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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Um pequeno anel, uma bonita história

Memória · Willisau · Ringli Erinnerung · Willisau · Ringli Memory · Willisau · Ringli

Os Willisauer Ringli e o elo entre duas pátrias Die Willisauer Ringli und das Band zwischen zwei Heimaten The Willisauer Ringli and the bond between two homelands

Existem coisas que valem mais pelo que representam do que pelo seu tamanho ou pelo seu valor material.

Na fotografia aparecem alguns “Willisauer Ringli”, os tradicionais biscoitos em forma de anel produzidos na cidade de Willisau, no Cantão de Lucerna, Suíça.

Willisau e seus tradicionais Willisauer Ringli — imagens que aproximam a cidade de origem e a memória familiar.

Conhecidos há séculos, são preparados segundo receitas tradicionais e distinguem-se pela forma circular, pelo delicado aroma de especiarias e pela característica textura firme e crocante.

Tornaram-se um dos símbolos gastronômicos de Willisau, nossa cidade de origem na Suíça.

Para muitos, são apenas um saboroso souvenir.

Para nós, porém, significam muito mais.

Foi de Willisau que, em 1819, partiram os nossos antepassados rumo ao Brasil, integrando a primeira imigração suíça organizada pelo Governo Português para a fundação da Colônia de Nova Friburgo.

Entre eles encontravam-se Xaver Wermelinger e Catharina Eggly Wermelinger que, trazendo os filhos pelas mãos, deram origem a uma numerosa descendência ao longo de mais de dois séculos.

Nós, seus descendentes, espalhamo-nos por Nova Friburgo, Duas Barras, Bom Jardim, Sumidouro, Carmo, Itaocara, terras da antiga Cantagalo e, posteriormente, por diversos rincões do Brasil.

Assim, esses pequenos anéis acabam por simbolizar um elo entre duas pátrias, duas histórias, inúmeras vidas vividas e gerações que continuam a crescer.

Às vezes, um simples biscoito desperta lembranças, aproxima famílias e recorda que a memória também tem sabor.

Es gibt Dinge, deren Bedeutung weit über ihre Grösse oder ihren materiellen Wert hinausgeht.

Auf der Fotografie sind einige „Willisauer Ringli“ zu sehen – ein traditionelles ringförmiges Gebäck aus dem Städtchen Willisau im Kanton Luzern, Schweiz.

Willisau und seine traditionellen Willisauer Ringli — Bilder, die den Herkunftsort und die Familienerinnerung miteinander verbinden.

Seit Jahrhunderten bekannt, werden sie nach überlieferten Rezepten hergestellt und zeichnen sich durch ihre runde Form, das feine Aroma von Gewürzen und ihre charakteristische feste, knusprige Beschaffenheit aus.

Sie wurden zu einem der gastronomischen Wahrzeichen von Willisau, unserer Herkunftsstadt in der Schweiz.

Für viele sind sie nur ein schmackhaftes Souvenir.

Für uns aber bedeuten sie weit mehr.

Von Willisau aus brachen 1819 unsere Vorfahren nach Brasilien auf, als Teil der ersten von der portugiesischen Regierung organisierten schweizerischen Auswanderung zur Gründung der Kolonie Nova Friburgo.

Unter ihnen befanden sich Xaver Wermelinger und Catharina Eggly Wermelinger, die, ihre Kinder an der Hand, den Grundstein für eine grosse Nachkommenschaft legten, die sich über mehr als zwei Jahrhunderte hinweg entwickelte.

Wir, ihre Nachkommen, liessen uns in Nova Friburgo, Duas Barras, Bom Jardim, Sumidouro, Carmo, Itaocara und in der ehemaligen Region Cantagalo nieder und später in vielen weiteren Teilen Brasiliens.

So werden diese kleinen Ringe zum Sinnbild eines Bandes zwischen zwei Heimaten, zwei Geschichten, unzähligen gelebten Leben und Generationen, die weiter wachsen.

Manchmal weckt ein einfaches Gebäck Erinnerungen, bringt Familien einander näher und erinnert uns daran, dass auch Erinnerung einen Geschmack hat.

