena — ao Sagrado Coração de Jesus, a 21 de Junho d'este anno. Miseremini Coeli, uma irmandade erecta na Matriz, exigiu do Parocho, seu legitimo Superior, um imposto, ou como lhe chamem, para celebrar a festa do Coração de Jesus Eucharistico, Dono e Senhor da Egreja!!! Mais 90$000 réis para cera e azeite. Total: 364$000.
Na Egreja de Nossa Senhora da Guia, empreguei: em velas, azeites, toalhas, sobrepellizes, tamboretes, estola, panninhos, ritual, confessionarios, etc., 150$000 réis; e auxilios de guizamentos, 50$000 réis. Total: 564$000 réis. Em auxilio de guizamentos para a Matriz, 156$000 réis. Total: 720$000 réis.
N'estes 720$000 réis estão incluídas todas as ofertas: ao Menino Jesus, no Natal, Anno Bom e Reis, para a liberação dos escravos; na Quaresma e Semana Santa, para as Santas Missões; dia do Espirito Santo, para os Santuarios de Jerusalem; dia de S. Pedro, para o Legio Crucis pro Petri Sede; dia 8 de Setembro, para a Boa Imprensa; dia 8 de Dezembro, para as obras da Archicathedral; dia do nosso Hierarcha Diocesano, para nossa Cathedral Episcopal de S. João Baptista em Nitheroy; e os Domingos imperados na muito veneranda e admirável Carta Pastoral Collectiva, para as obras Diocesanas de nosso venerável Bispado.
Mandei para a Caixa Pia de nossa veneranda Curia Episcopal 400$000, com a minuta explicativa de seus religiosos fins, incluindo 100$000 réis para os Santuarios de Jerusalem (720$000 + 400$000 = total 1.120$000 réis).
De varias pessoas devotas recebi, para os Altares, 530 ramalhetes de variadas flores naturaes e mais de cem velas de cera. Felizmente, vae diminuindo a sugeira immunda e detestável das velas de sebo, e a irmandade há de remodelar necessariamente o seu modus vivendi pela Carta Pastoral Collectiva.
Vou, no último Domingo de cada mez, à Egreja de Nossa Senhora da Guia, em Monnerat, onde muitíssimo me edifica a admirável affluencia d'este bom povo, tão catholico e piedoso, pelo respeito e acatamento ao lugar sagrado, e sobremodo pela edificantissima frequência dos Divinos Sacramentos. Abençoada gente!
Do Sr. Coronel José Constancio Monnerat e sua Exma. Senhora D. Maria Vidal Monnerat, recebi duas lindas coroas de prata esmeralda e artisticamente lavrada, para Nossa Senhora da Guia, Padroeira, e para o Menino Jesus, que estimo no valor de 100$000 réis.
Do Sr. Capitão Lino Gomes de Figueiredo recebi um rico resplendor de prata para a imagem do Patriarcha S. Pedro, que estimo no valor de 50$000 réis.
Duas Barras, colonizada por imigrantes suíços, entre outros, teve início no século XIX, na localidade da Fazenda Tapera. Em torno da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, começou a se formar a Vila Tapera, que futuramente seria a nossa querida Duas Barras.
Duas Barras teve enorme desenvolvimento na era do café e hoje possui a 2.ª maior plantação de café do Estado do Rio de Janeiro, como exemplos as fazendas centenárias do município.
A denominação Duas Barras provém de estar localizada entre as barras formadas pela junção dos rios Negro com Resende e deste com o córrego Baú. Hoje, Duas Barras é composta de dois distritos: a sede, com a mesma denominação do município, e o 2.º distrito, chamado de Monnerat.
O município possui um grande potencial turístico, devido à preservação da maior parte do casario colonial, formando um núcleo urbano bastante agradável. A associação do relevo acidentado com a rede hidrográfica variada dota o município de inúmeras cachoeiras e quedas-d'água. Além disso, possui clima ameno. Vale lembrar que os rios de Duas Barras têm suas nascentes originadas dentro dos limites do município.
A cidade é berço do cantor e compositor Martinho da Vila.
População estimada: 10.310 habitantes (IBGE).
Área: 326 km².
Altitude: 550 m.
Durante todo o ano ocorre o Projeto Música na Praça, com shows de bandas da região de vários gêneros, quinzenalmente, em Duas Barras e em Monnerat.
Calendário festivo:
Janeiro — Encontro de Folclore.
Fevereiro — Carnaval.
Maio — Aniversário do Município (8 de maio); Encontro de Motociclistas.
Julho — Festas julinas.
Agosto — Festa da Padroeira Nossa Senhora da Conceição (1.º final de semana), em Duas Barras.
Setembro — Festa da Padroeira Nossa Senhora da Guia (8 de setembro), em Monnerat.
Dezembro — Réveillon.
VII WERMELINGER-FEST
Encontro da Família Wermelinger
Pesqueiro Portal do Vale — Duas Barras, RJ
26 de julho de 2009
(Galeria — terceira parte)
VII WERMELINGER-FEST
Encontro da Família Wermelinger
Pesqueiro Portal do Vale — Duas Barras, RJ
26 de julho de 2009
(Galeria — continuação)
VII WERMELINGER-FEST
Encontro da Família Wermelinger
Pesqueiro Portal do Vale — Duas Barras, RJ
26 de julho de 2009
DIA NACIONAL DA SUÍÇA
1.º de agosto de 2009
Praça das Colônias — Praça do Suspiro
PROGRAMAÇÃO
Sábado, 1.º de agosto
10h — Hasteamento da Bandeira da Suíça.
