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sexta-feira, 6 de março de 2009

Você já sabia que...

Fonte primária preservada · Cartão postal · 1969 Erhaltene Primärquelle · Postkarte · 1969 Preserved primary source · Postcard · 1969

Convite para a exibição dos filmes do Brasil Einladung zur Vorführung der Brasilien-Filme Invitation to the screening of the Brazil films

“A hospitalidade nesse país é escrita com a letra maiúscula.” „Die Gastfreundschaft wird in jenem Land mit grossem Buchstaben geschrieben.“ “Hospitality in that country is written with a capital letter.” Otto Wermelinger, Lucerna, 1969. Otto Wermelinger, Luzern, 1969. Otto Wermelinger, Lucerne, 1969.

Este texto é, em si, uma tradução: o documento conservado traz o cabeçalho “Tradução do texto anterior”, e Otto Wermelinger menciona, no próprio texto, que a correspondência era traduzida entre o português e o alemão. Otto redigiu o original em alemão, em Lucerna. As versões alemã e inglesa aqui apresentadas são traduções do Arquivo Wermelinger, maio de 2026 — a alemã não é o original de 1969, que segue a ser localizado. Por isso nenhum dos três blocos é declarado canônico. Dieser Text ist selbst eine Übersetzung: Das erhaltene Dokument trägt die Überschrift „Tradução do texto anterior“ (Übersetzung des vorhergehenden Textes), und Otto Wermelinger erwähnt im Text selbst, dass die Korrespondenz zwischen Portugiesisch und Deutsch übersetzt wurde. Otto verfasste das Original auf Deutsch, in Luzern. Die hier vorgelegte deutsche und englische Fassung sind Übersetzungen des Wermelinger-Archivs vom Mai 2026 — die deutsche ist nicht das Original von 1969, das noch zu lokalisieren ist. Daher wird keiner der drei Blöcke als kanonisch bezeichnet. This text is itself a translation: the preserved document bears the heading “Tradução do texto anterior” (Translation of the previous text), and Otto Wermelinger mentions, within the text itself, that the correspondence was translated between Portuguese and German. Otto wrote the original in German, in Lucerne. The German and English versions presented here are translations by the Wermelinger Archive, May 2026 — the German one is not Otto’s 1969 original, which is still to be located. For this reason none of the three blocks is declared canonical.

Bem longe daqui, no Sul do Brasil, ainda vivem muitos membros da família Wermelinger. São algumas centenas nas baías do Rio de Janeiro, em Niterói, e em especial na província, nas montanhas no Estado do Rio de Janeiro. O primeiro membro, Xaver Wermelinger[1], teria emigrado juntamente com outras famílias suíças e especialmente com famílias de Freiburgo, antes de 1820, para a América do Sul. Nessa ocasião, o Brasil doava gratuitamente terras a estes emigrantes. A parcela era determinada por sorteio. O início deve ter sido muito difícil. Outras emigrações se seguiram, mas nem todos conseguiram sobreviver à longa e difícil viagem de navio. Os de Freiburgo fundaram mais tarde a cidade de Nova Friburgo; os Wermelinger, a de Duas Barras, no Estado do Rio de Janeiro, esta menor. Certamente, o conhecimento sobre a existência de colônias suíças no além-mar ou em outras partes do mundo não é novo. Mas nova foi a notícia, para muitos, de que no Brasil há tantos membros das famílias Wermelinger.[2]

E isto sucedeu assim. No ano de 1961, recebi uma carta de Niterói de um jovem que também possuía o sobrenome Wermelinger[3]. Ele se interessava pela origem e procedência de seus ascendentes na Suíça. Esse jovem obteve o meu endereço na Embaixada do Rio de Janeiro, supondo que tivéssemos um parentesco comum. Não foi fácil afirmar essa suposição; entretanto, comparações posteriores de fotografias e retratos permitiram confirmá-la. Os primeiros membros da família Wermelinger deviam ser oriundos do interior (Hinterland) de Lucerna. Formou-se, então, uma interessante troca de correspondência, que no Rio tinha de ser traduzida do português para o alemão, ou vice-versa. Em 1967, meu filho Walter resolveu visitar o autor das cartas e sua família em Niterói. Sua recepção no Aeroporto do Galeão foi espontânea e cordial.

Novas amizades adquiridas e parentes mostraram-lhe as redondezas. Deve ser assinalado que a hospitalidade nesse país é escrita com a letra maiúscula.

O destino quis que meu filho pôde tomar parte em uma grande festa comemorativa em Duas Barras. Os jornais de Niterói publicaram artigos com grandes títulos: “150 ANOS DAS FAMÍLIAS WERMELINGER”[4]. Entre outras coisas, foi mencionado que meu filho Walter é o primeiro a visitar essas famílias, e as homenagens não estiveram ausentes.

Como é de sua profissão, meu filho trouxe filmes valiosos e interessantes de duas viagens ao Brasil para casa, que ele ornamentou com comentários e músicas adequados.

Estes poderão ser vistos:
Domingo, dia 16 de novembro, às 14h30,
no salão grande do Hotel Mohren, em Willisau[5],
a metrópole do interior de Lucerna.

Não será cobrada entrada, mas o hospedeiro aguarda uma taxa de consumação.

O filme será apresentado pelo meu filho como agradecimento às famílias Wermelinger do Brasil e amigos, pela demonstração de tão grande hospitalidade, com o encargo de trazer sinceras saudações das famílias Wermelinger do Brasil às de Lucerna.

Ele expressa suas boas-vindas a todos em Willisau.

Família Otto Wermelinger-Ambühl
6000 Lucerna · St. Karlistrasse 68

E, em especial, o produtor dos filmes — Walter Wermelinger.

Weit von hier, im Süden Brasiliens, leben noch viele Mitglieder der Familie Wermelinger. Es sind einige Hundert in den Buchten von Rio de Janeiro, in Niterói und besonders im Hinterland, in den Bergen des Staates Rio de Janeiro. Das erste Mitglied, Xaver Wermelinger[1], soll vor 1820 zusammen mit anderen Schweizer Familien und besonders mit Familien aus Freiburg nach Südamerika ausgewandert sein. Damals verschenkte Brasilien Land an diese Auswanderer. Das Stück Land wurde durch das Los bestimmt. Der Anfang muss sehr schwer gewesen sein. Weitere Auswanderungen folgten, doch nicht alle überstanden die lange und beschwerliche Schiffsreise. Die Freiburger gründeten später die Stadt Nova Friburgo; die Wermelinger jene von Duas Barras im Staat Rio de Janeiro, letztere kleiner. Gewiss ist das Wissen um Schweizer Kolonien in Übersee oder in anderen Teilen der Welt nichts Neues. Neu aber war für viele die Nachricht, dass es in Brasilien so viele Mitglieder der Familien Wermelinger gibt.[2]

Und das geschah so. Im Jahr 1961 erhielt ich aus Niterói einen Brief von einem jungen Mann, der ebenfalls den Familiennamen Wermelinger trug[3]. Er interessierte sich für die Herkunft und Abstammung seiner Vorfahren in der Schweiz. Dieser junge Mann hatte meine Adresse bei der Botschaft in Rio de Janeiro erhalten, in der Annahme, dass wir eine gemeinsame Verwandtschaft hätten. Es war nicht leicht, diese Annahme zu bestätigen; spätere Vergleiche von Fotografien und Bildnissen erlaubten es jedoch, sie zu bekräftigen. Die ersten Mitglieder der Familie Wermelinger dürften aus dem Hinterland von Luzern stammen. So entstand ein interessanter Briefwechsel, der in Rio aus dem Portugiesischen ins Deutsche oder umgekehrt übersetzt werden musste. Im Jahr 1967 beschloss mein Sohn Walter, den Verfasser der Briefe und seine Familie in Niterói zu besuchen. Sein Empfang am Flughafen Galeão war herzlich und ungezwungen.

Neu gewonnene Freunde und Verwandte zeigten ihm die Umgebung. Es sei angemerkt, dass die Gastfreundschaft in jenem Land mit grossem Buchstaben geschrieben wird.

