Crônica · 9 de julho de 2026 Chronik · 9. Juli 2026 Chronicle · 9 July 2026
As viagens de Isa Erthal Thomaz — onde as lembranças habitam e as saudades permanecem Die Reisen von Isa Erthal Thomaz — wo die Erinnerungen wohnen und die Sehnsucht bleibt The travels of Isa Erthal Thomaz — where memories dwell and longing remains
Sobre este texto Über diesen Text About this text
Crônica de memória, oferecida ao Arquivo Wermelinger por AWA/awa (Amilton Wermelinger Araujo). Diferente das crônicas de pesquisa da casa, esta não traz notas nem bibliografia: o que a sustenta não são fontes documentais, mas a lembrança e o afeto de quem a escreve. Guardamos o texto tal como veio, apenas com correções ortográficas mínimas; as grafias antigas (“Cantagallo”, “Nictheroy”) foram preservadas por escolha do autor. Eine Erinnerungschronik, dem Wermelinger-Archiv von AWA/awa (Amilton Wermelinger Araujo) überlassen. Anders als die Recherchechroniken des Hauses trägt sie weder Anmerkungen noch Bibliografie: Sie beruht nicht auf dokumentarischen Quellen, sondern auf der Erinnerung und der Zuneigung ihres Verfassers. Wir bewahren den Text, wie er kam, mit nur geringfügigen orthografischen Korrekturen; die alten Schreibweisen („Cantagallo“, „Nictheroy“) wurden nach dem Willen des Autors beibehalten. A memoir-chronicle, offered to the Wermelinger Archive by AWA/awa (Amilton Wermelinger Araujo). Unlike the house's research chronicles, it carries neither notes nor bibliography: what sustains it is not documentary sources but the memory and affection of its author. We keep the text as it came, with only minimal spelling corrections; the archaic spellings (“Cantagallo”, “Nictheroy”) have been preserved by the author's choice.No entanto, como não falar dos paralelismos, das coincidências, da Providência e de tudo quanto o amor inspira no encontro de famílias bicentenárias? Ou melhor seria dizer Famílias Coirmãs, como a elas se referia Elio Monnerat Solon de Pontes?
A minha tia mais velha chamava-se Iza, irmã de minha mãe, Maria Elza.
Na pesquisa genealógica, de que os coirmãos gostam e que tantos cultivam, esse encontro não parece casual. Elisabetha, Iza, Elza, Isa, Elsa ou Elisa aparecem, não raro, em documentos antigos, por estarem ligadas a uma mesma tradição nominativa das famílias.
A intuição e a razão, muitas vezes, caminham juntas.
A genealogia e a etimologia ajudam a explicar por que determinados nomes se repetem, transformam-se ao longo do tempo, mas conservam uma mesma raiz histórica.
Retomo agora o caminho das viagens de Isa Erthal e procuro tomar de empréstimo a brandura e a simplicidade que transparecem em sua escrita, sugestiva de tão cândida e natural ternura, a invadir a memória de seus relatos, contos, causos e reminiscências.
Disso não desejo afastar-me.
Ainda muito criança, agasalhado no colo de Dona Chiquinha, minha madrinha, Francisca (Wermelinger) Erthal Wermelinger, casada com o primo Alcides José Wermelinger, ouvia histórias.
Os cenários eram sempre a sua Barra Alegre, passavam pelo Pacau e chegavam a Duas Barras.
Minha avó-madrinha fazia desfilar diante dos meus olhos infantis personagens, lugares, acontecimentos e circunstâncias que despertavam a percepção própria da então chamada idade da razão.
Nunca conheci Isa.
O livro na mesa da festa
Somente caminhando para o ocaso da vida, num encontro da Família Erthal, em terras de Barra Alegre, onde logo me percebi em casa, entretive-me pelos ambientes da festa.
Havia uma mesa com livros em exposição.
Deparei-me com o livro de Isa.
Em pouquíssimo tempo, reconheci-a.
Parentes reconhecem-se num repente!
Observei atentamente as fotografias da capa e da contracapa. Folheei o livro rapidamente. Bastaram-me algumas páginas para reconhecer a autora.
Era como se um breve raio de luz iluminasse, em poucos instantes, caminhos que eu próprio também percorrera.
As páginas eram como os caminhos que Isa trilhara.
Como eu, de pés descalços, pisando a poeira, por lugares tão semelhantes, nas terras da nossa antiga Cantagallo.
Apressei-me em pedir à filha de Isa que autografasse o livro de sua mãe.
Prontamente atendeu-me, com um sorriso alegre e natural, escrevendo afavelmente a dedicatória.
