quinta-feira, 11 de junho de 2009

Tagund der Wermelinger (Daterland)

Fonte primária · 28 de novembro de 1969 Originalquelle · 28. November 1969 Primary source · 28 November 1969 Willisauer Bote
Tradução não-oficial Esta reportagem foi publicada originalmente em alemão no Willisauer Bote, jornal local de Willisau, Cantão de Lucerna, Suíça, em sexta-feira, 28 de novembro de 1969. Autor: H.K. Esta tradução para o português é não-oficial e foi feita por Tiago Torres Wermelinger para fins de preservação arquivística. Em caso de divergência interpretativa, prevalece a versão original em alemão.
Originalfassung Diese Reportage erschien im Willisauer Boten, Lokalzeitung von Willisau im Kanton Luzern, Schweiz, am Freitag, 28. November 1969. Verfasser: H.K. Der Text wird hier in seiner ursprünglichen Form bewahrt; die portugiesische und englische Fassung sind nicht-offizielle Übersetzungen zu archivalischen Zwecken.
Unofficial translation This article was originally published in German in the Willisauer Bote, the local newspaper of Willisau in the Canton of Lucerne, Switzerland, on Friday, 28 November 1969. Author: H.K. This English translation is unofficial and was made by Tiago Torres Wermelinger for archival preservation. In case of interpretive divergence, the German original prevails.

Sexta-feira, 28 de novembro de 1969 Freitag, 28. November 1969 Friday, 28 November 1969

H. K. Há pouco tempo, mais de 300 membros da estirpe Wermelinger reuniram-se no salão Mohren, em Willisau, a convite de Otto Wermelinger-Ambühl, de Lucerna, cujo filho Walter havia rodado dois filmes na pátria brasileira de seus xarás. O patriarca, que em 1819 emigrou com esposa e cinco filhos1 para o então Estado português da América do Sul, chamava-se Xaver Wermelinger-Egli. Hoje seus descendentes já vivem na quinta geração ali, seja na cidade de Nova Friburgo (maior que Lucerna) ou nas vilas de Duas Barras, Sumidouro, Niterói etc. Seus filmes, exibidos pelo próprio Walter Wermelinger, funcionário da Swissair de profissão, despertaram não pouco interesse pelos costumes e tradições, métodos de trabalho e festividades preservados a 400 quilômetros a oeste do Rio. Quão fortemente a estirpe se mantém unida fica bem evidente na grande veneração ao retrato ancestral de 150 anos. Mas também não hesitaram em mostrar a consciência de seu sangue: sabia-se que os Wermelinger eram da Suíça, mas nada além disso. O desejo de informações mais detalhadas sobre a terra e o povo da pátria-tronco tornou-se cada vez mais audível, sobretudo porque em breve seria preciso celebrar os 150 anos de fixação no Brasil. Um dos brasileiros-lucerneses, o advogado Walter Wermelinger da Costa, em Niterói, foi quem fez a pedra rolar — quando os endereços Wermelinger de Lucerna solicitados ao Consulado Suíço no Rio de Janeiro lhe permitiram o desejado contato entre a nova e a antiga pátria. O segundo filme mostrava o casamento de um brasileiro com uma filha de notável beleza de sobrenome Wermelinger, cuja constituição, traços e tez denunciam ascendência mais lusitana do que alemânica.

Cabe agora aos genealogistas investigar de qual família Wermelinger descendia o primeiro emigrante — se da estirpe de Ebersecken, Egolzwil, Hergiswil bei Willisau, Ruswil, Triengen, do distrito Willisau-Land, do Seetal ou do Entlebuch. A ligação entre Brasil e Lucerna está, em todo caso, estabelecida, e há de ser apenas questão de tempo até que membros dos Wermelinger do Brasil venham visitar seus parentes de nome no cantão de Lucerna.