11h — Abertura do restaurante, com comidas típicas. Brincadeiras culturais, brindes para os acertadores, exposições e produtos da Queijaria Suíça (queijo e chocolate).
12h — Apresentação musical com o pianista Francisco Freitas e convidados.
14h — Grupo de Dança Típica Senfkorn.
15h — Oficinas: pintura para crianças, com a Prof.ª Lúcia Fonseca; crochê, com a Prof.ª Navi.
15h e 16h — Banda Bier Fest.
18h — Coral da Cidade, sob a regência de Joffre Evando.
19h — Coral da Aliança Francesa Allons Chanter, sob a regência de Alfredo Cunha.
20h — Grupo Tom sobre Tom.
Domingo, 2 de agosto
10h — Hasteamento da Bandeira da Suíça.
11h — Abertura do restaurante, com comidas típicas. Brincadeiras culturais, brindes para os acertadores, exposições e produtos da Queijaria Suíça (queijo e chocolate).
11h — Apresentação musical da Sociedade Musical Beneficente Campesina Friburguense, em homenagem ao centenário de criação da Linha de Tiro Friburguense.
12h — Apresentação musical com o pianista Philip Gutwein.
14h — Coral da Sociedade Beneficente Euterpe Friburguense, sob a regência de Agni de Souza.
15h — Oficinas: bordados, com a Prof.ª Eliza Erthal; pintura para crianças, com a Prof.ª Lúcia Fonseca.
15h — Grupo de Dança Típica Senfkorn.
Nova Friburgo, 23 de abril de 1995
Caríssimos irmãos e irmãs, Membros da Família Wermelinger,
A Graça e a Paz do Senhor Jesus estejam com todos vocês!
De todo o coração, almejo as mais fecundas bênçãos de Deus para este evento, tão rico de significado, ora congregando, nesta querida cidade de Duas Barras, os membros da Família Wermelinger.
Todo encontro familiar, especialmente na dimensão deste que ora se realiza, constitui-se numa fonte de alegria, de esperança e de partilha entre os que se sentem unidos pelo mesmo sangue.
Revive-se a memória dos antepassados, no carinho e na emoção, o que tem, para as gerações mais jovens, o sabor de uma importante lição de vivência dos valores cristãos que devem animar e orientar os ideais e o caminho de uma família cristã.
São momentos de alegria — e toda alegria deve gerar em nosso coração o louvor a Deus!
São momentos, também, em que o conhecimento mais direto das situações em que se encontram os parentes deve suscitar em todos sentimentos de solidariedade e colaboração amiga.
Que a Santa Mãe de Deus possa estar também presente em meio a todos vocês, abençoando-os carinhosamente e trazendo-lhes, de certa forma, a certeza de que, espiritualmente, aí estão muito presentes os que já os precederam no caminho da Fé — os Fundadores desta Família, e que, hoje, vivem a Páscoa definitiva na Casa do Pai.
Saúda-os, com fraterna estima, o amigo em Cristo,
D. Alano Maria Pena, O.P.
Bispo de Nova Friburgo
Der Name stammt vom Hof Wermelinger (Höfe nördlich von Wolhusen). Der Ort heisst in älteren Urkunden immer Wermoldingen, mit Ausnahme eines Johannes von Wernboldingen, der im 14. Jahrhundert an das Stift Münster zinste: dies könnte (nach Brandstetter, vom Namen Marinbald) die ursprüngliche Namensform gewesen sein.
Das Jahrzeitbuch Ruswil erwähnt zirka im 14. Jahrhundert Hans von Wermoldingen, Ionne von Wermoldingen, Johannes von Wermoldingen, Adelheit sin Husfrowe und Uoli von Wernoldingen.
Das Jahrzeitbuch Willisau erwähnt die Jahrzeitstiftung des Rutschmann Sprenjissen und Nesa, seiner Tochter.
Am 15. Oktober 1576 wurde die in Buchholz durch Ammann Wermelinger neuerbaute Kapelle des hl. Erasmus (Ruswil) mit zwei Altären und einer Glocke geweiht.
Mit Urkunde vom 24. Oktober 1656 belohnen Schultheiss und Rat von Luzern mit einem silbernen Trinkgeschirr den Steinmetz Caspar Wermelinger in Ruswil, der in der Villmerger-Schlacht mit herzhaftem Mut und unerschrocken unter einen starken Haufen von Feinden gedrungen, den zwei feindlichen Fähnrichen die Fahnen entrissen und sie zu Handen der Stadt überbracht hatte.
SALVE! FELIZ ANIVERSÁRIO,
RITA DE CÁSSIA WERMELINGER BARBOSA
12 de maio de 1903 – 12 de maio de 2009
Chegar a completar esta idade tão maravilhosa,
e ter vivido, até aqui, com muito amor e dignidade,
na abençoada união com Ayres D'Athay Barbosa,
ter, nos filhos, joias de imenso valor e personalidade —
os seis: Maria de Lourdes, José Amilcar, Eliana, Fernando, Regina e Ayres.