Das Schicksal wollte es, dass mein Sohn an einer grossen Gedenkfeier in Duas Barras teilnehmen konnte. Die Zeitungen von Niterói veröffentlichten Artikel mit grossen Überschriften: „150 JAHRE DER WERMELINGER-FAMILIEN“[4]. Unter anderem wurde erwähnt, dass mein Sohn Walter der Erste ist, der diese Familien besucht, und an Ehrungen fehlte es nicht.

Wie es sein Beruf mit sich bringt, brachte mein Sohn wertvolle und interessante Filme von zwei Reisen nach Brasilien nach Hause, die er mit passenden Kommentaren und passender Musik ausgestaltete.

Diese können gesehen werden:
Sonntag, den 16. November, um 14.30 Uhr,
im grossen Saal des Hotels Mohren in Willisau[5],
der Metropole des Luzerner Hinterlandes.

Es wird kein Eintritt erhoben, doch erwartet der Wirt eine Konsumationsgebühr.

Der Film wird von meinem Sohn als Dank an die Wermelinger-Familien Brasiliens und ihre Freunde gezeigt, für den Erweis so grosser Gastfreundschaft, mit dem Auftrag, die herzlichen Grüsse der Wermelinger-Familien Brasiliens an jene von Luzern zu überbringen.

Er heisst alle in Willisau herzlich willkommen.

Familie Otto Wermelinger-Ambühl
6000 Luzern · St. Karlistrasse 68

Und besonders der Produzent der Filme — Walter Wermelinger.

Far from here, in the south of Brazil, many members of the Wermelinger family still live. There are some hundreds of them in the bays of Rio de Janeiro, in Niterói, and especially in the interior, in the mountains of the State of Rio de Janeiro. The first member, Xaver Wermelinger[1], is said to have emigrated to South America before 1820, together with other Swiss families and especially with families from Fribourg. At that time, Brazil granted land free of charge to these emigrants. Each plot was assigned by lot. The beginning must have been very hard. Further waves of emigration followed, but not all survived the long and difficult voyage by ship. The Fribourg families later founded the town of Nova Friburgo; the Wermelinger, that of Duas Barras, in the State of Rio de Janeiro, the latter being smaller. It is, of course, no new thing to know that Swiss colonies exist overseas or in other parts of the world. But the news was new, for many, that in Brazil there are so many members of the Wermelinger family.[2]

And it came about thus. In the year 1961, I received a letter from Niterói from a young man who also bore the surname Wermelinger[3]. He was interested in the origin and provenance of his ancestors in Switzerland. This young man had obtained my address from the Embassy in Rio de Janeiro, supposing that we shared a common kinship. It was not easy to confirm that supposition; later comparisons of photographs and portraits, however, made it possible to confirm it. The first members of the Wermelinger family must have come from the hinterland of Lucerne. An interesting exchange of correspondence then took shape, which in Rio had to be translated from Portuguese into German, or vice versa. In 1967, my son Walter resolved to visit the author of the letters and his family in Niterói. His reception at Galeão Airport was warm and heartfelt.

Newly made friends and relatives showed him the surroundings. It should be noted that hospitality in that country is written with a capital letter.

Fate willed that my son was able to take part in a great commemorative celebration in Duas Barras. The Niterói newspapers published articles with bold headlines: “150 YEARS OF THE WERMELINGER FAMILIES”[4]. Among other things, it was mentioned that my son Walter is the first to visit these families, and tributes were not lacking.

As befits his profession, my son brought home valuable and interesting films from two trips to Brazil, which he set off with fitting commentary and music.

These may be seen:
Sunday, 16 November, at 2.30 p.m.,
in the great hall of the Hotel Mohren, in Willisau[5],
the metropolis of the Lucerne hinterland.

No admission will be charged, but the host expects a consumption fee.

The film will be presented by my son as a token of thanks to the Wermelinger families of Brazil and their friends, for the demonstration of such great hospitality, charged with bringing the sincere greetings of the Wermelinger families of Brazil to those of Lucerne.

He extends his welcome to all in Willisau.

The family of Otto Wermelinger-Ambühl
6000 Lucerne · St. Karlistrasse 68

And, especially, the producer of the films — Walter Wermelinger.

Cartão postal emitido por Otto Wermelinger, Lucerna, 1969
Cartão postal emitido por Otto Wermelinger. Lucerna, 1969. Von Otto Wermelinger versandte Postkarte. Luzern, 1969. Postcard issued by Otto Wermelinger. Lucerne, 1969. Acervo do Arquivo Wermelinger. Bestand des Wermelinger-Archivs. Wermelinger Archive collection.