Seu nome: Maria Eugênia Erthal Thomaz Figueira.
Então pensei: muito deve ter herdado da mãe.
Foi assim que conheci Isa Erthal Thomaz, de quem já ouvira falar.
Depois reconheci a sua presença no livro, que li com avidez, revisitei muitas vezes e percorri, em tão boa companhia.
Entre o déjà-vu e o devir
Antes, visitando Barra Alegre, escrevera na página da Família Erthal um texto intitulado “Sobre os vínculos com Barra Alegre / Bom Jardim”, gentilmente acolhido para publicação.
Nele procurei descrever o sentimento que os franceses denominam déjà-vu: aquela estranha sensação de familiaridade diante de algo que parece já ter sido vivido, embora não consigamos recordar quando ou onde.
A esse sentimento parece juntar-se outro, igualmente sereno, ligado à ideia do devir, do contínuo tornar-se, do movimento silencioso da vida em direção àquilo que ainda está por vir.
Isa Erthal, embora pertencente a uma geração anterior à minha, partilhava conosco a mesma formação religiosa. Vivíamos o latim das celebrações litúrgicas e, mais tarde, já no ginásio, compreendíamos o significado das palavras que atravessaram séculos e continuam comunicando sentidos.
O livro de Isa Erthal reveste-se da clareza de um olhar que percorre a infância, a juventude, a maturidade e o ocaso da vida.
Por isso mesmo revela uma refinada simplicidade.
Nele há um movimento sereno entre o antes e o agora, entre a lembrança e a esperança, entre o déjà-vu e o devir.
As coisas boas, as que verdadeiramente fazem bem, vêm de Deus.
São simples. E, justamente por isso, compreensíveis.
As páginas 42 e 43
Reproduzo, a seguir, as páginas 42 e 43, situadas aproximadamente no centro do livro, porque revelam um interessante cenário da vida real:
- um Juiz de Direito ameaçado de morte;
- um homem simples que lhe oferece refúgio;
- uma vigilante proteção organizada pelos amigos;
- um cinema do interior onde se exibia o concurso Miss Brasil;
- a notável semelhança entre a Miss Minas Gerais e Isa Erthal;
- a antiga reserva de algumas famílias em frequentar o cinema pertencente aos Rocha;
- alguém de bom senso lembrando que a energia elétrica era produzida pelos próprios Rocha e utilizada por todos, inclusive pelos Erthal;
- Isa invocando o insuspeito testemunho de Dona Julica, esposa de Péricles Corrêa da Rocha, que afirmava com simplicidade: “Tudo intriga!”;
- em contraste com essas pequenas disputas, a grande festa popular de 13 de agosto, aberta a todos os que desejassem participar;
- a presença de amigos, seminaristas, políticos de prestígio nacional, do Bispo da Diocese de Nictheroy, ainda antiga capital da Velha Província Fluminense, e também de inúmeras pessoas da região;
- e, ao longo dos anos, a celebração do aniversário de Eugênio Erthal acompanhando serenamente o ocaso de sua vida.
Isa Erthal e Dona Julica Corrêa da Rocha possuíam aquele olhar atento, próprio das mulheres sábias.
Olhares simples, agudos e penetrantes.
Pareciam inspirar-se na antiga advertência do Eclesiastes:
Concordavam, afinal:
E a própria realidade tratou de demonstrar isso, pois não foram poucas as uniões matrimoniais entre membros das duas famílias.
Talvez, se muitas das nossas maiores autoridades lessem o livro de Isa Erthal, compreenderiam melhor esse olhar sereno, tão próximo daquele de Dona Julica.
As mulheres que nos gestam
Sempre elas, as mulheres que nos gestam, embalam e criam!
Nota do arquivo
O cenário das páginas 42 e 43 é aqui recontado em síntese, pela pena do próprio autor. A reprodução literal das páginas do livro de Isa Erthal Thomaz, se desejada, depende de anuência da família.Und dennoch: Wie sollte man nicht von den Parallelen sprechen, von den Zufällen, von der Vorsehung und von allem, was die Liebe bei der Begegnung zweihundertjähriger Familien eingibt? Oder sollte man besser sagen: verschwisterte Familien (Famílias Coirmãs), wie Elio Monnerat Solon de Pontes sie nannte?
Meine älteste Tante hiess Iza, Schwester meiner Mutter, Maria Elza.
In der genealogischen Forschung, die den Coirmãos am Herzen liegt und die so viele pflegen, scheint diese Begegnung nicht zufällig. Elisabetha, Iza, Elza, Isa, Elsa oder Elisa erscheinen nicht selten in alten Dokumenten, weil sie einer selben Namenstradition der Familien angehören.