E ter sido membro do Apostolado da Oração e Secretária.
Casaram-se em 29 de julho de 1933, na cidade de Duas Barras —
ele farmacêutico, Presidente da Câmara e Vereador.
Instantes vividos, de sacrifícios e emoções bizarras,
sob o alicerce sólido de quatro letras: AMOR.
A D. Cassita — exemplo de Filha, Esposa, Mãe, Avó e muito mais —
nunca será esquecida pela família esta sua trajetória,
onde, no vocabulário, não encontrarei palavras, jamais,
senão a Deus agradecer, por tudo, nesta bela e longa história.
Homenagem de Farid Habib e família.
Duas Barras – RJ.
ENCONTRO DA FAMÍLIA WERMELINGER
26 de Julho de 2009 (domingo)
Pesqueiro Portal do Vale
(1 km após o trevo para Duas Barras)
No programa, o maestro Sepp Wolf e o seu Schweizer Folkloregruppen, da Suíça Central, com apresentação de diversos grupos folclóricos suíços (Jodel, Alphorn, danças, coral, etc.).
Às primas, primos, amigas e amigos,
Mais uma vez, estaremos realizando o encontro da família Wermelinger. O local é o Pesqueiro Portal do Vale, próximo ao trevo de Duas Barras — já velho conhecido nosso (espaço excelente, bem montado, com ótima comida, etc.). Agora, com nova direção, do mestre-cuca Wanderlei.
A programação pode ser resumida da seguinte maneira:
9h30 — Missa na Capela São Sebastião, povoado da Boa Vista, entre o Portal do Vale e Duas Barras.
10h00 — Abertura oficial, no Portal do Vale.
Entre 12h e 12h30 — Recepção ao maestro Sepp Wolf e seu grupo, junto à entrada do Portal do Vale. Quem já estiver no local pode comparecer à entrada principal, se quiser, com bandeirinhas do Brasil e da Suíça, faixas e qualquer outro adereço de boas-vindas.
O ingresso no recinto deverá ser pago no próprio dia, diretamente na portaria, com direito ao almoço. No almoço, será servida comida típica brasileira, mais o churrasco, com sobremesa incluída (doces); bebidas pagas à parte.
Preços do ingresso:
Crianças de 0 a 5 anos — grátis.
Crianças de 5 anos e 1 dia a 12 anos — R$ 8,50.
A partir de 12 anos e 1 dia — R$ 17,00.
IMPORTANTE: as primeiras 100 pessoas que entrarem no recinto pagarão apenas R$ 10,00 (a diferença de R$ 7,00 será paga pela organização do evento, por cortesia dos nossos tradicionais patrocinadores).
O almoço terá início às 11h00, para atender a todos aqueles que gostam de almoçar mais cedo, como as crianças, os idosos e outros. Embora o esquema de serviço seja muito bem organizado, essa alternativa sempre facilita o andamento das coisas, podendo evitar filas no horário de "pique".
Todas as dependências do Pesque-e-Pague poderão ser utilizadas (pescar, nadar, andar a cavalo e brincar no amplo espaço existente), obedecidas as regras estabelecidas normalmente pela direção do estabelecimento.
Após o almoço dos visitantes, haverá apresentação artística dos grupos folclóricos.
Animado forró durante todo o evento, com a música dos grupos suíços, da Banda Wermelinger, sob o comando do maestro Rubens Wermelinger Lack, e do quinteto de MPB Quem não chora... samba!
POUSADA E ALOJAMENTO
Para os que se interessarem, o Portal do Vale dispõe de 13 chalés (com banheiro, TV, geladeira, cama de casal e beliche), além de um alojamento coletivo para 40 pessoas. Tratar com o Sr. Wanderlei: (22) 2528-9543 e (22) 9823-0489.
Sexta-feira, 28 de novembro de 1969 Freitag, 28. November 1969 Friday, 28 November 1969
H. K. Há pouco tempo, mais de 300 membros da estirpe Wermelinger reuniram-se no salão Mohren, em Willisau, a convite de Otto Wermelinger-Ambühl, de Lucerna, cujo filho Walter havia rodado dois filmes na pátria brasileira de seus xarás. O patriarca, que em 1819 emigrou com esposa e cinco filhos1 para o então Estado português da América do Sul, chamava-se Xaver Wermelinger-Egli. Hoje seus descendentes já vivem na quinta geração ali, seja na cidade de Nova Friburgo (maior que Lucerna) ou nas vilas de Duas Barras, Sumidouro, Niterói etc. Seus filmes, exibidos pelo próprio Walter Wermelinger, funcionário da Swissair de profissão, despertaram não pouco interesse pelos costumes e tradições, métodos de trabalho e festividades preservados a 400 quilômetros a oeste do Rio. Quão fortemente a estirpe se mantém unida fica bem evidente na grande veneração ao retrato ancestral de 150 anos. Mas também não hesitaram em mostrar a consciência de seu sangue: sabia-se que os Wermelinger eram da Suíça, mas nada além disso. O desejo de informações mais detalhadas sobre a terra e o povo da pátria-tronco tornou-se cada vez mais audível, sobretudo porque em breve seria preciso celebrar os 150 anos de fixação no Brasil. Um dos brasileiros-lucerneses, o advogado Walter Wermelinger da Costa, em Niterói, foi quem fez a pedra rolar — quando os endereços Wermelinger de Lucerna solicitados ao Consulado Suíço no Rio de Janeiro lhe permitiram o desejado contato entre a nova e a antiga pátria. O segundo filme mostrava o casamento de um brasileiro com uma filha de notável beleza de sobrenome Wermelinger, cuja constituição, traços e tez denunciam ascendência mais lusitana do que alemânica.