Diante do salão de reuniões expunham-se jornais impressos em português daquela região, onde a maioria dos Wermelinger, como membros de famílias muito ilustres, contribuíram bastante para a formação das localidades de Duas Barras, Cantagalo, Sumidouro. O sobrenome seria ali muito conhecido e respeitado, e numerosos portadores deste nome teriam sido formados como engenheiros, advogados ou militares.

O êxito da Convenção Wermelinger em Willisau é bem merecido por seus dois iniciadores e seus diligentes colaboradores. Um magnífico estímulo para a fundação de uma associação familiar!

1 O número de cinco filhos consta da reportagem original de 1969 e é mantido aqui sem correção, por princípio editorial de preservação da fonte. As fontes primárias suíças (Staatsarchiv Luzern, BF 52) registram seis filhos no embarque em 1819 — Xaver, Joseph, Stefan, Johann Baptist, Kathrina e Marianna. Johann Baptist faleceu no mar a 28 de dezembro de 1819, vitimado pela varíola, antes da chegada ao Brasil. O registro corrigido aparece em /p/cronologia.html. — Nota editorial.

H. K. Vor Kurzem haben sich im Mohren-Saal zu Willisau über 300 Mitglieder des Wermelinger-Geschlechts getroffen, eingeladen von Otto Wermelinger-Ambühl, Luzern, dessen Sohn Walter in der brasilianischen Heimat seiner Namensvettern zwei Filme gedreht hatte. Der Stammvater, der 1819 mit Frau und fünf Kindern1 nach dem früher portugiesischen Staat Südamerikas ausgewandert war, hiess Xaver Wermelinger-Egli. Heute leben seine Nachfolger bereits in der fünften Generation dort, sei es in der Stadt Nova Friburgo (grösser als Luzern) oder in den Dörfern Duas Barras, Sumidouro, Niterói usw. Seine Filme, die Walter Wermelinger, Swissair-Beamter von Beruf, selber vorführte, weckten nicht geringes Interesse an den 400 Kilometer westlich Rios erhalten gebliebenen Sitten und Bräuchen, Arbeitsmethoden und Lustbarkeiten. Wie stark die Sippe zusammenhält, beweist wohl deutlich genug die grosse Verehrung des 150jährigen Ahnenbildes. Aber auch ihr Blutbewusstsein scheute sie nicht zu zeigen: wohl wusste man, dass die Wermelinger aus der Schweiz stammen, aber nicht mehr. Der Wunsch nach näherer Auskunft über Land und Leute der Stammheimat wurde immer lauter, zumal es bald einmal galt, die 150-jährige Sesshaftigkeit in Brasilien zu feiern. Einer der Brasilien-Luzerner, der Advokat Walter Wermelinger da Costa, in Niterói, brachte den Stein ins Rollen, indem die vom Schweizer Konsulat in Rio de Janeiro erbetenen Wermelinger-Adressen aus Luzern ihm den gewünschten Kontakt zwischen neuer und alter Heimat ermöglichten. Der zweite Film zeigte die Hochzeit eines Brasilianers mit einer bildhübschen Tochter namens Wermelinger, deren Körperbau, Gesichtszüge und Teint eher lusitanische als alemannische Herkunft verraten.

Es liegt nun an den Genealogen, zu ergründen, welcher Wermelinger-Familie der erste Auswanderer entstammte, ob der Sippe aus Ebersecken, Egolzwil, Hergiswil b. W., Ruswil, Triengen, in der Willisau-Land, aus dem Seetal oder Entlebuch. Die Verbindung zwischen Brasilien und Luzern ist jedenfalls hergestellt, und es dürfte nur eine Frage der Zeit sein, wann Angehörige der Brasilien-Wermelinger ihre Namensverwandtschaft im Luzernerland besuchen kommen.

Vor dem Versammlungssaal lagen portugiesisch gedruckte Zeitungen aus jener Gegend auf, wo die meisten Wermelinger als Mitglieder sehr berühmter Familien zum Aufbau der Ortschaften Duas Barras, Cantagalo, Sumidouro viel beigetragen haben. Ihr Familienname sei dort sehr bekannt und geachtet, und zahlreiche Träger dieses Namens seien als Ingenieure, Advokaten oder Militärfachleute ausgebildet worden.