Notas e fontes Anmerkungen und Quellen Notes and sources

  1. Xaver Wermelinger é François Xavier Wermelinger, o primeiro emigrante. A grafia varia entre as fontes — “Xaver” (forma alemã) aqui, “Xavier” na imprensa brasileira; o Willisauer Bote de 1969 registrou-o como “Xavier Wermelinger-Egli”. A datação “antes de 1820” é a aproximação do texto; a pesquisa do Arquivo fixa a emigração em 1819 (chegada em 1820). Xaver Wermelinger ist François Xavier Wermelinger, der erste Auswanderer. Die Schreibweise schwankt zwischen den Quellen — hier „Xaver“ (deutsche Form), „Xavier“ in der brasilianischen Presse; der Willisauer Bote von 1969 führte ihn als „Xavier Wermelinger-Egli“. Die Angabe „vor 1820“ ist die Annäherung des Textes; die Forschung des Archivs setzt die Auswanderung auf 1819 fest (Ankunft 1820). Xaver Wermelinger is François Xavier Wermelinger, the first emigrant. The spelling varies across the sources — “Xaver” (the German form) here, “Xavier” in the Brazilian press; the 1969 Willisauer Bote recorded him as “Xavier Wermelinger-Egli”. The wording “before 1820” is the text’s approximation; Archive research fixes the emigration to 1819 (arrival 1820).
  2. Algumas expressões deste parágrafo de abertura são preservadas como linguagem da tradução de época e não constituem afirmações verificadas do Arquivo. “Sul do Brasil”: os lugares citados — Rio de Janeiro, Niterói e a região serrana fluminense — situam-se no Sudeste; a expressão reflete uma perspectiva ampla, vista da Suíça. “Baías do Rio de Janeiro”: formulação de precisão incerta, que o Arquivo não corrige por não dispor do original alemão. “Os Wermelinger fundaram Duas Barras”: o Arquivo trata a passagem como memória familiar — a participação dos Wermelinger na formação social e rural da região está documentada, mas a fundação jurídico-administrativa do município é questão distinta, que requer verificação própria. Einige Ausdrücke dieses einleitenden Absatzes werden als Sprache der zeitgenössischen Übersetzung bewahrt und stellen keine vom Archiv überprüften Aussagen dar. „Süden Brasiliens“: Die genannten Orte — Rio de Janeiro, Niterói und das Bergland des Bundesstaates Rio de Janeiro — liegen im Südosten; der Ausdruck spiegelt eine weite, aus schweizerischer Sicht gefasste Perspektive wider. „Buchten von Rio de Janeiro“: eine Formulierung von ungewisser Genauigkeit, die das Archiv mangels des deutschen Originals nicht korrigiert. „Die Wermelinger gründeten Duas Barras“: Das Archiv behandelt diese Stelle als Familienüberlieferung — die bedeutende Beteiligung der Wermelinger an der gesellschaftlichen und ländlichen Entwicklung der Region ist belegt, doch die rechtlich-administrative Gründung der Gemeinde ist eine eigene, zu überprüfende Frage. Some expressions in this opening paragraph are preserved as the language of the period translation and do not constitute verified statements of the Archive. “South of Brazil”: the places named — Rio de Janeiro, Niterói, and the highlands of the state of Rio de Janeiro — lie in the Southeast; the phrase reflects a broad perspective seen from Switzerland. “Bays of Rio de Janeiro”: a phrasing of uncertain precision, which the Archive does not correct in the absence of the German original. “The Wermelinger founded Duas Barras”: the Archive treats this passage as family memory — the family’s significant part in the social and rural development of the region is documented, but the legal and administrative founding of the municipality is a separate question, requiring its own verification.
  3. O jovem de Niterói é Walter Wermelinger da Costa, advogado, que estabeleceu a reconexão entre os dois ramos da família. Otto data em 1961 a primeira carta recebida; o artigo do Willisauer Bote de 1969 situa a pesquisa de da Costa “desde 1962” — uma pequena variação entre as fontes quanto ao ano exato. O Arquivo conserva a resposta de Otto datada de 18 de dezembro de 1962 (ver, no Arquivo, “Carta de Lucerna, 18 de dezembro de 1962”). Der junge Mann aus Niterói ist Walter Wermelinger da Costa, Anwalt, der die Wiederverbindung zwischen den beiden Familienzweigen herstellte. Otto datiert den ersten erhaltenen Brief auf 1961; der Artikel des Willisauer Boten von 1969 setzt da Costas Nachforschungen „seit 1962“ an — eine kleine Abweichung der Quellen hinsichtlich des genauen Jahres. Das Archiv bewahrt Ottos Antwort vom 18. Dezember 1962 auf (siehe im Archiv „Brief aus Luzern, 18. Dezember 1962“). The young man from Niterói is Walter Wermelinger da Costa, a lawyer, who established the reconnection between the two branches of the family. Otto dates the first letter received to 1961; the 1969 Willisauer Bote article places da Costa’s research “since 1962” — a small variance between the sources as to the exact year. The Archive holds Otto’s reply of 18 December 1962 (see, in the Archive, “Letter from Lucerne, 18 December 1962”).
  4. Os jornais de Niterói noticiaram a visita de Walter Wermelinger e os 150 anos da família no Brasil. O mesmo tema reaparece na reportagem “150 anos depois”, do Correio Fluminense, conservada pelo Arquivo (ver, no Arquivo, “Correio Fluminense, c. 1970”). Die Zeitungen von Niterói berichteten über den Besuch Walter Wermelingers und über die 150 Jahre der Familie in Brasilien. Dasselbe Thema kehrt in der Reportage “150 anos depois” des Correio Fluminense wieder, die im Archiv aufbewahrt wird (siehe im Archiv „Correio Fluminense, um 1970“). The Niterói newspapers reported on Walter Wermelinger’s visit and on the 150 years of the family in Brazil. The same theme recurs in the report “150 anos depois” of the Correio Fluminense, held by the Archive (see, in the Archive, “Correio Fluminense, c. 1970”).
  5. A exibição aqui anunciada — domingo, 16 de novembro de 1969, no salão do Hotel Mohren, em Willisau — reuniu mais de 300 membros da família Wermelinger. O encontro foi noticiado pelo Willisauer Bote em 28 de novembro de 1969 (ver, no Arquivo, “150 Jahre Wermelinger in Brasilien”). Os filmes exibidos, das viagens de Walter ao Brasil, são os mesmos descritos naquele artigo. Este cartão postal é, portanto, o convite que precede aquela reportagem. Die hier angekündigte Vorführung — Sonntag, 16. November 1969, im Saal des Hotels Mohren in Willisau — versammelte über 300 Mitglieder der Familie Wermelinger. Die Begegnung wurde vom Willisauer Boten am 28. November 1969 vermeldet (siehe im Archiv „150 Jahre Wermelinger in Brasilien“). Die gezeigten Filme von Walters Brasilienreisen sind dieselben, die in jenem Artikel beschrieben werden. Diese Postkarte ist somit die Einladung, die jener Reportage vorausgeht. The screening announced here — Sunday, 16 November 1969, in the hall of the Hotel Mohren in Willisau — gathered more than 300 members of the Wermelinger family. The encounter was reported by the Willisauer Bote on 28 November 1969 (see, in the Archive, “150 Jahre Wermelinger in Brasilien”). The films shown, from Walter’s trips to Brazil, are the same ones described in that article. This postcard is therefore the invitation that precedes that report.
Este post reproduz uma fonte primária do Arquivo Wermelinger: o cartão postal com que a família Otto Wermelinger-Ambühl, de Lucerna, convidou os Wermelinger e amigos para a exibição dos filmes do Brasil — rodados por seu filho Walter — no salão do Hotel Mohren, em Willisau, no domingo 16 de novembro de 1969. No texto, Otto narra em primeira pessoa o início da reconexão: a carta recebida de Niterói em 1961, a confirmação do parentesco por fotografias, a visita de Walter em 1967. A exibição aqui anunciada é o encontro de mais de 300 Wermelinger que o Willisauer Bote noticiaria dias depois, em 28 de novembro de 1969. O documento conservado é uma tradução — traz o cabeçalho “Tradução do texto anterior” —; Otto redigiu o original em alemão, ainda a ser localizado. As versões alemã e inglesa são traduções do Arquivo, maio de 2026, e nenhum dos três blocos é aqui declarado canônico. Com a carta de 1962 e a reportagem do Correio Fluminense, este cartão completa o núcleo documental do ciclo de reconexão entre os Wermelinger do Brasil e da Suíça. Dieser Beitrag reproduziert eine Primärquelle des Wermelinger-Archivs: die Postkarte, mit der die Familie Otto Wermelinger-Ambühl aus Luzern die Wermelinger und ihre Freunde zur Vorführung der Brasilien-Filme einlud — gedreht von ihrem Sohn Walter — im Saal des Hotels Mohren in Willisau, am Sonntag, dem 16. November 1969. Im Text schildert Otto in der ersten Person den Beginn der Wiederverbindung: den 1961 aus Niterói erhaltenen Brief, die Bestätigung der Verwandtschaft anhand von Fotografien, den Besuch Walters 1967. Die hier angekündigte Vorführung ist die Begegnung von über 300 Wermelinger, über die der Willisauer Bote wenige Tage später, am 28. November 1969, berichten sollte. Das vorliegende Dokument ist eine Übersetzung — es trägt die Überschrift „Tradução do texto anterior“ —; Otto verfasste das Original auf Deutsch, das noch zu lokalisieren ist. Die deutsche und die englische Fassung sind Übersetzungen des Archivs vom Mai 2026, und keiner der drei Blöcke wird hier als kanonisch bezeichnet. Zusammen mit dem Brief von 1962 und der Reportage des Correio Fluminense vervollständigt diese Postkarte den dokumentarischen Kern des Wiederverbindungszyklus zwischen den Wermelingern Brasiliens und der Schweiz. This post reproduces a primary source from the Wermelinger Archive: the postcard with which the family of Otto Wermelinger-Ambühl, of Lucerne, invited the Wermelinger and their friends to the screening of the Brazil films — shot by their son Walter — in the hall of the Hotel Mohren, in Willisau, on Sunday 16 November 1969. In the text, Otto recounts in the first person the beginning of the reconnection: the letter received from Niterói in 1961, the confirmation of kinship through photographs, Walter’s visit in 1967. The screening announced here is the gathering of more than 300 Wermelinger that the Willisauer Bote would report a few days later, on 28 November 1969. The present document is a translation — it bears the heading “Tradução do texto anterior” —; Otto wrote the original in German, which is still to be located. The German and English versions are translations by the Archive, May 2026, and none of the three blocks is here declared canonical. Together with the 1962 letter and the Correio Fluminense report, this postcard completes the documentary core of the reconnection cycle between the Wermelinger of Brazil and Switzerland.
Tiago Torres Wermelinger
Duas Barras, Rio de Janeiro · Maio de 2026
Fonte primária preservada · Trilha Willisau
Arquivo Wermelinger, onde a história é verificada, não repetida
Duas Barras, Rio de Janeiro · Mai 2026
Erhaltene Primärquelle · Reihe Willisau
Wermelinger-Archiv, wo Geschichte geprüft wird, nicht wiederholt
Duas Barras, Rio de Janeiro · May 2026
Preserved primary source · Willisau series
Wermelinger Archive, where history is verified, not repeated

PT: tradução de época · DE e EN: traduções do Arquivo (2026) · Original alemão a localizar PT: zeitgenössische Übersetzung · DE und EN: Übersetzungen des Archivs (2026) · Deutsches Original zu lokalisieren PT: contemporary translation · DE and EN: Archive translations (2026) · German original to be located

quarta-feira, 4 de março de 2009

CF recebe visita de ilustre cidadão Suíço

Fonte primária · Correio Fluminense · c. 1970 Primärquelle · Correio Fluminense · um 1970 Primary source · Correio Fluminense · c. 1970

150 anos depois 150 Jahre danach 150 Years Later

“Esteve aqui no ano passado, quando promoveu o encontro pessoal das famílias após 150 anos de separação.” „Im vergangenen Jahr war er hier und ermöglichte das persönliche Wiedersehen der Familien nach 150 Jahren der Trennung.“ “He was here last year, when he brought about the personal reunion of the families after 150 years of separation.” Correio Fluminense, c. 1970. Correio Fluminense, um 1970. Correio Fluminense, c. 1970.