Cabe agora aos genealogistas investigar de qual família Wermelinger descendia o primeiro emigrante — se da estirpe de Ebersecken, Egolzwil, Hergiswil bei Willisau, Ruswil, Triengen, do distrito Willisau-Land, do Seetal ou do Entlebuch. A ligação entre Brasil e Lucerna está, em todo caso, estabelecida, e há de ser apenas questão de tempo até que membros dos Wermelinger do Brasil venham visitar seus parentes de nome no cantão de Lucerna.
Diante do salão de reuniões expunham-se jornais impressos em português daquela região, onde a maioria dos Wermelinger, como membros de famílias muito ilustres, contribuíram bastante para a formação das localidades de Duas Barras, Cantagalo, Sumidouro. O sobrenome seria ali muito conhecido e respeitado, e numerosos portadores deste nome teriam sido formados como engenheiros, advogados ou militares.
O êxito da Convenção Wermelinger em Willisau é bem merecido por seus dois iniciadores e seus diligentes colaboradores. Um magnífico estímulo para a fundação de uma associação familiar!
1 O número de cinco filhos consta da reportagem original de 1969 e é mantido aqui sem correção, por princípio editorial de preservação da fonte. As fontes primárias suíças (Staatsarchiv Luzern, BF 52) registram seis filhos no embarque em 1819 — Xaver, Joseph, Stefan, Johann Baptist, Kathrina e Marianna. Johann Baptist faleceu no mar a 28 de dezembro de 1819, vitimado pela varíola, antes da chegada ao Brasil. O registro corrigido aparece em /p/cronologia.html. — Nota editorial.
H. K. Vor Kurzem haben sich im Mohren-Saal zu Willisau über 300 Mitglieder des Wermelinger-Geschlechts getroffen, eingeladen von Otto Wermelinger-Ambühl, Luzern, dessen Sohn Walter in der brasilianischen Heimat seiner Namensvettern zwei Filme gedreht hatte. Der Stammvater, der 1819 mit Frau und fünf Kindern1 nach dem früher portugiesischen Staat Südamerikas ausgewandert war, hiess Xaver Wermelinger-Egli. Heute leben seine Nachfolger bereits in der fünften Generation dort, sei es in der Stadt Nova Friburgo (grösser als Luzern) oder in den Dörfern Duas Barras, Sumidouro, Niterói usw. Seine Filme, die Walter Wermelinger, Swissair-Beamter von Beruf, selber vorführte, weckten nicht geringes Interesse an den 400 Kilometer westlich Rios erhalten gebliebenen Sitten und Bräuchen, Arbeitsmethoden und Lustbarkeiten. Wie stark die Sippe zusammenhält, beweist wohl deutlich genug die grosse Verehrung des 150jährigen Ahnenbildes. Aber auch ihr Blutbewusstsein scheute sie nicht zu zeigen: wohl wusste man, dass die Wermelinger aus der Schweiz stammen, aber nicht mehr. Der Wunsch nach näherer Auskunft über Land und Leute der Stammheimat wurde immer lauter, zumal es bald einmal galt, die 150-jährige Sesshaftigkeit in Brasilien zu feiern. Einer der Brasilien-Luzerner, der Advokat Walter Wermelinger da Costa, in Niterói, brachte den Stein ins Rollen, indem die vom Schweizer Konsulat in Rio de Janeiro erbetenen Wermelinger-Adressen aus Luzern ihm den gewünschten Kontakt zwischen neuer und alter Heimat ermöglichten. Der zweite Film zeigte die Hochzeit eines Brasilianers mit einer bildhübschen Tochter namens Wermelinger, deren Körperbau, Gesichtszüge und Teint eher lusitanische als alemannische Herkunft verraten.
Es liegt nun an den Genealogen, zu ergründen, welcher Wermelinger-Familie der erste Auswanderer entstammte, ob der Sippe aus Ebersecken, Egolzwil, Hergiswil b. W., Ruswil, Triengen, in der Willisau-Land, aus dem Seetal oder Entlebuch. Die Verbindung zwischen Brasilien und Luzern ist jedenfalls hergestellt, und es dürfte nur eine Frage der Zeit sein, wann Angehörige der Brasilien-Wermelinger ihre Namensverwandtschaft im Luzernerland besuchen kommen.