Der Erfolg der Wermelinger-Tagung in Willisau ist den beiden Initianten und ihren fleissigen Mitarbeitern wohl zu gönnen. Ein prächtiger Ansporn zur Gründung eines Familienverbandes!

1 Die Angabe von fünf Kindern stammt aus der Originalreportage von 1969 und wird hier aus editorischem Prinzip der Quellenbewahrung unverändert übernommen. Schweizerische Primärquellen (Staatsarchiv Luzern, BF 52) verzeichnen sechs Kinder bei der Einschiffung 1819 — Xaver, Joseph, Stefan, Johann Baptist, Kathrina und Marianna. Johann Baptist starb auf See am 28. Dezember 1819 an den Pocken, vor der Ankunft in Brasilien. Der korrigierte Eintrag erscheint in /p/cronologia.html. — Anmerkung der Redaktion.

H. K. Not long ago, more than 300 members of the Wermelinger lineage gathered at the Mohren Hall in Willisau, invited by Otto Wermelinger-Ambühl of Lucerne, whose son Walter had filmed two pictures in the Brazilian homeland of their namesakes. The patriarch, who in 1819 emigrated with his wife and five children1 to the then Portuguese state of South America, was named Xaver Wermelinger-Egli. Today his descendants already live in the fifth generation there, whether in the city of Nova Friburgo (larger than Lucerne) or in the villages of Duas Barras, Sumidouro, Niterói and others. His films, screened by Walter Wermelinger himself — a Swissair employee by profession — awakened no small interest in the customs and traditions, working methods and festivities preserved 400 kilometres west of Rio. How strongly the family clan holds together is plainly shown by the great veneration of the 150-year-old ancestral portrait. But neither did they shy from showing their consciousness of blood: it was known that the Wermelingers came from Switzerland, but no more than that. The desire for fuller information about the land and people of the ancestral homeland grew ever louder, especially as the 150th anniversary of settlement in Brazil was soon to be celebrated. One of the Brazilian-Lucernese, the lawyer Walter Wermelinger da Costa of Niterói, set the stone rolling: the Wermelinger addresses from Lucerne which he requested through the Swiss Consulate in Rio de Janeiro made possible the desired contact between the new and old homelands. The second film showed the wedding of a Brazilian with a strikingly beautiful daughter named Wermelinger, whose build, features and complexion betray Lusitanian rather than Alemannic ancestry.

It now falls to the genealogists to determine from which Wermelinger family the first emigrant descended — whether from the lineage of Ebersecken, Egolzwil, Hergiswil bei Willisau, Ruswil, Triengen, the Willisau-Land district, the Seetal or the Entlebuch. The connection between Brazil and Lucerne has, in any case, been established, and it should only be a matter of time until members of the Brazilian Wermelingers come to visit their namesakes in the Lucerne canton.

Before the assembly hall lay Portuguese-printed newspapers from that region, where most Wermelingers — as members of very distinguished families — contributed greatly to the building up of the towns of Duas Barras, Cantagalo, Sumidouro. Their family name is said to be very well known and respected there, and numerous bearers of the name are reported to have been trained as engineers, lawyers or military officers.

The success of the Wermelinger Gathering in Willisau is well deserved by its two initiators and their diligent collaborators. A splendid spur for the founding of a family association!

1 The figure of five children appears in the 1969 original report and is preserved here unchanged, by editorial principle of source fidelity. Swiss primary sources (Staatsarchiv Luzern, BF 52) record six children at embarkation in 1819 — Xaver, Joseph, Stefan, Johann Baptist, Kathrina and Marianna. Johann Baptist died at sea on 28 December 1819 of smallpox, before the arrival in Brazil. The corrected record appears at /p/cronologia.html. — Editorial note.