Reportagem do jornal Correio Fluminense, originalmente em português — texto canônico. As versões alemã e inglesa são traduções do Arquivo Wermelinger, maio de 2026. O recorte não traz data; o Arquivo o situa por volta de 1970 a partir de evidências internas (ver nota 4). Reproduz-se aqui a continuação da reportagem, intitulada “150 anos depois”. Reportage der Zeitung Correio Fluminense, ursprünglich auf Portugiesisch — kanonischer Text. Die deutsche und die englische Fassung sind Übersetzungen des Wermelinger-Archivs, Mai 2026. Der Zeitungsausschnitt ist undatiert; das Archiv setzt ihn aufgrund innerer Hinweise um 1970 an (siehe Anmerkung 4). Wiedergegeben wird hier die Fortsetzung der Reportage mit dem Titel „150 anos depois“. Report from the newspaper Correio Fluminense, originally in Portuguese — canonical text. The German and English versions are translations by the Wermelinger Archive, May 2026. The clipping is undated; the Archive places it around 1970 on internal evidence (see note 4). Reproduced here is the continuation of the report, titled “150 anos depois”.

Esteve em visita no Correio Fluminense o Sr. Walter Wermelinger[1], que desde o dia 5 encontra-se no Brasil em visita a alguns parentes.

O Sr. Wermelinger é o responsável pelo setor de reprodução fotográfica da Swissair na região de Zurich-Kloten, sendo considerado um dos melhores profissionais de sua terra. Reside em Lucerna, na Suíça, de onde é natural.

A origem dos Wermelinger

A família Wermelinger é originária dos distritos de Sursee e Willisau, em Lucerna. Suas raízes remontam a um passado bem distante.

O nome, segundo antigos documentos, provém da “Quinta de Wermelinger” (ao norte de Wolhusen), e era originariamente Wermolaingen. Constam dos registros oficiais de Ruswil, datados do ano de 1300[2], os nomes de Hans Von Wermoldingen e de sua filha Noll Von Wermoldingen.

No registro anual de Willisau, há referência a Rutshmann Sprengjssen e Nessa Wermelinger e à bênção, em 15 de outubro de 1576, da Capela de Santo Erasmo, em Buchholz, reconstruída pelo Ammann Wermelinger.

Posteriormente, encontramos, num certificado datado de 24 de outubro de 1655, a doação, pelo prefeito e conselheiro de Lucerna, de uma baixela de prata feita ao escultor Gaspar Wermelinger, de Ruswil, que durante a batalha de Villmergen conseguiu arrebatar as bandeiras do exército inimigo, entregando-as à cidade.

Finalmente, no Dicionário Histórico e Biográfico da Suíça está registrada a existência de um magistrado de nome Hans Wermelinger, no ano de 1525.

Os Wermelinger no Brasil

O primeiro Wermelinger a emigrar para o Brasil foi Xavier, com sua esposa Catharina Egglin[3], juntamente com os cinco filhos, dedicando-se principalmente ao progresso e ao desenvolvimento agropastoril das regiões de Duas Barras, Sumidouro, Cantagalo, Cordeiro e Itaocara, no Estado do Rio.

Hoje o ramo brasileiro dos Wermelinger destaca-se em vários setores da vida pública, contando com professores, advogados, economistas, oficiais das Forças Armadas, médicos e engenheiros, prosseguindo com o mesmo trabalho progressista de Xavier há tantos anos passados.

Encontro Brasil–Suíça

Os Wermelinger que ficaram na Suíça, com o passar do tempo, perderam o contato com os familiares que aqui se radicaram a partir de 1819.

Há cerca de seis anos, porém, o Sr. Walter Wermelinger da Costa, advogado residente em Niterói, pesquisando na Embaixada da Suíça, conseguiu estabelecer a ligação, iniciando então correspondência com o Sr. Otto[4], cujo filho é motivo desta reportagem.

Turismo

Durante sua visita ao CF, o Sr. Walter Wermelinger abordou fatos bem elucidativos sobre o desenvolvimento industrial da Suíça e sobre o que o turismo representa para a economia, sendo este atualmente uma das maiores preocupações do governo de seu país.

Revelou que esta é a segunda vez que visita o Brasil, tendo estado aqui no ano passado, quando promoveu o encontro pessoal das famílias após 150 anos de separação.

Ficou ainda bastante entusiasmado com o CF, que considerou um grande jornal em virtude da tiragem diária de 10 mil exemplares, e afirmou que levará para a Suíça alguns exemplares de nossa edição de hoje, visando a difundir naquele país europeu o nome da imprensa do nosso Estado.

Der Correio Fluminense erhielt den Besuch von Herrn Walter Wermelinger[1], der sich seit dem 5. in Brasilien aufhält, um einige Verwandte zu besuchen.

Herr Wermelinger leitet die Abteilung für fotografische Reproduktion der Swissair im Raum Zürich-Kloten und gilt als einer der besten Fachleute seines Landes. Er wohnt in Luzern, in der Schweiz, von wo er auch gebürtig ist.

Die Herkunft der Wermelinger

Die Familie Wermelinger stammt aus den Ämtern Sursee und Willisau im Kanton Luzern. Ihre Wurzeln reichen in eine weit entfernte Vergangenheit zurück.

Der Name stammt alten Urkunden zufolge vom „Wermelinger-Hof“ (nördlich von Wolhusen) und lautete ursprünglich Wermolaingen. In den amtlichen Registern von Ruswil aus dem Jahr 1300[2] erscheinen die Namen Hans von Wermoldingen und seiner Tochter Noll von Wermoldingen.

Im Jahresregister von Willisau finden sich Rutshmann Sprengjssen und Nessa Wermelinger erwähnt sowie die Weihe der Sankt-Erasmus-Kapelle in Buchholz am 15. Oktober 1576, die vom Ammann Wermelinger wiederaufgebaut worden war.

Später findet sich in einer Urkunde vom 24. Oktober 1655 die Schenkung eines silbernen Tafelgeschirrs durch den Schultheissen und Rat von Luzern an den Bildhauer Gaspar Wermelinger aus Ruswil, der in der Schlacht bei Villmergen die Fahnen des feindlichen Heeres erbeutet und der Stadt übergeben hatte.

Schliesslich verzeichnet das Historisch-Biographische Lexikon der Schweiz einen Magistraten namens Hans Wermelinger im Jahr 1525.

Die Wermelinger in Brasilien

Der erste Wermelinger, der nach Brasilien auswanderte, war Xavier, mit seiner Frau Catharina Egglin[3] und den fünf Kindern; er widmete sich vor allem dem Fortschritt und der land- und viehwirtschaftlichen Entwicklung der Gegenden von Duas Barras, Sumidouro, Cantagalo, Cordeiro und Itaocara im Staat Rio.

Heute tut sich der brasilianische Zweig der Wermelinger in zahlreichen Bereichen des öffentlichen Lebens hervor — mit Lehrern, Anwälten, Ökonomen, Offizieren der Streitkräfte, Ärzten und Ingenieuren — und setzt dasselbe fortschrittliche Werk Xaviers fort, das vor so vielen Jahren begann.

Begegnung Brasilien–Schweiz

Die Wermelinger, die in der Schweiz geblieben waren, verloren mit der Zeit den Kontakt zu den Angehörigen, die sich ab 1819 hier niedergelassen hatten.