Vor dem Versammlungssaal lagen portugiesisch gedruckte Zeitungen aus jener Gegend auf, wo die meisten Wermelinger als Mitglieder sehr berühmter Familien zum Aufbau der Ortschaften Duas Barras, Cantagalo, Sumidouro viel beigetragen haben. Ihr Familienname sei dort sehr bekannt und geachtet, und zahlreiche Träger dieses Namens seien als Ingenieure, Advokaten oder Militärfachleute ausgebildet worden.
Der Erfolg der Wermelinger-Tagung in Willisau ist den beiden Initianten und ihren fleissigen Mitarbeitern wohl zu gönnen. Ein prächtiger Ansporn zur Gründung eines Familienverbandes!
1 Die Angabe von fünf Kindern stammt aus der Originalreportage von 1969 und wird hier aus editorischem Prinzip der Quellenbewahrung unverändert übernommen. Schweizerische Primärquellen (Staatsarchiv Luzern, BF 52) verzeichnen sechs Kinder bei der Einschiffung 1819 — Xaver, Joseph, Stefan, Johann Baptist, Kathrina und Marianna. Johann Baptist starb auf See am 28. Dezember 1819 an den Pocken, vor der Ankunft in Brasilien. Der korrigierte Eintrag erscheint in /p/cronologia.html. — Anmerkung der Redaktion.
H. K. Not long ago, more than 300 members of the Wermelinger lineage gathered at the Mohren Hall in Willisau, invited by Otto Wermelinger-Ambühl of Lucerne, whose son Walter had filmed two pictures in the Brazilian homeland of their namesakes. The patriarch, who in 1819 emigrated with his wife and five children1 to the then Portuguese state of South America, was named Xaver Wermelinger-Egli. Today his descendants already live in the fifth generation there, whether in the city of Nova Friburgo (larger than Lucerne) or in the villages of Duas Barras, Sumidouro, Niterói and others. His films, screened by Walter Wermelinger himself — a Swissair employee by profession — awakened no small interest in the customs and traditions, working methods and festivities preserved 400 kilometres west of Rio. How strongly the family clan holds together is plainly shown by the great veneration of the 150-year-old ancestral portrait. But neither did they shy from showing their consciousness of blood: it was known that the Wermelingers came from Switzerland, but no more than that. The desire for fuller information about the land and people of the ancestral homeland grew ever louder, especially as the 150th anniversary of settlement in Brazil was soon to be celebrated. One of the Brazilian-Lucernese, the lawyer Walter Wermelinger da Costa of Niterói, set the stone rolling: the Wermelinger addresses from Lucerne which he requested through the Swiss Consulate in Rio de Janeiro made possible the desired contact between the new and old homelands. The second film showed the wedding of a Brazilian with a strikingly beautiful daughter named Wermelinger, whose build, features and complexion betray Lusitanian rather than Alemannic ancestry.
It now falls to the genealogists to determine from which Wermelinger family the first emigrant descended — whether from the lineage of Ebersecken, Egolzwil, Hergiswil bei Willisau, Ruswil, Triengen, the Willisau-Land district, the Seetal or the Entlebuch. The connection between Brazil and Lucerne has, in any case, been established, and it should only be a matter of time until members of the Brazilian Wermelingers come to visit their namesakes in the Lucerne canton.
Before the assembly hall lay Portuguese-printed newspapers from that region, where most Wermelingers — as members of very distinguished families — contributed greatly to the building up of the towns of Duas Barras, Cantagalo, Sumidouro. Their family name is said to be very well known and respected there, and numerous bearers of the name are reported to have been trained as engineers, lawyers or military officers.
The success of the Wermelinger Gathering in Willisau is well deserved by its two initiators and their diligent collaborators. A splendid spur for the founding of a family association!
1 The figure of five children appears in the 1969 original report and is preserved here unchanged, by editorial principle of source fidelity. Swiss primary sources (Staatsarchiv Luzern, BF 52) record six children at embarkation in 1819 — Xaver, Joseph, Stefan, Johann Baptist, Kathrina and Marianna. Johann Baptist died at sea on 28 December 1819 of smallpox, before the arrival in Brazil. The corrected record appears at /p/cronologia.html. — Editorial note.
Originalfassung em alemão · Willisauer Bote, 28.11.1969 · H.K.
Tradução PT/EN: Tiago Torres Wermelinger · Duas Barras · 2026
Originalfassung · Willisauer Bote, 28.11.1969 · H.K.
Archivierung · Tiago Torres Wermelinger · Duas Barras · 2026
German original · Willisauer Bote, 28.11.1969 · H.K.
Translation PT/EN: Tiago Torres Wermelinger · Duas Barras · 2026
LOKALNACHRICHTEN
WILLISAU
Wussten Sie schon...
...dass in weiter Ferne, im Süden Brasiliens, noch viele Wermelinger leben? Es sind einige hundert in den Buchten von Rio de Janeiro, in Niterói und speziell in der Landschaft in den Bergen oberhalb von Rio im Estado do Rio de Janeiro. Dazu schreibt Otto Wermelinger-Ambühl, Luzern, folgende interessante Einzelheiten:
Der erste Xavier Wermelinger soll mit anderen Schweizer Familien und speziell auch mit Freiburger Familien vor dem Jahre 1820 nach Südamerika ausgewandert sein. Land gab es gratis zur Bewirtschaftung. Die Parzelle wurde durch das Los bestimmt. Der Anfang muss ausserordentlich schwer gewesen sein. Weitere Siedler folgten nach, aber nicht alle überlebten die lange, beschwerliche Seereise. Die Freiburger gründeten später die Stadt Neu-Freiburg, die Wermelinger die kleinere Stadt Duas Barras im Staate Rio de Janeiro.