There are things whose worth lies more in what they represent than in their size or material value.

The photograph shows some “Willisauer Ringli”, the traditional ring-shaped biscuits made in the town of Willisau, in the canton of Lucerne, Switzerland.

Willisau and its traditional Willisauer Ringli — images that connect the town of origin with family memory.

Known for centuries, they are prepared according to traditional recipes and are distinguished by their circular shape, their delicate aroma of spices and their characteristic firm, crisp texture.

They have become one of the gastronomic symbols of Willisau, our town of origin in Switzerland.

To many, they are merely a tasty souvenir.

To us, however, they mean far more.

It was from Willisau that, in 1819, our ancestors set out for Brazil, as part of the first organised Swiss emigration, promoted by the Portuguese Government for the founding of the Colony of Nova Friburgo.

Among them were Xaver Wermelinger and Catharina Eggly Wermelinger who, leading their children by the hand, became the ancestors of a large family line that has grown over more than two centuries.

We, their descendants, settled throughout Nova Friburgo, Duas Barras, Bom Jardim, Sumidouro, Carmo, Itaocara, the former region of Cantagalo and, later, many other parts of Brazil.

Thus, these little rings have come to symbolise a bond between two homelands, two histories, countless life stories and generations that continue to grow.

Sometimes a simple biscuit awakens memories, brings families closer and reminds us that memory, too, has a taste.

AWA/awa
Nova Friburgo – Duas Barras – Bom Jardim, 15 de julho de 2026.
Terra das Colônias e dos Vindos da Dispersão.
Nova Friburgo – Duas Barras – Bom Jardim, 15. Juli 2026.
Land der Kolonien und der aus der Zerstreuung Gekommenen.
Nova Friburgo – Duas Barras – Bom Jardim, 15 July 2026.
Land of the Colonies and of Those Who Came from the Diaspora.

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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Brasão da Fámilia Wermelinger em Nova Friburgo RJ, na Praça do Suspiro.

Wermelinger — família oriunda da Suíça, do cantão florestal de Lucerna, pessoas simples conforme relatório feito pelo Padre José Maria ao Bispo há um século (http://afamiliawermelinger.blogspot.com), mas que, entre inúmeras famílias, teve o seu brasão incrustado no pé do Monumento às vítimas do cataclismo (2011), em Nova Friburgo, na Praça do Suspiro.

Por Walter Wermelinger.


Wermelinger — eine Familie schweizerischer Herkunft aus dem Waldkanton Luzern, einfache Leute gemäss einem Bericht, den Pfarrer José Maria vor einem Jahrhundert dem Bischof übermittelte (http://afamiliawermelinger.blogspot.com), deren Wappen jedoch unter zahlreichen Familien am Fuss des Denkmals für die Opfer der Katastrophe (2011) in Nova Friburgo, auf der Praça do Suspiro, eingelassen wurde.

Von Walter Wermelinger.


Wermelinger — a family of Swiss origin, from the forest canton of Lucerne, simple folk according to a report made by Father José Maria to the Bishop a century ago (http://afamiliawermelinger.blogspot.com), whose coat of arms, among countless families, was set into the base of the Monument to the victims of the cataclysm (2011), in Nova Friburgo, on the Praça do Suspiro.

By Walter Wermelinger.

Por Walter Wermelinger.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Suíça - DNA de Nova Friburgo RJ

Terceira reportagem da série produzida pelo repórter Fábio Pannunzio, mostra de onde saíram os fundadores da cidade brasileira de Nova Friburgo, no Rio e Janeiro.


sexta-feira, 24 de julho de 2009

Colônia Suíça de Nova Friburgo

DIA NACIONAL DA SUÍÇA

1.º de agosto de 2009
Praça das Colônias — Praça do Suspiro


PROGRAMAÇÃO

Sábado, 1.º de agosto

10h — Hasteamento da Bandeira da Suíça.
11h — Abertura do restaurante, com comidas típicas. Brincadeiras culturais, brindes para os acertadores, exposições e produtos da Queijaria Suíça (queijo e chocolate).
12h — Apresentação musical com o pianista Francisco Freitas e convidados.
14h — Grupo de Dança Típica Senfkorn.
15h — Oficinas: pintura para crianças, com a Prof.ª Lúcia Fonseca; crochê, com a Prof.ª Navi.
15h e 16h — Banda Bier Fest.
18h — Coral da Cidade, sob a regência de Joffre Evando.
19h — Coral da Aliança Francesa Allons Chanter, sob a regência de Alfredo Cunha.
20h — Grupo Tom sobre Tom.