Recorte do jornal Willisauer Bote de 28 de novembro de 1969

Originalfassung em alemão · Willisauer Bote, 28.11.1969 · H.K.
Tradução PT/EN: Tiago Torres Wermelinger · Duas Barras · 2026
Originalfassung · Willisauer Bote, 28.11.1969 · H.K.
Archivierung · Tiago Torres Wermelinger · Duas Barras · 2026
German original · Willisauer Bote, 28.11.1969 · H.K.
Translation PT/EN: Tiago Torres Wermelinger · Duas Barras · 2026

terça-feira, 19 de maio de 2009

Willisauer Bote

LOKALNACHRICHTEN

WILLISAU

Wussten Sie schon...
...dass in weiter Ferne, im Süden Brasiliens, noch viele Wermelinger leben? Es sind einige hundert in den Buchten von Rio de Janeiro, in Niterói und speziell in der Landschaft in den Bergen oberhalb von Rio im Estado do Rio de Janeiro. Dazu schreibt Otto Wermelinger-Ambühl, Luzern, folgende interessante Einzelheiten:

Der erste Xavier Wermelinger soll mit anderen Schweizer Familien und speziell auch mit Freiburger Familien vor dem Jahre 1820 nach Südamerika ausgewandert sein. Land gab es gratis zur Bewirtschaftung. Die Parzelle wurde durch das Los bestimmt. Der Anfang muss ausserordentlich schwer gewesen sein. Weitere Siedler folgten nach, aber nicht alle überlebten die lange, beschwerliche Seereise. Die Freiburger gründeten später die Stadt Neu-Freiburg, die Wermelinger die kleinere Stadt Duas Barras im Staate Rio de Janeiro.

Gewiss ist das Wissen um die Existenz von Schweizer Kolonien in Übersee und sonstwo in der ganzen Welt gar nicht neu. Aber neu war die Nachricht für viele, dass es in Brasilien so viele Wermelinger-Familien gibt.

Im Jahre 1961 erhielt ich einen Brief aus Niterói von einem jungen Mann, der auch den Namen Wermelinger trug. Er interessierte sich für die Herkunft und Abstammung seiner Vorfahren in der Schweiz. Meine Adresse erhielt dieser Mann vom Konsul in Rio de Janeiro, der vermutete, dass ich mit ihm verwandt sein könnte. Nun, dieser Beweis liess sich schwer erbringen, jedoch spätere Vergleiche von alten Fotos und Porträts liessen diese Vermutung bekräftigen.

Die ersten Wermelinger mussten also aus dem Luzerner Hinterland stammen. Es bahnte sich dann ein gegenseitiger Briefwechsel an, der in Rio de Janeiro vom Portugiesischen ins Deutsche oder umgekehrt übersetzt werden musste.

Im Jahre 1967 entschloss ich mich, dem Briefschreiber und seiner Familie einen Besuch abzustatten. Der Empfang im Flughafen Galeão bei Rio war spontan und herzlich. Neu gewonnene Freunde und vielleicht auch Verwandte zeigten mir die nähere und weitere Umgebung.

Es muss dazu bemerkt werden, dass Gastfreundschaft in diesen Landen gross geschrieben wird. Der Zufall wollte es, dass ich in Duas Barras ein grosses Erinnerungsfest mitfeiern durfte. Eine Niteroier Zeitung brachte einen Artikel mit grossen Schlagzeilen: „150 Jahre Familie Wermelinger".

Unter anderem wurde darauf hingewiesen, dass ich der erste Wermelinger sei, der diese Familien aus der ehemaligen alten Heimat besuche, und es liess an Huldigungen nicht fehlen.

Von zwei Brasilienreisen brachte ich reichliches Filmmaterial nach Hause, das ich mit Kommentar und passender Musik vertonte.

Der Film wird gezeigt: Sonntag, 16. November, 14:30 Uhr, im grossen Saal des Hotels Mohren in Willisau.