Gewiss ist das Wissen um die Existenz von Schweizer Kolonien in Übersee und sonstwo in der ganzen Welt gar nicht neu. Aber neu war die Nachricht für viele, dass es in Brasilien so viele Wermelinger-Familien gibt.
Im Jahre 1961 erhielt ich einen Brief aus Niterói von einem jungen Mann, der auch den Namen Wermelinger trug. Er interessierte sich für die Herkunft und Abstammung seiner Vorfahren in der Schweiz. Meine Adresse erhielt dieser Mann vom Konsul in Rio de Janeiro, der vermutete, dass ich mit ihm verwandt sein könnte. Nun, dieser Beweis liess sich schwer erbringen, jedoch spätere Vergleiche von alten Fotos und Porträts liessen diese Vermutung bekräftigen.
Die ersten Wermelinger mussten also aus dem Luzerner Hinterland stammen. Es bahnte sich dann ein gegenseitiger Briefwechsel an, der in Rio de Janeiro vom Portugiesischen ins Deutsche oder umgekehrt übersetzt werden musste.
Im Jahre 1967 entschloss ich mich, dem Briefschreiber und seiner Familie einen Besuch abzustatten. Der Empfang im Flughafen Galeão bei Rio war spontan und herzlich. Neu gewonnene Freunde und vielleicht auch Verwandte zeigten mir die nähere und weitere Umgebung.
Es muss dazu bemerkt werden, dass Gastfreundschaft in diesen Landen gross geschrieben wird. Der Zufall wollte es, dass ich in Duas Barras ein grosses Erinnerungsfest mitfeiern durfte. Eine Niteroier Zeitung brachte einen Artikel mit grossen Schlagzeilen: „150 Jahre Familie Wermelinger".
Unter anderem wurde darauf hingewiesen, dass ich der erste Wermelinger sei, der diese Familien aus der ehemaligen alten Heimat besuche, und es liess an Huldigungen nicht fehlen.
Von zwei Brasilienreisen brachte ich reichliches Filmmaterial nach Hause, das ich mit Kommentar und passender Musik vertonte.
Der Film wird gezeigt: Sonntag, 16. November, 14:30 Uhr, im grossen Saal des Hotels Mohren in Willisau.
Es sei an dieser Stelle ausdrücklich erwähnt, dass dieser Film nicht Wermelinger-betont ist und daher für jedermann interessant und sehr sehenswert ist.
Also: Herzlich willkommen im Hotel Mohren — der Eintritt ist frei!
(Quelle: Walter Wermelinger)
Willisauer Bote – 20/11/1969
A FAMÍLIA WERMELINGER PRESENTE EM WILLISAU
Quando uma estirpe tão antiga, tradicional e largamente difundida como a dos Wermelinger se lembra de seus irmãos e irmãs genealógicos, esta é, sem dúvida, uma ocasião para uma reunião numerosa, na qual se encontram idosos e jovens de perto e de longe. Assim pôde o presidente da Organização da Reunião Wermelinger — Otto Wermelinger-Ambühl, de Lucerna — cumprimentar 300 pessoas no domingo próximo passado, no Salão Grande do Hotel Mohren. Ao seu lado estavam a Sra. Lehner, de Horw, e a Sra. Martha Wermelinger, do Moinho de Willisau.
O filho do presidente, Walter Wermelinger, da Swissair, conduziu a atração principal desta reunião: um filme de sua própria autoria, sobre o Rio de Janeiro e seu interior, o campo de ação dos membros da família Wermelinger que há cerca de 150 anos emigraram para lá. O objetivo desta reunião era: os Wermelinger do Brasil cumprimentam os componentes de sua estirpe na Suíça. Do grande número de quadros maravilhosamente bem coloridos, queremos destacar: a chegada do produtor do filme à casa do advogado Walter Wermelinger da Costa, no Rio; passeios nas redondezas do Rio; um carnaval em miniatura no Rio. Na segunda parte do filme, este nos levou aos vestígios da família Wermelinger, distantes 400 km, ao interior do Brasil, à cidade de Nova Friburgo, com 85.000 habitantes, e depois para Duas Barras e Sumidouro, nas quais ainda hoje reside o maior número dos Wermelinger do Brasil. Uma destas famílias mostrou com orgulho o "portrait" de seu ancestral Joseph Wermelinger, que há 150 anos chegou a esta terra e começou a colonizá-la. Um outro filme mostrou o casamento de uma jovem Wermelinger com um brasileiro, e queremos mencionar que a noiva já é portadora de traços da raça brasileira (descendente já da quinta geração que se assimilou lá). Foram mostrados ainda quadros interessantes de uma exposição rural. Por ocasião dessa exposição, Walter Wermelinger pôde se alojar na casa de parentes em Cantagalo. Uma especial impressão nos causaram as fazendas, que foram cultivadas com tenaz diligência e incansável paciência pelos Wermelinger.