Domingo, 2 de agosto

10h — Hasteamento da Bandeira da Suíça.
11h — Abertura do restaurante, com comidas típicas. Brincadeiras culturais, brindes para os acertadores, exposições e produtos da Queijaria Suíça (queijo e chocolate).
11h — Apresentação musical da Sociedade Musical Beneficente Campesina Friburguense, em homenagem ao centenário de criação da Linha de Tiro Friburguense.
12h — Apresentação musical com o pianista Philip Gutwein.
14h — Coral da Sociedade Beneficente Euterpe Friburguense, sob a regência de Agni de Souza.
15h — Oficinas: bordados, com a Prof.ª Eliza Erthal; pintura para crianças, com a Prof.ª Lúcia Fonseca.
15h — Grupo de Dança Típica Senfkorn.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Luzerna, 9 de junho de 1963

Querido amigo Walter de além-mar,

Enfim, desejo responder à tua preciosa carta, que sempre me enche de muito orgulho. Portanto, muito obrigado pelo pacote muito interessante, e também pela carta que se seguiu logo.

A embalagem do pacote tinha um aspecto nada agradável: o barbante estava aberto e o papel, rasgado. Mas o conteúdo estava completo, com o que nos alegramos imensamente. Os calendários, e também o livro sobre a terra e o povo do Brasil, interessaram-nos muito. Cabe dizer que a qualidade da impressão e do acabamento não pode ser comparada com a dos produtos da Suíça. Mas, se tivéssemos de fazer impressões em quantidade como vocês precisam fazer, certamente os nossos também não seriam melhores. Ao contrário, a maneira de trabalhar estressada de hoje nas fábricas ameaça baixar a boa qualidade dos produtos suíços. O pão de cada dia precisa ser conquistado com muito suor, pois a luta pela concorrência é muito forte aqui e em toda a Europa. Soma-se a isto o fato de que os produtos japoneses são muito mais baratos e vêm como enxurrada sobre nós. Não se pode vislumbrar a consequência disto. Mas, exatamente no Japão, onde o salário é tão baixo e o operário tão bom, pode-se vender barato. Por exemplo, vi artigos óticos e fotográficos que não ficam atrás dos produzidos aqui na Suíça.

Além dos meus irmãos, praticamente não conheço ninguém, em Lucerna, que fosse aparentado comigo, mesmo de longe. E, dentre os conhecidos por parte dos pais em Willisau e Hergiswil, quase ninguém mais está vivo. Mas, mesmo assim, a foto do teu tataravô é um pequeno sinal de esperança. Precisa-se, porém, de cerca de duas horas para chegar aos lugares onde residem os Wermelinger. Quero tentar, nas férias, fazer um contato; talvez o presidente da comunidade ou o pastor possam me ajudar a saber para onde devo ir. Mas acho que seria uma grande coincidência se eu conseguisse encontrar uma pista. Sempre imagino que deva ser possível encontrar uma pintura feita à mão. Ou vocês a possuem? E fizeram a foto a partir da pintura?

Sobre a situação política do nosso país, o livrinho em anexo pode dar informações. Talvez o teu amigo Harald seja tão gentil e o traduza.

Em meados de junho, vou para a Itália com minha família. Será a primeira vez que eu e minha esposa veremos o mar. Estamos muito alegres com isto.

De nada mais nos lembramos, e queremos encerrar na esperança de podermos continuar com esta interessante correspondência.

Muitas lembranças cordiais e sinceras, também ao tradutor.

(Fonte: Walter Wermelinger)

sexta-feira, 6 de março de 2009

Wussten sie schon...