Intuition und Vernunft gehen oft Hand in Hand.
Genealogie und Etymologie helfen zu erklären, warum sich gewisse Namen wiederholen, sich im Lauf der Zeit wandeln und doch dieselbe geschichtliche Wurzel bewahren.
Ich nehme nun den Weg der Reisen von Isa Erthal wieder auf und versuche, mir die Sanftheit und die Schlichtheit zu leihen, die aus ihrer Schrift sprechen — so kandid und natürlich in ihrer Zärtlichkeit, dass sie die Erinnerung an ihre Berichte, Erzählungen, Anekdoten und Rückblicke durchdringen.
Davon möchte ich mich nicht entfernen.
Als kleines Kind, geborgen im Schoss von Dona Chiquinha, meiner Patin Francisca (Wermelinger) Erthal Wermelinger, verheiratet mit dem Vetter Alcides José Wermelinger, hörte ich Geschichten.
Die Schauplätze waren stets ihr Barra Alegre, führten über Pacau und erreichten Duas Barras.
Meine Grossmutter und Patin liess vor meinen Kinderaugen Gestalten, Orte, Ereignisse und Umstände vorbeiziehen, die jene Wahrnehmung weckten, die dem sogenannten Alter der Vernunft eigen ist.
Isa habe ich nie kennengelernt.
Das Buch auf dem Tisch des Festes
Erst als ich dem Lebensabend entgegenging, bei einem Treffen der Familie Erthal, auf dem Boden von Barra Alegre, wo ich mich sogleich zu Hause fühlte, verweilte ich zwischen den Räumen des Festes.
Da stand ein Tisch mit ausgestellten Büchern.
Ich stiess auf das Buch von Isa.
In kürzester Zeit erkannte ich sie.
Verwandte erkennen einander im Nu!
Aufmerksam betrachtete ich die Fotografien auf Vorder- und Rückseite. Ich blätterte das Buch rasch durch. Wenige Seiten genügten mir, um die Autorin zu erkennen.
Es war, als erhellte ein kurzer Lichtstrahl in wenigen Augenblicken Wege, die auch ich selbst gegangen war.
Die Seiten waren wie die Wege, die Isa beschritten hatte.
Wie ich, barfuss, den Staub tretend, durch so ähnliche Orte, im Land unseres alten Cantagallo.
Eilig bat ich die Tochter von Isa, das Buch ihrer Mutter zu signieren.
Bereitwillig kam sie mir nach, mit einem heiteren, natürlichen Lächeln, und schrieb freundlich die Widmung.
Ihr Name: Maria Eugênia Erthal Thomaz Figueira.
Da dachte ich: Viel muss sie von der Mutter geerbt haben.
So lernte ich Isa Erthal Thomaz kennen, von der ich schon gehört hatte.
Danach erkannte ich ihre Gegenwart im Buch, das ich begierig las, viele Male wieder aufschlug und in so guter Gesellschaft durchwanderte.
Zwischen dem déjà-vu und dem Werden
Zuvor, bei einem Besuch in Barra Alegre, hatte ich auf der Seite der Familie Erthal einen Text mit dem Titel „Über die Verbindungen zu Barra Alegre / Bom Jardim“ geschrieben, der freundlich zur Veröffentlichung aufgenommen wurde.
Darin versuchte ich jenes Gefühl zu beschreiben, das die Franzosen déjà-vu nennen: jene seltsame Empfindung der Vertrautheit angesichts von etwas, das man schon erlebt zu haben scheint, ohne sich erinnern zu können, wann oder wo.
Diesem Gefühl scheint sich ein anderes, ebenso ruhiges, zuzugesellen, verbunden mit der Idee des Werdens, des fortwährenden Sich-Wandelns, der stillen Bewegung des Lebens auf das hin, was noch kommen soll.
Isa Erthal, obgleich einer früheren Generation als der meinen zugehörig, teilte mit uns dieselbe religiöse Prägung. Wir lebten das Latein der liturgischen Feiern, und später, schon in der Schule, verstanden wir die Bedeutung der Worte, die Jahrhunderte durchquert haben und noch immer Sinn vermitteln.
Das Buch von Isa Erthal ist von der Klarheit eines Blickes durchdrungen, der Kindheit, Jugend, Reife und Lebensabend durchmisst.
Eben darum offenbart es eine verfeinerte Schlichtheit.
In ihm liegt eine ruhige Bewegung zwischen dem Zuvor und dem Jetzt, zwischen Erinnerung und Hoffnung, zwischen dem déjà-vu und dem Werden.