O presidente passou uma lista de presença entre os participantes da reunião. Esta lista deverá ser enviada aos parentes do Brasil como saudação. Outrossim, ele dirigiu o pedido a todos os presentes que estes enviassem outros possíveis detalhes sobre a família ao Brasil.
No saguão do hotel, os atenciosos visitantes podiam ver postais do Brasil, recortes de jornais brasileiros e o escudo da família. Pôde ser constatado que os Wermelinger são cidadãos de Ebersecken, Egolzwil, Entlebuch, Gelfingen, Hergiswil b. W., Halse, Ruswil, Triengen e Willisau-Land. Desde o século XIV foram constatados ao norte de Wolhusen. Nos primórdios, o local onde residiam chamava-se Wermodingen, constatado em escrituras antigas, e comprovado por Brandstetter como derivado de "Warinbald". Um Hans Wermelinger, comendador em Ruswil, construiu em 1575 a capela em Buchholz. Em 1656, o magistrado e juiz de Lucerna presenteou o pedreiro Caspar Wermelinger com baixelas de prata, por sua participação briosa e corajosa nas guerras confederadas. Antes do final oficial da reunião, o engenheiro Anton Wermelinger, de Baden, agradeceu o trabalho idealista da organização, e externou a esperança de que os presentes pudessem se reunir outra vez em número tão elevado para uma reunião deste tipo. Finalizando, pôde ser constatado o firme propósito desta casta de continuar unida — e este desejo é, sem dúvida, uma missão grata aos organizadores desta reunião.
Lista de presença dos participantes:
(Fonte: Walter Wermelinger)
Otto Wermelinger
St. Karlistr. 68
Luzern (Schweiz)
Luzern, den 9. Juni 1963
Lieber Freund Walter in Übersee,
Endlich will ich einmal Deine wertvolle Post beantworten, die mich jedesmal mit grossem Stolz erfüllt. Also vielen Dank für das hochinteressante Paket und den in einem Abstande erfolgten Brief. Die Verpackung am Paket sah sehr mitgenommen aus, die Schnur offen, das Papier zerrissen, aber es kam doch alles an, worüber wir uns riesig freuten. Die Kalender und das Buch über Land und Volk Brasiliens hatten uns alle riesig interessiert. Wohl ist die Qualität des Druckes und der Ausrüstung nicht mit der in der Schweiz ebenbürtig, aber wenn wir in so grossen Auflagen drucken müssten, würde dieselbe bestimmt nicht besser. Im Gegenteil: die heutige gehetzte Arbeitsweise in den Fabriken und Betrieben droht der guten alten berühmten Schweizerqualität arg zuzusetzen. Das Brot muss verhältnismässig sehr sauer verdient werden, denn der Konkurrenzkampf ist in der Schweiz und in ganz Europa sehr gross. Zudem kommt dazu das Japan. Aber eben Japan, wo der Lohn so klein ist und der Arbeiter so genügsam, das kann billig verkaufen. Zum Beispiel habe ich optische und Fotoartikel gesehen, die der in Schweiz fabrizierten fast in nichts in der Qualität nachstehen.
Nebst meinen Geschwistern kenne ich in Luzern sozusagen gar niemand, der mit mir auch weitstehend verwandt wäre. Und die, die ich von meinem Vater her gekannt habe, die in Willisau, Hergiswil gelebt haben, leben fast keine mehr. Aber immerhin: die Foto von Deinem Ur-Urgrossvater ist ein kleiner Hoffnungsstrahl. Aber es braucht sehr viel Zeit, und bis zu jenen Wermelinger-Orten sind ein bis zwei Stunden zu fahren. Immerhin will ich versuchen, in den Ferien eine Kontaktaufnahme zu machen; vielleicht kann der Gemeindepräsident oder der Pfarrer mir einen Hinweis geben, auf welche Bauernliegenschaft ich mich hinwenden könnte. Aber wie gesagt: nur ein grosser Zufall, wenn ich eine Spur finden könnte. Ich stelle mir vor, es müsste doch ein Gemälde von Hand gemalt sich finden lassen. Oder ist dieses Gemälde in Eurem Besitze, und habt Ihr diese Photo von diesem Bilde machen lassen?
Über die politische Struktur unseres Landes gibt die beiliegende Broschüre sehr einfach und leichtfasslich Auskunft. Vielleicht ist Dein Freund Harald so nett und tut es in kurzen Zügen übersetzen.
Mitte Juni gehe ich mit meiner Familie nach Italien; es ist dann für mich und meine Frau das erste Mal, dass wir das Meer sehen und erleben. Wir freuen uns riesig darauf.
Im Weitern kommt mir nichts Neues in den Sinn, und ich will meine Zeilen schliessen in der Absicht, die interessante Korrespondenz weiter zu pflegen.
Es grüssen von ganzem Herzen aus weiter Ferne, aber dennoch aufrichtig — lasse auch den Übersetzer von Herzen grüssen.
OTTO WERMELINGER, MEINE FRAU M., WALTER
(Quelle: Walter Wermelinger)
Querido amigo Walter de além-mar,
Enfim, desejo responder à tua preciosa carta, que sempre me enche de muito orgulho. Portanto, muito obrigado pelo pacote muito interessante, e também pela carta que se seguiu logo.