Es sei an dieser Stelle ausdrücklich erwähnt, dass dieser Film nicht Wermelinger-betont ist und daher für jedermann interessant und sehr sehenswert ist.

Also: Herzlich willkommen im Hotel Mohren — der Eintritt ist frei!

Recorte do Willisauer Bote, Lokalnachrichten Willisau

(Quelle: Walter Wermelinger)

Willisauer Bote

Willisauer Bote – 20/11/1969

A FAMÍLIA WERMELINGER PRESENTE EM WILLISAU

Quando uma estirpe tão antiga, tradicional e largamente difundida como a dos Wermelinger se lembra de seus irmãos e irmãs genealógicos, esta é, sem dúvida, uma ocasião para uma reunião numerosa, na qual se encontram idosos e jovens de perto e de longe. Assim pôde o presidente da Organização da Reunião Wermelinger — Otto Wermelinger-Ambühl, de Lucerna — cumprimentar 300 pessoas no domingo próximo passado, no Salão Grande do Hotel Mohren. Ao seu lado estavam a Sra. Lehner, de Horw, e a Sra. Martha Wermelinger, do Moinho de Willisau.

O filho do presidente, Walter Wermelinger, da Swissair, conduziu a atração principal desta reunião: um filme de sua própria autoria, sobre o Rio de Janeiro e seu interior, o campo de ação dos membros da família Wermelinger que há cerca de 150 anos emigraram para lá. O objetivo desta reunião era: os Wermelinger do Brasil cumprimentam os componentes de sua estirpe na Suíça. Do grande número de quadros maravilhosamente bem coloridos, queremos destacar: a chegada do produtor do filme à casa do advogado Walter Wermelinger da Costa, no Rio; passeios nas redondezas do Rio; um carnaval em miniatura no Rio. Na segunda parte do filme, este nos levou aos vestígios da família Wermelinger, distantes 400 km, ao interior do Brasil, à cidade de Nova Friburgo, com 85.000 habitantes, e depois para Duas Barras e Sumidouro, nas quais ainda hoje reside o maior número dos Wermelinger do Brasil. Uma destas famílias mostrou com orgulho o "portrait" de seu ancestral Joseph Wermelinger, que há 150 anos chegou a esta terra e começou a colonizá-la. Um outro filme mostrou o casamento de uma jovem Wermelinger com um brasileiro, e queremos mencionar que a noiva já é portadora de traços da raça brasileira (descendente já da quinta geração que se assimilou lá). Foram mostrados ainda quadros interessantes de uma exposição rural. Por ocasião dessa exposição, Walter Wermelinger pôde se alojar na casa de parentes em Cantagalo. Uma especial impressão nos causaram as fazendas, que foram cultivadas com tenaz diligência e incansável paciência pelos Wermelinger.

O presidente passou uma lista de presença entre os participantes da reunião. Esta lista deverá ser enviada aos parentes do Brasil como saudação. Outrossim, ele dirigiu o pedido a todos os presentes que estes enviassem outros possíveis detalhes sobre a família ao Brasil.

No saguão do hotel, os atenciosos visitantes podiam ver postais do Brasil, recortes de jornais brasileiros e o escudo da família. Pôde ser constatado que os Wermelinger são cidadãos de Ebersecken, Egolzwil, Entlebuch, Gelfingen, Hergiswil b. W., Halse, Ruswil, Triengen e Willisau-Land. Desde o século XIV foram constatados ao norte de Wolhusen. Nos primórdios, o local onde residiam chamava-se Wermodingen, constatado em escrituras antigas, e comprovado por Brandstetter como derivado de "Warinbald". Um Hans Wermelinger, comendador em Ruswil, construiu em 1575 a capela em Buchholz. Em 1656, o magistrado e juiz de Lucerna presenteou o pedreiro Caspar Wermelinger com baixelas de prata, por sua participação briosa e corajosa nas guerras confederadas. Antes do final oficial da reunião, o engenheiro Anton Wermelinger, de Baden, agradeceu o trabalho idealista da organização, e externou a esperança de que os presentes pudessem se reunir outra vez em número tão elevado para uma reunião deste tipo. Finalizando, pôde ser constatado o firme propósito desta casta de continuar unida — e este desejo é, sem dúvida, uma missão grata aos organizadores desta reunião.