Dass in weiter Ferne, im Süden Brasiliens, noch viele Wermelinger leben? Es sind einige hundert in den Buchten von Rio de Janeiro, in Niterói und speziell in der Landschaft in den Bergen ob Rio im Estado do Rio de Janeiro.

Der erste Xaver Wermelinger soll mit anderen Schweizerfamilien und speziell auch mit Freiburgerfamilien vor dem Jahre 1820 nach Südamerika ausgewandert sein. Der Staat Brasilien teilte diesen Einwanderern Land gratis zur Bewirtschaftung zu. Die Parzelle wurde durch das Los bestimmt. Der Anfang muss ausserordentlich schwer gewesen sein. Weitere Siedler folgten nach, aber nicht alle überlebten die lange, beschwerliche Seereise.

Die Freiburger gründeten später die Stadt Neu-Freiburg; die Wermelinger die kleinere Stadt Duas Barras im Staate Rio de Janeiro. Gewiss ist das Wissen um die Existenz von Schweizerkolonien in Übersee und sonstwo in der ganzen Welt gar nicht neu. Aber neu war die Nachricht für viele, dass es in Brasilien so viele Wermelinger-Familien gibt.

Der Zufall wollte es, dass mein Sohn in Duas Barras ein grosses Erinnerungsfest mitfeiern durfte. Eine Niteroier Zeitung brachte einen Artikel mit grossen Schlagzeilen: "150 Jahre Familien Wermelinger". Unter anderem wurde darauf hingewiesen, dass mein Sohn Walter der erste sei, der diese Familien besuche, und sie liessen es an Huldigungen nicht fehlen.

Als Mann vom Fach brachte mein Sohn Walter von zwei Brasilienreisen reichliches und interessantes Filmmaterial nach Hause, das er dann mit Kommentar und passender Musik vertonte.

Der Film ist zu sehen:
Sonntag, den 16. November
nachmittags 14.30 Uhr
im grossen Saale des Hotel Mohren in Willisau,
der Metropole des Luzerner Hinterlandes.

Es wird kein Eintrittsgeld erhoben, aber der Gastwirt erwartet eine Konsumation.

Und das kam so. Im Jahre 1961 erhielt ich einen Brief aus Niterói von einem jungen Manne, der auch den Namen Wermelinger trug. Er interessierte sich über Herkunft und Abstammung seiner Vorfahren in der Schweiz. Meine Adresse erhielt dieser Mann vom Konsul in Rio de Janeiro, der vermutete, dass ich mit ihm verwandt sein könnte. Nun, dieser Beweis liess sich schwer erbringen, jedoch spätere Vergleiche von alten Fotos und Porträts liessen diese Vermutung bekräftigen. Die ersten Wermelinger mussten also aus dem Luzerner Hinterland stammen. Es bahnte sich dann ein gegenseitiger interessanter Briefwechsel an, der in Rio vom Portugiesischen ins Deutsche oder umgekehrt übersetzt werden musste. Im Jahre 1967 entschloss sich mein Sohn Walter, dem Briefschreiber und seiner Familie in Niterói einen Besuch abzustatten. Sein Empfang im Flughafen von Galeão bei Rio war spontan und herzlich.

Neu gewonnene Freunde und vielleicht auch Verwandte zeigten ihm die nähere und weitere Umgebung. Es muss dazu bemerkt werden, dass Gastfreundschaft in diesen Landen gross geschrieben wird.

Der Film wird von meinem Sohne vorgeführt aus Dankbarkeit an die Brasilien-Wermelinger und Freunde, für die ihm so grosszügig erwiesene Gastfreundschaft: mit dem Auftrag, die aufrichtigen Grüsse zu überbringen von den Brasilien-Wermelinger an alle Luzerner Wermelinger.

Er heisst alle willkommen in Willisau;

Familie Otto Wermelinger-Ambühl
6000 Luzern, St. Karlistr. 68

Und speziell der Filmproduzent Walter Wermelinger.