Vor etwa sechs Jahren jedoch gelang es Herrn Walter Wermelinger da Costa, einem in Niterói ansässigen Anwalt, durch Nachforschungen bei der Schweizer Botschaft die Verbindung herzustellen; er begann daraufhin einen Briefwechsel mit Herrn Otto[4], dessen Sohn der Anlass dieser Reportage ist.

Tourismus

Während seines Besuchs beim CF schilderte Herr Walter Wermelinger aufschlussreiche Tatsachen über die industrielle Entwicklung der Schweiz und über die Bedeutung des Tourismus für die Wirtschaft, der gegenwärtig zu den grössten Anliegen der Regierung seines Landes zählt.

Er berichtete, dass dies sein zweiter Besuch in Brasilien sei; im vergangenen Jahr sei er hier gewesen und habe das persönliche Wiedersehen der Familien nach 150 Jahren der Trennung ermöglicht.

Ferner zeigte er sich vom CF sehr angetan, den er angesichts der täglichen Auflage von 10 000 Exemplaren für eine bedeutende Zeitung hielt, und erklärte, er werde einige Exemplare unserer heutigen Ausgabe in die Schweiz mitnehmen, um in jenem europäischen Land den Namen der Presse unseres Staates bekannt zu machen.

Mr Walter Wermelinger[1] paid a visit to the Correio Fluminense; he has been in Brazil since the 5th, visiting some relatives.

Mr Wermelinger heads the photographic reproduction department of Swissair in the Zurich-Kloten area and is regarded as one of the finest professionals in his country. He lives in Lucerne, Switzerland, where he was also born.

The origin of the Wermelinger family

The Wermelinger family originates from the districts of Sursee and Willisau, in the canton of Lucerne. Its roots reach back into a very distant past.

The name, according to old documents, derives from the “Wermelinger farmstead” (north of Wolhusen) and was originally Wermolaingen. The official records of Ruswil, dated 1300[2], list the names of Hans von Wermoldingen and his daughter Noll von Wermoldingen.

The annual register of Willisau mentions Rutshmann Sprengjssen and Nessa Wermelinger, and the blessing, on 15 October 1576, of the Chapel of St Erasmus in Buchholz, rebuilt by Ammann Wermelinger.

Later, in a certificate dated 24 October 1655, we find the donation, by the mayor and council of Lucerne, of a silver service to the sculptor Gaspar Wermelinger of Ruswil, who during the battle of Villmergen had captured the enemy army’s flags and handed them to the city.

Finally, the Historical and Biographical Dictionary of Switzerland records a magistrate named Hans Wermelinger in the year 1525.

The Wermelinger in Brazil

The first Wermelinger to emigrate to Brazil was Xavier, with his wife Catharina Egglin[3] and their five children, devoting himself above all to the progress and the agricultural and pastoral development of the regions of Duas Barras, Sumidouro, Cantagalo, Cordeiro and Itaocara, in the State of Rio.

Today the Brazilian branch of the Wermelinger family stands out in many areas of public life, counting teachers, lawyers, economists, officers of the Armed Forces, physicians and engineers among its members, continuing the same progressive work that Xavier began so many years ago.

Brazil–Switzerland encounter

The Wermelinger who remained in Switzerland, over time, lost contact with the relatives who had settled here from 1819 onwards.

About six years ago, however, Mr Walter Wermelinger da Costa, a lawyer residing in Niterói, through research at the Swiss Embassy, managed to establish the link, then beginning a correspondence with Mr Otto[4], whose son is the subject of this report.

Tourism

During his visit to the CF, Mr Walter Wermelinger set out illuminating facts about Switzerland’s industrial development and about what tourism means for the economy — currently one of the chief concerns of his country’s government.

He revealed that this is the second time he has visited Brazil, having been here last year, when he brought about the personal reunion of the families after 150 years of separation.

He was also greatly impressed by the CF, which he considered a major newspaper on account of its daily print run of 10,000 copies, and stated that he would take some copies of today’s edition back to Switzerland, in order to make the name of our State’s press known in that European country.