Die guten Dinge, die wahrhaft wohltun, kommen von Gott.
Sie sind einfach. Und gerade deshalb verständlich.
Die Seiten 42 und 43
Ich gebe im Folgenden die Seiten 42 und 43 wieder, ungefähr in der Mitte des Buches gelegen, weil sie einen aufschlussreichen Ausschnitt des wirklichen Lebens offenbaren:
- ein Richter (Juiz de Direito), mit dem Tod bedroht;
- ein einfacher Mann, der ihm Zuflucht bietet;
- ein wachsamer Schutz, von den Freunden organisiert;
- ein Landkino, in dem der Schönheitswettbewerb Miss Brasil gezeigt wurde;
- die bemerkenswerte Ähnlichkeit zwischen der Miss Minas Gerais und Isa Erthal;
- die alte Zurückhaltung einiger Familien, das den Rochas gehörende Kino zu besuchen;
- jemand mit gesundem Menschenverstand, der daran erinnerte, dass der elektrische Strom von den Rochas selbst erzeugt und von allen genutzt wurde, auch von den Erthals;
- Isa, die das unverdächtige Zeugnis von Dona Julica anrief, der Gattin von Péricles Corrêa da Rocha, die schlicht sagte: „Alles nur Intrige!“;
- im Gegensatz zu diesen kleinen Streitereien das grosse Volksfest vom 13. August, allen offen, die teilnehmen wollten;
- die Anwesenheit von Freunden, Seminaristen, Politikern von nationalem Ansehen, des Bischofs der Diözese von Nictheroy, der einstigen Hauptstadt der alten Provinz von Rio de Janeiro, und auch zahlloser Menschen der Region;
- und, im Lauf der Jahre, die Feier des Geburtstags von Eugênio Erthal, die gelassen den Abend seines Lebens begleitete.
Isa Erthal und Dona Julica Corrêa da Rocha besassen jenen aufmerksamen Blick, wie er weisen Frauen eigen ist.
Schlichte, scharfe und durchdringende Blicke.
Sie schienen sich an der alten Mahnung des Predigers (Kohelet) zu inspirieren:
Am Ende waren sie sich einig:
Und die Wirklichkeit selbst besorgte den Beweis dafür, denn nicht wenige waren die Eheschliessungen zwischen Angehörigen der beiden Familien.
Vielleicht würden viele unserer höchsten Autoritäten, läsen sie das Buch von Isa Erthal, jenen gelassenen Blick besser verstehen, der dem von Dona Julica so nahe ist.
Immer sie, die Frauen
Immer sie, die Frauen, die uns austragen, wiegen und grossziehen!
Anmerkung des Archivs
Der Ausschnitt der Seiten 42 und 43 wird hier zusammenfassend, aus der Feder des Autors selbst, wiedererzählt. Die wörtliche Wiedergabe der Seiten aus dem Buch von Isa Erthal Thomaz bedarf, falls gewünscht, der Zustimmung der Familie.And yet, how could one not speak of the parallels, the coincidences, of Providence and of all that love inspires in the meeting of two-hundred-year-old families? Or would it be better to say sister families (Famílias Coirmãs), as Elio Monnerat Solon de Pontes called them?
My eldest aunt was named Iza, sister of my mother, Maria Elza.
In genealogical research, which the coirmãos love and which so many cultivate, this encounter does not seem accidental. Elisabetha, Iza, Elza, Isa, Elsa, or Elisa appear, not rarely, in old documents, bound as they are to one and the same naming tradition of the families.
Intuition and reason often walk together.
Genealogy and etymology help explain why certain names recur, transform over time, and yet keep one and the same historical root.
I now take up again the path of Isa Erthal's travels, and I try to borrow the gentleness and the simplicity that shine through her writing — so candid and natural in its tenderness that it steals into the memory of her accounts, tales, anecdotes, and reminiscences.
From this I do not wish to stray.
Still very young, sheltered in the lap of Dona Chiquinha, my godmother, Francisca (Wermelinger) Erthal Wermelinger, married to my cousin Alcides José Wermelinger, I would listen to stories.
The settings were always her Barra Alegre; they passed through Pacau and reached Duas Barras.
My grandmother-godmother would parade before my childhood eyes characters, places, events, and circumstances that awakened the perception proper to what was then called the age of reason.
I never knew Isa.
The book on the festival table
Only as I was walking toward the twilight of life, at a gathering of the Erthal family, in the lands of Barra Alegre, where I soon felt at home, did I linger among the rooms of the celebration.