N.B. Wir bitten Sie höflich, die beiliegende Postkarte für Ihre Anmeldung zu benützen. Tragen Sie die Anzahl der teilnehmenden Personen ein und senden Sie sie bis anfangs November an obige Adresse. Bringen Sie Freunde und Bekannte mit.

quarta-feira, 4 de março de 2009

150 Anos Depois

Correio Fluminense 18/07/1968


Esteve em visita ao CF o Sr. Walter Wermelinger que desde o último dia 5 está no Brasil visitando alguns parentes aqui radicados.O Sr Wermelinger é fotógrafo profissional e responsável pelo setor de produção da Swissair, residindo em Lucerna na Suíça.De onde é natural.Membro de uma das mais antigas e distintas famílias de sua pátria, tornou-se o elo entre o ramo brasileiro e suíço da mesma, que há 150 anos estava parada.Durante sua visita ao CF foi colhido flagrante vendo-se o Sr Walter Wermelinger ( à esquerda), em compania do seu primo Walter Wermelinger da Costa. (foto a baixo)


domingo, 18 de janeiro de 2009

NASCIMENTO DO CONTATO ENTRE A FAMÍLIA WERMELINGER DO BRASIL COM A FAMÍLIA WERMELINGER DA SUÍÇA

Quando residi em Duas Barras, até os oito anos de idade, não tinha a mínima noção do que era a Suíça. Só quando fui para Nova Friburgo é que comecei a entender, principalmente pelo hino da cidade que cantávamos na escola, que dizia: “Salve brenhas do Morro Queimado que os suíços ousaram varar...”.

Comecei a assistir a filmes, conhecendo mais ainda a Suíça, pois, de vez em quando, havia referências ao canivete suíço, como no filme Red River (Rio Vermelho), ou ao queijo suíço, com o Gordo e o Magro, mas sempre em um sentido de respeito. Posteriormente, soube que os suíços, em virtude de não haver trabalho para todos, empregavam-se como soldados contratados por outras sociedades (mercenários), adquirindo, com isso, fama de lealdade, pois, ao contrário de outros mercenários, eram fiéis àqueles que os haviam contratado, não se vendendo contra aqueles contra os quais lutavam, mesmo que fossem defensores de princípios democráticos (pois a Suíça era o único país do mundo que tinha uma democracia direta).

Exemplo: na queda da Bastilha, na Revolução Francesa, os mercenários suíços permaneceram fiéis à monarquia, morrendo todos em luta contra os revolucionários, sendo, por isso, homenageados em monumento na Suíça. Um fato que comprova isso é que a guarda do Vaticano, até hoje, é composta por suíços, mesmo sendo a Suíça uma sociedade cuja metade dos habitantes é protestante.

Meu avô Norberto contou, certa ocasião, que um determinado brasileiro, acostumado com a deficiência dos nossos Correios, foi convidado para uma festa e, como resolveu não comparecer, informou que havia enviado um telegrama. Entretanto, o anfitrião suíço pesquisou nos Correios de lá e verificou que o brasileiro mentira.

Em Niterói, conheci famílias membros da colônia alemã, tais como Gauderer, Wendelin, Berk e Gubitz. Dois irmãos dessa família, Bernhard e Harald, animaram-me a ir pesquisar na Embaixada Suíça, na Glória, no Rio. Indo lá com Harald, encontramos alguns nomes com as respectivas profissões. Assim, escolhemos Otto Wermelinger, de Lucerna, o qual era encadernador de livros, com quem mantive troca de cartas por alguns anos. Em 1967, o seu filho, Walter Wermelinger, veio visitar o Brasil, filmando em diversos lugares, como Rio, Niterói, Duas Barras, Sumidouro (casamento de Ana Maria, filha de Antonio Wermelinger) e Itaocara (produção de cachaça dos filhos de Maria E. Wermelinger). Esses filmes fizeram muito sucesso na Suíça, pois era uma sociedade completamente diferente, sendo assistidos por mais de 300 pessoas.

Evidentemente, a emoção de Walter Wermelinger da Costa só é compreendida por aqueles que saíram das terras de seus ancestrais e foram viver em outra sociedade, de valores completamente diferentes, podendo-se dizer, quase opostos.

Dr. Walter Wermelinger


Nota editorial: este texto encontra-se disponível apenas em português.