Notas e fontes Anmerkungen und Quellen Notes and sources

  1. O Walter Wermelinger desta reportagem é filho de Otto Wermelinger, de Lucerna, e responsável pela reprodução fotográfica da Swissair. Foi ele quem co-assinou, em 1962, a carta de Otto conservada pelo Arquivo (ver, no Arquivo, “Carta de Lucerna, 18 de dezembro de 1962”). Não se confunde com Walter Wermelinger da Costa, advogado em Niterói, citado adiante nesta mesma reportagem — foi este último o destinatário daquela carta e quem iniciou a reconexão entre os dois ramos da família. Der Walter Wermelinger dieser Reportage ist der Sohn von Otto Wermelinger aus Luzern und für die fotografische Reproduktion der Swissair zuständig. Er war es, der 1962 den im Archiv erhaltenen Brief Ottos mitunterzeichnete (siehe im Archiv „Brief aus Luzern, 18. Dezember 1962“). Er ist nicht zu verwechseln mit Walter Wermelinger da Costa, Anwalt in Niterói, der weiter unten in derselben Reportage genannt wird — dieser war der Empfänger jenes Briefes und derjenige, der die Wiederverbindung zwischen den beiden Familienzweigen einleitete. The Walter Wermelinger of this report is the son of Otto Wermelinger of Lucerne and head of photographic reproduction at Swissair. It was he who co-signed, in 1962, Otto’s letter held by the Archive (see, in the Archive, “Letter from Lucerne, 18 December 1962”). He is not to be confused with Walter Wermelinger da Costa, the lawyer in Niterói named later in this same report — the latter was the recipient of that letter and the one who initiated the reconnection between the two branches of the family.
  2. As referências históricas desta seção — os registros de Ruswil de 1300, o magistrado de 1525, a Capela de Santo Erasmo de 1576 e o certificado de 1655 — reproduzem o relato da reportagem, apoiado em literatura genealógica e heráldica mais antiga. O Arquivo Wermelinger as apresenta como testemunho da fonte, não como dados verificados de forma independente. Quanto ao ramo do emigrante de 1819, a pesquisa consolidada do Arquivo o situa especificamente em Willisau Stadt (ver, no Arquivo, “150 Jahre Wermelinger in Brasilien”, Willisauer Bote, 1969). Die historischen Angaben dieses Abschnitts — die Ruswiler Register von 1300, der Magistrat von 1525, die Sankt-Erasmus-Kapelle von 1576 und die Urkunde von 1655 — geben die Darstellung der Reportage wieder, die sich auf ältere genealogische und heraldische Literatur stützt. Das Wermelinger-Archiv führt sie als Zeugnis der Quelle an, nicht als unabhängig überprüfte Angaben. Was den Zweig des Auswanderers von 1819 betrifft, verortet ihn die konsolidierte Forschung des Archivs ausdrücklich in Willisau Stadt (siehe im Archiv „150 Jahre Wermelinger in Brasilien“, Willisauer Bote, 1969). The historical references in this section — the Ruswil records of 1300, the magistrate of 1525, the Chapel of St Erasmus of 1576, and the certificate of 1655 — reproduce the report’s account, which rests on older genealogical and heraldic literature. The Wermelinger Archive presents them as the testimony of the source, not as independently verified data. As for the branch of the 1819 emigrant, the Archive’s consolidated research situates it specifically in Willisau Stadt (see, in the Archive, “150 Jahre Wermelinger in Brasilien”, Willisauer Bote, 1969).
  3. Xavier é François Xavier Wermelinger, o emigrante de 1819. O sobrenome da esposa aparece em variantes nas fontes — “Egglin” aqui, “Egli” em outras; o artigo do Willisauer Bote de 1969 registrou o casal como “Wermelinger-Egli”. Pesquisa do Arquivo associa o casamento a Willisau, em 5 de fevereiro de 1809 (ver as notas do post de 1969). Xavier ist François Xavier Wermelinger, der Auswanderer von 1819. Der Familienname der Ehefrau erscheint in den Quellen in Varianten — hier „Egglin“, andernorts „Egli“; der Artikel des Willisauer Boten von 1969 führte das Paar als „Wermelinger-Egli“. Forschungen des Archivs verbinden die Eheschliessung mit Willisau, am 5. Februar 1809 (siehe die Anmerkungen des Beitrags von 1969). Xavier is François Xavier Wermelinger, the 1819 emigrant. The wife’s surname appears in variant forms across the sources — “Egglin” here, “Egli” elsewhere; the 1969 Willisauer Bote article recorded the couple as “Wermelinger-Egli”. Archive research links the marriage to Willisau, on 5 February 1809 (see the notes to the 1969 post).
  4. Esta correspondência com Otto Wermelinger está documentada: o Arquivo conserva a carta de Otto datada de 18 de dezembro de 1962, resposta a uma carta de outubro de 1962 de Walter Wermelinger da Costa (ver, no Arquivo, “Carta de Lucerna, 18 de dezembro de 1962”). O “há cerca de seis anos” da reportagem ajuda a datá-la: situa a sua publicação por volta de 1968–1970, coerente com o reencontro “após 150 anos” (1819 + 150 = 1969) descrito como tendo ocorrido “no ano passado”. Dieser Briefwechsel mit Otto Wermelinger ist dokumentiert: Das Archiv bewahrt Ottos Brief vom 18. Dezember 1962 auf, eine Antwort auf einen Brief Walter Wermelinger da Costas vom Oktober 1962 (siehe im Archiv „Brief aus Luzern, 18. Dezember 1962“). Das „vor etwa sechs Jahren“ der Reportage hilft bei ihrer Datierung: Es legt ihre Veröffentlichung um 1968–1970 nahe, im Einklang mit dem Wiedersehen „nach 150 Jahren“ (1819 + 150 = 1969), das als „im vergangenen Jahr“ geschehen beschrieben wird. This correspondence with Otto Wermelinger is documented: the Archive holds Otto’s letter dated 18 December 1962, a reply to a letter of October 1962 from Walter Wermelinger da Costa (see, in the Archive, “Letter from Lucerne, 18 December 1962”). The report’s “about six years ago” helps to date it: it places its publication around 1968–1970, consistent with the reunion “after 150 years” (1819 + 150 = 1969) described as having taken place “last year”.
Este post reproduz uma fonte primária do Arquivo Wermelinger: a reportagem “150 anos depois”, publicada pelo jornal Correio Fluminense por volta de 1970, sobre a visita ao Brasil de Walter Wermelinger — lucernês, filho de Otto Wermelinger e responsável pela reprodução fotográfica da Swissair. É a contrapartida brasileira do artigo suíço “150 Jahre Wermelinger in Brasilien” (Willisauer Bote, 1969): a mesma reconexão, vista agora pela imprensa do Estado do Rio. O português é a língua original; as versões alemã e inglesa foram feitas pelo Arquivo em maio de 2026. A reportagem narra a origem lucernesa da família, a emigração de Xavier em 1819 e o reencontro dos dois ramos — reconexão que o advogado Walter Wermelinger da Costa iniciara anos antes e que a carta de Otto, de 1962, conservada pelo Arquivo, documenta. O recorte não traz data: o Arquivo o situa por volta de 1970 a partir de evidências internas. Dieser Beitrag reproduziert eine Primärquelle des Wermelinger-Archivs: die Reportage „150 anos depois“, um 1970 in der Zeitung Correio Fluminense im brasilianischen Staat Rio de Janeiro erschienen, über den Brasilienbesuch von Walter Wermelinger — einem Luzerner, Sohn von Otto Wermelinger und Leiter der fotografischen Reproduktion der Swissair. Sie ist das brasilianische Gegenstück zum Schweizer Artikel „150 Jahre Wermelinger in Brasilien“ (Willisauer Bote, 1969): dieselbe Wiederverbindung, nun aus der Sicht der Presse des Staates Rio. Portugiesisch ist die Originalsprache; die deutsche und die englische Fassung wurden vom Archiv im Mai 2026 erstellt. Die Reportage schildert die Luzerner Herkunft der Familie, die Auswanderung Xaviers 1819 und das Wiedersehen der beiden Zweige — eine Wiederverbindung, die der Anwalt Walter Wermelinger da Costa Jahre zuvor eingeleitet hatte und die Ottos Brief von 1962, im Bestand des Archivs, dokumentiert. Der Zeitungsausschnitt ist undatiert: Das Archiv setzt ihn aufgrund innerer Hinweise um 1970 an. This post reproduces a primary source from the Wermelinger Archive: the report “150 anos depois”, published around 1970 in the newspaper Correio Fluminense in the Brazilian State of Rio de Janeiro, on the visit to Brazil of Walter Wermelinger — a man from Lucerne, son of Otto Wermelinger and head of photographic reproduction at Swissair. It is the Brazilian counterpart to the Swiss article “150 Jahre Wermelinger in Brasilien” (Willisauer Bote, 1969): the same reconnection, now seen through the press of the State of Rio. Portuguese is the original language; the German and English versions were made by the Archive in May 2026. The report recounts the family’s Lucerne origin, Xavier’s emigration in 1819, and the reunion of the two branches — a reconnection that the lawyer Walter Wermelinger da Costa had set in motion years earlier and that Otto’s 1962 letter, held by the Archive, documents. The clipping is undated: the Archive places it around 1970 on internal evidence.
Tiago Torres Wermelinger
Duas Barras, Rio de Janeiro · Maio de 2026
Fonte primária · Imprensa brasileira
Arquivo Wermelinger, onde a história é verificada, não repetida
Duas Barras, Rio de Janeiro · Mai 2026
Primärquelle · Brasilianische Presse
Wermelinger-Archiv, wo Geschichte geprüft wird, nicht wiederholt
Duas Barras, Rio de Janeiro · May 2026
Primary source · Brazilian press
Wermelinger Archive, where history is verified, not repeated

PT canônico (original) · DE e EN traduções do Arquivo (2026) · Data estimada PT kanonisch (Original) · DE und EN Übersetzungen des Archivs (2026) · Datum geschätzt PT canonical (original) · DE and EN translations by the Archive (2026) · Date estimated

terça-feira, 3 de março de 2009

Ao meu querido amigo Walter de Ultramar

Fonte primária · Carta de Lucerna · 1962 Primärquelle · Brief aus Luzern · 1962 Primary source · Letter from Lucerne · 1962

Notícias da Suíça para a família no Brasil Nachrichten aus der Schweiz für die Familie in Brasilien News from Switzerland for the family in Brazil

“Vivem, como se diz, da mão para a boca, e aqui talvez se trabalhe mais do que em qualquer outro lugar do mundo.” „Sie leben, wie man sagt, von der Hand in den Mund, und hier arbeitet man vielleicht mehr als irgendwo sonst auf der Welt.“ “They live, as the saying goes, from hand to mouth, and here one works perhaps harder than anywhere else in the world.” Otto Wermelinger, carta de 18 de dezembro de 1962. Otto Wermelinger, Brief vom 18. Dezember 1962. Otto Wermelinger, letter of 18 December 1962.

Carta conservada pelo Arquivo Wermelinger. A versão portuguesa é a tradução feita em 1962 para o destinatário no Brasil, o advogado Walter Wermelinger da Costa. Há também uma versão francesa conservada. As versões alemã e inglesa são traduções do Arquivo Wermelinger, maio de 2026. A língua original da carta — alemão ou francês — está em verificação. Brief im Bestand des Wermelinger-Archivs. Die portugiesische Fassung ist die 1962 für den Empfänger in Brasilien, den Anwalt Walter Wermelinger da Costa, angefertigte Übersetzung. Eine französische Fassung ist ebenfalls erhalten. Die deutsche und die englische Fassung sind Übersetzungen des Wermelinger-Archivs, Mai 2026. Die Originalsprache des Briefes — Deutsch oder Französisch — wird noch überprüft. Letter held by the Wermelinger Archive. The Portuguese version is the translation made in 1962 for the recipient in Brazil, the lawyer Walter Wermelinger da Costa. A French version is also preserved. The German and English versions are translations by the Wermelinger Archive, May 2026. The letter’s original language — German or French — is under verification.

Os meus profundos agradecimentos pela sua carta datada de outubro passado. Alegrei-me muito em receber notícias suas. Tendo a intenção de lhe enviar uma lista completa do custo de vida na Suíça, a minha resposta demorou. Soube agora que poderei obtê-la na Câmara dos Deputados, em Berna[1], mas isso levará ainda algum tempo.