There was a table with books on display.
I came upon Isa's book.
In next to no time, I recognised her.
Kin recognise one another in an instant!
I looked closely at the photographs on the cover and back cover. I leafed through the book quickly. A few pages were enough for me to recognise the author.
It was as though a brief ray of light lit up, in a few moments, paths that I too had travelled.
The pages were like the paths Isa had trodden.
Like me, barefoot, treading the dust, through places so alike, in the lands of our old Cantagallo.
I hastened to ask Isa's daughter to autograph her mother's book.
She obliged at once, with a cheerful and natural smile, graciously writing the dedication.
Her name: Maria Eugênia Erthal Thomaz Figueira.
Then I thought: she must have inherited much from her mother.
That is how I came to know Isa Erthal Thomaz, of whom I had already heard.
Afterward I recognised her presence in the book, which I read avidly, revisited many times, and travelled through in such good company.
Between the déjà-vu and becoming
Earlier, visiting Barra Alegre, I had written on the Erthal family's page a text titled “On the ties to Barra Alegre / Bom Jardim”, kindly accepted for publication.
In it I tried to describe the feeling the French call déjà-vu: that strange sense of familiarity before something that seems already to have been lived, though we cannot recall when or where.
To this feeling another seems to join, equally serene, tied to the idea of becoming, of the continual coming-to-be, of the silent movement of life toward that which is yet to come.
Isa Erthal, though belonging to a generation before mine, shared with us the same religious formation. We lived the Latin of the liturgical celebrations, and later, already at school, we grasped the meaning of the words that have crossed centuries and still communicate their sense.
Isa Erthal's book is clothed in the clarity of a gaze that runs through childhood, youth, maturity, and the twilight of life.
For that very reason it reveals a refined simplicity.
In it there is a serene movement between the before and the now, between remembrance and hope, between the déjà-vu and becoming.
The good things, those that truly do good, come from God.
They are simple. And for that very reason, they are comprehensible.
Pages 42 and 43
I reproduce below pages 42 and 43, situated roughly at the centre of the book, because they reveal an intriguing scene from real life:
- a judge (Juiz de Direito) threatened with death;
- a simple man who offers him refuge;
- a watchful protection organised by friends;
- a country cinema where the Miss Brasil pageant was shown;
- the remarkable resemblance between Miss Minas Gerais and Isa Erthal;
- the old reluctance of some families to attend the cinema owned by the Rocha family;
- someone of good sense recalling that the electricity was produced by the Rochas themselves and used by everyone, the Erthals included;
- Isa invoking the unimpeachable testimony of Dona Julica, wife of Péricles Corrêa da Rocha, who said with simplicity: “It's all intrigue!”;
- in contrast to these petty disputes, the great popular feast of 13 August, open to all who wished to take part;
- the presence of friends, seminarians, politicians of national standing, of the Bishop of the Diocese of Nictheroy — then the former capital of the old Province of Rio de Janeiro — and of countless people from the region as well;
- and, over the years, the celebration of Eugênio Erthal's birthday, serenely accompanying the twilight of his life.
Isa Erthal and Dona Julica Corrêa da Rocha possessed that attentive gaze proper to wise women.
Simple, keen, and penetrating gazes.
They seemed to draw inspiration from the old warning of Ecclesiastes:
In the end, they agreed:
And reality itself took it upon itself to prove this, for the marriages between members of the two families were not few.
Perhaps, if many of our highest authorities were to read Isa Erthal's book, they would better understand that serene gaze, so close to Dona Julica's.
Always the women
Always the women, those who carry us, cradle us, and raise us!
Archive note
The scene of pages 42 and 43 is retold here in summary, by the author's own hand. The verbatim reproduction of the pages of Isa Erthal Thomaz's book, if desired, depends on the family's consent.Lugares das Colônias, terras do acolhimento dos vindos da Dispersão.
Colaboração de Amilton Wermelinger Araujo · Arquivo Wermelinger Nova Friburgo, 9. Juli 2026
Orte der Kolonien, Länder der Aufnahme der aus der Zerstreuung Gekommenen.
Beitrag von Amilton Wermelinger Araujo · Wermelinger-Archiv Nova Friburgo, 9 July 2026
Places of the Colonies, lands that welcomed those who came from the Dispersion.
A contribution by Amilton Wermelinger Araujo · Wermelinger Archive
Crônica das Famílias Coirmãs · Trilingue · PT · DE · EN Chronik der verschwisterten Familien · Dreisprachig · PT · DE · EN Chronicle of the Sister Families · Trilingual · PT · DE · EN
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