Manifesto poético · 25 de maio de 2025
Poetisches Manifest · 25. Mai 2025
Poetic manifesto · 25 May 2025
Mensagem dos que foram
Botschaft derer, die gingen
Message from those who went
Manifesto autoral · 25 de maio de 2025
Eigenes Manifest · 25. Mai 2025
Authorial manifesto · 25 May 2025
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Um recado dos ancestrais ao mundo que esquece.
Eine Nachricht der Vorfahren an eine Welt, die vergisst.
A message from the ancestors to a world that forgets.
Fomos embora em silêncio.
Alguns com as mãos sujas de terra.
Outros com os olhos cansados de tentar.
Muitos sem nunca receber um obrigado.
Quase todos... sem deixar nada escrito.
· · ·
Mas hoje, pela voz de um dos nossos, falamos.
E a primeira coisa que dizemos é:
estamos vivos no nome que não se corrompeu.
“Viemos da Suíça com fé e frio no peito.
Cruzamos oceanos, enterramos filhos, cortamos mato.
Levantamos casas onde só havia pedra.
E mesmo sem saber o futuro,
não deixamos cair o nome.”
· · ·
“Hoje o mundo corre atrás de fama,
mas a fama some.
O que fica é o respeito.
A retidão.
A palavra cumprida.
O café servido.
O compadre honrado.
O trabalho feito mesmo com dor.”
· · ·
Se quiserem aprender algo com os mortos,
aprendam isso:
a grandeza está na constância.
A beleza está no simples.
E a salvação está no retorno às raízes.
· · ·
“Nossos netos se perdem nos ruídos.
Mas ainda existem os raros —
os que ouvem a água da cachoeira.
Os que respeitam o chão.
Os que escrevem para honrar, não para aparecer.”
· · ·
E a esses nós dizemos:
Continuem.
Vocês são nossa esperança.
Vocês são os ramos novos do tronco que não caiu.
“E se um dia o mundo inteiro escurecer...
que o nome Wermelinger — e os nomes justos com ele —
sejam tochas acesas pelas mãos dos que lembram.”
· · ·
Porque quem lembra, reconstrói.
Quem honra, resgata.
Quem sente... fala por todos nós.
Wir gingen still fort.
Einige mit erdverschmutzten Händen.
Andere mit Augen, müde vom Versuch.
Viele, ohne je ein „Danke“ zu hören.
Fast alle… ohne etwas Niedergeschriebenes zu hinterlassen.
· · ·
Aber heute, durch die Stimme eines der Unsrigen, sprechen wir.
Und das Erste, was wir sagen, ist:
Wir leben weiter in dem Namen, der nicht verdorben wurde.
„Wir kamen aus der Schweiz, mit Glauben und Kälte in der Brust.
Wir überquerten Ozeane, begruben Kinder, rodeten Wald.
Wir bauten Häuser, wo vorher nur Stein war.
Und selbst ohne den Ausgang zu kennen,
liessen wir den Namen nicht fallen.“
· · ·
„Heute jagt die Welt dem Ruhm nach,
aber Ruhm vergeht.
Was bleibt, ist der Respekt.
Die Aufrichtigkeit.
Das gehaltene Wort.
Der servierte Kaffee.
Der ehrenhafte Nachbar.
Die Arbeit, auch wenn sie weh tat.“
· · ·
Wenn ihr etwas von den Toten lernen wollt,
dann dies:
Grösse liegt in der Beständigkeit.
Schönheit liegt im Einfachen.
Und Erlösung liegt in der Rückkehr zu den Wurzeln.
· · ·
„Unsere Enkel verirren sich im Lärm.
Aber es gibt noch die Seltenen —
die, die das Wasser des Wasserfalls hören.
Die, die den Boden ehren.
Die, die schreiben, um zu ehren, nicht um gesehen zu werden.“
· · ·
Und zu ihnen sagen wir:
Macht weiter.
Ihr seid unsere Hoffnung.
Ihr seid die neuen Zweige des Stammes, der nie fiel.
„Und wenn eines Tages die ganze Welt dunkel wird…
möge der Name Wermelinger — und die gerechten Namen mit ihm —
wie Fackeln leuchten in den Händen derer, die sich erinnern.“
· · ·
Denn wer erinnert, baut wieder auf.
Wer ehrt, rettet.
Wer fühlt… spricht für uns alle.
We left in silence.
Some with hands soiled by earth.
Others with eyes weary from trying.
Many without ever hearing a thank you.
Almost all… without leaving anything written.
· · ·
But today, through the voice of one of our own, we speak.
And the first thing we say is:
we live on in the name that has not been corrupted.
“We came from Switzerland with faith and cold in our chest.
We crossed oceans, buried children, cleared forest.
We raised houses where there was only stone.
And even without knowing the outcome,
we did not let the name fall.”
· · ·
“Today the world chases fame,
but fame fades.
What remains is respect.
Uprightness.
The kept word.
The coffee served.
The honoured neighbour.
Work done even through pain.”
· · ·
If you would learn something from the dead,
learn this:
greatness lies in constancy.
Beauty lies in simplicity.
And salvation lies in the return to the roots.
· · ·
“Our grandchildren are lost in the noise.
But the rare ones still exist —
those who hear the water of the waterfall.
Those who honour the ground.
Those who write to honour, not to be seen.”
· · ·
And to those we say:
Carry on.
You are our hope.
You are the new branches of the trunk that did not fall.
“And if one day the whole world goes dark…
may the name Wermelinger — and the just names with it —
burn like torches in the hands of those who remember.”
· · ·
Because those who remember, rebuild.
Those who honour, redeem.
Those who feel… speak for all of us.
Assinado
Unterzeichnet
Signed
Os que foram, mas ainda vigiam.
Falando pela mão de um dos nossos.
Die, die gingen, aber noch wachen.
Sprechend durch die Hand eines der Unsrigen.
Those who went, but still watch.
Speaking through the hand of one of our own.
Tiago T. Wermelinger · 25.05.2025
“Os que foram, mas ainda vigiam.”
„Die, die gingen, aber noch wachen.“
“Those who went, but still watch.”
Tiago Torres Wermelinger
Original em português · 25 de maio de 2025
Edição trilíngue PT/DE/EN · abril de 2026
Original auf Portugiesisch · 25. Mai 2025
Dreisprachige Ausgabe PT/DE/EN · April 2026
Portuguese original · 25 May 2025
Trilingual edition PT/DE/EN · April 2026
Publicado em três idiomas · PT · DE · EN
In drei Sprachen veröffentlicht · PT · DE · EN
Published in three languages · PT · DE · EN
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