Apesar disso, escrevo-lhe para desejar um Feliz Natal e um Bom Ano Novo, a si e a todos os seus parentes.

Acredito que uma viagem para tão longe seja quase impossível dada a sua situação, sobretudo com os nossos salários — a menos que se disponha da grande fortuna de algum primo rico. Também para a maioria dos trabalhadores suíços tal viagem seria apenas um sonho, pois vivem, como se diz, da mão para a boca, e aqui talvez se trabalhe mais do que em qualquer outro lugar do mundo.

Por isso mesmo, o nosso nível de vida é bastante elevado — poder-se-ia dizer mais elevado do que a maioria dos suíços pode sustentar. Há, naturalmente, aqueles que ganham imensas fortunas, nem sempre honestamente. Mas a maioria, como já disse, tem de se restringir bastante.

Um operário comum ganha na cidade de 600 a 700 francos. Um operário especializado ganha de 800 a 900 francos; com sorte, de 1.000 a 1.500. Paga-se, pelo aluguel de uma casa antiga e desconfortável, entre 120 e 180 francos. Uma moderna custa de 200 a 480 francos.

1 kg de carne custa de 16 a 20 francos.
1 litro de leite, 0,60 franco.
1 kg de batata, 0,40 franco.
1 kg de açúcar, 0,90 franco.
Um automóvel médio custa de 6.000 a 8.000 francos.
Uma mobília de quarto, de 3.000 a 6.000 francos.
Uma casa de três quartos, com móveis, roupas de cama, tapetes e cozinha, de 12.000 a 30.000 francos.

Sobre a estrutura política, escreverei em outra carta, pois o meu tempo está muito apertado e quero que esta chegue ainda antes do Natal.

Envio-lhe, ademais, um artigo recortado de um jornal suíço sobre o que aqui se pensa e se conhece a respeito da nova capital do Brasil, Brasília. De maneira geral, é reconhecido mundialmente que a imprensa suíça é uma das mais bem informadas do mundo. Toda a política sul-americana inspira pouca confiança e não mostra sinal algum de melhoria.

Encerro aqui, e já aguardo ansiosamente a sua próxima carta.

Com lembranças a todos, inclusive ao tradutor[2], despedem-se

Otto, Maria Wermelinger e Walter[3]

Meinen herzlichsten Dank für Ihren Brief vom vergangenen Oktober. Ich habe mich sehr gefreut, von Ihnen zu hören. Da ich beabsichtigte, Ihnen eine vollständige Liste der Lebenshaltungskosten in der Schweiz zu senden, hat sich meine Antwort verzögert. Ich habe nun erfahren, dass ich eine solche bei der Abgeordnetenkammer in Bern[1] erhalten kann, doch wird dies noch einige Zeit in Anspruch nehmen.

Trotzdem schreibe ich Ihnen, um Ihnen und allen Ihren Angehörigen frohe Weihnachten und ein gutes neues Jahr zu wünschen.

Ich glaube, dass eine so weite Reise angesichts Ihrer Lage beinahe unmöglich ist, vor allem bei unseren Löhnen — es sei denn, man verfügte über das grosse Vermögen irgendeines reichen Vetters. Auch für die Mehrheit der Schweizer Arbeiter wäre eine solche Reise nur ein Traum, denn sie leben, wie man sagt, von der Hand in den Mund, und hier arbeitet man vielleicht mehr als irgendwo sonst auf der Welt.

Eben deshalb ist unser Lebensstandard recht hoch — man könnte sagen höher, als die Mehrheit der Schweizer sich leisten kann. Es gibt natürlich jene, die ungeheure Vermögen anhäufen, nicht immer auf ehrliche Weise. Doch die Mehrheit muss sich, wie gesagt, erheblich einschränken.

Ein gewöhnlicher Arbeiter verdient in der Stadt zwischen 600 und 700 Franken. Ein gelernter Arbeiter verdient 800 bis 900 Franken; mit Glück 1000 bis 1500. Für die Miete einer alten, unbequemen Wohnung zahlt man zwischen 120 und 180 Franken. Eine moderne kostet 200 bis 480 Franken.

1 kg Fleisch kostet 16 bis 20 Franken.
1 Liter Milch, 0,60 Franken.
1 kg Kartoffeln, 0,40 Franken.
1 kg Zucker, 0,90 Franken.
Ein mittleres Automobil kostet 6000 bis 8000 Franken.
Eine Schlafzimmereinrichtung, 3000 bis 6000 Franken.
Ein Haus mit drei Zimmern, mit Möbeln, Bettwäsche, Teppichen und Küche, 12 000 bis 30 000 Franken.

Über die politische Struktur werde ich Ihnen in einem anderen Brief schreiben, denn meine Zeit ist sehr knapp und ich möchte, dass dieser noch vor Weihnachten bei Ihnen eintrifft.

Ich sende Ihnen ausserdem einen aus einer Schweizer Zeitung ausgeschnittenen Artikel darüber, was man hier über die neue Hauptstadt Brasiliens, Brasília, denkt und weiss. Im Allgemeinen ist weltweit anerkannt, dass die Schweizer Presse zu den bestinformierten der Welt gehört. Die gesamte südamerikanische Politik flösst wenig Vertrauen ein und zeigt keinerlei Anzeichen einer Besserung.

Ich schliesse hier und erwarte schon mit Ungeduld Ihren nächsten Brief.

Mit Grüssen an alle, den Übersetzer eingeschlossen[2], verabschieden sich

Otto, Maria Wermelinger und Walter[3]

My deepest thanks for your letter of last October. I was very glad to receive news from you. As I intended to send you a complete list of the cost of living in Switzerland, my reply was delayed. I have now learned that I may obtain one from the Chamber of Deputies in Bern[1], but this will still take some time.

Even so, I write to wish you a Merry Christmas and a Happy New Year, to you and to all your relatives.

I believe that so distant a journey is almost impossible given your situation, above all with our wages — unless one commands the great fortune of some wealthy cousin. For most Swiss workers, too, such a journey would be no more than a dream, for they live, as the saying goes, from hand to mouth, and here one works perhaps harder than anywhere else in the world.

For that very reason our standard of living is quite high — one might even say higher than most Swiss can sustain. There are, of course, those who amass immense fortunes, not always honestly. But the majority, as I have said, must restrict themselves considerably.

An ordinary labourer in the city earns from 600 to 700 francs. A skilled worker earns from 800 to 900 francs; with luck, from 1,000 to 1,500. For the rent of an old and uncomfortable dwelling one pays between 120 and 180 francs. A modern one costs from 200 to 480 francs.

1 kg of meat costs from 16 to 20 francs.
1 litre of milk, 0.60 franc.
1 kg of potatoes, 0.40 franc.
1 kg of sugar, 0.90 franc.
A mid-range automobile costs from 6,000 to 8,000 francs.
A set of bedroom furniture, from 3,000 to 6,000 francs.
A three-room house, with furniture, bed linen, carpets and kitchen, from 12,000 to 30,000 francs.

As for the political structure, I shall write of it in another letter, for my time is very short and I want this one to reach you before Christmas.

I am sending you, besides, an article clipped from a Swiss newspaper on what is thought and known here about Brazil’s new capital, Brasília. It is generally acknowledged the world over that the Swiss press is among the best informed anywhere. All of South American politics inspires little confidence and shows no sign of improvement.

I close here, already awaiting your next letter with eagerness.