Lista de presença dos participantes:

Lista de presença, página 1 Lista de presença, página 2 Lista de presença, página 3

(Fonte: Walter Wermelinger)

Lieber Freund Walter in Uebersee.

Otto Wermelinger
St. Karlistr. 68
Luzern (Schweiz)

Luzern, den 9. Juni 1963

Lieber Freund Walter in Übersee,

Endlich will ich einmal Deine wertvolle Post beantworten, die mich jedesmal mit grossem Stolz erfüllt. Also vielen Dank für das hochinteressante Paket und den in einem Abstande erfolgten Brief. Die Verpackung am Paket sah sehr mitgenommen aus, die Schnur offen, das Papier zerrissen, aber es kam doch alles an, worüber wir uns riesig freuten. Die Kalender und das Buch über Land und Volk Brasiliens hatten uns alle riesig interessiert. Wohl ist die Qualität des Druckes und der Ausrüstung nicht mit der in der Schweiz ebenbürtig, aber wenn wir in so grossen Auflagen drucken müssten, würde dieselbe bestimmt nicht besser. Im Gegenteil: die heutige gehetzte Arbeitsweise in den Fabriken und Betrieben droht der guten alten berühmten Schweizerqualität arg zuzusetzen. Das Brot muss verhältnismässig sehr sauer verdient werden, denn der Konkurrenzkampf ist in der Schweiz und in ganz Europa sehr gross. Zudem kommt dazu das Japan. Aber eben Japan, wo der Lohn so klein ist und der Arbeiter so genügsam, das kann billig verkaufen. Zum Beispiel habe ich optische und Fotoartikel gesehen, die der in Schweiz fabrizierten fast in nichts in der Qualität nachstehen.

Nebst meinen Geschwistern kenne ich in Luzern sozusagen gar niemand, der mit mir auch weitstehend verwandt wäre. Und die, die ich von meinem Vater her gekannt habe, die in Willisau, Hergiswil gelebt haben, leben fast keine mehr. Aber immerhin: die Foto von Deinem Ur-Urgrossvater ist ein kleiner Hoffnungsstrahl. Aber es braucht sehr viel Zeit, und bis zu jenen Wermelinger-Orten sind ein bis zwei Stunden zu fahren. Immerhin will ich versuchen, in den Ferien eine Kontaktaufnahme zu machen; vielleicht kann der Gemeindepräsident oder der Pfarrer mir einen Hinweis geben, auf welche Bauernliegenschaft ich mich hinwenden könnte. Aber wie gesagt: nur ein grosser Zufall, wenn ich eine Spur finden könnte. Ich stelle mir vor, es müsste doch ein Gemälde von Hand gemalt sich finden lassen. Oder ist dieses Gemälde in Eurem Besitze, und habt Ihr diese Photo von diesem Bilde machen lassen?

Über die politische Struktur unseres Landes gibt die beiliegende Broschüre sehr einfach und leichtfasslich Auskunft. Vielleicht ist Dein Freund Harald so nett und tut es in kurzen Zügen übersetzen.

Mitte Juni gehe ich mit meiner Familie nach Italien; es ist dann für mich und meine Frau das erste Mal, dass wir das Meer sehen und erleben. Wir freuen uns riesig darauf.

Im Weitern kommt mir nichts Neues in den Sinn, und ich will meine Zeilen schliessen in der Absicht, die interessante Korrespondenz weiter zu pflegen.

Es grüssen von ganzem Herzen aus weiter Ferne, aber dennoch aufrichtig — lasse auch den Übersetzer von Herzen grüssen.

OTTO WERMELINGER, MEINE FRAU M., WALTER

(Quelle: Walter Wermelinger)