A embalagem do pacote tinha um aspecto nada agradável: o barbante estava aberto e o papel, rasgado. Mas o conteúdo estava completo, com o que nos alegramos imensamente. Os calendários, e também o livro sobre a terra e o povo do Brasil, interessaram-nos muito. Cabe dizer que a qualidade da impressão e do acabamento não pode ser comparada com a dos produtos da Suíça. Mas, se tivéssemos de fazer impressões em quantidade como vocês precisam fazer, certamente os nossos também não seriam melhores. Ao contrário, a maneira de trabalhar estressada de hoje nas fábricas ameaça baixar a boa qualidade dos produtos suíços. O pão de cada dia precisa ser conquistado com muito suor, pois a luta pela concorrência é muito forte aqui e em toda a Europa. Soma-se a isto o fato de que os produtos japoneses são muito mais baratos e vêm como enxurrada sobre nós. Não se pode vislumbrar a consequência disto. Mas, exatamente no Japão, onde o salário é tão baixo e o operário tão bom, pode-se vender barato. Por exemplo, vi artigos óticos e fotográficos que não ficam atrás dos produzidos aqui na Suíça.
Além dos meus irmãos, praticamente não conheço ninguém, em Lucerna, que fosse aparentado comigo, mesmo de longe. E, dentre os conhecidos por parte dos pais em Willisau e Hergiswil, quase ninguém mais está vivo. Mas, mesmo assim, a foto do teu tataravô é um pequeno sinal de esperança. Precisa-se, porém, de cerca de duas horas para chegar aos lugares onde residem os Wermelinger. Quero tentar, nas férias, fazer um contato; talvez o presidente da comunidade ou o pastor possam me ajudar a saber para onde devo ir. Mas acho que seria uma grande coincidência se eu conseguisse encontrar uma pista. Sempre imagino que deva ser possível encontrar uma pintura feita à mão. Ou vocês a possuem? E fizeram a foto a partir da pintura?
Sobre a situação política do nosso país, o livrinho em anexo pode dar informações. Talvez o teu amigo Harald seja tão gentil e o traduza.
Em meados de junho, vou para a Itália com minha família. Será a primeira vez que eu e minha esposa veremos o mar. Estamos muito alegres com isto.
De nada mais nos lembramos, e queremos encerrar na esperança de podermos continuar com esta interessante correspondência.
Muitas lembranças cordiais e sinceras, também ao tradutor.
(Fonte: Walter Wermelinger)
Fontes consultadas para esta revisão:
Prefácio
(do autor)
Esta presente pasta foi criada como documentação para o programa de 16.11.1969 (14h30), no salão grande do Hotel Mohren, em Willisau (cantão de Lucerna), por ocasião do Dia da Família Wermelinger, que foi realizado com estrondoso sucesso.
Este se realizou sob o lema:
Os Wermelinger do Brasil
saúdam
os Wermelinger da Suíça,
e os Wermelinger da Suíça
saúdam
os Wermelinger do Brasil.
Este ato foi enriquecido com a apresentação de um filme
por Walter Wermelinger, em Lucerna e Kloten.
Ele mostrou a linda paisagem na baía do Rio e as regiões
românticas no interior do Estado, onde os Wermelinger
e outros suíços trabalham e cultivam as suas fazendas.
Este grande dia aconteceu com o apoio especial, de toda ordem, de:
Sra. Wermelinger-Wermelinger, Grundmühle,
em Willisau, e sua filha Marta;
bem como da Sra. Marta Lehner-Albisser,
em Horw, junto a Lucerna, nascida Wermelinger.
Agradecem e saúdam, desta forma, os organizadores:
Otto Wermelinger e filho Walter
Lucerna (Suíça), em dezembro de 1969.
Wermelinger
O nome provém da fazenda de Wermelinger (fazendas localizadas ao norte de Wolhusen). O local, em documentos antigos, é sempre denominado Wermoldingen, com exceção de um tal Johannes de Wernboldingen, que, no século XIV, recolhia impostos para a fundação caritativa de Münster: esta poderia ser, segundo a origem do nome (cf. Brauchstetter, derivaria de Marinbald), a forma original do sobrenome.
O anuário de Ruswil cita, por volta do século XIV, Hans de Wermoldingen, Ionne de Wermoldingen, Johannes de Wermoldingen, Adelheid (esposa deste) e Noli de Wermoldingen.
O anuário de Willisau cita a doação anual de Rutschmann Sprengissen e Noli de Wermoldingen.
Em 15 de outubro de 1576, a capela de Santo Erasmo, em Ruswil, reconstruída pelo Ammann Wermelinger, foi consagrada com 2 altares e 1 sino.
Conforme documento de 24 de outubro de 1656, o superintendente e conselheiro de Lucerna agraciou, com um conjunto para bebida em prata, o escultor de pedra Caspar Wermelinger, de Ruswil, que, na Batalha de Villmergen, avançou, com coragem e destemor, contra um forte bando de inimigos, arrancou a bandeira dos porta-bandeiras inimigos e a entregou pessoalmente à cidade.
(Traduzido pelo Rev. Armindo L. Müller)