With remembrances to all, the translator included[2], we bid you farewell,

Otto, Maria Wermelinger and Walter[3]

Notas e fontes Anmerkungen und Quellen Notes and sources

  1. O remetente refere-se à “Câmara dos Deputados, em Berna”. O poder legislativo federal suíço é formalmente a Assembleia Federal, composta pelo Conselho Nacional e pelo Conselho dos Estados. A tradução preserva o termo empregado por Otto Wermelinger em 1962; a precisão institucional fica registrada aqui, em nota, sem alterar o corpo da carta. Der Absender spricht von der „Abgeordnetenkammer in Bern“. Die eidgenössische Legislative ist formell die Bundesversammlung, bestehend aus Nationalrat und Ständerat. Die Übersetzung bewahrt den von Otto Wermelinger 1962 verwendeten Begriff; die institutionelle Genauigkeit wird hier in der Anmerkung festgehalten, ohne den Brieftext zu verändern. The sender refers to the “Chamber of Deputies in Bern”. The Swiss federal legislature is formally the Federal Assembly, made up of the National Council and the Council of States. The translation preserves the term used by Otto Wermelinger in 1962; the institutional precision is recorded here, in a note, without altering the body of the letter.
  2. A carta encerra com lembranças “ao tradutor”. A menção é, ela própria, prova de proveniência: confirma que a versão portuguesa de 1962 passou pela mão de um tradutor, ao serviço da família destinatária no Brasil. A língua em que Otto Wermelinger redigiu o original — alemão ou francês — permanece em verificação pelo Arquivo Wermelinger. Der Brief schliesst mit Grüssen „an den Übersetzer“. Die Erwähnung ist selbst ein Herkunftsnachweis: Sie bestätigt, dass die portugiesische Fassung von 1962 durch die Hand eines Übersetzers ging, im Dienste der Empfängerfamilie in Brasilien. Die Sprache, in der Otto Wermelinger das Original verfasste — Deutsch oder Französisch —, wird vom Wermelinger-Archiv noch überprüft. The letter closes with regards “to the translator”. The mention is itself proof of provenance: it confirms that the 1962 Portuguese version passed through a translator’s hands, in the service of the recipient family in Brazil. The language in which Otto Wermelinger wrote the original — German or French — remains under verification by the Wermelinger Archive.
  3. Os signatários — Otto, sua esposa Maria e o filho Walter — correspondem, com forte probabilidade, a Otto Wermelinger-Ambühl, de Lucerna, e a seu filho Walter Wermelinger, funcionário da Swissair. Sete anos depois desta carta, em 1969, ambos convocariam e documentariam o encontro de mais de 300 Wermelinger no Mohren-Saal, em Willisau (ver, no Arquivo, o artigo “150 Jahre Wermelinger in Brasilien”, Willisauer Bote, 28 de novembro de 1969). Esta carta de dezembro de 1962 situa-se no mesmo ano em que teve início a correspondência genealógica documentada entre os Wermelinger do Brasil e da Suíça. Die Unterzeichnenden — Otto, seine Frau Maria und der Sohn Walter — entsprechen mit grosser Wahrscheinlichkeit Otto Wermelinger-Ambühl aus Luzern und seinem Sohn Walter Wermelinger, Swissair-Angestellter. Sieben Jahre nach diesem Brief, 1969, sollten beide das Treffen von über 300 Wermelinger im Mohren-Saal zu Willisau einberufen und dokumentieren (siehe im Archiv den Artikel „150 Jahre Wermelinger in Brasilien“, Willisauer Bote, 28. November 1969). Dieser Brief vom Dezember 1962 fällt in dasselbe Jahr, in dem die dokumentierte genealogische Korrespondenz zwischen den Wermelingern Brasiliens und der Schweiz begann. The signatories — Otto, his wife Maria, and their son Walter — correspond, with strong probability, to Otto Wermelinger-Ambühl of Lucerne and his son Walter Wermelinger, a Swissair employee. Seven years after this letter, in 1969, the two would convene and document the gathering of more than 300 Wermelinger in the Mohren-Saal at Willisau (see, in the Archive, the article “150 Jahre Wermelinger in Brasilien”, Willisauer Bote, 28 November 1969). This letter of December 1962 falls in the same year that the documented genealogical correspondence between the Wermelinger of Brazil and Switzerland began.
Este post reproduz uma fonte primária do Arquivo Wermelinger: a carta enviada de Lucerna em 18 de dezembro de 1962 por Otto, Maria e Walter Wermelinger ao advogado Walter Wermelinger da Costa, em Niterói — o destinatário não se confunde com o co-signatário Walter, filho de Otto. É a resposta de Otto a uma carta de outubro de 1962 do próprio da Costa que, pesquisando a genealogia da família desde aquele ano, solicitara os endereços dos Wermelinger de Lucerna através do Consulado Suíço no Rio de Janeiro. A versão portuguesa é a tradução de época, feita em 1962 para o destinatário — a própria carta agradece “ao tradutor”. As versões alemã e inglesa foram feitas pelo Arquivo em maio de 2026; a língua em que Otto redigiu o original permanece em verificação, e por isso nenhum dos três blocos é aqui declarado “canônico”. Esta correspondência abre o ciclo de reconexão documentado entre os Wermelinger do Brasil e da Suíça: o mesmo Walter Wermelinger da Costa organizaria, em 22 de abril de 1995, o 1º Encontro da Família Wermelinger em Duas Barras, e o encontro de Willisau de 1969 seria outro elo dessa cadeia. Dieser Beitrag reproduziert eine Primärquelle des Wermelinger-Archivs: den Brief, der am 18. Dezember 1962 von Otto, Maria und Walter Wermelinger aus Luzern an den Anwalt Walter Wermelinger da Costa in Niterói gesandt wurde — der Empfänger ist nicht mit dem Mitunterzeichner Walter, dem Sohn Ottos, zu verwechseln. Es ist Ottos Antwort auf einen Brief da Costas vom Oktober 1962, der, seit jenem Jahr die Familiengenealogie erforschend, über das Schweizer Konsulat in Rio de Janeiro die Adressen der Luzerner Wermelinger erbeten hatte. Die portugiesische Fassung ist die zeitgenössische, 1962 für den Empfänger angefertigte Übersetzung — der Brief selbst dankt „dem Übersetzer“. Die deutsche und die englische Fassung wurden vom Archiv im Mai 2026 erstellt; die Originalsprache des Briefes wird noch überprüft, weshalb hier keiner der drei Blöcke als „kanonisch“ bezeichnet wird. Diese Korrespondenz eröffnet den dokumentierten Wiederverbindungszyklus zwischen den Wermelingern Brasiliens und der Schweiz: derselbe Walter Wermelinger da Costa sollte am 22. April 1995 das 1. Treffen der Familie Wermelinger in Duas Barras organisieren, und das Willisauer Treffen von 1969 wäre ein weiteres Glied dieser Kette. This post reproduces a primary source from the Wermelinger Archive: the letter sent from Lucerne on 18 December 1962 by Otto, Maria, and Walter Wermelinger to the lawyer Walter Wermelinger da Costa in Niterói — the recipient is not to be confused with the co-signatory Walter, Otto’s son. It is Otto’s reply to a letter of October 1962 from da Costa himself who, researching the family genealogy since that year, had requested the addresses of the Lucerne Wermelinger through the Swiss Consulate in Rio de Janeiro. The Portuguese version is the contemporary translation, made in 1962 for the recipient — the letter itself thanks “the translator”. The German and English versions were made by the Archive in May 2026; the language in which Otto wrote the original remains under verification, and for this reason none of the three blocks is here declared “canonical”. This correspondence opens the documented reconnection cycle between the Wermelinger of Brazil and Switzerland: the same Walter Wermelinger da Costa would organise, on 22 April 1995, the 1st Wermelinger Family Gathering in Duas Barras, and the Willisau gathering of 1969 would be another link in that chain.
Tiago Torres Wermelinger
Duas Barras, Rio de Janeiro · Maio de 2026
Fonte primária · Correspondência Suíça–Brasil
Arquivo Wermelinger, onde a história é verificada, não repetida
Duas Barras, Rio de Janeiro · Mai 2026
Primärquelle · Korrespondenz Schweiz–Brasilien
Wermelinger-Archiv, wo Geschichte geprüft wird, nicht wiederholt
Duas Barras, Rio de Janeiro · May 2026
Primary source · Switzerland–Brazil correspondence
Wermelinger Archive, where history is verified, not repeated

PT: tradução de época (1962) · DE e EN: traduções do Arquivo (2026) · Original em verificação PT: zeitgenössische Übersetzung (1962) · DE und EN: Übersetzungen des Archivs (2026) · Original in Überprüfung PT: contemporary translation (1962) · DE and EN: Archive translations (2026) · Original under verification